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1. INTRODUÇÃO

2.5. CERTIFICAÇÕES E SELOS DA CONSTRUÇÃO DE

2.6.3. MAF – Metodologia para a Análise da Funcionalidade de

Em sua dissertação de mestrado, LEITE (2003) propôs uma Metodologia para Analise da Funcionalidade de habitações – MAF, com foco no Estudo de Caso no Projeto Chico Mendes – Florianópolis, SC.

A metodologia prevê a análise por: Quesitos – Índice de Funcionalidade do Quesito (IFQ); Compartimento – Índice de Funcionalidade do Compartimento (IFC); e da Habitação – Indicador de Funcionalidade da Habitação (IFH).

A aplicação da metodologia se dá em forma de questionário, classificando as pontuações de acordo com o quadro 14: Supera – S; Atende – A; Parcial – Pa; Precário – Pr; e Muito Precário – MP.

Quadro 14: Classificação da pontuação por Quesito, Compartimento e Habitação.

Compartimento

Conceito e Indicador de Funcionalidade dos Quesitos

- IFQ Intervalos de Variação do Indicador de Funcionalidade do Compartimento - IFC Quantidade Qualidade A1, B1 A, B, C, D S A Pa Pr MP S A Pa Pr MP Sala Estar / Jantar

4 3 2 1 0 24 18 a 2 3 12 a 1 7 6 a 1 1 0 a 5 Cozinha Banheiro Dormitório Casal Dormitório Filhos Área de Serviço

Intervalos de Variação do Indicador de

Funcionalidade da Habitação - IFH 144

10 8 a 14 3 72 a 1 07 36 a 7 1 0 a 3 5

Fonte: Adaptado de LEITE, 2003.

O compartimento é analisado em função de seis quesitos, dois quantitativos (A1 e B1) e quatro qualitativos (A, B, C, D), que variam de acordo com o tipo de compartimento:

Sala Estar / Jantar

A1 – Equipamento mínimo: um sofá de três lugares, uma poltrona, mesa de refeições para quatro comensais, uma estante e uma mesa auxiliar. Para habitações de três dormitórios exige-se mais uma poltrona (2) e mesa para mais quatro comensais (8).

36 Toda a informação contida neste subtítulo possui como fonte a dissertação de

B1 – Equipamento adicional: poltrona, balcão, mesa, etc.

A – Áreas de circulação e utilização: tamanhos mínimos exigidos de 55/60cm.

B – Área livre central: a disposição dos equipamentos deve preservar área livre de móveis e objetos de 1,3m de diâmetro no mínimo.

C – Acessibilidade à janela: não deve haver nenhum equipamento o acesso ou uso da janela e seu funcionamento e a largura de acesso deve ser de 55/60cm. Admite-se 40cm em situação crítica e acesso a 60% da largura da janela como situação precária.

D – Otimização: as áreas de circulação e utilização dos equipamentos devem ser superpostas

Cozinha

A1 – Equipamento mínimo: um balcão com pia, um refrigerador, um fogão, um armário suspenso e um balcão ou mesa auxiliar.

B1 – Equipamento adicional: mesa ou balcão auxiliar, mesa de refeições informais para dois ou quatro comensais.

A – Passagem livre: preservar passagem livre de 90cm no mínimo. B – Relação fogão e janela: o fogão deve ficar próximo à janela e não confrontar com o refrigerador.

C – Abertura de portas de equipamentos: a abertura de portas de fogão, geladeira e armários não podem utilizar espaços adjacentes de abertura e uso de outros equipamentos.

D – Proximidade do refrigerador: o refrigerador deve ficar próximo à porta de acesso ao interior da casa (minimizar a passagem pela cozinha).

Banheiro

A1 - Equipamento mínimo: um lavatório, um vaso sanitário e um chuveiro, atendendo as dimensões próprias de utilização.

B1 – Equipamento adicional: bidê ou ducha higiênica.

A – Otimização: as áreas de circulação e utilização dos equipamentos devem ser superportas.

B – Utilização simultânea: o banheiro deve, se possível, permitir a utilização simultânea por mais de um usuário.

C – Iluminação natural: o lavatório e o armário com espelho devem ficar próximos da janela, considerando-se 1m como plenamente satisfatório e mais de 2m como insatisfatório.

D – Privacidade: o uso do banheiro não deve constranger visual ou auditivamente o usuário.

Dormitório do Casal

A1 – Equipamento mínimo: uma cama de casal, duas mesas de cabeceira, um roupeiro de três portas e uma cômoda.

A – Proximidade do roupeiro da porta do quarto, evitando contornar a cama.

B – Áreas de circulação e utilização: tamanhos mínimos exigidos de 55/60cm.

C – Acessibilidade à janela: não deve haver nenhum equipamento o acesso ou uso da janela e seu funcionamento e a largura de acesso deve ser de 55/60cm. Admite-se 40cm em situação crítica e acesso a 60% da largura da janela como situação precária.

D – Otimização: as áreas de circulação e utilização dos equipamentos devem ser superpostas.

Dormitório dos Filhos

A1 – Equipamento mínimo: ambientes com menos de 7,5m2 - uma cama de solteiro ou beliche, uma mesa de cabeceira e um roupeiro de duas portas; ambientes com mais de 7,5m2 - duas camas ou beliche e roupeiro de 3 portas. Para ambos é necessária uma mesa de estudo com cadeira.

B1 – Equipamento adicional: cômoda e/ou estante de livros. A – Proximidade do roupeiro da porta do quarto, evitando contornar a cama.

B – Áreas de circulação e utilização: tamanhos mínimos exigidos de 55/60cm (admite-se cadeira ou banco).

C – Acessibilidade à janela: não deve haver nenhum equipamento o acesso ou uso da janela e seu funcionamento e a largura de acesso deve ser de 55/60cm. Admite-se 40cm em situação crítica e acesso a 60% da largura da janela como situação precária.

D – Otimização: as áreas de circulação e utilização dos equipamentos devem ser superpostas.

Área de Serviço

A1 – Equipamento mínimo: um tanque e uma máquina de lavar roupas (não necessariamente com instalação imediata da máquina).

B1 – Equipamento adicional: secadora de roupa ou centrífuga. A – Abertura para o exterior: ter abertura para o exterior em uma das paredes de maios dimensão.

B – Circulação e utilização: dispor de espaço suficiente para circulação e utilização dos equipamentos.

C – Espaço para depósito: dispor de espaço para armazenamento de materiais de limpeza e equipamentos como tabuas de passar roupa.

D – Otimização: as áreas de circulação e utilização dos equipamentos devem ser superpostas.

O método Leite (2003) tornou mais objetiva a Avaliação de Funcionalidade desenvolvida por Silva (1982). Essa avaliação possibilita estabelecer critérios mínimos para a funcionalidade das Habitações de

Interesse Social (HIS) determinando a quantidade de equipamento e seu arranjo.

Os quesitos tem relação direta as áreas de circulação e utilização do espaço, antecipando os aspectos positivos e negativos para melhoria de projeto, ou em avaliações pós-ocupação, com intuito de melhorar a funcionalidade dos ambientes.

As pontuações globais ou parciais permitem também a comparação de projetos, podendo estabelecer benchmarks de funcionalidade de HIS. Além disso, em todos os níveis de avaliação existem cinco níveis de classificação, permitindo pontuações intermediárias.