26.2 Problemas e Exerc´ıcios
27.2.2 C´alculo da capacitˆancia
Um capacitor de placas paralelas possui placas circula-res de raio?/#" cm e separac¸˜ao H mm. (a) Calcule a capacitˆancia. (b) Que carga aparecer´a sobre as placas se a ddp aplicada for deM"A V?
(a) de dois cilindros concˆentricos com a catodo sendo o ci-lindro central. O diˆametro do catodo ´e de - mm e o diˆametro da placa ´e de ? mm; os dois elementos tˆem comprimento de"l; cm. Calcular a capacitˆancia do dio-do.
Para um capacitor cil´ındrico (com Ê ) temos da Eq. 27-14 ou da Tabela 1:
Calculamos, na Sec¸˜ao 27-3, a capacitˆancia de um capa-citor cil´ındrico. Usando a aproximac¸˜ao , ¼y0ª@¡¼ ,
quando¼ Ì (veja o Apˆendice G), mostre que ela se aproxima da capacitˆancia de um capacitor de placas pa-ralelas quando o espac¸amento entre os dois cilindros ´e pequeno.
A capacitˆancia em quest˜ao ´e dada por
mQ
"Awt
5 O
¤ ! ¥
Chamando-se de o espac¸amento entre os dois cilin-dros, temos que Ê .
ondea#" "Aw Ê3O ´e a ´area das placas e a aproximac¸˜ao foi
feita supondo-se queÊ%¿ .
P 27-13.
Suponha que as duas cascas esf´ericas de um capacitor esf´erico tenham aproximadamente raios iguais. Sob tais condic¸˜oes, tal dispositivo se aproxima de um capacitor de placas paralelas come)Ê% . Mostre que a Eq. 27-17 se reduz, de fato `a Eq. 27-9, nesse caso.
A capacitˆancia do capacitor esf´erico em quest˜ao ´e
m¡
Chamando-se de v os dois raios supostos aproximada-mente iguais, segue que ʯ@Rv X . Por outro lado,
ecÊ%N . Portanto,
mQ
Um capacitor foi construido para operar com uma capa-citˆancia constante, em meio a uma temperatura vari´avel.
Como se demonstra na Fig. 27-23, o capacitor ´e do tipo de placas paralelas com “separadores” de pl´astico para
manter as placas alinhadas. (a) Mostre que a taxa de variac¸˜ao da capacitˆanciam com a temperatura% ´e dada por placas. (b) Se as placas forem de alum´ınio, qual dever´a ser o coeficiente de expans˜ao t´ermica dos separadores a fim de que a capacitˆancia n˜ao varie com a temperatura?
(Ignore o efeito dos separadores sobre a capacitˆancia.)
(a) A capacitˆanciam ´e uma func¸˜ao de duas var´aveis:
(i) da ´areaa das placas e (ii) da distˆancia ¼ entre as placas:
mQ t5 a¼
Portanto, a disciplina de C´alculo nos ensina que as variac¸˜oes da capacitˆanciam com a temperatura % s˜ao determinadas pela equac¸˜ao
3m
Calculando-se as derivadas parciais, encontramos
Ñ m
que, substituidas da express˜ao para=mÅA% acima, nos fornecem
que ´e o resultado pedido.
(b) Da Eq. 19-9 sabemos que a variac¸˜ao%O de um com-primentoO qualquer quando submetido a uma variac¸˜ao
'% de temperatura ´e dado pela equac¸˜ao
%O LOô+'%
ondeô ´e o chamado ‘coeficiente de expans˜ao t´ermica’
do material em quest˜ao. Esta equac¸˜ao pode tamb´em ser re-escrita como
O
%O
(%
Nô
onde ô j´a representa agora o valor do coeficiente de expans˜ao t´ermica do separador.
Analogamente (veja o Exerc´ıcio 19-37), a variac¸˜aoa de uma ´areaa em func¸˜ao de uma variac¸˜ao'% de tem-peratura pode ser escrita como
.¶ / C representa o coeficiente de expans˜ao t´ermica do alum´ınio (veja a Tabela 19-3) de que s˜ao feitas as placas, e o fator" leva em conta a bidi-mensionalidade das ´areas.
Para que a capacitˆancia n˜ao varie com temperatura ´e preciso que3m<&%
, ou seja, que
onde consideramos variac¸˜oesa e(% infinitesimais.
Da igualdade mais `a direita vemos que, para evitar variac¸˜oes de m com % , o coeficiente de expans˜ao t´ermica dos separadores dever´a ser escolhido tal que
ô " ô Al
2"$78l.y¶
/ C 27.2.3 Capacitores em paralelo e em s´erie
E 27-15.
Quantos capacitores de ªp F devem ser ligados em pa-ralelo para acumularem uma carga de C com um po-tencial de V atrav´es dos capacitores?
Para poder armazenar C a V a capacitˆancia equivalente do arranjo a ser construido dever´a ser:
m î ! Para uma conex˜ao em paralelo sabemos quem î
m
onde m ´e a capacitˆancia individual de cada capacitor a ser usado. Portanto, o n´umero total de capacitores ser´a:
m î
Na Fig. 27-24, determine a capacitˆancia equivalente da combinac¸˜ao. Suponha m
p F, m X [ p F e
m \
;Áp F.
Os capacitoresm
em X est˜ao em paralelo, formando um capacitor equivalentem
X que, por sua vez, est´a em
s´erie comm \ . Portanto, a capacitˆancia equivalente total
Na Fig. 27-25, determine a capacitˆancia equivalente da combinac¸˜ao. Suponha m
·p F, m X T[ p F e
m \
;Áp F.
Os capacitoresm
em X est˜ao em s´erie. Portanto
m X
O capacitor equivalente total ´e dado pela ligac¸˜ao em pa-ralelo dem
X em \ :
Cada um dos capacitores descarregados na Fig. 27-26 tem uma capacitˆancia de" [ p F. Uma diferenc¸a de po-tencial de;3"A V ´e estabelecida quando a chave ´e fecha-da. Quantos coulombs de carga passam ent˜ao atrav´es do amper´ımetroa ?
Basta usar a f´ormula!&óm
î , ondem
î
´e o ca-pacitor equivalente da ligac¸˜ao em paralelo,m î
±H3m ,
ondem " [ p F, eÒ ;="A Volts. Portanto, a carga
total medida ´e
!CNH
Uma capacitˆancia m
-sp F ´e ligada em s´erie com uma capacitˆancia m X ;{p F e uma diferenc¸a de po-tencial de"A V ´e aplicada atrav´es do par. (a) Calcule a capacitˆancia equivalente. (b) Qual ´e a carga em cada capacitor? (c) Qual a diferenc¸a de potencial atrav´es de cada capacitor?
(a) A capacitˆancia equivalente ´e
m î (b) A carga no capacitor equivalente ´e
!¨m
Como os capacitores est˜ao em s´erie, este valor ´e o m´odulo da carga que est´a sobre cada uma das placas dos dois capacitores. Ou seja,!
A Fig. 27-28 mostra dois capacitores em s´erie, cuja sec¸˜ao central, de comprimento , pode ser deslocada verticalmente. Mostre que a capacitˆancia equivalente dessa combinac¸˜ao em s´erie ´e independente da posic¸˜ao da sec¸˜ao central e ´e dada por
mQ t 5 a
Ê4e)
Chamando-se de a distˆancia entre as placas da par-te superior da figura, obpar-temos as seguinpar-tes express˜oes para as capacitˆancias individuais de cada um dos dois capacitores:
Ligando-os em s´erie obtemos
m î
Desta express˜ao vemos que a capacitˆancia equivalente n˜ao depende de , ou seja, n˜ao depende da posic¸˜ao da sec¸˜ao reta central.
P 27-28.
Na Fig. 27-29, os capacitoresm
p
F em X ÎH p F s˜ao ambos carregados a um potencial 8 V mas com polaridades opostas, como ´e mostrado. As chaves
e X s˜ao, ent˜ao fechadas. (a) Qual ´e a diferenc¸a de potencial entre os pontosÊ e ? (b) Qual ´e a carga sobre
m
? (c) Qual ´e a carga sobrem X ?
(a) Ap´os as chaves serem fechadas as diferenc¸as de potencial s˜ao as mesmas e os dois capacitores est˜ao em paralelo. A ddp de Ê at´e ´e ! ó]Am î
, one ] ´e a carga l´ıquida na combinac¸˜ao e m î
´e a capacitˆancia equivalente.
A capacitˆancia equivalente ´e
A carga total na combinac¸˜ao ´e a carga l´ıquida sobre ca-da par de placa conectaca-das. A carga sobre o capacitor
´e e a carga sobre o capacitor" ´e
! X m X
de modo que a carga l´ıquida sobre a combinac¸˜ao ´e
,He
C. Portanto, a diferenc¸a de potencial pedida ´e
!
(b) A carga no capacitor ´e agora
! (c) A carga no capacitor" ´e agora
! X
Quando a chave , na Fig. 27-30, ´e girada para a esquer-da, as placas do capacitor C, adquirem uma diferenc¸a de potencial
5
. Os capacitoresm
em X est˜ao inicialmente descarregados. A chave ´e, agora, girada para a direita.
Quais s˜ao as cargas finais!
,! X e! sobre os capacitores correspondentes?
As cargas nos capacitores" e H s˜ao as mesmas, de modo que eles podem ser substituidos por um capacitor equivalente dado por
equivalente ´e a mesma que em qualquer um dos capaci-tores da combinac¸˜ao. A diferenc¸a de potencial atrav´es do capacitor equivalente ´e! X m eq. A diferenc¸a de po-tencial atrav´es do capacitor ´e!
A diferenc¸a de potencia atrav´es da combinac¸˜ao dos ca-pacitores" eH tem que ser a mesma diferenc¸a de poten-cial atrav´es do capacitor , de modo que
!
m ! X
m eq
,IÊ=0
Quando fechamos a chave pela segunda vez, par-te da carga originalmenpar-te no capacitor flui para a combinac¸˜ao de " e H . Sendo !
5
´e a carga original, a lei da conservac¸˜ao da carga nos fornece
! ! X
´e a diferenc¸a de potencial original atrav´es do capacitor .
Da Eqs. (b) tiramos que
! X Lm
5
ec!
que, quando substituida na Eq. (a), fornece
!
m m 5
ec!
m eq
que, finalmente, nos fornece!
As cargas nos capacitores" eH s˜ao
! X
Segunda soluc¸˜ao:Considere a figura abaixo:
As cargas iniciais est˜ao indicadas `a esquerda de cada pacitor. As cargas finais est˜ao indicadas `a direita de ca-da capacitor. Inicialmente, podemos escrever a seguinte relac¸˜ao:
!Nm
5
De acordo com a Lei da Conservac¸˜ao da Carga, ao co-nectarmos os capacitoresm X em \ , a carga total eª! no condutor,. indicado na figura da soluc¸˜ao deste proble-ma, deve permanecer constante. Logo,
eª!eª!
ec! \
Donde se conclui que
! ! \ ¨m
5
Aplicando a Lei da Conservac¸˜ao da Carga no condutor
/
indicado na figura de soluc¸˜ao deste problema, encon-tramos: Qeª! X ! \ . Donde se conclui que! X ! \ . Aplicando a Lei da Conservac¸˜ao da Carga para o con-dutor 0 , indicado na figura do problema, n˜ao conduz a nenhuma equac¸˜ao nova. Sabemos que o campo ele-trost´atico ´e conservativo. Ent˜ao, as somas de diferenc¸a de potencial ao longo da malha fechada deve ser nula (Lei das Malhas). Portanto,
! X
m X ! \
m \ e !
m
As relac¸˜oes (1), (2) e (3) formam um sistema de trˆes equac¸˜oes e trˆes inc´ognitas!
,! X e! \ . A soluc¸˜ao deste sistema fornece a resposta
! m m X m m \
m m X m m \ m X m \ m 5
! X L!
\ m X m \
m m X m m \ m X m \ m 5
27.2.4 Armazenamento de energia num campo el´etrico
E 27-34.
Que capacitˆancia ´e necess´aria para armazenar uma ener-gia de8 kWBh sob uma diferenc¸a de potencial de V?
Como sabemos que a energia armazenada num capa-citor ´e(Q¨mC X " , a ‘dificuldade’ do problema consis-te apenas em deconsis-terminar quantos Joules correspondem a
kWBh.
Lembrando que J WattBsegundo, simplesmen-te precisamos multiplicar , \ WAÓ K 0:,H - s/h0 para obter que kWBhH -$& J. Portanto
mQ
" (
X "
,IH
-$& 0
, 0 X
¨Z
"
F
E 27-37.
Dois capacitores, de capacitˆancia "Ap F e;p F, s˜ao liga-dos em paralelo atrav´es de uma diferenc¸a de potencial deH V. Calcular a energia total armazenada nos capa-citores.
A energia total ´e a soma das energias armazenadas em cada capacitor. Com eles est˜ao conectados em paralelo, a diferenc¸a de potencial a que est˜ao submetidos ´e a mesma. A energia total ´e, portanto,
(
"
,êm
m X
0³
X
"
"%$&/.¶}i;)$&/.¶
,IH
0 \
/#"
Z J
P 27-47.
Um capacitor cil´ındrico tem raio internoÊ e raio externo
(como indicado na Fig. 27-6, p´ag. 95). Mostre que me-tade da energia potencial el´etrica armazenada est´a den-tro de um cilindro cujo raio ´e
v
Ä
Ê$
A energia acumulada num campo el´etrico que ocupa um volume1 ´e obtida integrando-se, sobre todo o vo-lume 1 , a densidade de energiaÖ-2 do campo el´etrico.
Portanto,
(,v<0 ~ Ö 2 &1
t 5
" ~
! X
&1
onde 3¦ "<w v<O v ´e o elemento de volume da
gaus-siana cil´ındrica de raiov considerada (ver Fig. 27-6).
Usando a Eq. 27-12, encontramos que o campo el´etrico entre as placas de um capacitor cil´ındrico de compri-mentoO contendo uma carga! e de raiov ´e dado por
,|vA0
!
"<wt
5
O}v
Substituindo-se este valor na equac¸˜ao para(,v<0 , acima, encontramos a seguinte relac¸˜ao para a energia acumula-da no campo el´etrico dentro do volume compreendido entre o cilindro de raioÊ e o cilindro de raiov :
A energia potencial m´axima(43 ´e obtida parav5"# :
(436"¨(,:0}
Para obter o valor de v pedido precisamos simples-mente determinar o valor de v para o qual tenhamos
(,v<0Wó(73ø
"
. Substituindo-se nesta equac¸˜ao os va-lores de(),|vA0 e(73 acima, encontramos sem nenhuma dificuldade que
Mostre que as placas de um capacitor de placas paralelas se atraem mutuamente com uma forc¸a dada porï
! X
"At
5 a
Obtenha o resultado calculando o trabalho necess´ario para aumentar a separac¸˜ao das placas de¼ para¼ ¼ , com a carga! permanecendo constante.
O trabalho feito num campo el´etrico ´e definido por
K ï
Portanto, por comparac¸˜ao destas f´ormulas, obtemos a magnitude da forc¸a ´e
ï
*
.
Para um capacitor de placas paralelas sabemos que a magnitude do campo ´e dada por n "At
Modo alternativo, n˜ao supondo! constante: Consi-dere uma carga infinitesimal3! sobre uma das placas
do capacitor. O m´odulo da forc¸a infinitesimal de-vida ao campo el´etrico
existente no capacitor ´e dada por
ï
3!
A Eq. 27-7 nos diz que m´odulo do campo el´etrico
existente no capacitor ´e
!
Usando o resultado do Problema 27-49, mostre que a forc¸a por unidade de ´area (a tens˜ao eletrost´atica) atuan-do sobre cada placa ´e dada por t
5 X "
. (Na realida-de, este resultado ´e geral, valendo para condutores de qualquer formato, com um campo el´etrico
û
na sua su-perf´ıcie.
De acordo com o problema 27-49, a forc¸a em cada placa do capacitor ´e dada por
ï
Assim sendo, a forc¸a por unidade de ´area ´e
ïa
" t 5 X
P 27-51ú .
Uma carga! ´e colocada lentamente na superf´ıcie de uma bolha de sab˜ao, de raio u
5
. Devido `a repuls˜ao m´utua existente entre as cargas superficiais, o raio aumenta li-geiramente parau . Por causa da expans˜ao, a press˜ao do ar dentro da bolha cai para 1
598
:1 onde
8
´e a press˜ao atmosf´erica,1
5
´e o volume inicial e1 ´e o volume final.
Mostre que
(Sugest˜ao: Considere forc¸as que atuam sobre uma pe-quena ´area da bolha carregada. Forc¸as decorrentes de (i) press˜ao do g´as; (ii) a press˜ao atmosf´erica; (iii) a tens˜ao eletrost´atica. Ver o Problema 50.)
Conforme o Problema 27-50, a forc¸a eletrost´atica que atua numa pequena ´area %a ´e
ï î t 5 X
! ´e a carga na bolha. Portantoï
î
apontando para fora. A forc¸a do g´as dentro ´e o produto da press˜ao dentro pela ´area, ou seja,ï
; 8 1 5
apontando para fora. A forc¸a do ar fora ´e
ï ! 8
%a ,
apontando para dentro.
Como a superf´ıcie da bolha esta em equil´ıbrio, a soma das trˆes forc¸as deve anular-se:
ï î ï ; e ï !
de onde tiramos facilmente que
! X
Em outras palavras:
As forc¸as que atuam sobre o elemento de ´area da bolha carregada s˜ao causadas pelas seguintes press˜oes: (a) A press˜ao do g´as
8 ; do interior da bolha (atuando de den-tro para fora), (b) A press˜ao atmosf´erica
8
(atuando de fora para dentro), (c) A tens˜ao eletrost´atica mencionada no Problema 27-12 (atuando de dentro para fora). No equil´ıbrio, como a soma das forc¸as ´e igual a zero, can-celando a ´area comum considerada, podemos escrever:
8 ; t 5 X
" 8
,<A0
De acordo com o enunciado do problema, temos:
8 ; 1 5
1 8 \ w u \5
\ w u \ 8 u \5
u \ 8
O campo el´etrico da distribuic¸˜ao de cargas esfericamen-te sim´etrica exisesfericamen-tenesfericamen-te na superf´ıcie da bolha ´e dado por
de onde se tira facilmente que o valor pedido ´e
! X
27.2.5 Capacitor com um diel´etrico
E 27-53.
Dado um capacitor de Z ; pF, cheio de ar, pedimos convertˆe-lo num capacitor que armazene Z ;7p J com uma diferenc¸a de potencial m´axima de- [ " V. Qual dos diel´etricos listados na Tabela 27-2 poderia ser usado pa-ra preencher a lacuna de ar do capacitor?
Com o diel´etrico dentro, a capacitˆancia ´e dada por
m =gm
5
, ondem
5
representa a capacitˆancia antes do diel´etrico ser inserido. A energia armazenada ´e dada por
(¡
Da Tabela 27-2 vemos que poder´ıamos usar pirex para preencher a lacuna do capacitor.
E 27-56.
Um cabo coaxial usado numa linha de transmiss˜ao tem um raio interno de ` mm e um raio externo de / -mm. Calcular a capacitˆancia por metro de cabo. Supo-nha que o espac¸o entre os condutores seja preenchido compoliestireno.
Usando as Eqs. 27-14 e 27-30 encontramos que a ca-pacitˆancia do cabo ´e
m¡>Ám ar>
Portanto, por unidade de comprimento temos
?
onde usamoss "l- (que corresponde ao poliestireno, veja Tabela 27-2, p´ag. 101).
P 27-57.
Uma certa substˆancia tem uma constante diel´etrica de
"l?
e uma rigidez diel´etrica de? MV/m. Se a usarmos como material diel´etrico num capacitor de placas para-lelas, qual dever´a ser a ´area m´ınima das placas para que a capacitˆancia seja deZ $ 8 . X p F e para que o capa-citor seja capaz de resistir a uma diferenc¸a de potencial de; kV?
A capacitˆancia ´em»Am
5 capacitˆancia sem o diel´etrico, ´e a constante diel´etrica do meio,a a ´area de uma placa e a separac¸˜ao das pla-cas. O campo el´etrico entre as placas ´e
Q< , onde
´e a diferenc¸a de potencial entre as placas.
Portanto,L emQ# t
5 a
A , donde tiramos
aL mC
t 5
Para que esta ´area seja m´ınima, o campo el´etrico deve ser o maior poss´ıvel sem que rompa o diel´etrico:
a
Um capacitor de placas paralelas, de ´areaa , ´e preen-chido com dois diel´etricos como mostra a Fig. 27-35 na p´ag. 111. Mostre que neste caso a capacitˆancia ´e dada por
O valor pedido corresponde `a capacitˆanciam do ca-pacitor equivalente da ligac¸˜ao em s´erie de
m
cuja ´unica diferenc¸a ´e o diel´etrico:
O campo el´etrico uniforme para cada uma das cama-das diel´etricas entre as placas do capacitor ´e dada por
Note que, no caso de um capacitor no ar (sem os diel´etricos), temos
C
X
e a relac¸˜ao acima se reduz a mµ t
5
aÅA , conforme esperado. Quando os dois diel´etricos forem iguais, isto ´e, para
@
X
@ ,
a relac¸˜ao anterior tamb´em fornece o resultado esperado:
mQ>
t 5
a< .
27.2.6 Os diel´etricos e a lei de Gauss E 27-66
Um capacitor de placas paralelas tem uma capacitˆancia de pF, placas de ´area igual a cmX e usa mica co-mo diel´etrico ({L[ ; ). Pra uma diferenc¸a de potencial de[ V, calcule: (a) na mica; (b) o m´odulo da carga livre sobre as placas, e (c) o m´odulo da carga superficial induzida.
(a) O campo el´etrico na regi˜ao entre as placas ´e
A , onde ´e a diferenc¸a de potencial entre as placas e a separac¸˜ao das placas. Comom¯@ t
5
a< , ondea ´e a ´area de uma placa e a constante diel´etrica, temos que t (b) A carga livre nas placas ´e
!D¨4mQÎ, (c) O campo el´etrico ´e produzido por ambas cargas, livre e induzida. Como campo devido a uma camada grande e uniforme de carga ´e! l,"At
5
aÅ0 , o campo entre as placas
´e
O primeiro termo deve-se `carga livre positiva em uma das placas, o segundo deve-se `a carga livre negativa na outra placa, o terceiro deve-se `a carga induzida positiva em uma das superf´ıcies do diel´etrico o quarto deve-se `a carga induzida negativa na outra superf´ıcie do diel´etrico.
Observe que o campo devido a carga induzida ´e oposto ao campo devido `a carga livre, de modo que eles tendem a cancelar-se. A carga induzida ´e, portanto,
!1ë !D}e
t 5 a
[
$78 . '
C
e,
?/? [
$& . X
0:,
$&
0:,
$&
0 C
;oC$78l. '
C
;o nC
P 27-71
Uma lˆamina diel´etrica de espessura ´e introduzida en-tre as placas de um capacitor de placas paralelas de separac¸˜ao . Mostre que a capacitˆancia ´e dada por
mQ
t 5 a
4e,e
09
(Sugest˜ao: Deduza a f´ormula seguindo o modelo do Exemplo 27-10.) Esta f´ormula prevˆe o resultado num´erico correto do Exemplo 27-10? Verifique que a f´ormula est´a de acordo com os casos especiais quando
,{ eqN .
Seja um campo el´etrico na regi˜ao vazia e o cam-po el´etrico no interior do diel´etrico. Da Eq. 27-32 sabe-mos que . Portanto, observando a Fig. 27-17 que corresponde `a situac¸˜ao deste problema, vemos que a diferenc¸a de potencial atrav´es do capacitor ´e dada por
¼
,4e)e&¼0
ou seja
Î,e*
0
Como sabemos que N! /,a t
5 0 (veja Eq. 27-7), segue que
!
a t 5 ¢
gCe®,+ze
09
£=
donde tiramos sem dificuldades que, realmente,
m@"
!
t 5 a
4e,e
09
Note que este resultado n˜ao depende da posic¸˜ao exata da lˆamina dentro do diel´etrico. A lˆamina tanto poder´a estar tocando qualquer uma das placas como estar no meio delas, sem que se altere o valor acima.
Tanto para4 quanto parai a relac¸˜ao anterior fornece corretamente a capacitˆancia no v´acuo, ou seja,
mQ t 5
aÅA .
Quando s , situac¸˜ao em que o diel´etrico preenche totalmente o espac¸o entre as placas do capacitor, a ex-press˜ao acima tamb´em fornece o resultado correto, a
sa-ber,mQ#ga t
5
< .
28 Corrente e Resistˆencia
28.1 Quest˜oes
Q 28-1.
No estado estacion´ario n˜ao pode existir nenhuma car-ga livre no interior da superf´ıcie fechada. Portanto, a taxa de variac¸˜ao da carga que entra (corrente que entra) deve ser exatamente igual `a corrente que sai. Ou se-ja, a integral deEcBF ao longo da superf´ıcie externa do corpo ´e igual a zero. Isto ser´a sempre verdade, in-dependentemente do n´umero de condutores que entram ou que saem da superf´ıcie considerada. Como a Lei de Gauss tamb´em pode ser aplicada no estado estacion´ario, conclu´ımos que o fluxo el´etrico tamb´em n˜ao pode variar atrav´es da superf´ıcie externa do corpo.
Q 28-19.
Este aparente paradoxo possui soluc¸˜ao trivial. Vocˆe n˜ao pode comparar situac¸˜oes diferentes, ou seja, vocˆe deve especificar a(s) grandeza(s) que permanece(m) constante(s) em cada situac¸˜ao concreta. Mantendo-se
fixo, a potˆencia  varia de acordo com a relac¸˜ao
 X
<u . Mantendo-seD fixo, a potˆencia  varia
de acordo com a relac¸˜ao  uÅD X . Caso ocorra uma variac¸˜ao simultˆanea de D e de , a potˆencia s´o pode ser determinada mediante o c´alculo integral; neste caso, vocˆe n˜ao poder´a usar nenhuma das duas relac¸˜oes ante-riores.
28.2 Problemas e Exerc´ıcios
28.2.1 Corrente el´etrica
E 28-1.
Uma corrente de[ A percorre um resistor de HG du-rante; minutos. (a) Quantos coulombs e (b) quantos el´etrons passam atrav´es da secc¸˜ao transversal do resis-tor neste intervalo de tempo?
(a) A carga que passa atrav´es de qualquer secc¸˜ao transversal ´e o produto da corrente e o tempo. Como
; minutos correspondem a;{$- "A; segundos,
te-mos!C®DFEG¨[ $"<;
8"A
C.
(b) O n´umero de el´etrons ´e dado por !Î ò * , on-de * ´e a magnitude da carga de um el´etron. Portanto
ò
Uma esfera condutora isolada tem um raio de 8 cm.
Uma esfera condutora isolada tem um raio de 8 cm.