• Nenhum resultado encontrado

50 Ch amamento ao processo – Cláusula

Chamamento ao processo – É uma ma-

neira judicial, e legal, que o réu tem de po- der convocar o devedor ou o fiador, para, além de intervir no processo, também res- ponder judicialmente pelo débito em ques- tão (CPC, arts. 77 a 80).

Charlatanismo – (It. ciarlatano + ismo.)

S.m. O mesmo que charlatanice; qualidade,

ação, modos ou linguagem daquele que ex- plora a boa-fé do público.

Cheque – S.m. Ordem de pagamento à vis-

ta, de certa quantia em dinheiro, favorável a uma determinada pessoa, nominativo, ao portador, ou não, contra o estabelecimento bancário ou comercial no qual o emitente tenha fundos suficientes, saldo disponível para a sua devida cobertura.

Ciência do direito – Ciência que tem por

objeto os sistemas de leis, considerados individualmente para cada povo em um dado tempo, como, p. ex.: Direito romano, italiano, alemão, português, brasileiro, ame- ricano etc.

Observação: Há diferença entre Ciência do Direito e Filosofia do Direito, que reside no modo pelo qual cada uma delas considera o direito: a primeira tem o seu aspecto univer- sal e a segunda, o seu aspecto particular.

Circular – (Lat. circulare.) V.t.d. Rodear;

andar ao redor. Adj. e s.f. Que tem a forma de círculo; carta, ofício ou manifesto dirigi- do a vários destinatários; participa da na- tureza dos decretos e, particularmente, dos regulamentos, obrigando diretamente ape- nas a hierarquia administrativa e jamais admite contra legem.

Circunstâncias agravantes da pena (quan-

do não constituem ou qualificam o crime) – I – A reincidência; II – Ter o agente cometido o crime: a) por motivo fútil ou torpe; b) para facilitar ou assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime; c) a traição de emboscada, ou mediante dissi- mulação, ou outro recurso que dificultou ou

tornou impossível a defesa do ofendido; d) com emprego de veneno, fogo, explosivo, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que poderia resultar perigo comum; e) con- tra ascendente, descendente, irmão ou cônju- ge; f) com abuso de autoridade ou prevale- cendo-se de relações domésticas, de co-habi- tação ou de hospitalidade; g) com abuso de poder ou violação de dever inerente a cargo, ofício, ministério ou profissão; h) contra crian- ça, velho ou enfermo; i) quando o ofendido estava sob a imediata proteção da autoridade; j) em ocasião de incêndio, naufrágio, inunda- ção ou qualquer calamidade pública, ou de desgraça particular do ofendido; l) em estado de embriaguez preordenada (CP, art. 61).

Citação – S.f. Intimação judicial, feita no

início de qualquer causa, emanada de um juiz competente, a alguém, em prazo fixa- do, para que compareça perante uma auto- ridade judiciária com a finalidade de ser ouvida em negócio de seu interesse ou res- ponder à ação que lhe é imputada, ou pro- nunciar, positiva ou negativamente, acerca de tal intimação.

Citar – (Lat. citare.) V.t.d. Avisar, intimar

ou aprazar para comparecer em juízo ou cumprir qualquer ordem judicial.

Cível – (Lat. civilis.) Adj. 2g. Relativo ao

cidadão e às relações dos cidadãos entre si, reguladas por normas do Direito Civil; tra- ta-se de variante do adj. civil, com desloca- ção do acento.

Civil – Adj. 2g. O mesmo que cível. Clandestinidade – S.f. Condição de clan-

destino; condição ilegal, do que é realizado às ocultas, com o fim de violar a lei, ou obter vantagem para si ou terceiro.

Clandestino – (Lat. clandestinu.) Adj.

Oculto, furtivo.

Cláusula – S.f. Cada um dos artigos ou

disposições de um contrato, tratado, testa- mento, ou qualquer outro documento se- melhante, político ou privado.

51

Cláusula ad judicia – Disposição de uma

procuração, que concede ao procurador poderes para representá-lo em todos os atos judiciais, qualquer foro ou instância. Nota: Modernamente, usa-se a expressão “para o foro em geral” ou “procuração ge- ral para o foro”. Note-se, ainda: nunca grafar o termo com ‘t’: juditia, pois o certo é judicia.

Cláusula condicional – A que subordina

o efeito de ato jurídico à evento futuro e incerto.

Cláusula de escala móvel – A que nos

contratos, estabelece revisão de pagamen- tos a serem efetuados de acordo com as variações do preço de determinadas merca- dorias, dos serviços, dos índices do custo de vida, dos salários etc.

Cláusula de estilo – A que é usada de

forma constante em negócios da mesma es- pécie ou natureza e aceita, tacitamente, pelas partes, mesmo não sendo formulada textualmente.

Cláusula de inalienabilidade – Dispo-

sição contratual proibindo a transferência de bem, sob qualquer título, para o domí- nio alheio.

Cláusula ouro – A que, nos contratos,

estabelece pagamento em ouro, ou em moe- da estrangeira, ou nos seus equivalentes em moeda nacional, para assegurar a ma- nutenção do valor pecuniário da obriga- ção, diante da depreciação ou oscilação da moeda do Estado em que será cumprida tal obrigação.

Cláusula preempção – Disposição con-

tratual que dá ao vendedor de um bem o direito de preferência para, em iguais con- dições, adquiri-lo novamente.

Cláusula R.S.S. (Rebus Sic Stantibus) –

Estabelece para o cumprimento do contra- tado a preservação dos pressupostos e cir- cunstâncias que ensejaram o contrato, “es- tudando assim as coisas”.

Comentário: No DIP, “é cláusula resolutó- ria tácita, num tratado internacional, pela qual este deixa de vigorar ou pode ser de- nunciado desde quando houver modifica- ção essencial no estado das coisas que lhe serviram de objeto, e já existentes na oca- sião em que o ato foi celebrado, ou quando sobrevêm circunstâncias que o tornam ino- perante.” No DC e DCom, “é condição im- plícita de que resulta resilição de contrato sucessivo, se posteriormente à sua conclu- são sobrevierem circunstâncias imprevisí- veis, diante do que não poderia ser cumpri- do, senão com considerável dano ou prejuí- zo econômico do obrigado, ou quando o seu estado econômico sofreu tal alteração que não proporciona ao credor as mesmas garantias que lhe oferecia ao realizar-se a compra e venda. É matéria sujeita a contro- vérsia no direito pátrio, mas que transpa- rece em vários preceitos seus. O mesmo que cláusula de imprevisão” (FELIPPE, Donaldo. Dicionário jurídico de bolso. 9. ed. Campinas: Conan, p. 44).

Cleptomania – S.f. Impulso mórbido para

o furto; doença; uma forma de obsessão motora, na qual o indivíduo tem sempre um impulso de furtar objetos de pequeno valor, ou mesmo sem nenhuma utilidade, que estejam a seu alcance.

Coação – (Lat. coatione.) S.f. Ato de coa-

gir; constrangimento ou pressão psicológi- ca exercida sobre alguém para fazer ou dei- xar de fazer algo (CC, arts. 98 e 100).

Coação moral – Qualquer grave e irresis-

tível ameaça, física ou não, contra alguém.

Coação no curso do processo – Segundo

a legislação brasileira, é o usar de violência ou grave ameaça, com a finalidade de favorecimento de terceiro, contra a autori- dade, parte, ou qualquer outra pessoa que funciona ou é chamada a intervir em pro- cesso judicial, policial, administrativo ou em juízo arbitral (CP art. 344).

52

Co-acusado – S.m. Pessoa acusada de cri-

me praticado por outra, que, apesar de não ter praticado o delito, ajudou de alguma forma o criminoso; conivente.

Coalizão – (Fr. coalition.) S.f. União de

capitais, com vistas a lucros arbitrários, dificultando ou colocando seus concorren- tes em grande desvantagem quanto à venda de determinado produto.

Co-autor – Adj. Cúmplice de alguém na

prática de um delito; participação, indire- ta, mas, ativa.

Co-autoria – S.f. Autoria coletiva, plura-

lidade de agentes de um crime; sua caracte- rística é a simultaneidade de dois ou mais agentes na prática do mesmo delito.

Cobrança judicial – Aquela promovida

por via da execução judicial, na falta do pagamento espontâneo, sendo este feito sob coação por sentença condenatória.

Co-delinqüência – S.f. Cumplicidade de

uma pessoa, que, apesar de não participar diretamente do ato delituoso, participa como mentor, auxiliar, ou, sabedor do que foi feito, encobre o ato do culpado.

Co-delinqüente – S. 2g. O mesmo que

co-autor.

Co-denunciado – S.m. O mesmo que co-

acusado e co-autor.

Co-devedor – S.m. Aquele que, juntamen-

te com outrem, é responsável pela mesma dívida.

Códex – S.m. O mesmo que códice ou có-

digo antigo.

Códice – S.m. Código antigo; volume de

manuscritos antigos.

Codicilo – (Lat. codicillu.) S.m. Declaração

de última vontade, ditada à pessoa capaz de testar, geralmente um tabelião, quanto: a seu enterro, distribuição de pequenas esmolas, roupas, jóias e móveis de sua propriedade, nomeação de novos testamenteiros (CC, arts. 1.651 e segs., CPC, art. 1.134).

Codificação – (Fr. codification.) S.f. Reunião

sistemática e harmônica de leis em código.

Código – (Lat. codice.) S.m. Coleção de

leis, de regras ou preceitos; conjunto metó- dico e sistemático de disposições legais re- lativas a um assunto ou ramo do direito.

Código Civil brasileiro – O CC é um cor-

po orgânico e sistemático referentes às re- gras do Direito, que, na sociedade nacional, regem as relações de ordem civil entre as pessoas, habitantes dessa nação. Nota: Conforme nos ensina Deolindo Amorim, no seu livro Espiritismo e

criminologia. 3. ed. Rio de Janeiro, p. 100,

1991, o primeiro projeto de Código Civil foi ainda no tempo do Império, consolidado por Teixeira de Freitas. Nosso Código Civil, como se sabe, é de 1916. Durante muito tempo, já depois da Independência, ainda vigeu o velho sistema português das ordena- ções, alvarás, regimentos e leis. Houve di- versos projetos de Código Civil, mas foi, já na República, no Governo de Campos Sales, que se levou mais a sério o problema, espe- cialmente porque, como dizia aquele presi- dente, em mensagem ao Congresso Nacio- nal: “O Código das Ordenanças Filipinas, por mais previdente e completo que tenha sido ao tempo de sua promulgação, já não pode traduzir as necessidades, os interesses e os sentimentos da época atual” (SALES, Campos. Da Propaganda à Presidência). Apesar disso, não se promulgou o código durante o governo de Campos Sales (1898- 1902) e coube a glória, finalmente, ao gover- no de Wenceslau Braz (1914-1918).

Código Comercial – O CCom, derivado do

CC, é o conjunto de normas que rege as rela- ções de comércio em geral. “É um complexo de atos de intromissão”, segundo o Professor Inglez de Souza, “entre o produtor e o consu- midor, que, exercidos habitualmente com fim de lucros, realizam, promovem ou facilitam a circulação dos produtos da natureza e da in- dústria, para tornar mais fácil e pronta a pro- cura e a oferta”. É de Ulpiano a definição: “Latu sensu commercium est emendi, venden- dique invicem jus”, ou seja, em sentido am- plo, o comércio é o direito de comprar e ven-

der reciprocamente.

53

Código de Divisão e Organização Judi- ciária – Código que os tribunais têm e que

determina funções de seus membros, da ad- ministração, do funcionamento da justiça e de seus órgãos auxiliares.

Código de Ética Profissional – Conjunto

normativo que regulamenta direitos e deve- res de uma categoria.

Nota: Os advogados devem observar o có- digo definido pela OAB.

Código de Menores – Corpo orgânico,

metodicamente articulado de preceitos le- gais, que regula as infrações, o processo, julgamento e penalidades relativas aos me- nores de ambos os sexos, abandonados ou não, de 14 a 18 anos de idade.

Nota: O art. 27 do CP diz o seguinte: “Os menores de 18 (dezoito) anos são penal- mente inimputáveis, ficando sujeitos às nor- mas estabelecidas na legislação especial”.

Código de Processo Civil – O CPC é a

reunião metódica de regras que regulamen- tam os atos e termos essenciais ao desem- penho das ações cíveis e comerciais.

Código de Processo Penal – O CPP trata

dos atos, termos e prazos para a formação da culpa, nos crimes e contravenções, seu julgamento, interposição de recursos e exe- cução das penas.

Código Eleitoral – O CE é o conjunto das

leis e normas que regulam a Justiça Eleito- ral, formação dos partidos políticos, as elei- ções, os processos e recursos.

Código Nacional de Trânsito – O CNT é

o conjunto de normas que regulamenta o trânsito de veículos automotores, sejam eles quais forem, em vias públicas, ruas ou es- tradas, em todo o território nacional.

Código Penal – O CP é o conjunto de leis,

nas quais são definidos os delitos e a punibilidade para cada espécie de infração. Nota: O atual CP foi instituído pelo Dec.-lei n. 2.848/40, nos termos do art. 180 da Cons- tituição de 1937. Tivemos, no correr dos anos, muitas mudanças, sendo que as prin- cipais estão contidas nas Leis n. 6.416 e n.

7.209/84, mas o código ainda deve ser mo- dernizado, dentro do que preceitua a moder- na sociologia e a relação humana hodierna.

Código Tributário Nacional – O CTN é a

coleção de leis que regulam o sistema fazendário do país, Estados-membros e mu- nicípios, como o lançamento, arrecadação dos impostos e taxas estatuídos por lei, bem como a sanção aplicável a cada infração.

Códigos Antigos – Código das Leis Assírias:

1500 a.C., mantinha a pena de morte.

Código de Hamurabi: promulgado por vol-

ta do 2000 a.C.; o mais remoto documento legislativo de que se tem notícia; já pres- crevia a pena de morte.

Código de Manu: datado provavelmente

de 1300 ou 800 a.C., cominava a pena capi- tal para as mulheres que não tivessem con- duta virtuosa.

Código de Moisés: (O Decálogo, Tábuas

da Lei, Os Mandamentos Bíblicos): 1200 a.C. aproximadamente. Dez normas de com- portamento, conduta ou princípios éticos, recebidos por Moisés no Monte Sinai, quando da fuga dos israelitas da escravidão no Egito, sendo transmitidas aos homens. Até hoje existente, existirá sempre, pois deveria constituir a legislação de todos os povos e com isso estaria estabelecida a jus- tiça no mundo; define o que o ser humano não deve fazer e os fundamentos da justiça humana, estabelecendo que nossos direitos terminam quando começam os direitos alheios, e que só nos é lícito fazer o que não implique prejuízo para nosso semelhante. Observação: Apesar desse conjunto norma- tivo belíssimo, os israelitas, judeus ou he- breus, ainda tinham a pena de morte, numa desobediência ao próprio Decálogo. É o caso da condenação por apedrejamento das mulheres de má conduta e adoção, ainda, de partes do Código de Hamurabi.

Lei das XII Tábuas: Primeiro Código Ro-

mano (451-450 a.C.); legislação sumamen- te severa, incluindo a pena de morte, foi a pedra angular do Direito Romano.

digo de Divisão e Organização Judiciária – Códigos Antigos

54

Jus Civili: DC. Era essencialmente a Lei

de Roma e de seus cidadãos. Estavam in- clusos os estatutos do Senado, os decretos do Príncipe, o primeiro dos senadores (o mais velho entre os censores). Vieram de- pois o Jus Gentium, (Direito das Gentes) lei comum a todos os homens, sem consi- derar a sua nacionalidade, que definia: prin- cípios de compra e venda, das sociedades e dos contratos e autorizava as instituições da propriedade privada e da escravidão; não era superior ao DC, mas completava-o. Logo depois, apareceu o Jus Naturalis (Di- reito Natural), uma filosofia, não um pro- duto da prática jurídica; deriva das doutri- nas estóicas e afirmava o predomínio da razão e, portanto, uma ordem racional da natureza: reunião da justiça e do direito. Comentário: “Os Romanos deixaram um monumento jurídico à espera de uma inter- pretação filosófica, mas constituíram o seu Direito segundo uma filosofia implícita, resultante de sua atitude perante o univer- so e à vida, subordinando todos os proble- mas humanos às exigências e aos interesses essenciais de uma comunidade política, moral e juridicamente unitária” (REALE, Miguel. Filosofia do Direito. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 1957).

Coempção – S.f. DRom. Forma de casa-

mento em que o homem adquiria a posse da mulher através de uma compra simulada e simbólica; compra recíproca, isto é, em comum.

Coerção – (Lat. coertione.) S.f. Ato de coa-

gir, coação.

Nota: A força emanada das leis é coerciti- va, impondo respeito à soberania do Esta- do sobre seus súditos.

Cognição – (Lat. cognitione.) S.f. Conhe-

cimento, ciência; direito do tribunal ou juiz de apreciar e julgar. Jur. Fase processual de uma contenda, em que o juiz fica conhe- cendo o conteúdo do pedido, da defesa, das provas e a decide em confrontação à fase executória.

Coisa – (Lat. causa.) S.f. Aquilo que existe

ou pode existir, de natureza corpórea ou não, concebível pela inteligência, e que pode ser utilizado pelo homem constituindo, as- sim, objeto de direito.

Coisa comum – Aquela que pertence em

comum a duas pessoas simultaneamente; designação também daquela que não perten- ce a pessoa alguma em particular, sendo o seu uso, indistintamente, comum a todos.

Coisa corpórea – Aquela que, por sua pró-

pria substância, pode ser percebida pela vista ou tato; pode ser móvel, imóvel ou que anda, isto é, move-se por si.

Coisa fungível – É uma coisa que pode

ser substituída por outra, da mesma espé- cie, qualidade e quantidade.

Coisa julgada – Veredicto, do qual não se

pode recorrer, pois o juiz tem o poder de decidir e a sentença, dentro dos limites da ques- tão decidida, tem força de lei entre partes (CPC, art. 467).

Coisas – S.f. Propriedades, valores. Pl.

bens.

Colendo – (Lat. colendus, gerundivo de

colere.) Adj. Respeitável, venerável; qualifi-

cativo dispensado aos tribunais de justiça.

Coletoria – S.f. Órgão governamental de

arrecadação de tributos; onde se pagam as coletas e os impostos.

Comarca – S.f. Circunscrição judiciária com

suas subdivisões sob a jurisdição de um ou mais juízes de direito.

Cominação – (Lat. comminatione.) S.f.

Ameaça de pena, prescrição penal.

Cominar – (Lat. comminare.) V.t.d. Amea-

çar com pena; prescrever pena, castigo; es- tabelecer pena pecuniária ou multa como castigo.

Cominatório – Adj. Que envolve comina-

ção, ameaça.

digos Antigos – Cominatório

55

Comissão – S.f. Grupo de pessoas com

função específica ou encarregadas de tratar de algum assunto determinado.

Comissão Parlamentar de Inquérito –

A CPI é aquela comissão criada, quando necessário, pela Câmara ou pelo Senado, para a investigação e apuração de um fato qualquer dentro de seu âmbito de compe- tência.

Comissário de polícia – Subdelegado de

um distrito policial.

Comodato – (Lat. commodatu.) S.f. Em-

préstimo contratual, gratuito, de coisa não- fungível, feito a uma pessoa, devendo esta restituir a mesma coisa, ao término do con- trato (CC, arts. 1.248 a 1.255).

Comodato mútuo – Empréstimo de coisa

fungível, pelo qual o mutuário fica na obri- gação de restituir ao mutuante, ao fim do contrato, coisa do mesmo gênero, qualida- de e quantidade (CC, art. 1.256).

Comoriência – (Lat. comurientia.) S.f.

Simultaniedade da morte de duas ou mais pessoas.

Comoriência presumida – Presunção de

comoriência, quando duas ou mais pessoas morrem na mesma ocasião, não se podendo averiguar se alguma delas precedeu às ou- tras (CC, art. 11).

Comoriente – (Lat. commoriente.) Adj.

Que morreu em conjunto, na mesma hora, no mesmo momento ou no mesmo sinistro de pessoas.

Compensação da mora – Anulação da

mora, quando há mora do credor, simultâ- nea à do devedor, não restando nenhum deles em impedimento (CC, art. 1.092).

Competência – (Lat. competentia.) S.f.

Poder concedido por lei a um funcionário, juiz ou tribunal para dar parecer e julgar certos litígios ou questões.

Compilação – (Lat. compilatione.) S.f. Ato

ou efeito de compilar; reunião ou coleção

ordenada de leis, tratados etc.; conjunto de textos de vários autores; o mesmo que con- solidação.

Compilar – (Lat. compilare.) V.t.d. Coli-

gir, reunir, elaborar.

Compropriedade – S.f. Propriedade em

comum, pertencente a várias pessoas.

Compulsória – S.f. Mandato de juiz para

compelir alguém a cumprir ou executar algo.

Comutação – (Lat. commutatione.) S.f.

Ato ou efeito de comutar.

Comutar – (Lat. commutare.) V.t.d. e i.

Substituir, trocar, permutar; substituir uma pena imposta por sentença transitada em julgado por outro castigo menor.

Nota: A comutação de uma pena somente pode ser concedida pelo Presidente da Re- pública.

Conclusão – (Lat. conclusione.) S.f. Entre-

ga ou remessa de um processo ao juiz, para que esse lavre nele despacho ou sentença. Nota: Segundo Eliézer Rosa: “É a passa- gem dos autos às mãos do juiz mediante o termo de conclusão e que, enquanto durar a conclusão, isto é, a permanência dos autos com o juiz, é como se o processo estivesse fechado, e nada nele se pudesse fazer.”

Conclusos – (Lat. conclusu.) Adj. Diz-se

do processo concluído e entregue ao juiz, em cujo poder permanecerá para despacho ou sentença.

Concubina – S.f. Mulher que vive regular-

mente amasiada com um homem, ainda que com menos periodicidade do que a esposa. Comentário: Em latim, concubito significa o ato de se deitar com alguém, por motivos amorosos. O concubinato tem sido ao lon- go da história da humanidade uma das for- mas mais expressivas das sexualidades he- réticas consideradas ilegítimas.

Nota: A CF brasileira de 1988 disciplinou e regulamentou as relações do concubinato. Hoje, existem direitos garantidos até então inexistentes a amantes, amásias, casos de

Co

missão – Concubina

56

outras relações amorosas. Tornou-se rapi- damente conhecida a expressão união está- vel, que alguns entenderam ser de 24 horas;