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Características dos protectores e dispositivos de protecção

No documento Manual da formaçao ST (páginas 37-47)

1. Avaliação e Controlo de Riscos Associados

1.6. Segurança para máquinas

1.6.2. Características dos protectores e dispositivos de protecção

Os dispositivos de protecção devem ser inseridos nos sistemas de comando e garantir a impossibilidade de alcançar os elementos móveis. Em caso de avaria, devem provocar a paragem dos elementos móveis.

Um protector é um elemento de uma máquina utilizado especificamente para garantir uma protecção por meio de uma barreira material. Consoante a sua construção, um protector pode ter designações diferentes, tais como: ―cárter‖, tampa, resguardo, porta, cercadura fechada e podem classificar-se em:

Tipo de protector

Protector fixo Protector mantido no seu lugar (i.e. fechado), quer de maneira permanente (por soldadura), quer por meio de elementos de fixação (parafusos, porcas, etc.) que só permitem que o protector seja remo vido ou aberto com auxílio de uma ferramenta.

Protector móvel Protector que se pode abrir sem utilizar nenhuma ferramenta e que geralmente é ligado por elementos mecânicos (por meio de dobradiças, por exemplo) à estrutura da máquina ou a um elemento fixo vizinho.

Protector regulável Protector fixo ou móvel que é regulável no seu conjunto ou que contém parte ou partes reguláveis. A regulação mantém-se inalterada durante uma determinada operação.

Protectores com dispositivos de:

Encravamento Protector associado a um dispositivo de encravamento de modo que:

As funções perigosas da máquina ―cobertas‖ pelo protector não possam operar enquanto o protector não estiver fechado;

Se o protector for aberto durante a operação das funções perigosas da máquina, é dada uma ordem de paragem;

Desde que o protector esteja fechado, as funções perigosas da máquina ―cobertas‖ pelo protector podem operar, mas o fecho do protector não inicia por si próprio a operação de tais funções (exemplo: a máquina pára quando alguém ou algo avança sobre a área de perigo),

Bloqueio Protector associado a um dispositivo de encravamento e um dispositivo de bloqueio mecânico, de modo que:

As funções perigosas da máquina ―cobertas‖ pelo protector não possam operar enquanto o protector não estiver fechado e bloqueado;

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O protector permanece bloqueado na posição de fechado até que tenha desaparecido o risco de ferimento devido às funções perigosas da máquina;

Quando o protector estiver bloqueado na posição de fechado, as funções perigosas da máquina podem operar, mas o fecho e o bloqueio do protector não iniciam por si próprios a operação de tais funções (exemplo: uma grade que só permite o funcionamento da máquina quando está correctamente posicionada).

Protectores com comando de arranque

Protector associado a um dispositivo de encravamento (ou de bloqueio), de modo que:

As funções perigosas da máquina ―cobertas‖ pelo protector não possam operar até que o protector esteja fechado;

O fecho do protector inicie a operação da(s) função(ões) perigosa(s) da máquina;

(exemplo: painéis automáticos móveis para protecção das máquinas como prensas, máquinas de moldar plástico e borracha, por injecção ou compressão, com carga ou descarga manual).

Dispositivos sensores: Por exemplo: dispositivos electrossensíveis especialmente concebidos para a detecção da presença de pessoas, nomeadamente, barreiras invisíveis, tapetes sensíveis detectores electromagnéticos.

Estrutura de protecção contra o risco de viragem Dispositivos de comando:

De acção continuada Manter o comando, botão, etc. premido.

Bimanuais Blocos lógicos destinados a assegurar funções de segurança por meio de comandos bimanuais.

Por movimento limitado (passo a passo).

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1.6.3. Manutenção

As operações de manutenção, na grande maioria das vezes, são as principais causadoras de acidentes, devido ao factor surpresa e por serem, maioritariamente, tarefas não ―standardizadas‖.

Por isso, estas operações devem ser feitas com a máquina parada e com zonas de acesso próprias.

As fontes de energia devem estar identificadas e permitir o seu bloqueamento ou interrupção com facilidade. De preferência, devem colocar-se dispositivos de segurança para evitar o arranque acidental pois muitos acidentes ocorrem quando uma máquina é accionada por acaso durante o trabalho de manutenção.

1.6.4. Manual de instruçôes

Cada máquina deve ser acompanhada de um manual de instruções com informações precisas sobre a sua manipulação e componente de segurança. Este deve acompanhar a máquina, ser redigido em português (se se destinar ao mercado nacional) e de fácil compreensão.

O manual deve estar tão completo quanto possível e contemplar informações como a movimentação (transporte), instalação, colocação em serviço, regulação, operação, manutenção, reparação, montagem, desmontagem, montagem de ferramentas e acessórios, etc., bem como as respectivas instruções de segurança.

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1.6.5. Legislação aplicável

Decreto-lei nº 383/89 de 6 de Novembro

Transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva 85/374/CEE, do Conselho, de 25 de Julho, relativa à aproximação das disposições legislativas, regulamentares e administrativas dos Estados membros em matéria de responsabilidade decorrente de produtos defeituosos.

Directiva 92/31/CEE do conselho, de 28 de Abril de 1992 — Altera a Directiva 89/336/CEE de 3 de Maio

Decreto-lei nº 74/92 de 29 de Abril, alterado pelo Decreto-lei nº 98/95 de 17 de Maio.

Transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva 89/336/CEE do Conselho, de 3 de Maio, respeitante à compatibilidade electromagnética, com as alterações que lhe foram introduzidas pela Directiva 93/68/CEE, do Conselho, de 22 de Julho, respeitante à marcação ―CE‖.

Decreto-lei nº 378/93 de 5 de Novembro, alterado pelos Decretos-lei nº 139/95 de 14 de Junho e nº 374/98 de 24 de Novembro.

Transpõe para o direito interno a Directiva 89/392/CEE, do Conselho, de 14 de Junho, alterada pelas Directivas 91/368/CEE, do Conselho, de 20 de Junho, 93/44/CEE, do Conselho, de 14 de Junho e 93/68/CEE, do Conselho, de 22 de Junho, relativas à concepção e fabrico de máquinas e componentes de segurança quando sejam colocados no mercado isoladamente, com vista a eliminar ou diminuir riscos para a saúde e segurança quando utilizadas nas condições previstas pelo fabricante e de acordo com o fim a que se destinam.

Revoga: Decreto-lei nº 386/88 de 25 de Outubro, Decreto-lei nº 273/91 de 7 de Agosto, Portaria nº 736188 de 10 de Novembro, Decreto-lei nº 47575 de 3 de Março de 1967, Portarias nº 933/91 e 934/91 de 13 de Setembro e Portaria nº 1214/91 de 20 de Dezembro.

Portaria nº 145/94 de 12 de Março, alterada pela Portaria nº 280/96 de 22Julho

Regulamenta o Decreto-lei nº 378/93 de 5 de Novembro, alterado pelo Decreto-lei nº 139/95 de 14 de Junho.

Decreto-lei nº 214/95 de 18 de Agosto

Estabelece as condições de utilização e de comercialização de máquinas usadas, com vista a eliminar os riscos para a saúde e segurança das pessoas, quando utilizadas de acordo com os fins a que se destinam

Decreto-Lei n.º 50/2005 de 25 de Fevereiro

O Decreto-Lei n.º 82/99, de 16 de Março, regula as prescrições mínimas de segurança e saúde dos trabalhadores na utilização de equipamentos de trabalho, transpondo para a ordem jurídica interna a Directiva n.º 89/655/CEE, do Conselho, de 30 de Novembro, alterada pela Directiva n.º 95/63/CE, do Conselho, de 5 de Dezembro

Decreto-Lei n.º 103/2008 de 24 de Junho

A Directiva n.º 98/37/CE será revogada, a partir de 29 de Dezembro de 2009, pela Directiva n.º 2006/42/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 17 de Maio, relativa às máquinas e que altera a Directiva n.º 95/16/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 29 de Junho, relativa à aproximação das legislações dos Estados membros respeitantes aos ascensores, transposta para a ordem jurídica interna pelo Decreto -Lei n.º 295/98, de 22 de Setembro.

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1.6.6. Normalização aplicável

Norma Portuguesa NP EN 292-1:1993

Segurança de Máquinas. Conceitos fundamentais, princípios gerais de concepção. Parte 1: Terminologia básica, metodologia

Norma Portuguesa NP EN 292-2:1993

Segurança de Máquinas. Conceitos fundamentais, princípios gerais de concepção. Parte 2: princípios técnicos e especificações

Norma Portuguesa NP EN 294:1996

Segurança de Máquinas. Distâncias de segurança para impedir que os membros superiores alcancem zonas perigosas

Norma Portuguesa NP EN 349:1996

Segurança de Máquinas. Distâncias mínimas para evitar o esmagamento de partes do corpo humano

Norma Portuguesa NP EN 418:1996

Segurança de Máquinas. Equipamento de paragem de emergência, aspectos funcionais — Princípios de concepção

Norma Portuguesa NP ENV 1070:1996 Segurança de Máquinas. Terminologia

B55304:1988

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1.7. Manutenção

1.7.1. Introdução

Conjuntamente com as verificações programadas, fazem parte do programa de manutenção de uma empresa os controlos periódicos e os trabalhos de reparação. No decurso da manutenção, as condições de trabalho podem ser muito diferentes, apresentando novos riscos, uma vez que estas operações não fazem parte das tarefas quotidianas na utilização dos equipamentos e podem abranger desde um simples controlo diário de funcionamento até ao restauro do próprio edifício onde se situam as instalações fabris.

Por este motivo e de uma maneira geral, é utilizada uma grande variedade de ferramentas, máquinas, equipamentos de movimentação, de elevação, de controlo, etc., o que obriga à aplicação de uma vasta gama de conhecimentos.

Ao fazer-se a manutenção de uma máquina ferramenta são necessários não só conhecimentos mecânicos, eléctricos, electrónicos e pneumáticos mas também de lubrificação e até de pintura

É muito vasto e complexo o campo da manutenção, o que obriga a adopção de procedimentos de segurança muito rigorosos, quer seja para uma simples manutenção de rotina, quer seja para uma operação de manutenção bastante profunda de uma máquina automática, na qual seja necessário substituir peças, ou mesmo partes completas da máquina.

Por vezes, uma operação de rotina feita de modo descuidado pode ser responsável por um acidente bastante grave. Antes de executar qualquer trabalho de manutenção, deverá proceder-se a uma rápida planificação de segurança, com inclusão dos seguintes pontos:

1. Identificar os riscos;

2. Avaliar soluções alternativas; 3. Seleccionar a acção apropriada; 4. Programar os recursos a afectar; 5. Implementar a actuação; 6. Avaliar os resultados;

7. Ponderar o grau de eficácia obtido

Não é possível enumerar, no âmbito de um trabalho deste tipo, todos os procedimentos de segurança a ter quando da realização de uma operação de manutenção, pelo que iremos falar de algumas situações mais comuns e susceptíveis de provocar acidentes.

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1.7.2. Ferramentas manuais

Devido ao amplo uso de ferramentas manuais e à elevada frequência e gravidade dos acidentes por elas provocados deverá, quando da sua utilização, ter-se em consideração os seguintes pontos:

Seleccionar a ferra menta correcta para o trabalho a executar, nunca ultrapassando a sua capacidade;

Utilizar sempre ferramentas em bom estado de conservação. Verificar os cabos e pegas das ferra mentas, não caindo na tentação de os fixar de maneira artesanal com emendas, pregos ou parafusos, braçadeiras ou de qualquer outra maneira menos correcta, pois são sempre pontos fracos que, cedendo, podem ser a causa de acidentes;

Usar as ferramentas correctamente;

Guardar as ferramentas em locais apropriados. Não deverão estar amontoadas em caixas ou prateleiras, mas ter o seu Focal de guarda próprio, perfeitamente identificado;

Transportar as ferramentas em cintos próprios ou em bolsas agarradas à cintura dos trabalhadores, o que lhes permitirá ter as mãos livres para subir escadas ou andai mes;

Utilizar sempre óculos de protecção, luvas, capacetes e outros equipamentos de protecção individual adequados ao trabalho a executar;

Proceder a inspecções periódicas por pessoal especializado, verificando o funcionamento das ferramentas e detectando possíveis pontos de desgaste e de rotura. Criar para cada ferramenta uma ficha onde esteja indicado quando foi feita a última inspecção ou reparação, do que constou, peças substituídas e a data prevista para nova inspecção;

Nas ferramentas manuais de corte verificar sempre o estado da lâmina e os seus ângulos de corte, pois um ângulo errado pode ser responsável por um grave acidente;

As ferramentas de percussão (martelos, escopros, marretas, etc.) deverão ser fabricadas em material adequado, não devendo apresentar rebarbas que se poderão soltar, causando lesões.

1.7.3. Manutenção eléctrica

1.7.3.1. Introdução

Motores, interruptores, comutadores, disjuntores e equipamentos similares sofrem desgastes, quebras e necessitam de ajustamentos. Para serem seguros e prestarem um bom serviço, estes equipamentos eléctricos deverão ter sempre uma correcta manutenção.

Reparações em circuitos e aparelhos eléctricos deverão ser sempre feitos por pessoal técnico experiente.

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de qualidade inferior e não certificado poderá ser perigoso devido a defeitos de projecto, material ou montagem. Antes de se começar qualquer trabalho de manutenção eléctrica, o pessoal que o irá executar deverá certificar-se que a alimentação eléctrica foi cortada, testando por meio de instrumento de medida adequado.

O pessoal de manutenção deverá ser instruído no uso de equipamento eléctrico de teste e de medida como, por exemplo, identificar pontos de teste, diagramas de circuitos, sondas, pinças, etc.

Alicates, chaves de parafusos, luzes de teste e outras ferramentas usadas em trabalhos de reparação eléctrica deverão ser isolados.

Quando tenham que ser realizados trabalhos de manutenção ou de reparação em condutores com corrente eléctrica, é aconselhável haver sempre dois ou mais operadores a trabalhar juntos. O supervisor deverá fornecer procedimentos de trabalho detalhados a ser seguidos e verificar se as equipas de manutenção possuem e usam equipamentos de protecção adequados.

O grau de precisão do equipamento necessário deverá ser determinado pelo tipo de circuito, pela natureza do trabalho e pelas condições em que este deverá ser executado.

Uma boa prática de segurança é, não só utilizar o equipamento de protecção mas verificar se este está em condições, inspeccionando-o antes do uso e periodicamente.

1.7.3.2. Consignação

O arranque intempestivo de equipamentos ou a ligação de circuitos (que poderão ser desencadeados por controlos automáticos ou manuais) são susceptíveis de causar danos graves, devido a choque eléctrico ou a acidentes provocados por peças em movimento. Por exemplo, um arranque inesperado de um motor poderá causar lesões em trabalhadores que o estejam a reparar; do mesmo modo, a inesperada ligação de um equipamento poderá produzir electrização (choque eléctrico).

Por esta razão, quando um equipamento eléctrico vai ser reparado ou modificado, o circuito deverá ser desligado (―OFF‖) e o interruptor de comando bloqueado com um ―cadeado‖. Deverão colocar-se etiquetas contendo a descrição do trabalho, indicando o nome da pessoa que o está a realizar e o departamento envolvido. No entanto, sinais ou etiquetas isoladas não garantem uma protecção tão eficaz como a colocação dos cadeados.

Por causa do grave risco para a saúde, o procedimento de implementação de um sistema de cadeados deverá ser instituído e treinado com todo o pessoal da manutenção.

Cada trabalhador da manutenção terá o seu cadeado que deverá aplicar sempre que executar manutenções de equipamento eléctrico.

Deverão ser sempre usados cadeados de boa qualidade, não devendo haver chaves iguais, assegurando-se que cada chave serve unicamente num cadeado. Não é recomendável o uso de chaves mestras e, no caso de haver duplicados, estes deverão ser sempre guardados sob um rígido controlo.

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Para que o sistema de cadeado esteja operacional, é necessário que os diversos equipamentos possuam um porta- cadeados. Nas oficinas onde são utilizados equipamentos antigos, ou onde estão instalados equipamentos anti- deflagrantes ou anti-poeiras, é necessário que sejam construídas ligações onde se possam aplicar os cadeados. Quando há mais do que uma pessoa a trabalhar no mesmo equipamento, deverá usar-se um adaptador para aplicação simultânea de diversos cadeados para que cada trabalhador aplique o seu próprio cadeado antes de começar a trabalhar.

Seja qual for o método utilizado para manter os interruptores desligados (―0FF‖), deverá manter-se um controlo efectivo por meio de uma constante supervisão e treino na rotina de segurança.

Apresenta-se, seguidamente, um exemplo de método eficaz para assegurar um correcto uso de cadeados: 1. Alertar o operador e outros utilizadores de que o sistema vai ser desligado;

2. Actuar no corte geral de corrente para que o equipamento fique desligado;

3. Colocar o seu cadeado no interruptor de comando, alavanca, válvula, mesmo que alguém tenha colocado outro cadeado antes de si; só se estará protegido quando o seu cadeado estiver colocado.

4. Sinais e barreiras são necessários para identificação mas não substituem os cadeados; 5. Verificar o cadeado para assegurar que o equipamento está efectivamente desligado; 6. Trabalhar com calma e serenidade;

7. Quando se terminar o trabalho retirar o cadeado, o sinal e as barreiras. Não permitir que os retirem por si e verificar que nunca se irá expor outra pessoa ao perigo. Assegurar-se que o equipamento está livre e limpo;

8. Ligar o sistema.

1.7.3.3. Fusíveis

Quando for necessário retirar um fusível, o sistema eléctrico deverá ser previamente desligado por meio do seu interruptor. O fusível deverá ser retirado com um arranca fusíveis, devidamente isolado.

É importante que o fusível seja substituído por um outro do mesmo tipo, tamanho e capacidade.

Uma prática adicional de segurança é a de retirar os fusíveis do quadro eléctrico de um circuito ou de uma máquina quando se está a procederá sua reparação ou alteração. No entanto, esta prática não substitui o uso de cadeados, pois alguém pode, inadvertidamente, colocar outros fusíveis e ligar o circuito.

Em situação de emergência e quando a área em redor da caixa de fusíveis estiver molhada, deverão ser utilizadas pelos trabalhadores luvas dieléctricas, plataformas isoladas ou botas de borracha.

1.7.3.4. Condutores

As instalações eléctricas deverão ser efectuadas de acordo com normalização e legislação vigente.

Antes de ser colocada em funcionamento, qualquer instalação eléctrica deverá ser inspeccionada por pessoal qualificado. Legalmente, todas as instalações eléctricas necessitam de ter um técnico responsável.

O uso de condutores provisórios deverá ser sempre de evitar, mesmo que a sua montagem cumpra as regras de segurança.

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Instalações eléctricas provisórias e temporárias realizadas em locais em construção ou alteração deverão ser protegidas capazmente contra riscos mecânicos e verificadas frequentemente, pois podem ser alteradas sem se ter em consideração a capacidade dos condutores.

Técnicos e pessoal de manutenção deverão ter sempre como norma inspeccionar frequentemente condutores, fichas e ligações eléctricas das ferramentas portáteis, verificando se o condutor de ligação à terra está ligado correctamente e se o perno de ligação à terra da ficha não foi retirado.

Quando surgir qualquer dúvida sobre a segurança de uma ferramenta ou da sua ligação eléctrica, esta deverá ser retirada de serviço e enviada para inspecção e reparação por pessoal qualificado.

Quando houver necessidade de se instalar equipamento adicional em condições temporárias em .circuitos já existentes, este só deverá ser feito com a instalação conjunta de um interruptor individual no ramal a ser instalado e de um adaptador para colocação de cadeado e etiquetas. Esta precaução evitará interrupções no circuito principal quando houver necessidade de desligar o ramal.

1.7.3.5. Gambiarras

Nos trabalhos de manutenção, principalmente em reparação de máquinas e em locais com fraca iluminação, usam-se com frequência gambiarras para melhorar a visibilidade da tarefa que está a ser executada.

Trata-se de um equipamento muito simples mas que pode provocar acidentes, por vezes graves, devido ao desgaste de material ou à aplicação de componentes inadequados ou de qualidade inferior.

A gambiarra deve ter uma estrutura e um punho feitos de material isolante, devendo a lâmpada estar envolta por uma grade de protecção.

Modernamente, existem gambiarras com lâmpadas fluorescentes em armaduras inquebráveis que são preferíveis às de lâmpada incandescente.

Por ser um equipamento que se deteriora rapidamente, por exemplo, por cortes no cabo eléctrico, deve ser inspeccionado com frequência para detecção de possíveis avarias.

1.7.3.6. Formação

Desvios no uso seguro de práticas correctas na instalação de equipamentos eléctricos e electrónicos resultam muitas vezes em acidentes que podem lesionar ou matar pessoas. Consequentemente, um programa de segurança deverá incluir a formação de todos aqueles que trabalham com equipamentos eléctricos e electrónicos,

As acções de formação deverão incluir treino em reanimação cardio-respiratória, sinalização de segurança, equipamentos de protecção (individual e colectiva) e procedimentos operacionais de segurança. É essencial que cada um seja treinado para actuar em situações de emergência e seja instruído para nunca trabalhar sozinho em situações de risco.

Os supervisores deverão dar instruções aos seus colaboradores para que estes os informem imediatamente de

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