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y−z <2t−z <2t−t=tpor isso

0< y−z < t,

comoy,z∈Gentãoy−z∈Gum elemento menor que o ínfimo do conjunto to que é absurdo logot∈Ge por ser grupotZ⊂G.

Iremos mostrar agora a outra inclusãoG⊂tZ. Suponha que existex∈G\tZ então existennatural tal que

n < x

t < n+1⇒nt < x < nt+t,

comox,nt∈Gseguex−nt∈Ge subtraindontde ambos lados da desigual-dade anterior temos

0< x−nt < t,

chegando mais uma vez em uma contradição pois teríamos um elemento menor que o ínfimo do conjunto. PortantoG⊂tZetZ⊂GlogoG=tZ.

2. Set= 0entãoGé denso pois dadox∈Rarbitrário eε >0temosy∈ Gtal que0< y < ε. Sex=mypara algummnada precisamos demonstrar, se não, existemtal que

m < x

y < m+1⇒my < x < my+y⇒

subtraindomyde ambos lados0< x−my < y < ε,my∈GlogoGé denso emR.

1.5 Capítulo 4-Sequências e Séries de Números Reais

Questão 1

b

Propriedade111 Selimxn =aentãolim|xn|=|a|. êDemonstração. Se limxn=aentão

∀ε >0,∃n0∈N|n > n0⇒|xn−a|< ε

porém temos a desigualdade||xn|−|a||6|xn−a|logo||xn|−|a||< εe lim|xn|=|a|.

Z

Exemplo23 lim|xn|pode existir porémlimxnpode não existir, por exemplo to-mamosxn= (−1)n, ela não converge porém|(−1)n|=1é constante logo convergente.

Questão 2

Z

Exemplo24 Selimxn =0eyn =min{|x1|,∙ ∙ ∙ ,|xn|}entãolimyn =0.

Por definição vale que06yn6|xn|, como|xn|→0então por sanduíche segue que limyn =0.

Questão 3

b

Propriedade112 Selimx2n =aelimx2n−1=aentθolimxn=a.

êDemonstração. Sejamyn =x2nezn =x2n−1como temos limyn =limzn= a, para qualquerε >0existemn0en1tais que paran > n0valeyn ∈ (a−ε,a+ ε)en > n1valezn ∈ (a−ε,a+ε), escolhendon2 > max{n0,n1}temos para n > n2simultaneamentezn,yn ∈ (a−ε,a+ε),x2n−1,x2n ∈ (a−ε,a+ε), entθoparan>2n2−1temosxn∈(a−ε,a+ε)logo vale limxn=a.

Questão 4

b

Propriedade113 SeN=Sp

k=1Nkelimn∈Nkxn =aentãolimxn=a. êDemonstração.

Dadoε > 0fixo e arbitrário existenk ∈ Nktal que∀ n > nk,n ∈ Nkvale xn∈(a−ε,a+ε)pelo fato de limn∈Nkxn =a. Tomamosn0=max{n1,∙ ∙ ∙,np}, daí vale paran > n0,xn ∈ (a−ε,a+ε)para todon ∈ Nkcom todok, com isso uniformizamos o valor do índice para o qual os termos da sequência estão no mesmo intervalo(a−ε,a+ε). Como todon ∈Npertence a algumNkentão paran∈N suficientemente grande valexnem(a−ε,a+ε). Vamos tentar deixar mais clara a última proposição.

Sejan00 =min{n > n0|xn∈(a−ε,a+ε)∀n∈Nk, ∀k}, tal conjunto é não

vazio logo possui mínimo. Para todon∈ N,n > n00 valexn ∈(a−ε,a+ε), pois dadon > n00 > n0xnpertence à algumNke nas condições colocadas na construção do conjunto paraNkvalexn∈(a−ε,a+ε).

Questão 5

Z

Exemplo25 Pode valerN=S

k=1Nkcomlimn∈Nkxn=aelimxn 6=a. Como por exemplo, definimosN2={2,22,23,∙ ∙ ∙,2n,∙ ∙ ∙}em geral

Nk+1={p1k,p2k,∙ ∙ ∙ ,pnk,∙ ∙ ∙}ondepké ok-ésimo primo, definindoN1como o comple-mento deS

k=2NkemN. Definimos emN2,x2 =2,xn =0para os outros valores, da mesma forma emNk+1definimosxpk = pkexn = 0para os outros valores. EmN1 definimosxn = 0para todon. A sequênciaxnnão converge possui uma subsequência que tende a infinito.x2 = 2, x3=3,x5 =5,∙ ∙ ∙ ,xpk = pk,∙ ∙ ∙ a subsequência dos primos.

Questão 6

Corolário da adição e multiplicação de limites.

1.5. CAPÍTULO 4-SEQUÊNCIAS E SÉRIES DE NÚMEROS REAIS 55

tomando-se o limite segue pelo teorema do sanduíche que lim(xn)n1 =1.

Questão 11

Z

Exemplo26 Usando que a média aritmética é maior ou igual a média geométrica, na sequência den+1números comnnúmeros iguais à(1+nt)e um deles sendo a unidade

comt > −1real. Em especial a sequência de termoxn = (1− n1)né crescente e para n=2temos

x2= 1 4 daíxn >41 paran >1.

Questão 11a.

Z

Exemplo27 Vale que lim(1− 1

n)n(1+ 1

n)n =lim1n=1 daílim(1−n1)n =e−1.

Questão 12

b

Propriedade115 Sejama>0,b>0então

|an1 −bn1|6|a−b|n1

êDemonstração. Supondoa>b, definindoc=an1 ed=bn1, entãoc−d>0 por expansão binomial tem-se

cn= ((c−d) +d)n = Xn k=0

n k

(c−d)kdn−k>dn+ (c−d)n >0

daícn−dn >(c−d)n >0implicando

|a−b|>|an1 −bn1|n e daí

|an1 −bn1|6|a−b|n1.

b

Propriedade116 Sexn>0elimxn=aentãolim(xn)p1 =ap1

êDemonstração. Como limxn =aentão∀ε >0conseguimosn0∈Ntal que paran > n0tem-se|xn−a| < εpe daí|xn −a|p1 < ε, da desigualdade anterior temos que

|xnp1 −ap1|6|xn−a|p1 < ε e daí lim(xn)p1 =ap1.

b

Propriedade117 Sejamracional e(xn)de termos positivos. Selimxn =aentão limxn=am.

1.5. CAPÍTULO 4-SEQUÊNCIAS E SÉRIES DE NÚMEROS REAIS 57 usando propriedade do produto segue

limx tomando limites, temos pelo teorema do sanduíche

lim n√ e novamente por teorema do sanduíche tem-se

lim n

Questão 15

m

Definição 13 (Termo destacado) Dizemos quexn é um termo destacado quando xn >xppara todop > n.Isto é quandoxné maior ou igual a todos seus sucessores.

b

Propriedade120 Toda sequência possui subsequência monótona . êDemonstração.

SejaA ⊂No conjunto dos índicessda sequência(xn), tais quexsé destacado, existem dois casos a serem analisados

• SeAé infinito, então podemos tomar uma subsequência(xn1,xn2,∙ ∙ ∙)de ter-mos destacados formada pelos elementos com índices emAque é não-crescente comn1< n2< n3<∙ ∙ ∙ e comxn1>xn2>∙ ∙ ∙ .

• SeAé finito, tomamos umn1maior que todos elementos deAdaíxn1não é destacado, existindoxn2 >xn1comn2 > n1, por sua vezxn2não é destacado logo existen3 > n2tal quexn3 >xn2, assim construímos uma subsequência não-decrescente .

Questão 18

Generalizamos o exercício em dois resultados.

b

Propriedade121 Sejam(an)e(bn)sequências limitada tais quean +bn = 1∀n∈N,(zn)e(tn)com o mesmo limitea, entãoliman.zn+bn.tn=a.

êDemonstração. Escrevemos an.zn+bn.tn =an.zn−a.an+a. an

=1−b|{z}n

+bn.tn=an(zn−a)+a(1−bn)+bn.tn=

=an(zn−a) +a−a.bn+bn.tn =an(zn−a) +a+bn(tn−a) daí

liman(zn−a) +a+bn(tn−a) =a=liman.zn+bn.tn poisanebnsão limitadas ezn−a,tn−atendem a zero.

b

Propriedade122 Selimn→∞zk(n) = a ∀ ke cada(xk(n))é limitada com Pp

k=1xk(n) =vn→bentãolimn→∞

Pp

k=1xk(n)zk(n) =a.b. êDemonstração. Valex1(n) =vn

Pp k=2xk(n). Xp

k=1

xk(n)zk(n) =x1(n)z1(n) + Xp k=2

xk(n)zk(n) =

1.5. CAPÍTULO 4-SEQUÊNCIAS E SÉRIES DE NÚMEROS REAIS 59

m

Definição 14 (Sequência de variação limitada) Uma sequência(xn)tem varia-ção limitada quando a sequência(vn)com

vn = Xn k=1

|Δxk|limitada.

b

Propriedade123 Se(xn)tem variação limitada então(vn)converge.

êDemonstração.(vn)é limitada e não-decrescente, poisΔvn =|Δxn+1| >0, logo é convergente.

b

Propriedade124 Se(xn)tem variação limitada então existelimxn. êDemonstração. A série P

k=1|Δxk|converge portanto P

k=1Δxkconverge absolu-tamente e vale logoxné convergente.

Z

Exemplo28 Se|Δxn+1|6c|Δxn|∀ n∈Ncom06c <1então(xn)possui variação limitada. Definimosg(k) = |Δxk|logo a desigualdade pode ser escrita como g(k+1)6cg(k),Qg(k)6caplicamosn−1Q

k=1de ambos lados, daí g(n) =|Δxn|6cn−1g(1) somando em ambos lados temos

Xn

como o segundo termo converge por ser série geométrica segue que(xn)é de variação limi-tada, logo converge.

b

Propriedade125 (xn)tem variação limitada⇔xn =yn−znonde(yn)e(zn) são sequências não-decrescentes limitadas.

êDemonstração.

⇐).

Sejaxn=yn−znonde(yn)e(zn)são sequências não-decrescentes limitadas, entãoxntem variação limitada.

vn = variação limitada, poisΔaplicado as duas sequências tem o mesmo valor. Escrevemos

xn−x1=

n−1X

k=1

Δxk

Para cadandefinimosPno conjunto doskda somaPn−1

k=1Δxktais queΔxk >0e Nno conjunto doskda mesma soma tais queΔxk<0, com isso temos uma partição do conjunto dos índices e vale

xn−x1=

da mesma maneira(zn)é limitada.

Z

Exemplo29 Existem sequências convergentes que não possuem variação limitada, como por exemploxn =n−1P

1.5. CAPÍTULO 4-SEQUÊNCIAS E SÉRIES DE NÚMEROS REAIS 61

• Primeiro vale quexn>1para todonpois vale paran=1, supondo validade para n, então vale paran+1, poisxn+1=1+ x1

portanto|Δxn+1| 6 21|Δxn|portanto a sequência é convergente. Calculamos seu limitelimxn=a

a=1+ 1

a ⇔a2−a−1=0

cujas raízes são25, ficamos com a raiz positiva pois a sequência é de termos po-sitivos, logo

A sequência é limitada superiormente, por3, por exemplo, poisx1 < 3, supondoxn <

3<4tem-se √xn <2⇒1+√xn <3⇒xn+1<3.

Agora calculamos o limite da sequência a=1+√

a⇒(a−1)2=a⇒a2−3a+1=0

cujas raízes são25, não podendo ser3−25que é menor que1logo o limite é3+25.

Questão 22

b

Propriedade126 (xn)não possui subsequência convergente⇔lim|xn|=∞. êDemonstração.

⇒).

Se(xn)não possui subsequência convergente então lim|xn|=∞.

Se não fosse lim|xn| = ∞, existiriaA > 0tal que∀ n0, existen1 > n0tal que|xn1| < A, aplicando o resultado comn1no lugar den0, existen2 > n1tal que

|xn2|< Ae assim construímos uma subsequência(xn1,xn2,∙ ∙ ∙)limitada , que possui uma subsequência convergente , o que é absurdo.

⇐).

Suponha por absurdo que lim|xn|=∞e(xn)possui subsequência convergente, convergindo paraa. Por definição de limite infinito, sabemos que existen0tal que n > n0implica|xn|>|a|+10, por(xn)ter subsequência que converge paraa, existe n1tal quen > n1eníndice da subsequência, implica|xn−a|<10⇒|xn|<|a|+10, podemos tomar índice da subsequência tal quen > n1en > n2, logo valeria|xn|<

|a|+10e|xn|>|a|+10o que é absurdo, portanto(xn)não pode possuir subsequência

convergente.

Questão 24

b

Propriedade127 Sejaz: N →Ncomlimzn = ∞elimxn =a. Então dada yn:=xzn, vale quelimyn=a.

êDemonstração.

1. De limxn = asegue que∀ ε > 0existen0 ∈ Ntal que sen > n0implica

|xn−a|< ε.

2. Como limzn = ∞então existen1tal que sen > n1implica quezn > n0, daí pelo ponto1, tem-se|xzn −a| < εparan > n1e daí limxzn = a = limyn, como queríamos demonstrar.

Z

Exemplo32 A sequência dada porz2n+1 =nez2n =1é sobrejetiva, sendo uma sequência deNemN. Considerexn = n1. Vale queyn =xϕnnão converge pois possui subsequência dos ímpares convergindo para0e subsequência dos pares convergindo para 1.

Questão 25

b

Propriedade128 (Teste da razão para sequências.) Sexn > 0∀ n ∈ Ne

xn+1

xn 6c <1paransuficientemente grande entãolimxn=0.

êDemonstração. Existen0tal que parak > n0vale0< xxk+1

k 6c <1, aplica-mos o produtórioQn

k=n0+1em ambos , de onde segue 0<

Yn k=n0+1

xk+1 xk 6

Yn k=n0+1

c

1.5. CAPÍTULO 4-SEQUÊNCIAS E SÉRIES DE NÚMEROS REAIS 63 0< xn+1< x(n0+1)cn−n0

como limcn=0, tem-se pelo teorema do sanduíche que limxn=0.

$

Corolário21 Dada uma sequência de termos não nulos(xn), então(|xn|)é uma sequência de termos positivos, se ela satisfaz a propriedade anterior entãolim|xn|=0 o que implicalimxn=0.

b

Propriedade129 Seja(xn)sequência de termos positivos, sexxn+1n >c >1paran suficientemente grande entãolimxn =∞.

êDemonstração. Existen0∈Ntal quek > n0implicaxxk+1k >c, ondec >1.

Aplicando o produtório na desigualdade tem-se Yn

k=n0+1

xk+1

xk > cn−n0

xn+1> xn0+1 cn0 cn como limcn=∞segue que limxn=∞.

$

Corolário22 Na propriedade anterior podemos trocarxnpor|xn|ondexnnão se anula, pois(|xn|)é uma sequência de positivos.

$

Corolário23 Selimxxn+1n = a < 1então paransuficientemente grande vale

xn+1

xn 6c <1, logo também valelimxn =0.

$

Corolário24 Selimxxn+1n =c >1a propriedade também se verifica pois existe n0∈Ntal quen > n0implicaxxn+1n > a >1para alguma.

b

Propriedade130

lim n!

nn =0.

êDemonstração. Definimosxn = nn!ne valexn >0, aplicamos a regra da razão xn+1

xn

= (n+1)!

(n+1)n+1 nn

n! = n

n+1 n

= 1

(1+ n1)n o limite é limxxn+1n = e1 <1.

nncresce mais rápido quen!

b

Propriedade131 Para todoa >0real temosliman!n =0.

êDemonstração. Pelo teste da razão, definimosxn = an!n temosxn > 0segue

xn+1

xn = (n+1).n!aan+1n!n = n+1a e temos limxxn+1n =0, logo limxn=0.

A propriedade nos diz quen!cresce mais rápido quean.

$

Corolário25 liman!n =∞, poisliman!n =0,isso significa que∀A >0∃n0∈ Ntal quen > n0an!n > A, em especial paraA = 1, tem-sen! > anparan suficientemente grande.

b

Propriedade132 Sea >1epnatural fixo vale limnp

an =0.

êDemonstração. Definimosxn = napn, valexn >0daí podemos aplicar o teste da razão

xn+1

xn = (n+1)p an+1

an np =

n+1 n

p1

a ⇒limxn+1xn= 1

|{z}a

0<

<1

daí o limite é zero.

$

Corolário26 Sea >1,p∈Nentãolimannp =∞poislimnanp =0.

Tal propriedade mostra que a exponencialancresce muito mais rápido quenp parangrande.

Questão 27 Questão 27

Feita no outro gabarito.

Questão 28

Feita no outro gabarito.

Questão 31

Z

Exemplo33 Mostrar que lim

Pn k=1kp

np+1 = 1 p+1.

1.5. CAPÍTULO 4-SEQUÊNCIAS E SÉRIES DE NÚMEROS REAIS 65 Iremos calcular o limite das diferenças do inverso da sequência

lim(n+1)p+1−np+1

A segunda solução é a pedida no livro.

FTeorema2 O númeroeé irracional.

êDemonstração.[1] Vamos provar quee−1é irracional, logoetambém é . Temos pela representação em série que

ex=

pois todos termos somados e subtraídos são menores que(2n)!1 e como temos termos sendo subtraídos tem-se

paransuficientemente grande see−1é racional, temos que(2n−1)!(e−1−P2n−1 k=0 (−1)k

k! ) é inteiro, entre0e21, absurdo, entãoe−1é irracional e daí também seu inversoe.

êDemonstração.[2] Pela série de taylor, temos que ex=P

vamos considerar queeseja um número racional da forma

p temos que essa série é menor que

1 a última igualdade por ser uma série geométrica

logo temos

onde o número do meio das desigualdades é inteiro , e por não existir inteiro entre 0e1/qparaq>1, chegamos num absurdo.

Questão 33

Questão digitada errada

b

Propriedade133 Selimxn=∞, comxn>0entãolim(Qn

k=1xkn1) =∞

1.5. CAPÍTULO 4-SEQUÊNCIAS E SÉRIES DE NÚMEROS REAIS 67

Z

Exemplo34 Provar quelim qn

(2n)!

Z

Exemplo35 Mostrar quelim qn

(2n)!

Z

Exemplo36 Mostrar quelim qn

(2n)! daí tomando o inverso, temos

lim n rn!an

nn = a e,

em especial see=a, segue que

b

Propriedade134 Sejam P

n=u

ane P

n=s

bnséries de termos positivos. Se P

n=s pois temos termos positivos, tomando a série temos

X

logo a série tende ao infinito por comparaθo. Questão 36

b

Propriedade135 1. Sejam duas sériesP akeP

bkde termos positivos, se existe limabkk =a6=0entãoP

akconverge⇔P

bkconverge . 2. Selimabkk =0então a convergência deP

bkimplica convergência deP ak. aplicamos a somaPn

k=n0+1, daí

usando essa desigualdade temos por comparação que seP

bkconverge então Pakconverge e seP

akconverge entãoP

bkconverge.

1.5. CAPÍTULO 4-SEQUÊNCIAS E SÉRIES DE NÚMEROS REAIS 69 2. De maneira similar ao item anterior.

Existen0∈Ntal que parak > n0tem-se

aplicamos a somaPn

k=n0+1, daí

usando essa desigualdade temos por comparação que seP

bkconverge então Pakconverge.

Z

Exemplo38 Pode valer queP

akconverge, valendolimabkk =0eP

bknão con-verge, tome por exemploak = k12,bk = k1,P

bknão converge,limabkk = limkk2 = limk1 =0eP

akconverge, logo a recíproca do item2da propriedade anterior não vale.

Questão 37

b

Propriedade136 SeP(x)é um polinômio de graun >2sem raízes nos naturais,

então X 1

P(x)converge. êDemonstração. Já sabemos queP

x 1

xnconverge sen>2, por exemplo por cri-tério de condensação de Cauchy, ou por comparação com a série convergenteP

x 1 x2

paraxsuficientemente grande. Tomando um polinômio de graun, temos quean6=0 e

xn|, paraxsuficientementegrande,

daí, X

x

1

|P(x)| 6X 2

|an|xn, que converge, logo temos a convergência absoluta paraP

x 1

P(x)e por isso a série con-verge.

Questão 38

n! que faz sentido inclusive quandozé um número real, não precisando estar limitado aos naturais. Perceba também que sezé um número natural en > zentão

z n

=0, pois irá aparecer o termoz−zno produtório e portanto a sequênciaanserá nula paransuficientemente grande. Considere entãom /∈ N. Aplicamos o critério da razão de sequências paraan = mn

Z

Exemplo40 A série

X k=0

a2 (1+a2)k

converge com qualquera ∈ R. Vale que1 6 a2 +1 ∀ a ∈ Rlogo0 < 1+a1 2 6 1, portanto a série converge por ser série geométrica. Sabemos queP

k=0bk = 1−b1 , substituindob= a21+1, chegamos no resultado

X

1.5. CAPÍTULO 4-SEQUÊNCIAS E SÉRIES DE NÚMEROS REAIS 71 logo calculamos a soma telescópica

n−1X

b

Propriedade137 Sejam as sériesP

akeP ak

akconverge e vale 06ak ⇒ 161+ak ⇒ 1

1+ak 61 ⇒ ak

1+ak 6ak

pelo critério de comparação segue queP ak

1+ak converge.

b

Propriedade138 Seja(xk)uma sequência de números não negativos com a série Pxkconvergente entãoP

x2ké convergente.

temosΔs(n) =x2n+1>0, logos(n)é nθodecrescente,semostrarmosqueasrielimitadasuperiormenteteremosumasequnciaquelimitadaemontonalogoconvergente.T emosques(n)limitadasuperiormentedaseguintemaneiraPn

k=b

b

Propriedade139 SeP

ak,ak > 0converge então a sériePak

k também con-verge .

êDemonstração. Usando a desigualdade de Cauchy ( de onde por comparação segue o resultado .

$

Corolário27 SePx2k, converge então a sériePxk

k também converge, basta usar o resultado anterior comak=x2k.

Questão 44

b

Propriedade140 Seja(an)uma sequência não-crescente de números reais positi-vos. SeP

akconverge entãolimnan =0.

êDemonstração. Usaremos o critério de Cauchy . Existen0 ∈ Ntal que para n+1> n0vale

1.5. CAPÍTULO 4-SEQUÊNCIAS E SÉRIES DE NÚMEROS REAIS 73 logo lim2na2n = 0. Agora mostramos que a subsequência dos ímpares também tende a zero. Valea2n+1 6 a2n daí0 < (2n+1)a2n+1 6 2na2n +a2npor te-orema do sanduíche segue o resultado. Como as subsequências pares e ímpares de (nan)tendem a zero, então a sequência tende a zero.

$

Corolário28 A série harmônicaP1

kdiverge, pois(n1)é decrescente e valelimnn = 16=0.

Questão 46

b

Propriedade141 (Critério de condensação de Cauchy) Seja(xn)uma sequên-cia não-crescente de termos positivos entãoP

xkconverge⇔P2k.x2kconverge.

êDemonstração. Usaremos a identidade

n−1X

Vamos provar que seP

xkconverge entãoP2k.x2kconverge, usando a contra-positiva, que é equivalente logicamente, vamos mostrar que seP2k.x2kdiverge en-tãoP

xkdiverge.

Comoxké não-crescente então vale

2sx2s+1=

xkconverge, de maneira direta. Usando que

Questão 48

b

Propriedade142 Sejama,b > 0 ∈ R,x1 = √

ab,y1 = a+b2 ,xn+1 =

√xn.yn,yn+1= xn+y2 n.Então(xn)e(yn)convergem para o mesmo limite.

êDemonstração. Sabemos queyn>xnpela desigualdade das médias, então xn.yn>x2n⇒√xn.yn>xn ⇒xn+1>xn,

então(xn)é crescente . Da mesma maneirayné decrescente pois dexn 6yntem-se xn+yn 62yndaíyn+1 = (xn+y2 n) 6yn. Como valex1 6xn 6yn 6y1para todon, concluímos quexneynsão convergentes, por serem monótonas e limitadas .

yn+1= xn+yn 2 tomando o limite

y= x+y

2 ⇒x=y.

m

Definição 15 (Média aritmético-geométrica) Dados dois números reais positivos aebo valor comum para o qual convergem as sequências(xn)e(yn)definidas na pro-priedade anterior se chama média aritmético-geométrica deaeb.

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