• Nenhum resultado encontrado

3.1. Inteligência positiva

3.1.3 Características do Sábio

competitivo. Acha que a pessoa só tem valor se for bem-sucedido profissionalmente e financeiramente. Não é sentimental.

e) A Vítima: É o que se faz de vítima das circunstâncias, porque aí acha que vai receber atenção, carinho, cuidado, zelo, mas os outros fazem é se afastar por não conseguirem fazer com que a vítima melhore. É o carente. Se for criticado, fica com raiva. É dramático. Fica retendo pensamentos negativos por muito tempo.

f) O Hiper-racional: É o que racionaliza tudo, tanto no trabalho como nos relacionamentos.

É aquele ser humano frio e calculista. Não consegue se comover com as emoções dos outros nem tem empatia de se colocar no lugar do outro para saber o que o outro está sentindo. Fica bem concentrado no trabalho. Não é sentimental.

g) O Hiper-vigilante: É o ansioso. Nunca relaxa. Sempre está em estado de alerta, vai que algo vai dar errado. Isso o torna altamente estressado. Gasta muita energia vital sem ser produtivo por ser muito ansioso.

h) O Inquieto: Se mantém sempre ocupado em várias tarefas. É tão ocupado que parece que está vivendo a vida intensamente.

i) O Controlador: É o que gosta de controlar tudo e todos. Impaciente. Quer controlar tudo, porque tem medo que os outros não façam o combinado.

j) O Esquivo: É o que procrastina, foge de conflitos, evita tarefas difíceis, provoca atrasos nas tarefas, evita problemas.

Assim, depois de algum tempo, se a pessoa consegue identificar quais são seus sabotadores internos, pode trabalhá-los a ponto de amenizá-los. E assim, descobrir meios através de tentativas para melhorar a vida pessoal e profissional, dessa maneira, identificar que houve um desenvolvimento no que diz respeito a otimização do tempo, de forma que a mente pode condicionar ou não para que a postura aconteça. Assim, a inteligência positiva pode permitir de maneira significativa a melhora do processo da gestão do tempo, de forma a lapidar e condicionar a mente para que não sabote as ações dos indivíduos.

3.1.3 Características do Sábio

O sábio é a parte mais inteligente. É o lado que quer que a pessoa amadureça, apareça, cresça, se desenvolva, progrida, prospere. É o lado que quer o melhor. É o lado que não se faz de vítima e que não cai nas garras dos sabotadores internos. É o lado que desmente os sabotadores, que enfraquece os sabotadores, que confronta os sabotadores e diz que esses

32 sabotadores não têm nenhum poder. O Sábio encara qualquer desafio que a pessoa tem que encarar como algo que vai se transformar em dádiva ou em oportunidade. Todo erro, toda falha pode se transformar em dádiva e/ou oportunidade pela perspectiva do Sábio.

Segundo o autor, as características do sábio se enquadram nesses cinco aspectos:

- Busca entender as situações com grande curiosidade e mente aberta;

- Aprecia trabalhar a empatia por si próprio, pelos outros e leva compreensão a qualquer circunstância;

- Possui caráter inovador e age com ousadia em novas perspectivas e soluções fora dos parâmetros convencionais;

- Navega e escolhe o caminho que mais se identifica com os seus valores e missão;

- Tem ações e atitudes sem a interferência perturbadora dos sabotadores internos.

O lado Sábio sempre tem uma melhor forma de lidar com os desafios e dificuldades que surgem na vida de toda pessoa.

O lado do cérebro em que os sabotadores atuam é chamado de cérebro sobrevivente e o lado do cérebro em que o Sábio atua é chamado de cérebro QP. À medida que o cérebro QP vai se fortalecendo, o cérebro sobrevivente (onde os sabotadores estão) vai enfraquecendo seus pensamentos negativos e destrutivos que os sabotadores insistem em fazer acreditar.

O lado Sábio é voltado para a ação. Usando o lado Sábio, sempre encontra-se uma maneira mais alegre, mais criativa, mais fácil e melhor de enfrentar os problemas e as dificuldades. O lado Sábio não acusa como os sabotadores fazem. Quando a pessoa visualiza a situação pela perspectiva do Sábio, não fica se culpando nem se martirizando nem lamentando nem se fazendo de vítima por ter falhado ou por ter errado, a pessoa se convence de que falhar é perfeitamente humano e parte para as ações para encontrar soluções para o erro/falha. O indivíduo se torna mais misericordioso consigo mesmo.

Segundo o autor CHAMINE (2013), tanto seus sabotadores quanto seu Sábio podem levá-lo ao sucesso, mas eles fazem isso por caminhos bastante diferentes. Os sabotadores empurram você à ação e ao sucesso por meio de raiva, arrependimento, medo, culpa, ansiedade, vergonha, obrigação, etc. Mas o Sábio puxa você para agir por meio de compaixão, curiosidade, criatividade, alegria de se expressar, desejo de contribuir e criar significado e empolgação de ação. Só o Sábio permite que a pessoa chegue ao sucesso sem

33 sacrificar a felicidade e a paz de espírito.

A partir do momento que a pessoa toma conhecimento de que possui seus sabotadores internos, a partir do momento que passa a observá-los e identificá-los como por exemplo: este é o sabotador Crítico, esse é o sabotador esquivo querendo que a pessoa procrastine essa tarefa desagradável, aquele é o sabotador Vítima querendo que a pessoa sinta pena de si mesmo. Quando a pessoa aprende a controlar melhor os sabotadores, a pessoa passa a exercer seu lado Sábio e não vai mais ser tão vulnerável aos ataques dos sabotadores internos. Assim os sabotadores começarão a silenciar, porque agora a pessoa sabe da presença deles e vai fazer de tudo para viver sob a perspectiva do Sábio. Isso tudo é um processo de autoconhecimento que serve para amenizar os efeitos nocivos dos sabotadores internos.

Tendo em vista todas essas abordagens acerca da inteligência positiva, é necessário salientar a importância da administração do tempo como elemento condicionante no processo de desprocrastinação.

34 devem ser executadas, como cumpri-las e quando fazê-las (Maher, 1981). Esse planejamento engloba as prioridades, de forma que as atividades tenham um nível razoável de importância que irão estabelecer os objetivos e, a partir deles, as estratégias para alcançá-los. Diante disso, relações e estudos entre estresse e administração de tempo são encontrados em pesquisas com trabalhadores e estudantes universitários (Macan, 1994; Macan, Shahani, Dipboye & Phillips, 1990), que afirmam que ter maior amplitude sobre o tempo faz com que as pessoas se tornem menos estressadas, mais produtivas e mais satisfeitas, desenvolvendo menos tensão somática.

A administração do tempo é uma ferramenta vital no âmbito das organizações que contribui de forma a melhorar a qualidade de vida das pessoas, diminuindo significativamente o estresse e propiciando o aumento da produtividade e assim, o aumento do desenvolvimento organizacional.

Segundo Barbosa (2011) a administração do tempo não existe, é impossível administrar o que não pode ser alterado. As coisas que podem ser administradas, nesse contexto, são os eventos que acontecem no tempo, como a rotina e nossas ações.

Para Chaves (1992), administrar o tempo é usá-lo com sabedoria para executar ações que são prioritárias, tanto no âmbito profissional e pessoal.

Para Junqueira (1988), a gestão do tempo torna o administrador mais eficaz, dando a ele maior tempo para colocar em prática tarefas importantes.

Uma boa estratégia de administração de tempo é um veículo para que se produza mais e se tenha uma vida melhor. Clegg (2002, p. 20)

De acordo com Chaves (1992, p. 6), a forma que o tempo é utilizado, depende do que se pretende atingir. Assim, o mau uso do tempo causa estresse, pois o tempo utilizado de forma inadequada é tempo desperdiçado, fazendo aquilo que não se considera importante e urgente.

Ainda segundo Tiago e Andrade (2006) no contexto da administração do tempo, é

Documentos relacionados