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4.2 Explorando m´ etodos de ranking em algoritmos MOPSO

4.2.4 Combina¸c˜ ao de rankings

A ´ultima estrat´egia proposta ´e chamada de Combina¸c˜ao de Rankings e visa juntar aspec-tos positivos de diferentes esquemas de ranking. Como discutido anteriormente, m´etodos como o AR e o MR tendem a gerar solu¸c˜oes com um objetivo com melhores valores que os demais, assim, o conjunto de aproxima¸c˜ao gerado tende a ser localizado nos extremos da fronteira de Pareto. Em contrapartida, o m´etodo proposto na se¸c˜ao anterior, BR, privi-legia solu¸c˜oes com valores dos objetivos semelhantes e assim evita a gera¸c˜ao do conjunto de aproxima¸c˜ao nos extremos. Por´em, os dois m´etodos apresentam deficiˆencias, pois em algumas situa¸c˜oes ´e prefer´ıvel que o conjunto de aproxima¸c˜ao fique pr´oximo ao joelho [47], mas tamb´em ´e importante obter diversidade sobre toda a fronteira de Pareto.

A Combina¸c˜ao de Rankings utiliza uma ideia de reduzir um n´umero grande de ob-jetivos para poucos obob-jetivos, normalmente 2 ou 3. No m´etodo proposto, os objetivos de uma solu¸c˜ao passam a ser os valores de diferentes rankings escolhidos. Os passos da Combina¸c˜ao de Rankings s˜ao (ver Figura 4.6): dada uma solu¸c˜ao −→x e o seu vetor de objetivos −−−→

f(−→x) = f1(−→x), f2(−→x)..., fm(−→x)), onde m ´e o n´umero de objetivos; calcular o

Figura 4.6: Esquema do m´etodo combina¸c˜ao de rankings.

valor de cada rankingrj =rankingj(−→x , CS), ondeCS´e o conjunto de solu¸c˜oes,rankingj

´e um m´etodo de raking e 2≤j ≤3 ´e o n´umero de rankings escolhidos. ´E importante que o n´umero de rankings n˜ao seja maior do que 3 para que n˜ao haja deteriora¸c˜ao na busca do algoritmo; definir os valores dos rankings como objetivos de −→x, −−−→

f0(−→x) = r1, ..., rj; executar itera¸c˜ao do algoritmo evolutivo multiobjetivo com os novos valores −−−→

f0(−→x).

Por exemplo, utilizando os rankings AR e BR, pode-se executar um MOEA tradicional (NSGA-II [28], SMPSO [70]) e otimizar tanto um objetivo que gere solu¸c˜oes nos extre-mos, quanto um objetivo que gere solu¸c˜oes no centro da fronteira de Pareto. A hip´otese da Combina¸c˜ao de Rankings ´e que juntando diferentes rankings como vetor objetivo de uma solu¸c˜ao pode-se obter um melhor conjunto de aproxima¸c˜ao do que a aplica¸c˜ao de cada m´etodo separado. Nesta tese, a t´ecnica da Combina¸c˜ao de Rankings ´e aplicada ao algoritmo SMPSO. A valida¸c˜ao desse m´etodo ´e discutida no Cap´ıtulo 7.

4.3 Considera¸ c˜ oes finais

A defini¸c˜ao de novas rela¸c˜oes de preferˆencia ´e um dos caminhos utilizados por alguns trabalhos na literatura para reduzir a deteriora¸c˜ao de MOEAs na Otimiza¸c˜ao com Muitos objetivos [23] [47] [81]. Em geral, os m´etodos propostos na literatura apresentam bons resultados, por´em limitam-se a estrat´egias baseadas em abordagens evolucion´arias.

Nesta tese duas novas rela¸c˜oes de preferˆencias s˜ao aplicadas em algoritmos MOPSO:

a t´ecnica CDAS [81] e a explora¸c˜ao de m´etodos de ranking [23]. Com esse objetivo, novos algoritmos MOPSO s˜ao propostos buscando obter bons resultados em Problemas de Otimiza¸c˜ao com Muitos Objetivos. Os algoritmos CDAS-MOPSO [16] e Ranking-SMPSO [25] incorporam essas novas rela¸c˜oes de preferˆencia e modificam aspectos de um algoritmo MOPSO, como a escolha e a sele¸c˜ao do conjunto de l´ıderes. Al´em dos novos

algoritmos se destaca tamb´em a proposta de novas abordagens baseadas em ranking:

m´etodo Balanced Ranking e a Combina¸c˜ao de Rankings.

No Cap´ıtulo 7 ´e apresentado um conjunto de experimentos que avalia os m´etodos pro-postos utilizando-se problemas com muitos objetivos. Al´em disso, tamb´em e apresentado um conjunto de experimentos que compara o desempenho dos algoritmos CDAS-MOPSO e do Ranking-SMPSO.

CAP´ ITULO 5

EXPLORANDO M´ ETODOS DE ARQUIVAMENTO

Em problemas de otimiza¸c˜ao multiobjetivo n˜ao h´a somente uma melhor solu¸c˜ao, mas sim um conjunto de solu¸c˜oes. Logo, a metaheur´ıstica da Otimiza¸c˜ao por Nuvem de Part´ıculas Multiobjetivo deve definir quais part´ıculas ir˜ao guiar o enxame. Nesse contexto, a esco-lha e a sele¸c˜ao dos l´ıderes s˜ao importantes caracter´ısticas de um algoritmo MOPSO. Os m´etodos para definir quais solu¸c˜oes n˜ao dominadas ser˜ao l´ıderes candidatos e como cada part´ıcula ir´a escolher o seu l´ıder global influenciam caracter´ısticas como a convergˆencia e a diversidade da busca do algoritmo.

Conforme discutido no Cap´ıtulo 3, existem diferentes m´etodos para a escolha do l´ıder por cada part´ıcula do enxame. Em geral, esses m´etodos definem um crit´erio, por exemplo, escolher um l´ıder numa regi˜ao menos povoada, e percorrem os l´ıderes candidatos com o intuito de encontrar o l´ıder mais habilitado para a part´ıcula. Para isso, esses m´etodos efetuam outros c´alculos com o conjunto de l´ıderes, como o c´alculo da distˆancia de Crow-ding [28], c´alculo dos vetores sigma [67], entre outros. Por´em, se esse conjunto de l´ıderes for grande, a busca de um l´ıder por uma part´ıcula pode ficar t˜ao complexa quanto a pr´opria resolu¸c˜ao do problema.

Para evitar que o conjunto de l´ıderes influencie negativamente na eficiˆencia do al-goritmo MOPSO, esse conjunto de l´ıderes ´e normalmente limitado com um tamanho m´aximo N [64]. Isto ´e, o arquivo externo possui tamanho m´aximo N. Devido a esse limite, poss´ıveis l´ıderes ser˜ao descartados pelo algoritmo quando o arquivo estiver cheio.

Nesse contexto, m´etodos de arquivamento se tornam importantes por disponibilizar o me-lhor conjunto de l´ıderes poss´ıveis. Al´em disso, as solu¸c˜oes presentes no arquivo ser˜ao a solu¸c˜ao do problema.

O Cap´ıtulo 3 apresentou um conjunto de m´etodos de arquivamento que podem ser uti-lizados em algoritmos MOPSO. Esses m´etodos buscam definir um conjunto de l´ıderes com

caracter´ısticas espec´ıficas, tal como privilegiar solu¸c˜oes mais espalhadas pelo espa¸co de objetivos ou selecionar apenas solu¸c˜oes em regi˜oes predeterminadas. Este cap´ıtulo apre-senta os m´etodos de arquivamento das solu¸c˜oes n˜ao dominadas propostos nesta tese. O objetivo principal da proposta desses m´etodos ´e obter bons resultados com um algoritmo MOPSO em problemas com muitos objetivos. Os m´etodos propostos exploram diferentes abordagens: uma abordagem que utiliza o vetor ideal para introduzir maior convergˆencia na busca, chamada de Arquivador Ideal; duas outras abordagens que buscam espalhar as solu¸c˜oes do arquivo externo utilizando como base as solu¸c˜oes nos extremos de cada eixo de coordenadas, chamadas de Arquivador Distribu´ıdo e Arquivador Distribu´ıdo pela Busca; e uma abordagem que utiliza um ponto de referˆencia escolhido pelo usu´ario, cha-mada de Arquivador Hiperplano. Todos os arquivadores propostos seguem o esquema do Arquivador Preciso, descrito no Algoritmo 2 do Cap´ıtulo 3.

Esse cap´ıtulo est´a organizado da seguinte maneira: o Arquivador Ideal ´e descrito na Se¸c˜ao 5.1. Os dois arquivadores que utilizam como base as solu¸c˜oes nos extremos, Ar-quivador Distribu´ıdo e ArAr-quivador Distribu´ıdo pela Busca s˜ao apresentados na Se¸c˜ao 5.2.

Em seguida, o Arquivador Hiperplano ´e discutido na Se¸c˜ao 5.3 e por fim, a Se¸c˜ao 5.4 apresenta as considera¸c˜oes finais desse cap´ıtulo.

5.1 Arquivador ideal

O Arquivador Ideal tem como objetivo introduzir maior convergˆencia na busca de um algoritmo MOPSO. Para isso, esse m´etodo utiliza a hip´otese de que concentrar as solu¸c˜oes em uma regi˜ao espec´ıfica do espa¸co de objetivos introduz maior convergˆencia em dire¸c˜ao

`

a fronteira de Pareto. A regi˜ao escolhida nesse m´etodo ´e definida atrav´es do vetor ideal.

O vetor ideal ´e um vetor ut´opico e corresponde a um vetor com os melhores valores de cada fun¸c˜ao objetivo [20].

Esse m´etodo privilegia as solu¸c˜oes do arquivo que estejam mais pr´oximas do vetor ideal no espa¸co de objetivos [20]. De forma simples, o Arquivador Ideal seleciona as solu¸c˜oes mais pr´oximas ao ponto ideal como consequˆencia o conjunto de aproxima¸c˜ao gerado pelo algoritmo ´e mais pr´oximo da fronteira de Pareto (maior convergˆencia) e as solu¸c˜oes se

Algoritmo 6 Fun¸c˜ao f iltro(At−1, x) do arquivador ideal.

1: Adicionar−→x aAt−1 (At−1 ∪ −→x)

2: Calcular o vetor ideal das solu¸c˜oes emAt−1∪ −→x

3: Calcular a distˆancia euclidiana entre o vetor de objetivos das solu¸c˜oes emAt−1∪ −→x e o vetor ideal

4: Remover a solu¸c˜ao com maior distˆancia Euclidiana

localizam em uma boa ´area do espa¸co de objetivos (pr´oximo ao joelho da fronteira).

O Arquivador Ideal segue o esquema no Arquivador Preciso (Algoritmo 2) [22]. Nesse modelo, cada m´etodo de arquivamento define uma fun¸c˜ao que ´e aplicada quando o arquivo est´a cheio e n˜ao h´a espa¸co para uma nova solu¸c˜ao n˜ao dominada −→x. O arquivador deve decidir quais das N + 1 solu¸c˜oes do conjunto At−1 ∪ −→x devem permanecer no arquivo externo, atrav´es da fun¸c˜ao f iltro(At−1,−→x). A fun¸c˜ao f iltro(At−1,−→x) do Arquivador Ideal ´e apresentada no Algoritmo 6. Assim o arquivo externo possui somente as solu¸c˜oes mais pr´oximas ao vetor ideal. Nesse m´etodo, inicialmente a nova solu¸c˜ao−→x ´e adicionada ao arquivo externo. Em seguida, ´e calculado o vetor ideal a partir dos vetores objetivos das solu¸c˜oes no arquivo. Ap´os a obten¸c˜ao do vetor ideal, ´e calculada a distˆancia entre todos os vetores objetivos e o vetor ideal. Por fim, a solu¸c˜ao com maior distˆancia ´e removida do arquivo.

A Figura 5.1 mostra um exemplo do Arquivador Ideal num espa¸co de objetivos de duas dimens˜oes. Os pontos verdes indicam as solu¸c˜oes do conjunto (At−1 ∪ −→x). O vetor ideal

´e obtido com o melhor valor para cada fun¸c˜ao objetivo. Ap´os, a solu¸c˜ao mais distante desse vetor, no espa¸co de objetivos, ´e removida. A idea do Arquivador Ideal ´e remover as solu¸c˜oes que estejam longe do ponto ideal e aumentar a convergˆencia guiando a busca para uma ´area menor do espa¸co de objetivos. ´E desejado que essa ´area seja localizada pr´oximo ao joelho da fronteira de Pareto.