SEGUNDA PARTE
CAPÍTULO PRIMEIRO A ESFERA
Preâmbulo. - Planos radioativos. - Ondas cor. - Verde negativo Abordando a segunda parte desta obra, depois de ter descrito certas manifestações da radiestesia no período pré-histórico e na história antiga, vamos entrar na técnica dos diversos instrumentos de detecção que nos permitiram separar as ondas segundo um mé- todo que nos é pessoal; foi estudando de muito perto a esfera que chegamos a esta concepção nova da radiestesia. Que o leitor não espere encontrar aqui sabias teorias, mas simplesmente certas de- duções, conseqüências lógicas de diversas experiências, que nos levaram a criar, depois modificar, e enfim a aperfeiçoar nossos aparelhos.
Pressentimos que o “magnetismo natural” poderia ele só criar vibrações e que seria suficiente apurar o que nos parecia misterioso para obter um método, permitindo eliminar a maior parte das causas de erro múltiplas e deprimentes, sobretudo para os iniciantes.
Nossa concepção da radiestesia não tem então nada de sábio se ela se situa como o prolongamento da radiestesia antiga, e cada um reconhecerá que os fenômenos observados antes sem base ci- entífica podem igualmente ser compreendidos hoje sem recorrer a deduções as mais recentes da ciência. No entanto, não podemos negligenciar completamente certos conhecimentos que, tocando de muito perto a física, nos permitem avançar em nossas pesquisas.
Ensaiamos reservar nossas sensações de radiestesia frente às impressões físicas recebidas, e afastar tudo o que entra habitualmente em nossos métodos mentais puros. Não é que tenhamos a intenção de diminuir o valor dessas últimas que registraram verdadeiros su- cessos, mas preferimos ficar o mais possível no o terreno físico que nos parece mais interessante.
Podemos chegar a este resultado graças à descoberta de nosso “Pêndulo Universal” que possui uma energia própria, independente de toda convenção ou seleção mental, à condição de ficar rigorosa- mente neutro, sem emitir a menor onda-pensamento preconcebida, a não ser a forma interrogativa.
Antes de começar a descrição dos detectores que realizamos, nos parece necessário, indispensável mesmo para a clareza do sujei-
to tratado, proceder primeiro a um estudo da esfera. Esta está de fato na base de nosso método, e é porque conseguimos surpreender seus segredos que temos da radiestesia uma concepção toda nova e intei- ramente pessoal.
Estudo da esfera. - Suponhamos uma esfera de uma matéria qualquer, colocada sobre um suporte, de forma que todas as partes de sua superfície possam ser exploradas.
diretos e inversos de nosso detector. Esses dois círculos que se cortam em N e S podem ser considerados como meridianos, e o terceiro como equador (figura 16).
Estudo dos meridianos. -Cada um dos meridianos possui uma energia funcional própria e invariável:
a) um emite vibrações elétricas;
b) o outro vibrações magnéticas (figura 17)
Se estudarmos o meridiano “elétrico”, pêndulo neutro na mão, tomando sucessivamente como testemunho as diversas cores do espectro (vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, índigo, violeta), encontramos na parte superior, quer dizer, aquela situada sob o equa- dor, emitirá as sete vibrações-cor, repartidas regularmente a um 1/ 6 de intervalo (figura 18).
O meridiano magnético estudado nas mesmas condições se dividirá igualmente, em sua parte superior, em seis vibrações-cor: verde, azul, índigo, violeta, ultra-violeta, bran- co, verde-negativo (figura 19).
Se notará imediatamente que a reparti- ção-cor dos dois meridianos não é idêntica. De fato, no meridiano “magnético” encontra- mos uma fração do invisível: ultra-violeta, branco, verde negativo, enquanto que no meri- diano “elétrico” encontramos unicamente os raios-cor do espectro visível.
Passemos agora à análise da semi-esfera inferior:
Nós detectamos:
a) meridiano “elétrico”: ultra-violeta, branco, verde negativo, preto, infra-vermelho.
FIGURA 17.
b) meridiano “magnético”: amarelo, laran- ja, vermelho, infra-vermelho, negro (figura 20). A semi esfera interior do meridiano “elétrico” comporta então a totalidade das vi- brações do invisível e, particularmente, aque- la que nós designamos, por convenção, ver- de negativo (V-) porque ela se situa no opos- to do verde do espectro.
É uma vibração misteriosa e irradiando exatamente entre o branco e o negro, e tendo a propriedade de fazer girar negativamente um detector neutro, submetido a sua ação. Es- tando no oposto do verde do espectro, pólo Norte positivo, da esfera, nós a batizamos ver- de negativo ou pólo Sul.
FIGURA 19.
É a vibração mais curta e a mais penetrante existente no Uni- verso, e sua potência de irradiação é tal que ela atravessa uma es- pessura de chumbo, julgada eficaz contra os Raios X.
Sua descoberta, por nós, remonta a 1934 e foi objeto, em 10 de abril de 1936, de uma patente que protege, nossos aparelhos e nosso método da “Decomposição do Espectro na Esfera”. Nós rei- vindicamos a absoluta paternidade.
Na parte médica exporemos as propriedades prodigiosas de nosso verde negativo, o que constituiu não somente uma irradiação única, mas todo um feixe de vibrações
Estudo do Equador. - Encontramos sobre o Equador a reparti- ção das vibrações-cor igualmente em 12 divisões seja: 7 visíveis e 5 invisíveis (figura 21) com esta particularidade que o V+ do equa- dor coincide com o V+ do meridiano “magnético”.
E a partir dessa vibração (centro do espectro) que a repartição se faz de um lado e do outro.
Para lá do violeta e do vermelho, detectamos todas as vibra- ções invisíveis e notamos que nas intersecções meridiano-equador essas vibrações se superpõem perfeitamente cor por cor.
Esse terceiro circulo radioativo dá todas as vibrações eletro- magnéticas do espectro visível e invisível, desde a mais longa, o infra-vermelho, até a mais curta, o verde negativo.
O sincronismo na repartição das cores é perfei- to, e existe um equilíbrio harmonioso entre os três pla- nos radioativos, pois que cada um destes emite 12 vi- brações rigorosamente eqüidistantes.
Nota importante. -Se poderia crer, segundo o que dissemos em nosso estudo da esfera, que os acordes dos diferentes comprimentos de onda se encontram unicamente sobre os três círculos radioativos. Ora se com o pêndulo neutro e uma cor X com o testemunho, nos distanciamos dos meridianos, pode-se descrever ponto por ponto uma curva em espiral indo, de um lado até o pólo N. e, de outro lado até o pólo Sul.
Nos servindo de uma outra cor, quer dizer de um outro compri- mento de onda, se descreve uma nova espiral não tendo o mesmo perfil que a primeira, ela caminhará sobre a face esférica de uma maneira mais lenta ou mais rápida: haverá o mesmo cruzamento entre cores.
Por curiosidade, traçamos essas curvas sobre uma esfera de estudo (figura 22). A figura ilustra, no que concerne o vermelho e azul, as curvas seguidas sobre a esfera por meio de um ponteiro; se poderia crer no ponto de cruzamento em R, as duas cores pudessem ser sentidas sobre o meridiano, mais não é assim e é unicamente a cor vermelha que é percebida.
CAPÍTULO II
O PÊNDULO UNIVERSAL