achada, a coisa ou pessoa deverá ficar sob custódia para decisão final do juiz emissor da ordem (CPC, art. 839, 841 a 843). Nos crimes contra a propriedade industrial, a busca e apreensão é feita na conformidade do que dispõe o CPP e Lei n. 9.2979, de 14.05.1996 – Lei da Propriedade Industrial.
Mandado de citação – Documento redigi-
do por autoridade competente, judicial ou administrativa, pelo qual o réu ou o interes- sado é chamado a juízo, através do oficial de justiça, ou pessoa indicada pela autoridade, com a finalidade de sua defesa pessoal.
Mandado de citação e penhora – Docu-
mento redigido e assinado por autoridade judicial, pelo qual o devedor é citado, por meio de oficial de justiça, para efetuar o pagamento de sua dívida dentre 24 horas, ou citar bens patrimoniais que servem de penhora da mesma dívida (CPC, art. 652).
Mandado de injunção – Ordem judicial que
assegura a qualquer cidadão e exercício de um direito fundamental previsto na Consti- tuição, caso a norma complementar ou ordi- nária que regulamente esse direito ainda não tenha sido aprovada (CF, art. 5.o, LXXI).
Mandado de prisão – Ordem escrita, ema-
nada da autoridade judiciária, determinan- do o recolhimento de pessoa.
Observação: O mandado de prisão deverá ser lavrado em duas vias, sendo que uma delas deverá ser entregue ao preso, o qual passará recibo na outra declarando-se hora, dia e lugar que a diligência foi realizada, dando origem ao mandado de prisão.
Mandado de segurança – Ordem judicial
para proteger o exercício de um direito lí- quido e certo, não amparado por habeas
corpus ou habeas data, quando o respon-
sável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do po- der público (CF, art. 5.o
, LXIX).
Comentário: O mandado de segurança não será concedido: 1) se à emissão do ato cou- ber recurso administrativo que tenha efeito
suspensivo e que não esteja sujeito à cau- ção; 2) quando houver nota lançada por au- toridade em petição ou requerimento, defe- rindo-o, ou indeferindo-o, ou decisão judi- cial, quando existir expediente previsto nas leis processuais, ou através do caminho correcional que possa ser modificado; 3) quando o ato praticado for disciplinar, de ato disciplinar, a não ser quando este for executado por autoridade sem a devida com- petência ou sem a observância das normas legais.
Nota: O primeiro pedido (petição inicial) será preenchido de conformidade com o que determina o CPC, arts. 282 e 283, devendo o juiz determinar, através de documento específico, seja notificado aquele que se vê coagido, autor do pedido, para que no pra- zo de dez dias preste as informações ne- cessárias sobre o estado em que se vê coa- gido, qual a co-autora, e o motivo que o levou à solicitação do amparo do mandado de segurança, para justa decisão judicial.
Mandado de segurança coletivo – O mes-
mo que mandado de segurança individual, extensivo às pessoas jurídicas. A CF fala- nos quais são aqueles que podem solicitar este tipo de mandado: “(...) pode ser impetrado por: a) partido político com re- presentação no Congresso Nacional; b) or- ganização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em fun- cionamento há pelo menos um ano, em de- fesa dos interesses de seus membros ou associados.
Mandado judiciário – Aquele que, além
de ter caráter especial e poderes limitados, a autoridade judiciária, no interesse da Jus- tiça, concede a alguém, através de manda- do, o exercício de cargo ou de função sim- plesmente judicial.
Mandamento – S.m. Prescrição, preceito,
regra emanada através de uma lei; ordem contida num mandado ou num preceito le- gal; ordem escrita, emanada de juiz: man- damento judicial.
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Ma
ndatário –Mandato geralMandatário – S.m. Pessoa à qual é confe-
rido um mandato; procurador (CC, arts. 1.300 a 1.308).
Mandato – (Lat. mandatu.) S.m. Autoriza-
ção ou procuração que alguém dá a outrem para, em seu nome, praticar certos atos; fun- ções ou obrigações delegadas pelo povo ou por uma classe de cidadãos, às classes governantes do País; soberania temporária exercida por um país sobre um território em nome das Nações Unidas – ONU; segundo o Professor e Doutor Alcides Rosa, “é um contrato mediante o qual alguém recebe de outrem poderes para, em seu nome, praticar atos, ou administrar interesses”.
Observação: 1) O sistema de mandatos foi substituído pelo de tutela; 2) V. CC, arts. 1.288, 1.290 e 1.291 e Lei n. 8.906/94 – Estatuto da OAB, art. 5.o; 3) o instrumen- to do mandato chama-se procuração; o mandato pode ser: civil, conjunto, conven- cional, em causa própria, escrito, especial, expresso, extrajudicial, geral, gratuito, instintório, judicial, judiciário, legal, mer- cantil, oneroso, sucessivo, simples, social, solidário, tácito, qualificado, verbal.
Mandato civil – Aquele que se dá entre
particulares, cujo objeto são os negócios regulados pela lei civil.
Mandato conjunto – Aquele pelo qual os
mandatários agem solidária e conjuntamen- te; caso alguns não aceitem, caberá à maio- ria a execução do mandato.
Mandato convencional – Aquele que se
acha limitado ao que determina o contrato estipulado.
Mandato eletivo – Aquele em que o eleito-
rado concede poderes políticos a um cidadão, por meio do voto, para que este governe a Nação, o Estado ou o município, ou o repre- sente no Congresso Nacional, na Assembléia Legislativa ou na Câmara Municipal.
Mandato em causa própria – Aquele pelo
qual o mandante, através de instrumento de procuração irrevogável, passa a outrem o di-
reito de determinado negócio ou coisa, po- dendo o mandatário agir em seu próprio inte- resse, mas sempre em nome de cessionário. Comentário: Esse tipo de mandato foi usado durante longo tempo, com caráter de cessão. O Mestre Clóvis Beviláqua nos ensina: “Era meio de dissimular as relações jurídicas, que, realmente, se estabeleciam, ou pretendiam estabelecer entre as partes, tendo-se preveni- do contra elas os espíritos sãos, e não há motivo algum para que de simples referência, que lhe faz o Código, se presuma que ressur- giu purificada.”
Mandato escrito – Aquele que é constituí-
do através de instrumento público ou par- ticular ou qualquer outra documentação.
Mandato especial – Aquele que tem como
objetivo um ou mais atos ou negócios, es- tabelecidos pelo mandante.
Mandato executivo – A mesma coisa que
mandado de execução e penhora.
Mandato expresso – De Plácido e Silva nos
ensina que é “o conferido de modo inequí- voco, por um documento escrito, seja ele de qualquer natureza, contanto que nele se exare a vontade irretorquível de ser alguém inves- tido dos poderes de representação”. Comentário: Pode ser expresso por meio de palavras ou documento escrito; pode também conter “especificação da natureza dos negócios ou dos atos, jurídicos ou judi- ciais, que devem ser tratados, sem, toda- via, particularizá-los”. (NEVES, Iêdo Ba- tista. Vocabulário prático de tecnologia ju-
rídica e de brocardos latinos. Rio de Janei-
ro: APM, 1987).
Mandato extrajudicial – Aquele que é con-
ferido para ter efeito fora da esfera forense.
Mandato geral – Aquele que outorga po-
deres de representação ou de gestão, abran- gendo todos os negócios e interesses do mandante, que devem ser pelo mandatário. Entretanto, esse tipo de mandato somente confere poderes à administração ordinária,
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limitando-se à esta. Designado pela expres- são omnium rerum.
Mandato gratuito – Aquele que estatui
que o mandatário não receberá remunera- ção alguma pelos serviços prestados, sen- do que a execução desses tipos de serviço somente deverá trazer vantagens para o mandante.
Mandato judicial – Segundo Clóvis
Beviláqua, mandato “conferido a uma pes- soa, odinariamente um profissional (ad- vogado ou solicitador), para a prestação de serviço de procuração em juízo, pelo constituinte”.
Mandato judiciário – Contrato de caráter
especial, que a autoridade judiciária, no inte- resse da Justiça, concede poderes limitados a alguém para que exerça cargo ou função exclusivamente judicial (CP, arts. 41, 96 e 97; CC, arts. 499, 500, 502, 505, 507 e 509).
Mandato legal – Aquele resultante de dis-
positivo legal, isto é, de disposição de lei.
Mandato mercantil – Contrato feito atra-
vés de procuração pública ou particular que institui outro comerciante ou seu preposto, dando-lhe poderes especiais, como seu re- presentante legal, para agir em seu nome e administrar os seus negócios, praticando todos os atos comerciais necessários ao desenvolvimento dos negócios, e receben- do pelo serviço prestado a remuneração estipulada no contrato.
Nota: Não confundir com Comissão Mer- cantil, que é o contrato em caráter de man- dato, mas regulado pelos dispositivos que regem o mandato mercantil.
Mandato oneroso – Aquele pelo qual o
mandatário recebe remuneração pelo servi- ço que presta.
Mandato qualificado – Aquele através do
qual o mandatário age sob ameaça do man- dante. Há excesso de mandato quando o mandatário se excede nos meios emprega-
dos, cometendo delito mais grave, agindo em contradição às instruções do mandante.
Mandato simples – Aquele contrato com
finalidade criminosa, no qual a parte ou participação do mandatário tem a única fi- nalidade satisfazer o mandante.
Mandato social – Contrato social confe-
rindo ao sócio com autorização para, em nome e por conta da sociedade, agir e obri- gar-se perante terceiros.
Mandato solidário – Mandato cuja natu-
reza judicial confere a dois ou mais manda- tários autorização para agir isolada e inde- pendentemente dos demais.
Mandato sucessivo – Aquele que designa
a ordem de prestação de serviço de cada membro, sendo que esta designação seja de acordo com a ordem estatuída em contrato social ou não, de forma que estes somente possam, posteriormente, agir na falta ou impedimento comprovado do membro ou representante anterior.
Mandato tácito – “É aquele que é exercido
sem que a vontade do interessado se mani- feste, verbalmente ou por escrito, ou se não há determinação do mandante, que se pre- sume de certas circunstâncias de que o man- dato se reveste, como quando alguém, sem que tenha constituído expressamente ou- trem, seu procurador ou representante, as- sente, estando presente, que ele interfira nos seus negócios e delibere em seu nome, tal sucede no contrato verbal de preposi- ção (...). É, também, o que há entre marido e mulher, pai e filhos, pessoas jurídicas e seus representantes”. (NEVES, Iêdo Ba- tista. Vocabulário prático de tecnologia ju-
rídica e de brocardos latinos. Rio de Janei-
ro: APM, 1987); segundo De Plácido e Sil- va, é “quando se conclui pela realização de atos sucessivos praticados por parte do mandatário, sem oposição do mandante”.
Mandato verbal – Aquele que, presentes
as partes, é consignado através de viva voz
Ma
ndato geral – Mandato verbal159
ou por meio de telefone, rádio, microfone, gravação em fitas etc.
Manicômio judiciário – Estabelecimento
psicopático que recebe os agentes delin- qüentes incapazes, acometidos de doença mental, desenvolvimento incompleto ou com retardamento mental, isentos de im- putação criminal e de penalidade devido a seu estado (CP, art. 26).
Mantença – (Lat. vulg. manuenentia.) S.f.
Aquilo com que se provê o sustento de alguém, incluindo suas necessidades, como, p. ex., o sustento alimentar e de habitação de uma família. Também pode ser o gasto, a manutenção ou o custeio feito na conserva- ção de algo.
Manumissão – (Lat. manumissione.) S.f.
No direito antigo, era a alforria, a libertação dada a um escravo.
Nota: A alforria era, no DRom, a dação da liberdade, datio libertatis.
Manutenido – Pessoa a que, através de
mandado judicial, é assegurada a posse.
Marco – Segundo Clóvis Beviláqua, “é o
que o agrimensor nas demarcações de terra deve mandar colocar para que em qualquer tempo se possa reconhecer as divisas”.
Marginal – Adj. Relativo à margem, que se
encontra na margem; criminoso (à margem da lei).
Marido – (Lat. maritu.) S.m. Cônjuge va-
rão, isto é, do sexo masculino (CC, arts. 233 a 239).
Marital – (Lat. maritale.) Adj. Relativo ao
marido ou esposo; relativo à vida conjugal.
Massa – (Gr. máza.) S.f. Aglomerado de
elementos, em geral da mesma natureza, que formam um conjunto; a totalidade, a grande maioria; “é uma coleção abstrata de indiví- duos, recebendo impressões e opiniões já formadas, vinculadas pelos meios de co-
Ma
ndato verbal –Matrimôniomunicação de massa; a massa não tem au- tonomia, sendo reduzida à formação da opinião independente através da discussão” (LAKATOS, Eva Maria. Sociologia geral. 6. ed. São Paulo: Atlas, 1983, p. 316-317).
Matéria – S.f. O mesmo que material; as-
sunto objeto de um discurso; assunto tra- tado em jornal; aquilo que for relacionado ao fato ou ao direito, constituindo a parte essencial de uma afirmação, ou do pronun- ciamento jurídico, ou judiciário; elemento principal ou objeto daquilo de que se trata.
Matéria de direito – Tudo que for relati-
vo à ciência do Direito, sua legislação, dou- trina jurídica, jurisprudência e leis que nor- malizam ditas matérias.
Matéria de fato – Reunião das razões de
fato ou de direito, que em juízo são produ- zidas pelos litigantes sobre fatos que pro- vocaram a demanda, servindo estas de ob- jeto probatório, para convicção do julgador das regras normativas do direito a serem aplicadas.
Matricídio – S.m. Crime de homicídio pra-
ticado por aquele que mata a própria mãe (CP, art. 61, II).
Matrimônio – (Lat. m. matrimoniu.) S.m.
União reconhecida como autêntica de ho- mem com mulher; casamento, conúbio, núpcias, consórcio, isto é, ato solene de união de sexos diferentes.
Comentário: A união é legitimada pela au- toridade civil e, opcionalmente, pela reli- gião; segundo Lafaiete Rodrigues Pereira, o ato solene consiste na “promessa recípro- ca de fidelidade no amor e da mais estrita comunhão de vida” (CC, arts. 180 e segs.); já Clóvis Beviláqua diz que o ato do casa- mento é “apenas um contrato bilateral e so- lene, através do qual são regularizadas suas relações sexuais e estreitando, com isto, uma relação vital de inteesses mútuos, inclusive na criação e educação e sustento da futura prole que advier desse enlace”; a procria- ção e a educação da prole é o fim primário do casamento.
160
Observação: Segundo a legislação de alguns países, esta união agora pode ser feita, tam- bém, com a mesma forma e cerimônia, en- tre elementos de sexos iguais. Esta lei, en- tretanto, ainda não foi aprovada no Brasil. Segundo a CF, a família constituída pelo casamento, tem especial proteção do Esta- do, reconhecida a união estável entre o ho- mem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento sendo este gratuito e o religioso tendo efeito civil, nos termos da lei. Ainda segundo a CF, tem-se como entidade fami- liar a comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes, sendo que os di- reitos e deveres referentes à sociedade con- jugal são exercidos, perante a lei, pelo ho- mem e pela mulher (CF, art. 226 §§ 1.o e 2.o; CC, arts. 233 e segs. e 240; sobre a dissolu- ção da sociedade conjugal, ver art. 2.o e segs. da Lei n. 6.515, de 26.12.1977; a sociedade conjugal pode ser dissolvida pelo divórcio, mas, para tanto, o casal deve estar separa- do judicialmente por mais de um ano nos casos expressos em lei, ou comprovada se- paração por mais de dois anos.
Maus-tratos – Segundo Bento Faria, “sig-
nifica a ofensa corporal, podendo mesmo resultar a morte (linchamento)”.
Observação: Esta ofensa corporal signifi- ca: a) impor a alguém trabalho forçado, ex- cessivo ou inadequado; abusar dos meios corretivos ou disciplinar; privar a pessoa de alimentação ou dos cuidados indispen- sáveis, estando a pessoa sob sua autorida- de, guarda ou vigilância para fins de educa- ção, ensino, tratamento ou custódia; expor a pessoa a perigo de vida ou saúde; se a pessoa for menor, sofrendo maus-tratos dos pais ou responsável, a autoridade, como medida cautelar, poderá determinar o afas- tamento do agressor da moradia comum e, ainda, aplicar a pena de detenção de um a quatro anos, se houver, devido aos maus- tratos, lesão corporal; se o agressor for o pai ou a mãe, perderá o pátrio-poder, por ato judicial.
Meação – Direito de co-propriedade dos
bens comuns referentes à sociedade conju- gal, unida pelo regime de comunhão univer- sal; ou a divisão em partes iguais de todos os bens pertencentes a cada um deles, no caso de separação, na conformidade com a legislação em vigor (V. Lei n. 6.515, de 26.12.1977, art. 2.o e Lei n. 4.121, de 12.08.1962, art. 3.o).
Mediação – S.f. Processo pacífico pelo qual
são acertados os conflitos internacionais, diferenciando estes da simples arbitragem, pois neste a proposta leva geralmente a uma solução sem a imposição de nada às partes; ato pelo qual duas partes são aproximadas, com a finalidade de receberem orientação, mediante o pagamento ao orientador, de- vendo este ser feito por aquela parte que o contratou ou ajuste decisivo de ambas as partes.
Medicina legal – Ramo da ciência médica
aplicado ao Direito para que a justiça tenha maiores esclarecimentos em questões de ordem criminal, policial, civil ou adminis- trativa. Segundo Hélio Gomes, “é o con- junto de conhecimentos médicos e para- médicos destinados a servir o direito, coo- perando na elaboração, auxiliando a inter- pretação e colaborando na execução dos dispositivos legais atinentes ao seu campo de ação de medicina aplicada”.
Observação: O termo medicina legal é tam- bém chamado de medicina forense ou de medicina judiciária
Médico legista – Pessoa formada em me-
dicina, com especialização em medicina le- gal, para o exercício profissional de perito junto aos processos de ordem política ou judicial.
Medida cautelar – Medida requerida ao
juiz da casa, ou ao juiz competente, se pre- paratória, como medida quanto à seguridade da eficácia de um determinado processo. Quando instaurada, torna-se peça integrante do processo principal.
Observação: As medidas cautelares podem ser: típicas, quando houver apreensão judi-
Ma
trimônio – Medida cautelar161
cial da coisa, objeto do litígio ou de bens do devedor para seguridade da dívida líquida e certa, o que chamado de arresto, os alimen- tos provisionais, o atentado e o protesto; atípicas, aquelas previstas no CPC, arts. 789, 796 a 889; a medida cautelar perderá o seu efeito desejado quando: a parte não pro- puser em juízo a ação no prazo de 30 dias, contados da data da sua realização, quando a medida houver sido preparatória; não for realizada dentro de 30 dias; o juiz anunciar findo o processo principal, sem o julga- mento positivo ou negativo de seu mérito.
Medida de exceção – Todo e qualquer ato
de natureza política ou administrativa, usa- do em casos cuja conjuntura merece urgên- cia, tais como: estado de sítio, moratória, simples ou geral, expulsão de estrangeiros etc.
Medida de segurança – Disposição legal
que permite ao juiz afastar o réu, sentencia- do ou absolvido, por tempo determinado de seu ambiente social, conhecendo ou pre- sumindo que, com sua volta à liberdade ou seu encarceramento comum, o crime volte a acontecer, devido a sua periculosidade, em face dos motivos e circunstâncias des- te, restringindo-lhe, assim, a sua liberdade e realizando providências que visem a sua readaptação à vida social e a proteção des- ta, permitindo a sua internação em hospi- tal de custódia ou tratamento psiquiátrico, ou à falta destes, em outro estabelecimento adequado, e sujeição a tratamento ambula- torial (CP, arts. 96 a 99).
Medida liminar – Aquela que o juiz conce-
de ao autor da ação, ainda antes de ter ouvi- do o réu, sendo esta de caráter provisório e revogável e com a finalidade de acautelar determinada situação jurídica do mesmo. Observação: Em ações de reintegração de posse, mandado de segurança e a manuten- ção no começo da lide, pode o juiz conce- der essa medida.
Medida preventiva – Idêntica à medida
cautelar.
Me
dida cautelar – MendicânciaMedida provisional – “Providência urgen-
te que se toma no curso de uma causa, como prestação de alimentos, serviços para con- servação de coisa objeto, de apreensão etc.” (GUIMARÃES, Deocleciano Torrieri. Di-
cionário jurídico. 2. ed. compacta. São Pau-
lo: Ridel, 1998).
Medida provisória – Medida legal, que veio
substituir o Dec.-lei, abolido pela CF de 1988. Somente poderá ser adotada em caso de re- levância e urgência e terá força de lei, deven- do entretanto ser submetida de imediato ao Congresso Nacional, que caso esteja em re- cesso, deverá ser convocado extraordinaria- mente para se reunir no prazo de cinco dias. Essas medidas perderão o seu efeito se den- tre de 30 dias de sua publicação não forem convertidas em lei, devendo o Congresso Nacional disciplinar as relações jurídicas delas decorrentes (CF, art. 62 e § 1.o).