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VII – INDIVIDUALIZAÇÃO E ENQUADRAMENTO LEGAL DAS CONDUTAS.

VII. 1 – PAULO ROBERTO COSTA:

VII.4. CELSO ARARIPE D'OLIVEIRA

Conforme já descrito acima, CELSO ARARIPE, na condição de Gerente de Implementação de Empreendimentos para Cabiúnas, em Vitória/ES, responsável pela obra de

414(Lei 8.429/92) “Art. 9° […]: […]

X - receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indiretamente, para omitir ato de ofício, providência ou declaração a que esteja obrigado;

[...]”

415Reitera-se que os atos concretos de frustração da licitude de cada processo licitatório e de contratação por preços superiores aos de mercado (art. 10, caput, V e VIII, da Lei 8.429/92), e o ressarcimento dos prejuízos causados por tais atos, serão objeto de ações autônomas.

construção do Prédio Administrativo da Petrobras em Vitória/ES, aceitou e recebeu promessas de pagamento de vantagens indevidas pela CONSTRUTORA NORBERTO ODEBRECHT, tendo feito uso de seu cargo para assegurar a celebração de aditivos no contrato para a construção do Prédio Administrativo da PETROBRAS em Vitória/ES.

Segundo restou demonstrado, CELSO ARARIPE recebeu ao menos R$ 3.000.000,00417 da CONSTRUTORA NORBERTO ODEBRECHT para viabilizar a celebração de aditivo contratual relativo à obra de construção do Prédio Administrativo da PETROBRAS em Vitória/ES.

417Neste sentido, declarações de EDUARDO LEITE: “QUE PAULO AUGUSTO SANTOS SILVA, embora tenha assumido o cargo de Diretor de Operações apenas em 2012, como o contrato entre o CONSÓRCIO OCCH e a PETROBRAS ainda estava em execução, PAULO obteve informações por meio de DALTON AVANCINI, Diretor anterior, ou pelo próprio CONSÓRCIO OCCH, e relatou ao depoente que o Gerente Local da PETROBRAS na obra referida, CELSO ARARIPE, por intermédio desses dois contratos, obteve vantagem indevida consistente nos valores que constam em cada um dos contratos, isto é, um total R$ 3 milhões de reais” - Termo de Colaboração nº 14 – ANEXO 138.

O elemento doloso das condutas ímprobas resta demonstrado a partir das declarações de DALTON AVANCINI418,EDUARDO LEITE419 e GABOR PAL KELEN420, corroboradas pela quebra de sigilo bancário da SUL BRASIL/FREITAS FILHO e pelo Laudo nº 1441/2015- SETEC/SR/DPF/PR421

A quebra do sigilo bancário da SUL BRASIL/FREITAS FILHO demonstrou que foram realizados depósitos periódicos através das contas bancárias de EDUARDO FREITAS FILHO e

418Ao prestar depoimento como testemunha na Ação Penal nº 5036528-23, o colaborador DALTON AVANCINI revelou que:

Ministério Público Federal:- Com relação a uma obra que houve no prédio administrativo da Petrobrás em Vitória, o senhor se recorda?

Depoente:- Sim.

Ministério Público Federal:- O senhor se recorda do pagamento de propina em favor do funcionário Celso Araripe?

Depoente:- Sim. (...)

Ministério Público Federal:- Essa obra de Vitória, do prédio?

Depoente:- Foi mencionado por mim, pelo dirigente da Camargo na época, que haveria um pagamento que seria feito pelo consórcio, quem faria o pagamento era o consórcio não era a Camargo.

Ministério Público Federal:- Mas esse consórcio era formado por quem, o senhor se recorda? Depoente:- Pela Camargo, pela Odebrecht e pela Hochtief.

Ministério Público Federal:- Pode prosseguir.

Depoente:- E esse funcionário trouxe a mim que haveria, que estava sendo tratado este pagamento, me informando disso, e de certa forma eu autorizei, eu aprovei que isso continuasse a ser tratado pela obra pra que fosse feito esse pagamento.

Ministério Público Federal:- Esse consórcio, como era feita a gestão dele, a chefia, as ordens?

Depoente:- Ele era um consórcio liderado pela Odebrecht, quer dizer, ele tinha um líder local lá que era o responsável.

Ministério Público Federal:- O senhor se recorda quem era o líder? Depoente:- Num dado momento era o senhor Boghossian.

Ministério Público Federal:- O senhor Paulo Boghossian?

Depoente:- O Boghossian era o líder. A Odebrecht tinha a liderança e ele era o representante da Odebrecht e que acabava por ter a liderança do consórcio.

Ministério Público Federal:- E nesse assunto dessa propina que o senhor falou ele teve conhecimento? Depoente:- Eu nunca tratei isso com ele, isso foi tratado no âmbito do consórcio, eu acredito que ele tinha conhecimento porque o funcionário da Camargo que me trouxe, falou que o consórcio estaria realizando o pagamento dessa propina.

Ministério Público Federal:- E ele informou para o senhor que a decisão foi tomada por quem? Depoente:- Pelo consórcio, os líderes do consórcio tomaram a decisão que eles iriam fazer essa tratativa com o funcionário da Petrobrás.

Ministério Público Federal:- E o senhor sabe como foi feito esse pagamento, foi informado ao senhor? Depoente:- Depois, eu vim a saber que, eu não me recordo exatamente em que data precisamente, mas que foi utilizada uma empresa pra fazer esses pagamentos.

Ministério Público Federal:- O senhor se recorda de qual empresa?

Depoente:- Foi falado pra mim, a Sul Brasil, que ela seria a empresa utilizada pra esses pagamentos. (…)

da SUL BRASIL CONSTRUÇÕES/FREITAS FILHO CONSTRUÇÕES em favor de CELSO ARARIPE, funcionário da PETROBRAS. O Laudo nº 1441/2015-SETEC/SR/DPF/PR422, por sua vez, demonstrou que CELSO ARARIPE, utilizando-se de contas-correntes titularizadas por ele e por seus familiares, notadamente sua esposa, MARIA MADALENA RODRIGUES MELO ARARIPE, sua irmã, ANGELA MARIA ARARIPE D'OLIVEIRA SOUTO, e sua sobrinha, JULIA D'OLIVEIRA SOUTO, recebeu R$ 1.461.318,32 provenientes das contas de propriedade da empresa SUL BRASIL/FREITAS FILHO e de EDUARDO DE FREITAS FILHO. Em adição, a extração de dados do sistema SIMBA (caso 001-MPF-

Correa, foi procurada por um dirigente da Camargo Correia lhe dizendo que haveria um pedido de propina em relação (inaudível), qual o nome desse dirigente?

Depoente:- em 2010, quer dizer, o dirigente da Camargo chamava Garbor, até aí há um equívoco na minha delação em que se fala no nome de Paulo Augusto, nesse momento não era, era o Garbor, depois eu recordando adequadamente.

419 Ao prestar depoimento na Ação Penal nº 5036528-23.2015.404.7000, o colaborador EDUARDO HERMELINO LEITE declarou que:

Ministério Público Federal:- Certo. Bom, os meus questionamentos ao senhor são em relação ao consórcio OCCH, a contratação feita com a Petrobras para construção do prédio administrativo de Vitória. Primeiramente eu gostaria de saber do senhor se o senhor tem conhecimento de que houve pagamento de propina em relação a esse consórcio?

Depoente:- Sim. Internamente, na Camargo, quando do evento do início da operação Lava Jato foi feito...

Juiz Federal:- Só um minutinho. O senhor fale mais alto, por gentileza. Depoente:- Pois não.

Ministério Público Federal:- Então, só retomando, o senhor teve conhecimento de pagamento de propina pelo consórcio OCCH à Petrobras?

Depoente:- Eu recebi essa informação internamente na Camargo quando do evento da operação Lava Jato foi pedido um levantamento de todos os contratos existentes da Construções e Comércio Camargo Correa que envolvesse pagamento de propina, esse foi um dos contratos que foi trazido à baila como sendo um contrato que envolvia pagamento de propina.

Ministério Público Federal:- Quem informou isso ao senhor?

Depoente:- Isso foi trazido pelo diretor de operações, Paulo Augusto, à época do início da operação Lava Jato, e validado pelo, à época diretor de operações e hoje presidente, Dalton Avancini, que confirmou que os contratos existentes junto ao CCH de duas empresas que foram apresentados eram destinadas a pagamento de propina.

Ministério Público Federal:- Certo. E, bom, o senhor pode detalhar como foi informado, como foi operacionalizado esse pagamento de propina, o que o senhor teve conhecimento?

Depoente:- Eu só tive conhecimento após a operação e no processo de elaboração da colaboração, tanto da minha parte quanto da empresa, que à época estava sendo negociado, esse contrato foi trazido à baila.

Ministério Público Federal:- Como foi operacionalizado?

Juiz Federal:- Não, doutora, aí se não tem conhecimento direto acho que não é o caso, se ele tem conhecimento depois dos fatos.

Ministério Público Federal:- Sim, mas o…

Juiz Federal:- Foi informado pelo doutor Dalton para o senhor? Depoente:- Exato.

Ministério Público Federal:- Sim, mas o senhor teve, o senhor analisou esses contratos?

Depoente:- Então, na hora que esses contratos foram trazidos, eram contratos de consultoria, nesses contratos de consultoria apresentavam objetos que tinham realmente, se foi possível identificar que eles

001342-38) demonstrou que no período entre 17/03/2011 e 12/11/2014, CELSO ARARIPE recebeu nas contas acima mencionadas R$ 1.467.063,62 originados de contas titularizadas pela empresa acima mencionada, bem como por seu proprietário423.

Nestes termos, o requerido CELSO ARARIPE praticou atos de improbidade administrativa que consubstanciam enriquecimento ilícito (art. 9º da Lei 8.429/92) porque:

tinham inconsistência, mas não participei, felizmente ou infelizmente, não participei da época do que ocorreu no âmbito destes contratos.

Ministério Público Federal:- O senhor mencionou que houve celebração de contratos de consultoria no âmbito desse contrato para construção do prédio administrativo de Vitória, é isso?

Depoente:- Isso, essa informação que foi trazida para elaboração até da colaboração.

Ministério Público Federal:- Esses contratos são os contratos que foram firmados com a Sul Brasil e com a EIP?

Depoente:- É isso, essas empresas que me foram fornecidos os contratos que tinham essas irregularidades.

Ministério Público Federal:- O senhor mencionou que o senhor analisou esses contratos de consultoria, é isso?

Depoente:- Isso. Após um depoimento que eu prestei junto à Polícia Federal, posteriormente me foi fornecido maiores, eu busquei maiores detalhes e discuti esses maiores detalhes, e aí eu fiz uma análise sobre o conteúdo daqueles contratos e realmente o conteúdo dos contratos não era compatível com relação ao tipo de serviço que tinha se oferecido a prestar, e até desconhecia esse tipo de contrato no mecanismo empresarial que a gente trabalha há mais de 20 anos.

Ministério Público Federal:- Por que o senhor achou que esses contratos não batiam, não eram compatíveis?

Depoente:- Porque eu tinha a efetiva declaração interna de qual foi a finalidade que foram utilizados os contratos, então esse é o primeiro momento; no segundo momento, foi por causa do escopo contratual divergente daquilo que se apresentava como resultado do trabalho, isso até foi consignado em depoimentos...

Ministério Público Federal:- Por que ele era diferente, por que o escopo contratual era diferente? Depoente:- Porque, por exemplo, um dos contratos estabelecia o escopo contratual era elaboração de pleitos, auxílio na elaboração de pleitos, e o outro contrato falava que era relativo a, deixa só me vir a palavra, a um start-up de alguns serviços prediais que tinham que ser, ar condicionado, esse tipo de coisa, e na verdade as duas consultorias falam que apresentaram o mesmo trabalho, elaboração de pleitos de forma oral, inclusive, que eu desconheço mecanismo de você elaborar um estudo para formação de pleito, que é de prazo, custo, de forma oral, normalmente isso é um trabalho significativo que tem que ser feito de estudos de engenharia para você chegar às diferenças existentes.

Ministério Público Federal:- Só para eu entender, para que esse contrato que o senhor está me falando, esses contratos deveriam ser, a prestação desse serviço deveria ter suporte documental ou… Depoente:- Extremamente consolidado, porque você está falando de pleitos numa obra de grande porte, então eu não vejo como ser isso feito de forma oral.

Ministério Público Federal:- E o senhor teve conhecimento também de qual teria sido o beneficiário desses pagamentos, lhe foi dito qual o funcionário?

Depoente:- Me foi informado internamente que isso iria para o gerente da Petrobras, de nome Celso Araripe.

Ministério Público Federal:- Certo. Só para ficar bem claro, essa observação que o senhor fez em relação às consultorias, ela abrange tanto a consultoria com a Sul Brasil quanto com a EIP?

a) recebeu vantagem indevida, para si e para terceiros424, decorrente do exercício do cargo de na condição de Gerente de Implementação de Empreendimentos para Cabiúnas, em Vitória/ES, responsável pela obra de construção do Prédio Administrativo da Petrobras em Vitória/ES, no valor de, ao menos, R$ 3.000.000,00 (três milhões de reais) (art. 9º, caput e inciso VII, da Lei 8.429/92)425;

b) recebeu tais vantagens do Grupo ODEBRECHT (CONSTRUTORA NORBERTO ODEBRECHT) empresa que tinham interesse com ampla potencialidade de ser amparado por ações ou omissões suas (art. 9º, I, da Lei 8.429/92)426;

Depoente:- Exato. (...)

Ministério Público Federal:- O senhor se recorda de valores que foram repassados, quais foram os valores repassados por esses contratos de consultoria?

Depoente:- Eu não tenho dado preciso hoje, mas em torno de 3 milhões cada um, acredito que em torno de alguma coisa próxima disso, entre 1 milhão e meio e 3 milhões.

Ministério Público Federal:- Está certo, então. Obrigada, sem mais perguntas.

420QUE, em uma reunião do Conselho, CARLOS JOSÉ CUNHA, um dos representantes da ODEBRECHT no Consórcio, informou que CELSO ARARIPE, Gerente da PETROBRAS, havia sugerido a contratação de

EDUARDO FREITAS FILHO para auxiliar nos pleitos de aditivos; QUE, nesta reunião, CARLOS JOSÉ CU-

NHA trouxe um cartão da empresa FREITAS FILHO, que teria sido a ele entregue por CELSO ARARIPE; QUE, em outra reunião, mencionou-se que o Consórcio pagaria a FREITAS FILHO a remuneração equivalente a

3% do valor dos aditivos que fossem celebrados em decorrência da consultoria; QUE o depoente es- tranhou os termos da contratação, uma vez que o valor da remuneração seria muito elevado e, em ra - zão disso, levou o fato ao conhecimento de DALTON AVANCINI, tendo ressaltado a DALTON AVANCI- NI que o contrato seria atípico pelo valor da remuneração e que era estranho o fato de um funcioná- rio da PETROBRAS indicar um ex-funcionário da PETROBRAS para trabalhar na preparação dos pleitos de aditivos; QUE DALTON AVANCINI concordou com a celebração do contrato e alertou o depoente que as

providências para contratação e os contatos com EDUARDO FREITAS deveriam ser adotadas pelos represen- tantes da ODEBRECHT, que era a líder do Consórcio (Termo de Declarações nº 02)

421ANEXO 228. 422ANEXO 228. 423ANEXO 237.

424A locução do artigo 9º, inciso I da Lei 8.429/92 aponta que o enriquecimento ilícito ocorre quando a agente recebe a vantagem indevida, PARA SI OU PARA OUTREM.

425(Lei 8.429/92) “Art. 9° Constitui ato de improbidade administrativa importando enriquecimento ilícito auferir qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do exercício de cargo, mandato, função, emprego ou atividade nas entidades mencionadas no art. 1° desta lei, e notadamente:

[…]

VII - adquirir, para si ou para outrem, no exercício de mandato, cargo, emprego ou função pública, bens de qualquer natureza cujo valor seja desproporcional à evolução do patrimônio ou à renda do agente público;

[...]”

426(Lei 8.429/92) “Art. 9° […]: […]

I - receber, para si ou para outrem, dinheiro, bem móvel ou imóvel, ou qualquer outra vantagem econômica, direta ou indireta, a título de comissão, percentagem, gratificação ou presente de quem tenha interesse, direto ou indireto, que possa ser atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente

c) recebeu tais vantagens para omitir-se nos deveres que decorriam de seu ofício, sobretudo o dever de imediatamente informar irregularidades e adotar as providências cabíveis em seu âmbito de atuação (art. 9º, X, da Lei 8.429/92)427.

As condutas do requerido em auferir vantagens indevidas também caracterizam, por consequência, atos de improbidade administrativa que acarretaram danos ao erário no valor de no mínimo R$ 3.000.000,00 (três milhões de reais) (artigo 10 da Lei 8.429/92)428.

Também evidente que as condutas importaram em atos de improbidade por ofensa aos princípios administrativos (art. 11, Lei 8.429/92), notadamente os princípios da legalidade e da moralidade, e os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições.

Destaque-se, nesse sentido, que CELSO ARARIPE violou inúmeros princípios éticos do Sistema Petrobras constantes do Código de Ética da empresa, a que todos os funcionários da Petrobras estão sujeitos, quais sejam, o dever de honestidade, de integridade, de lealdade, de legalidade, de impessoalidade, de transparência, bem como se desviou da missão, da visão e dos valores instituídos explicitamente na estratégia corporativa da empresa (itens III, IV, V, VII do Código de Ética). Violou ainda o item 8.8 do referido Código de Ética referido, ao infringir o dever de “recusar quaisquer práticas de corrupção e propina”429.

Nestes termos, restando demonstrado que as condutas praticadas por CELSO ARARIPE D'OLIVEIRA se amoldam aos artigos 9º, 10 e 11 da Lei nº 8.429/92, afigura-se cabível a punição de CELSO ARARIPE D'OLIVEIRA pela prática de atos de improbidade.

das atribuições do agente público; [...]”

427(Lei 8.429/92) “Art. 9° […]: […]

X - receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indiretamente, para omitir ato de ofício, providência ou declaração a que esteja obrigado;

[...]”

428Reitera-se que os atos concretos de frustração da licitude de cada processo licitatório e de contratação por preços superiores aos de mercado (art. 10, caput, V e VIII, da Lei 8.429/92), e o ressarcimento dos prejuízos causados por tais atos, serão objeto de ações autônomas.

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