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III PROCESSOS DE ORDEM C

C-700/2016 ERICLES RIBEIRO SANTOS

Histórico:

O interessado, Éricles Ribeiro Santos, protocolou consulta neste Regional apresentando os seguintes questionamentos, a qual transcrevemos:

Gostaria saber o seguinte: Me formei recentemente como Técnico e Edificações em Belo Horizonte -MG, meu título profissional esta para liberar, minha dúvida é se preciso transferir o titulo aqui pro CREA-SP, mesmo que não seja preciso, se posso transferi-lo, e minha maior dúvida é:

Estou trabalhando numa empresa no ramo de piscinas de fibra, e precisamos muitas vezes de estar realizando inçamentos de piscinas de pequeno porte, de no máximo 100KG, na qual o condomínio exige a ART do inçamento, e algumas vezes da instalação também, e a instalação dessas piscinas não exige concreto por baixo, porque a IGUI empresa que fabrica, tem uma opção pra cobertura que se chama auto- portante, e não exige nenhum tipo de obra específica, mais o condomínio insiste em ter uma ART da “obra”. Posso como técnico em Edificações assinar por esse inçamento?. (Transcrito de fl.02)

A presente análise baseou-se nos seguintes dispositivos:

A Lei 5.194 de 24 de dezembro de 1966, em sua terceira seção artigo 6º regulamenta que exerce ilegalmente a profissão de engenheiro, o profissional que se incumbir de atividades estranhas às atribuições discriminadas em seu registro;

Do registro de firmas e entidades

Art. 65 - Toda vez que o profissional diplomado apresentar a um Conselho Regional sua carteira para o competente "visto" e registro, deverá fazer prova de ter pago a sua anuidade na Região de origem ou naquela onde passar a residir.

O Regimento do Crea em seu capítulo II artigo 4º cita que compete ao Crea analisar demais assuntos relativos ao exercício das profissões abrangidas pelo Sistema Confea/Crea;

RESOLUÇÃO Nº 1.007, DE 5 DE DEZEMBRO DE 2003. CAPÍTULO I

DO REGISTRO E DO VISTO

Art. 2º O registro para habilitação ao exercício profissional é a inscrição dos profissionais diplomados nas áreas abrangidas pelo Sistema Confea/Crea em cursos de nível superior ou médio, realizados no País ou no exterior, e de outros habilitados de acordo com as leis de regulamentação profissional específicas, nos assentamentos do Crea sob cuja jurisdição se encontrar o local de sua atividade.

§ 1º O registro de que trata o caput deste artigo terá validade em todo o território nacional e se efetivará com a anotação das informações referentes ao profissional no Sistema de Informações Confea/Crea – SIC. § 2º O SIC mencionado no parágrafo anterior é o banco de dados, de âmbito nacional, que contém as informações de todos os profissionais registrados no Sistema Confea/Crea.

Art. 3º O profissional registrado que exercer atividade na jurisdição de outro Crea fica obrigado a visar o seu registro no Crea desta jurisdição.

§ 1° O visto deve ser requerido pelo profissional por meio do preenchimento de formulário próprio, conforme Anexo I desta Resolução.

§ 2° O visto de que trata o caput deste artigo será efetivado após atualização no SIC das seguintes informações:

I - endereço residencial, caso o profissional tenha fixado residência na jurisdição do Crea onde solicitou o visto; ou

II - local de atuação profissional na jurisdição do Crea onde solicitou o visto.

O Decreto 90.922 de 1985 em seus Art 3º e 4º dispõe sobre as atribuições dos técnicos industriais de 2º AMANDIO J.C. D'ALMEIDA JUNIOR

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Proposta Relator Processo/Interessado Nº de Ordem SUPERINTENDÊNCIA DE COLEGIADOS

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CÂMARA ESPECIALIZADA DE ENGENHARIA CIVIL

REUNIÃO N.º 560 ORDINÁRIA DE 21/09/2016

Julgamento de Processos

grau:

Art. 3º - Os técnicos industriais e técnicos agrícolas de 2º grau, observado o disposto nos arts. 4º e 5º, poderão:

I - conduzir a execução técnica dos trabalhos de sua especialidade;

II - prestar assistência técnica no estudo e desenvolvimento de projetos e pesquisas tecnológicas; III - orientar e coordenar a execução dos serviços de manutenção de equipamentos e instalações; IV - dar assistência técnica na compra, venda e utilização de produtos e equipamentos especializados; V - responsabilizar-se pela elaboração e execução de projetos compatíveis com a respectiva formação profissional.

Art 4º As atribuições dos técnicos industriais de 2º grau, em suas diversas modalidades, para efeito do exercício profissional e de sua fiscalização, respeitados os limites de sua formação, consistem em: I - executar e conduzir a execução técnica de trabalhos profissionais, bem como orientar e coordenar equipes de execução de instalações, montagens, operação, reparos ou manutenção;

II - prestar assistência técnica e assessoria no estudo de viabilidade e desenvolvimento de projetos e pesquisas tecnológicas, ou nos trabalhos de vistoria, perícia, avaliação, arbitramento e consultoria, exercendo, dentre outras, as seguintes atividades:

1. coleta de dados de natureza técnica;

2. desenho de detalhes e da representação gráfica de cálculos;

3. elaboração de orçamento de materiais e equipamentos, instalações e mão-de-obra; 4. detalhamento de programas de trabalho, observando normas técnicas e de segurança; 5. aplicação de normas técnicas concernentes aos respectivos processos de trabalho;

6. execução de ensaios de rotina, registrando observações relativas ao controle de qualidade dos materiais, peças e conjuntos;

7. regulagem de máquinas, aparelhos e instrumentos técnicos.

III - executar, fiscalizar, orientar e coordenar diretamente serviços de manutenção e reparo de

equipamentos, instalações e arquivos técnicos específicos, bem como conduzir e treinar as respectivas equipes;

IV - dar assistência técnica na compra, venda e utilização de equipamentos e materiais especializados, assessorando, padronizando, mensurando e orçando;

V - responsabilizar-se pela elaboração e execução de projetos compatíveis com a respectiva formação profissional;

VI - ministrar disciplinas técnicas de sua especialidade, constantes dos currículos do ensino de 1º e 2º graus, desde que possua formação específica, incluída a pedagógica, para o exercício do magistério, nesses dois níveis de ensino.

Art 5º Além das atribuições mencionadas neste Decreto, fica assegurado aos técnicos industriais de 2º grau, o exercício de outras atribuições, desde que compatíveis com a sua formação curricular.

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Desenvolve e executa projetos de edificações conforme normas técnicas de segurança e de acordo com legislação específica. Planeja a execução e elabora orçamento de obras. Presta assistência técnica no estudo e desenvolvimento de projetos e pesquisas tecnológicas na área de edificações. Orienta e coordena a execução de serviços de manutenção de equipamentos e de instalações em edificações. Orienta na assistência técnica para compra, venda e utilização de produtos e equipamentos especializa.

Voto:

1) Concluímos que para a atuação no estado de São Paulo será necessário obtenção de visto, conforme Lei 5.194/66 e Resolução 1007/2003 do CONFEA.

2) O Técnico em Edificações não tem atribuições para se responsabilizar tecnicamente por atividades relacionadas a içamentos de peças independentemente da carga.

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CÂMARA ESPECIALIZADA DE ENGENHARIA CIVIL

REUNIÃO N.º 560 ORDINÁRIA DE 21/09/2016

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