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b

Propriedade169 Sef:I→Rsatisfaz|f(y) −f(x)|6c|y−x|αcomα >1,c >

0,x,y∈Rarbitrários entãofé constante.

êDemonstração. De|f(y) −f(x)|6c|y−x|αtomamosx=a∈Rfixo porém arbitrário

06f(y) −f(a) y−a

6c|y−a|α−1

comα−1 > 0, aplicamos o limite de ambos os lados e pelo teorema do sanduíche segue quef0(a) =0, logofé constante.

Questão 15

b

Propriedade170 Sefé derivável emIef0é contínua emaentão∀ xn6=yncom limxn=limyn =aentão

limf(yn) −f(xn) yn−xn

=f0(a).

êDemonstração. PeloT VM, para cadayn,xnexisteznentre eles tal que f(yn) −f(xn)

yn−xn =f0(zn)

daí limzn =apor sanduiche e limf0(zn) =f0(a)por continuidade, logo limf(yn) −f(xn)

yn−xn =limf0(zn) =f0(a).

1.8 Capítulo 8-Sequências e séries de funções

Questão 1

Z

Exemplo51 Sejamfn(x) = x2n,gn(x) = x2n+1,hn(x) = (1−x2)n deter-mine o limite dessas funções em[−1,1], examine a convergência uniforme.

Se|x| < 1, fixo, temoslimx2n = limx2n+1 = 0,fn(1) = 1 = gn(1) = fn(−1) = 1egn(−1) = −1, logo para essas sequências de funções a convergência não é uniforme, pois temos sequências de funções contínuas convergindo para funções descon-tínuas, se a convergência fosse uniforme a continudade de funções seria preservada pelo li-mite. Parah, temoshn(1) =0,hn(−1) = 0,hn(0) = 1, se|x| < 1ex6= 0então 0< x2 <|x|< 1o que implica0 <1−x2 < 1logolimhn(x) =0.A convergência não é uniforme pelo mesmo motivo das outras sequências.

Questão 2

Z

Exemplo52 A sequência de funçõesfn : [0,1]→R,fn(x) =nx(1−x)n con-verge, porém não uniformemente. Apesar disso vale

Z1

0limfn(x)dx=limZ1

0fn(x)dx.

Temos quefn → 0pois emx = 0ou1a sequência se anula emx ∈ (0,1)temos 0<1−x <1logo por sequência geométrica ela tende a zero. Agora a convergência não é uniforme pois paraksuficientemente grande temosxk= k1 ∈(0,1), tomandonk=k

|fnk(xk)|> 1 3 pois isso equivale à

n1 n(1− 1

n)n = (1− 1 n)n→ 1

e

comoe < 3temos31 < e1 parangrande suficientemente grande, conseguimos colocar

31 < (1− n1)n < e1, por isso não temos a convergência uniforme . Agora calculamos a integralR1

0fn(x)dx, fazendo a mudançay=1−x, ficamos com a integral Z1

0nx(1−x)ndx= Z1

0n(1−y)yndy= n

n+1− n n+2→0 a outra integral também é nula, logo temos a igualdade de troca de limite com integral . Questão 6

Z

Exemplo53 Sabemos que sefnpfegnp gentãofn+gnp f+ge gnfn →fg(convergência pontual ou simples) e sef(x)6=0∀xno domínio efn(x)6= 0, tais propriedades valem, pois se fixamosxtemos sequências de números reais das quais sabemos que valem tais propriedades.

b

Propriedade171 (Adição de uniformemente convergentes) Sefnu fegnu gemAentão(fn+gn)→u(f+g)emA.

Questão 7

b

Propriedade172 (Produto de uniformemente convergentes) Sefnuf,gnu g, comfeglimitadas emAentãofn.gnuf.g

êDemonstração. Sabemos que sefegsão limitadas então para valores den suficientemente grandes cadafnegnsão limitadas, valendo|fn(x)| 6Ke|g(x)| 6 K1.

Podemos escrever

fn(x).gn(x) −f(x).g(x) =fn(x).gn(x) + −fn(x)g(x) +fn(x)g(x)

| {z }

0

−f(x).g(x) =

=fn(x).[gn(x) −g(x)] +g(x)[fn(x) −f(x)]

1.8. CAPÍTULO 8-SEQUÊNCIAS E SÉRIES DE FUNÇÕES 89 parangrande podemos tomar|gn(x) −g(x)|< 2Kε e|fn(x) −f(x)|< 2Kε

1, tomando a desigualdade triangular aplicada na expressão acima

|fn(x).gn(x) −f(x).g(x)|=

=|fn(x).[gn(x)−g(x)]+g(x)[fn(x)−f(x)]|6|fn(x)|.|gn(x)−g(x)|+|g(x)||fn(x)−f(x)|6 K ε

2K+K1 ε 2K1 = ε

2+ ε 2=ε.

b

Propriedade173 (Quociente de uniformemente convergente) Segnu g, com|g(x)|>cemAentãog1nu g1.

êDemonstração.

Como|g(x)| > c ∀ xentão |g(x)|1 6 c1, logo paran > n0vale|gn1(x)| 6 K ⇒

1

|g(x)||gn(x)| 6 Kc, por convergência uniforme, podemos tomar|gn(x) −g(x)|6 K

logo

| 1

gn(x)− 1

g(x)|=|g(x) −gn(x)

gn(x)g(x) |= |gn(x) −g(x)|

|gn(x)g(x)| 6 K c

cε K =ε logo temos g1nu 1

g.

$

Corolário31 Sefnu f,gnug, com|g(x)|>ceflimitada emAentão

fn

gnu fg, poisg1nuge daí por produto de funções uniformemente convergentes que convergem para funções limitadas vale quegfnnu gf.

Z

Exemplo54 Sexn → 0uma sequência não nula eg(x)é ilimitada emAentão fn(x) = [xn+g(x)]2não converge uniformemente emA.

Vale que

fn(x) =x2n+2g(x)xn+g(x)2

temos quehn(x) = x2netn(x) = g(x)2convergem uniformemente, então para mostrar quefnnão converge uniformemente basta mostrar quesn(x) = g(x)xnnão converge uniformemente.

Dadoε = 1para qualquernfixado, comogé ilimitada emA, podemos tomarxtal que|g(x)|> |x1

n|daí|xn||g(x)|>1, isto é,

|xng(x) −0|>1 entãosn(x)não converge uniformemente.

Como um exemplo podemos tomarg(x)polinômio exn = n1. Essa exemplo mostrar como o produto de sequências uniformemente convergentes pode não ser uniformemente con-vergente.

Um exemplo simples é considerarx ∈ Ailimitado efn(x) = xn,hn(x) = xe tn(x) = n1 convergem uniformemente, porém seu produto não .

questões 9 e 10

m

Definição 17 SejaEum espaço métrico, então

BC(E) ={f:E→R|f contnuaelimitada}.

Bna notação pode lembrar da palavra em inglês "Bound"para função limitada eCpara contínua,BC(E)é o conjunto das funçõesf :E →Rque são contínuas e limitadas. Po-deríamos trocarRno contradomínio por outro conjuntoWnesse caso poderíamos denotar BCW(E)desde que esteja definido o que continuidade e função limitada , por exemplo se Wé um espaço métrico.

m

Definição 18 (Norma infinito) Paraf∈BC(E)definimos

||f|| =sup

x∈E

|f(x)|. Tal definição faz sentido poisfé limitada.

b

Propriedade174 fnu f⇔limn→∞||f−fn||=0.

êDemonstração.

⇒).

Sefnu fentão∀ ε > 0 ∃n0 ∈ Ntal quen > n0tem-se|fn(x) −f(x)| <

ε2 ∀x∈Eisso implica que limn→∞||f(x)−fn(x)||=0pois deve valer supxE|fn(x)−

f(x)|< εparan > n0logo||f(x) −fn(x)||< εde onde segue o resultado.

⇐). Se limn→∞||f(x) −fn(x)|| =0, então para qualquerε >0existen0∈N tal que paran > n0||f(x) −fn(x)|| < εlogo supxE|fn(x) −f(x)| < εe daí

|fn(x) −f(x)|< ε∀x∈Eque significafnuf.

b

Propriedade175 (BC(E),|| ||)é um espaço vetorial normado completoa

aEspaços vetoriais normados completos são chamado de espaço de Banach.

êDemonstração.BC(E)é um espaço vetorial, pois espaço de funções é um es-paço vetorial e dadaf,gemBC(E)entãocf+gé limitada e contínua, comc ∈ R. Agora mostramos que a norma infinito define uma norma neste espaço .

• Vale que||f||>0pela definição de ser supremo do módulo . Agora, se||f||= 0então a função deve ser nula, pois se fosse não nula em um pontox, teríamos

|f(x)|>0o supremo não seria nulo.

• Sec∈R, por propriedade do supremo temos

||cf||=sup

x∈E

|cf(x)|=|c|sup

x∈E

|f(x)|=|c|||f||.

1.8. CAPÍTULO 8-SEQUÊNCIAS E SÉRIES DE FUNÇÕES 91

• Mais uma vez por propriedade de supremo temos

||f+g||=sup|f(x)+g(x)|6sup

x∈E

{|f(x)|+|g(x)|}6sup

x∈E

|f(x)|+sup

x∈E

|g(x)|=||f||+||g||. Perceba que não usamos continuidade defnessas três primeiras propriedades,

então valem mesmo comfnão contínua.

• Além dissoBC(E)é completo, pois tomandofnuma sequência de funções em BC(E)que seja convergente a uma funçãofcom a norma infinito vamos mos-trar quefé contínua e limitada logo pertence aBC(E). Isto é verdade pois limn→∞||fn−f|| = 0significa quefnu fcomo cadafné contínua en-tãofé contínua, além disso é limitada pois

||f||=||f−fn+fn||6||f−fn||+||fn||6M portantoBC(E)é completo.

$

Corolário32 Vale que

|||f||−||g|||6||f−g||

pois temos||f|| 6 ||f−g|| +||g|| e||g|| 6 ||f− g|| +||f|| por desigualdade triangular.

b

Propriedade176 Sef,g∈BC(E)entãofg∈BC(E). Em especial vale que

||f.g||6||f||||g|| êDemonstração. Temos que

||fg|| =sup

x∈E

|f(x)g(x)|6sup

x∈E

|f(x)|sup

x∈E

|g(x)|=||f||||g||.

Portanto temos a parte da limitação,fgtambém é contínua, pois o produto de funções contínuas é uma função contínua. Por issof.g ∈ BC(E). Perceba que não usamos continuidade para demonstrar a desigualdade.

Questão 15

b

Propriedade177 (Convergência uniforme e continuidade uniforme) Seja(fn) uma sequência de funções uniformemente contínuas deTemRconvergindo uniformemente para uma funçãof:T →R, entãofé uniformemente contínua emT.

êDemonstração. Sejaε >0, pela convergência uniforme de(fn)paraf, existe m ∈ Ntal que|fm(x) −f(x)| < ε3 para todox ∈ T. Comofmé uniformemente

contínua , exister >0tal que se|x−y|< rimplica|fm(x) −fm(y)|< ε3e pela con-vergência pontual defmparaftemos|fm(y))−f(y)|< ε3, somando as desigualdades segue

|f(x)−f(y)|6 |fm(y) −f(y)|

| {z }

convergnciade fm(y)

+ |fm(x) −fm(y)|

| {z }

continuidadeuniformede fm

+ |fm(x) −f(x)|

| {z }

Convergnciauniforme

< ε

logo a função é uniforememente contínua . Questão 20

b

Propriedade178 Sejamg:Y →Runiformemente contínua,fn :X→R,fnu

f,f(X)⊂Yefn(X)⊂Y∀n, entãog◦fnug◦f. êDemonstração. Temos que mostrar que

∀ε >0∃n0∈N|n > n0⇒|g(fn(x)) −g(f(x))|< ε∀x.

Comogé uniformemente contínua dadoε > 0existeδ > 0tal que|x0−y0|<

δ ⇒ |g(x) −g(y)| < ε, comofnu fentão existen0 ∈ N | n > n0implica

|fn(x)

| {z }

x0

−f(x)

|{z}

y0

|< δ∀xlogo porgser uniformemente contínua temos

|g(fn(x)) −g(f(x))|< ε∀x.

Vale também quefn ◦g →u f◦gquandog(Y) ⊂ X, caso contrário não faz sentido a composição, pois por convergência uniforme

∀ε >0∃δ >0|n > n0⇒|fn(y) −f(y)|< ε∀y∈X em especial parag(x) =y.

Questão 26

b

Propriedade179 SeP

k=1fkufemAentãofnu0emA. êDemonstração.

Aplicamos o critério de Cauchy,∀ ε > 0existen0 ∈ Ntal quen,n−1 > n0 implica

| Xn k=1

fk(x) −

n−1X

k=1

fk(x)|6ε, ∀x

|fn(x)|6ε, ∀x o que implica a convergência uniformefnu0.

Questão 28

1.8. CAPÍTULO 8-SEQUÊNCIAS E SÉRIES DE FUNÇÕES 93

b

Propriedade180 SeP

|gn|converge uniformemente emAe existeM >0tal que

|fn(x)|6Mpara todon∈N,x∈AentãoP

gnfnconverge absolutamente e unifor-memente.

êDemonstração. Vamos aplicar o critério de Cauchy

|

por convergência uniforme deP

|gn|podemos tomarPm

k=n|gk(x)|< Mε , ∀xpara εarbitrário en,msuficientemente grandes, pelo critério de Cauchy logo temos a con-vergência uniforme e absoluta como queríamos .

Questão 29

b

Propriedade181 (Critério de Dirichlet) Sejam(fn),(gn)definidas emEtais que (

)seja uniformemente limitada,gnu0,

g1(x)>g2(x)>g3(x)>∙ ∙ ∙ , isto é,(gn(x))é decrescente paraxfixo. Nessas condiçõesPn

k=1fk(x)gk(x)converge uniformemente.

êDemonstração. Vamos usar o critério de Cauchy para convergência uniforme, lembrando que|sn(x)| 6 M ∀ x ∈ E, n ∈ N,gn(x) →u 0logo param > então pelo critério de Cauchy temos convergência uniforme.

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