CAPÍTULO II DESCRIÇÃO DA PRÁTICA DE ENSINO SUPERVISIONADO
2.1.4 Ciências
A aula da PES foi realizada no tempo de 100 minutos. Foi feita uma leitura compartilhada de um texto no próprio livro didático do aluno sobre Adolescência e Puberdade, conforme o plano de aula da Tabela 11. Foi solicitado aos alunos que destacassem as ideias
35 principais e que explicassem o que haviam entendido sobre o que foi lido em sala de aula. Os alunos ficaram muito empolgados com a temática. Em seguida, com o auxílio de bonecos, pedi a eles que identificassem os órgãos genitais fazendo a diferença dos sexos masculino e feminino. No final dividi a turma em quatro grupos iguais. Cada um deles elaborou os seus cartazes identificando ambos os sexos e suas diferenças no desenvolvimento do corpo como: “o desenvolvimento dos seios, o aparecimento dos pelos na região genital e, sobretudo, o início da primeira menstruação. Para os meninos as questões de maior relevância são o aumento de tamanho do pênis, o aparecimento de pelos na região genital e no rosto (barba), além de polução noturna” (César Junior et al, 2014).
A puberdade é o início da adolescência. Ela começa na maioria das meninas por volta dos 8 a 13 anos de idade, com idade média de 11 anos, e nos meninos começa entre 9 a 14 anos, com idade média de 12 anos. Nas meninas as principais mudanças que acontecem no corpo são: princípio do ciclo menstrual (menarca – primeira menstruação), alargamento do quadril, podendo desenvolver depósito de gordura nas nádegas, nos quadris e nas coxas, surgimento de pelos nas regiões axilares (axila) e inguinais (pubianos), além do desenvolvimento das mamas. Enquanto que nos meninos, as principais mudanças são: surgimento de pêlos nas regiões axilares, inguinais, torácicos e faciais, aumento em volume dos testículos e tamanho do pênis, oscilação da entonação da voz, alargamento dos ombros, desenvolvimento da massa muscular e aumento de peso e estatura.
Questões relacionadas à Reprodução Humana são temáticas instigantes para essa faixa etária. Além disso, é de suma importância porque orienta os alunos sobre as mudanças que ocorrem no corpo humano, uma vez que alguns destes não têm a oportunidade de conversar a respeito desse assunto no seio familiar. Nesse aspecto, a escola é um ambiente facilitador para esse tipo de diálogo visto que promove orientações a partir de informações científicas e oportuniza momentos de escuta para que eles possam de maneira responsável dirimir dúvidas.
O Ensino de Ciências Naturais, relativamente recente na escola fundamental, tem sido praticado de acordo com diferentes propostas educacionais, que se sucedem ao longo das décadas como elaborações teóricas e que, de diversas maneiras, se expressam nas salas de aula. Muitas práticas, ainda hoje, são baseadas na mera transmissão de informações, tendo como recurso exclusivo o livro didático e sua transcrição na lousa; outras já incorporam avanços, produzidos nas últimas décadas, sobre o processo de ensino e aprendizagem em geral e sobre o ensino de Ciências em particular. [...] As novas teorias de ensino, mesmo as que possam ser amplamente debatidas entre educadores especialistas e pesquisadores, continuam longe de ser uma presença efetiva em grande parte de nossa educação fundamental.
36 Propostas inovadoras têm trazido renovação de conteúdos e métodos, mas é preciso reconhecer que poucos alcançam a maior parte das salas de aula onde, na realidade, persistem velhas práticas. Mudar tal estado de coisas, portanto, não é algo que se possa fazer unicamente a partir de novas teorias, ainda que exija sim uma nova compreensão do sentido mesmo da educação, do processo no qual se aprende. A caracterização do ensino de Ciências Naturais, no presente documento, pretende contribuir para essa nova compreensão. (...)
Ainda de acordo com os PCN de ciências (Brasil, 1998, p. 22): “(...) Um conhecimento maior sobre a vida e sobre sua condição singular na natureza permite ao aluno se posicionar acerca de questões polêmicas como os desmatamentos, o acúmulo de poluentes e a manipulação gênica”. Deve poder ainda perceber a vida humana, seu próprio corpo, como um todo dinâmico, que interage com o meio em sentido amplo, pois tanto a herança biológica quanto as condições culturais, sociais e afetivas refletem-se no corpo. Nessa perspectiva, a área de Ciências Naturais pode contribuir para a percepção da integridade pessoal e para a formação da autoestima, da postura de respeito ao próprio corpo e ao dos outros, para o entendimento da saúde como um valor pessoal e social e para a compreensão da sexualidade humana sem preconceitos.
Tabela 11: Plano de aula da PES de Ciências 5º ano A PLANO DE AULA
Prática de Ensino Supervisionada
Prof.(a) Orientador(a): Sérgio Mendes Prof.(a)/ Educador(a) Cooperante: Marília
Abreu
Aluno(a): Antonia Pereira da Silva Local de Estágio: UEB Prof. Ronald da Silva
Carvalho
Nível de Ensino: Ensino Fundamental I Disciplina: Ciências
Data: 16/09/2015
Série: 5º ano A Tempo: 100 min
Tema Objetivos Conteúdos Recursos Avaliação
Reprodução humana.
Identificar mudanças no corpo que ocorrem a partir da puberdade; Identificar os órgãos dos sistemas genitais masculino e feminino. Adolescência e Puberdade Livro texto; Cartazes; Bonecos. Participação e interesses dos alunos no decorrer das aulas. Confeccionar cartazes em sala de aula. Metodologia/Sequência Didática
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Leitura compartilhada de um texto sobre adolescência e puberdade. Os alunos deverão destacar as ideias principais e explicar o que entenderam. Em seguida, com a ajuda dos bonecos (as) identificarão os órgãos genitais citando as diferenças entre ambos e as transformações que ocorrem no corpo do menino e da menina. Ao final, os alunos serão organizados em quatro grupos (iguais) para construírem cartazes que identifiquem meninos e meninas e suas transformações.
Sumário: Estudo da adolescência e puberdade.
Fonte: Elaboração Própria.