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Cespe/UNB 200Analista do Seguro Social – INSS.

PROVA DE ANALISTA DO SEGURO SOCIAL – QUALQUER FORMAÇÃO INSS ANO DE

8.  Cespe/UNB 200Analista do Seguro Social – INSS.

A Lei n.º 9.876/1999, ao restringir a concessão de aposentadorias com a aplicação do  fator  previdenciário,  pode  ter  contribuído  para  o  aumento  de  requerimentos  de  benefícios por incapacidade. Corrobora essa conclusão a evolução da quantidade de  pedidos  de  auxílio­doença,  que,  no  período  de  1993  a  1999,  manteve­se  nos  níveis  históricos e, a partir de 2000, cresceu sensivelmente.

Comentário:

Com  a  inclusão  do  fator  previdenciário  no  cálculo  da  aposentadoria  por  tempo  de  contribuição  e  por  idade,  os  trabalhadores  foram  aguardando  mais  tempo  para  dar  entrada  em  suas  aposentadorias,  mesmo  já  estando  com  a  capacidade  laborativa  reduzida,  pois,  nos  casos  de  aposentadoria  por  tempo  de  contribuição  essa  fórmula  matemática reduz bastante a renda mensal inicial daqueles segurados mais jovens. A  conseqüência  não  poderia  ser  outra,  aumento  de  doenças  e  consequentemente  de  pedidos de benefícios por incapacidade.

9. Cespe/UNB. 2008. Analista do Seguro Social – INSS.

Pedro  trabalha  em  empresa  que,  anualmente,  paga  a  seus  empregados  participação  nos lucros, de acordo com lei específica. Em fevereiro de 2008, Pedro recebeu, por  participação nos lucros de sua empresa referentes ao ano que passou, o equivalente a  10%  de  sua  remuneração  no  mês  de  dezembro  de  2007,  incluindo  13.o  salário  e  férias.  Nessa  situação,  o  montante  recebido  a  título  de  participação  nos  lucros  integrará a base de cálculo do salário­de­contribuição de Pedro, deduzidos os valores  referentes a 13.o salário e férias

Comentário:

De acordo com a Lei 8.212/91, art. 28:

§  9º  Não  integram  o  salário­de­contribuição  para  os  fins  desta  Lei,  exclusivamente:

j)  a  participação  nos  lucros  ou  resultados  da  empresa,  quando  paga  ou  creditada de acordo com lei específica;

Gabarito: Errado.

10. Cespe/UNB. 2008. Analista do Seguro Social – INSS.

Germano, segurado especial do regime geral, contribui para o sistema na proporção  do resultado da comercialização de sua produção. Nessa situação, Germano somente  terá  direito  à  aposentadoria  por  contribuição  caso  promova,  pelo  prazo  legal,  os  devidos recolhimentos na qualidade de contribuinte individual.

Comentário:

O  gabarito  da  questão  foi  dado  como  certo,  todavia  algumas  críticas  à  assertiva  merecem ser feitas. Bem, primeiro vamos nos situar no assunto. A regra geral é que  o  segurado  especial  não  tenha  direito  a  se  aposentar  por  tempo  de  contribuição,  todavia, se ele contribuir facultativamente com 20% sobre o salário de contribuição  poderá ter direito a esse benefício (RPS art. 60, §3º, art. 200, §2º e art. 199).

O  segurado  especial  quando  contribui  facultativamente  na  forma  do  art.  199  não  muda de categoria, continua sendo um segurado especial. Quando a assertiva usa a  expressão “na qualidade de contribuinte individual” dá a entender que ele muda de  categoria  e  isso  é  uma  inverdade.  Portanto,  conclui­se  que  a  questão  está  desatualizada e o gabarito deveria ser “errado”. Gabarito: Errado. 11. Cespe/UNB. 2008. Analista do Seguro Social – INSS. Regina é servidora pública, titular de cargo efetivo municipal. Nessa situação, caso  deseje melhorar sua renda quando chegar o momento de se aposentar, Regina poderá  filiar­se ao regime geral da previdência social.

Comentário:

Questão  mal  elaborada,  está  incompleta.  Mas,  o  que  eles  quiseram  dizer  é  que  Regina  poderia  se  filiar  facultativamente  ao  Regime  Geral  de  Previdência  Social  sendo vinculada a RPPS. O Decreto 3.048/99 em seu §2º do art. 11 nos diz:

§ 2º  É  vedada  a  filiação  ao  Regime  Geral  de  Previdência  Social,  na  qualidade  de  segurado  facultativo,  de  pessoa  participante  de  regime  próprio  de  previdência  social,  salvo  na  hipótese  de  afastamento  sem  vencimento  e  desde  que  não  permitida,  nesta  condição, contribuição ao respectivo regime próprio.  Aqui, como já entendemos o estilo Cespe/UnB, não adianta ficar criando conjunturas  na mente procurando as exceções, eles estão querendo saber a regra geral. Gabarito: Errado. 12. Cespe/UNB. 2008. Analista do Seguro Social – INSS. Sérgio, segurado aposentado do regime geral, voltou à atividade depois de conseguir  um  emprego  de  vendedor,  tendo  passado  a  recolher  novamente  para  a  previdência.  Nessa  situação,  caso  sofra  acidente  de  qualquer  natureza  e  fique  afastado  do  trabalho, Sérgio deverá receber auxílio­doença.

Comentário:

O  aposentado  que  retorna  ao  trabalho  só  faz  jus  ao  salário  família  e  à  reabilitação  profissional  (Lei  8.213/91,  art.  18,  §2º).  Além  disso  no  Decreto  3.048/99  há  uma  vedação expressa à acumulação de aposentadoria com auxílio doença:

Art. 167.  Salvo  no  caso  de  direito  adquirido,  não  é  permitido  o  recebimento  conjunto  dos seguintes benefícios da previdência social, inclusive quando decorrentes de acidente  do trabalho: I ­ aposentadoria com auxílio­doença; Gabarito: Errado. 13. Cespe/UNB. 2008. Analista do Seguro Social – INSS. Para fins de obtenção de salário­maternidade, Lúcia, segurada especial, comprovou o  exercício de atividade rural, de forma descontínua, nos dez meses anteriores ao início  do  benefício.  Nessa  situação,  Lúcia  tem  direito  ao  salário­maternidade  no  valor  de  um salário mínimo.

Comentário:

Para você ver que nada se cria, tudo se copia. Comentamos uma questão idêntica (nº  58 desta prova), para um comentário mais detalhado é só olhar lá. Aqui vou colocar  só o texto do art. 93 do Decreto 3.048/99:

§ 2o  Será  devido  o  salário­maternidade  à  segurada  especial,  desde  que  comprove  o 

exercício  de  atividade  rural  nos  últimos  dez  meses  imediatamente  anteriores  à  data  do  parto ou do requerimento do benefício, quando requerido antes do parto, mesmo que de 

forma  descontínua,  aplicando­se,  quando  for  o  caso,  o  disposto  no  parágrafo  único  do  art. 29.

Gabarito: Certo.

14. Cespe/UNB. 2008. Analista do Seguro Social – INSS.

Antônio,  segurado  aposentado  do  regime  geral,  retornou  ao  trabalho,  visto  que  pretendia aumentar seus rendimentos mensais. Trabalhando como vendedor, passou a  recolher  novamente  para  a  previdência.  Nessa  situação,  caso  seja  demitido  injustamente  do  novo  emprego,  Antônio  fará  jus  ao  recebimento  do  seguro­ desemprego cumulativamente à sua aposentadoria.

Comentário:

O  Decreto  3.048/99  veda  expressamente  a  acumulação  de  seguro  desemprego  com  qualquer  benefício  de  prestação  continuada  da  previdência  social  em  seu  art.  167,  segue o texto:

Art. 167.  Salvo  no  caso  de  direito  adquirido,  não  é  permitido  o  recebimento  conjunto  dos seguintes benefícios da previdência social, inclusive quando decorrentes de acidente  do trabalho:

§ 2º É vedado o recebimento conjunto do seguro­desemprego com qualquer benefício de  prestação  continuada  da  previdência  social,  exceto  pensão  por  morte,  auxílio­reclusão,  auxílio­acidente, auxílio­suplementar ou abono de permanência em serviço.

Gabarito: Errado.

15. Cespe/UNB. 2008. Analista do Seguro Social – INSS.

Lucas é beneficiário de aposentadoria especial em razão de ter trabalhado exposto a  agentes nocivos durante um período que, de acordo com a lei pertinente, lhe garantiu  o  referido  direito.  Nessa  situação,  as  despesas  relativas  ao  pagamento  da  aposentadoria de Lucas devem ser custeadas com recursos arrecadados pela cobrança  do seguro de acidente de trabalho. Comentário: De acordo com a Lei 8.212/91, as contribuições previstas no inciso II do art. 22 serão  destinadas a financiar o benefício de aposentadoria especial: Art. 22. A contribuição a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social, além  do disposto no art. 23, é de: II ­ para o financiamento do benefício previsto nos arts. 57 e 58 da Lei nº 8.213, de 24  de julho de 1991, e daqueles concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade  laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho, sobre o total das remunerações  pagas  ou  creditadas,  no  decorrer  do  mês,  aos  segurados  empregados  e  trabalhadores  avulsos: 

a)  1%  (um  por  cento)  para  as  empresas  em  cuja  atividade  preponderante  o  risco  de  acidentes do trabalho seja considerado leve;

b) 2% (dois por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante esse risco seja  considerado médio;

c) 3% (três por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante esse risco seja  considerado grave.

Essa previsão legal é conhecida como contribuição decorrente dos riscos ambientais  de  trabalho  (RAT).  Também  são  chamadas  de  SAT  (Seguro  de  Acidente  do  Trabalho) em virtude da redação original do inciso II do art. 22 da Lei 8.212/91. Além  da  contribuição  prevista  no  art  22,  II,  também  será  utilizada  para  financiar  a  aposentadoria especial a contribuição prevista no art. 57, §§6º e 7º:

§ 6º O benefício previsto neste artigo será financiado com os recursos provenientes da 

contribuição de que trata o inciso II do art. 22 da Lei no 8.212, de 24 de julho de  1991,  cujas  alíquotas  serão  acrescidas  de  doze,  nove  ou  seis  pontos  percentuais, 

conforme a atividade exercida pelo segurado a serviço da empresa permita a concessão  de  aposentadoria  especial  após  quinze,  vinte  ou  vinte  e  cinco  anos  de  contribuição,  respectivamente.

§  7º  O  acréscimo  de  que  trata  o  parágrafo  anterior  incide  exclusivamente  sobre  a  remuneração do segurado sujeito às condições especiais referidas no caput.

O  gabarito  oficial  dessa  questão  foi  dado  como  errado.  Todavia,  confesso  a  você,  leitor,  que  não  consigo  enxergar  erro  na  assertiva,  pois,  está  de  acordo  com  a  literalidade  do  art.  22  da  Lei  8.212/91  e  do  art.  57  da  Lei  8.213/91.  Também  não  encontrei nenhum comentário razoável que defendesse o gabarito oficial.

Gabarito: Errado 

16. Cespe/UNB. 2008. Analista do Seguro Social – INSS.

Considere­se  que  técnicos  da  secretaria  de  fazenda  de  determinado  estado  estejam  preparando  o  orçamento  para  o  próximo  ano  e  peçam  a  José  Carlos  que  elabore  proposta para gastos em programas voltados para a promoção social. Considere ainda  que  José  Carlos  calcule  que  o  estado  deva  aplicar  R$  500.000,00  em  programas  desse tipo, correspondentes à parcela, estipulada em lei, da receita tributária líquida,  estimada em R$ 100 milhões. Nesse caso, a proposta de José Carlos é correta, pois  os  estados  devem  vincular  0,5%  de  sua  receita  tributária  líquida  a  programas  de  apoio à inclusão e promoção social.

Comentário:

O erra da assertiva está em dizer que os estados devem vincular 0,5% de sua receita  tributária líquida a programas de apoio à inclusão e promoção social. Na verdade é  uma faculdade, não um dever. Veja o que diz a Constituição Federal de 1988:

Art.  204.  As  ações  governamentais  na  área  da  assistência  social  serão  realizadas  com  recursos do orçamento da seguridade social, previstos no art. 195, além de outras fontes, e  organizadas com base nas seguintes diretrizes:

Parágrafo único. É facultado aos Estados e ao Distrito Federal vincular a programa de  apoio à inclusão e promoção social até cinco décimos por cento de sua receita tributária 

Gabarito: Errado

17. Cespe/UNB. 2008. Analista do Seguro Social – INSS.

Considere  que  Marília,  aposentada,  e  Lucília,  pensionista  do  INSS,  faziam  planos  para visitar familiares durante o mês de janeiro e, para avaliar sua disponibilidade de  recursos  financeiros,  resolveram  tomar  a  média  dos  valores  dos  benefícios  que  receberam  durante  o  ano  para  calcular  o  valor  da  gratificação  natalina  que  iriam  receber.  Nessa  situação,  Marília  e  Lucília  escolheram  um  procedimento  de  cálculo  errado,  pois  a  gratificação  natalina  de  aposentados  e  pensionistas  tem  por  base  o  valor dos proventos do mês de dezembro de cada ano. Comentário: Questão traduz a literalidade do §6º do art. 201 da Constituição Federal de 1988: § 6º A gratificação natalina dos aposentados e pensionistas terá por base o  valor dos proventos do mês de dezembro de cada ano. Apesar de serem boas na matemática e no planejamento financeiro Maria e Lucília  precisam estudar Direito Previdenciário. Gabarito: Certo. 18. Cespe/UNB. 2008. Analista do Seguro Social – INSS.

A  seguridade  social  tem  como  objetivo  o  caráter  democrático  descentralizado  da  administração  mediante  gestão  quadripartite,  que  envolve  aposentados,  trabalhadores, empregadores e representantes do governo nos órgãos colegiados. Comentário: É a literalidade do inciso VII do parágrafo único do art. 194 da Constituição Federal: Art. 194. A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa  dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde,  à previdência e à assistência social.

Parágrafo  único.  Compete  ao  Poder  Público,  nos  termos  da  lei,  organizar  a  seguridade  social, com base nos seguintes objetivos:

VII  ­  caráter  democrático  e  descentralizado  da  administração,  mediante  gestão  quadripartite, com participação dos trabalhadores, dos empregadores, dos aposentados e  do Governo nos órgãos colegiados. Gabarito: Certo. 19. Cespe/UNB. 2008. Analista do Seguro Social – INSS. Em 2007, Lúcio requereu aposentadoria por tempo de serviço perante o INSS por ter  atingido a idade mínima exigida para o benefício e 35 anos de contribuição. O INSS  indeferiu  o  requerimento  porque  não  considerou  o  período  trabalhado  em  XY 

Comércio Ltda., tempo de serviço reconhecido e anotado na carteira de trabalho de  Lúcio  por  força  de  sentença  trabalhista  transitada  em  julgado.  Ante  tal  indeferimento, o trabalhador solicitou ao INSS cópia do processo administrativo em  que constava o indeferimento ou certidão circunstanciada de inteiro

teor  do  processo,  mas  o  servidor  que  o  atendeu  recusou­se  a  lhe  fornecer  a  documentação solicitada.

Considerando essa situação hipotética, julgue os seguintes itens.

Na  situação  descrita,  Lúcio  poderia  ter  seu  pedido  de  aposentadoria  atendido  caso  não obtivesse resposta nos 30 dias subseqüentes ao requerimento, pois a omissão do  INSS em responder a pleito de aposentadoria em período superior a 30 dias implica o  deferimento da pretensão.

Comentário:

Não  há  previsão  na  legislação  previdenciária  no  sentido  de  que  a  inércia  da  administração  em  dar  uma  resposta  ao  pedido  do  administrado  dê  direito  ao  recebimento  de  um  benefício.  A  situação  narrada  beira  o  absurdo.  Imagine  se  em  todos  os  pedidos  de  prestações  previdenciárias,  em  que  houvesse  uma  demora  superior  a  30  dias  para  uma  decisão,  houvesse  a  concessão  tácita  do  pedido,  todo  mundo teria um benefício.

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