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1. INTRODUÇÃO

2.5. CERTIFICAÇÕES E SELOS DA CONSTRUÇÃO DE

2.6.1. Características Geométricas da Edificação

A caracterização geométrica é uma ferramenta para a avaliação dos projetos e edificações em relação aos seus custos e quantidade de recursos. Por meio de índices pode se verificar se a forma da edificação, de seus ambientes e a disposição de ambientes foi bem projetada de forma a otimizar o uso de recursos e os custos da edificação (OLIVEIRA; LATELME;FORMOSO, 1995; MASCARÓ, 1998).

Segundo Mascaró (1998) o edifício é formado por um conjunto de planos horizontais em intersecção com outro conjunto de planos verticais, possuindo mecanismos de acesso que são as circulações verticais e horizontais. O modo como esses planos são organizados determina as circulações, e “condicionam o desempenho e comportamento da edificação, tanto funcional como economicamente” (MASCARÓ, 1998). Veja a participação desses elementos juntamente com as instalações no quadro 4.

Quadro 4: Custo do edifício segundo os planos verticais, horizontais e instalações, em edificações habitacionais.

Classificação Composição Participação

Planos horizontais. Parte horizontal da estrutura e fundações, pisos, parte horizontal dos revestimentos

e pintura; 26,79%

Planos verticais. Parte vertical da estrutura e fundações, alvenarias, revestimentos e pinturas

verticais, externas e internas; 44,84% Instalações. Elétrica, telefônica, hidráulica, gás, louças e metais, e elevador; 24,33% Instalações

provisórias Instalações provisória, limpeza, etc. 4,02% Fonte: MASCARÓ, 1998.

De acordo com o custo, o edifício se divide em duas partes: “os espaços projetados” e os equipamentos necessários para o desempenho da função do edifício (MASCARÓ, 1998). Na razão que o custo dos espaços projetados dependerá das dimensões físicas adotadas, seu custo de manutenção e de uso serão mínimos, podendo ser previstos e aplicados de maneira programada. Em contrapartida, os equipamentos dependem muito mais de decisões do que propriamente de suas dimensões, e apesar destas

influenciarem também, mais importante são os custos de manutenção e uso que nesse caso são em sua maioria corretivas, efetuando-se quando os equipamentos já tiverem apresentado defeito (MASCARÓ, 1998). Essas definições podem ser verificadas no quadro 5.

Quadro 5: Participação média da construção e manutenção de espaços e instalações.

Custos Construção Manutenção

Custo dos espaços 75% 30-40%

Custo das instalações 25% 60-70%

Total 100% 100%

Fonte: MASCARÓ, 1998.

Os planos verticais, que correspondem a cerca de 40% dos custos da edificação, se dividem ainda em planos verticais internos, chamados de divisórias; e planos verticais externos, que compõem as fachadas, essas que tem custo superior as divisórias em função dos revestimentos e às funções atribuídas como proteção, iluminação e ventilação (OLIVEIRA; LATELME; FORMOSO, 1995).

A partir dos elementos que caracterizam a edificação Oliveira, Latelme, Formoso (1995) e Mascaró (1998) indicam o uso de fórmulas simples que calculam índices em função das quantidades desses elementos e da área construída.

Os indicadores representados na caracterização geométrica são: Circulação – I; Índice de Compacidade – Ic; Densidade de Paredes – DP; Índice de Tubulações Hidráulicas – Ih; Índice de Eletrodutos – Ie; Índice do Aço – Iaço; Índice do Concreto – Iconc; Índice de Formas – Iform.

A circulação promove o acesso de pessoas e bens, agrega pouco valor ao imóvel e tem alto custo em função dos revestimentos. O índice de circulação – I procura verificar a porcentagem de circulação em função da área construída através da equação 1, onde Apavt (não inclui área de varandas, floreiras e sacadas) e Acirc são respectivamente a área do pavimento e a área de circulação - segundo a NBR 12721 (ABNT, 2006). A Asf é a área da sacada e floreira.

O índice de compacidade – Ic compara a forma da edificação com um circulo de mesma área da edificação, que seria a forma mais econômica em relação ao perímetro das paredes externas – Pp. A equação 2 resulta em uma porcentagem que representa a proximidade da forma da edificação em relação ao círculo. São considerados em Pp as aberturas, e a medida de perímetro pelos eixos das paredes do pavimento tipo. Não são consideradas Pp as muretas e proteções externas.

√ (2)

A densidade de paredes – DP verifica o grau de otimização da compartimentação do pavimento. A equação 3 apresenta DP, onde a área de paredes – Ap, que é dada pela área de projeção das paredes do pavimento (não descontar aberturas).

(3)

O índice de tubulações hidráulicas – Ih e o índice de eletrodutos – Ie verifica a eficiência do projeto arquitetônico quanto ao grau de concentração dos pontos e quanto ao traçado das tubulações/eletrodutos nos projetos hidráulico e elétrico respectivamente.

O Ih é dado pela equação 4, onde Ct é o comprimento das tubulações (tubulações verticais ou horizontais independente do diâmetro) e Pth é o número de pontos hidráulicos (pontos de água quente ou fria, caixas de água e válvulas de descarga).

(4)

O índice Ie é dado pela equação 5, onde Ce é o comprimento dos eletrodutos (eletrodutos verticais ou horizontais independente do diâmetro) e Pte é o número de pontos elétricos (ponto de luz, interruptor ou quadro; o interruptor é considerado como um ponto independente do número de teclas).

O índice do aço – Iaço e o índice do concreto – Iconc identificam o superdimensionamento ou a má distribuição de cargas no projeto de pilares, vigas e lajes, em relação ao aço, e em relação ao concreto das estruturas, respectivamente.

A equação 6 avalia Iaço, onde Paço é o peso do aço, e Areal e área real global - segundo a NBR 12721 (ABNT, 2006). A equação 7 avalia Iconc, onde Vconc é o volume de concreto. Para ambos os índices, Iaço e Iconc, não considerar vigas de baldrame e fundações.

(6) (7)

O índice de formas – Iform mede a racionalidade do dimensionamento da estrutura quanto a área de formas – Aform, levando em conta apenas a área de contato com o elemento estrutural (ver equação 8). Esse índice não inclui as formas para as vigas de baldrame e fundações.

(8)

A partir dos índices pode-se comparar com estudos já feitos21. Esses índices tem como objeto de estudo edificações verticais.

2.6.2. MASP-HIS – Metodologia de Avaliação de Sustentabilidade no