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3.2 IMPLEMENTAÇÃO DO PFMEA

3.2.6 Comentários gerais sobre o processo de implementação

Apesar de na teoria parecer bem simples o processo de implementação e preenchimento de um relatório de FMEA, na prática o mesmo não se demonstrou desta forma.

O processo de mapeamento do processo requer um entendimento detalhado de cada operação, para que os membros de time possam discutir todos os pontos que devem ser incluídos no relatório. Para obter este conhecimento é necessário visitar a linha de montagem do processo em questão, acompanhando e entrevistando os operadores que realizam tais tarefas.

Uma grande dificuldade encontrada pelo grupo foi justamente nas conversas realizadas com os operadores. Alguns se mostravam pouco dispostos a ajudar, pois devido ao fato de não saberem exatamente a função daquela ferramenta, tinham receio de apontar, por exemplo, pontos onde eles poderiam falhar.

Assim, uma abordagem que foi adotada e que é sempre recomendada nestes casos, é de inicialmente avisar o supervisor da área sobre tal necessidade para que o mesmo possa, quando necessário, comentar com seus colaboradores, e então, durante a conversa com os mesmos, procurar se apresentar de uma forma bem informal e amigável, procurando explicar em uma linguagem bem simples que tal ferramenta tem o intuito de colaborar com a equipe e nada do que for relatado irá comprometer alguém.

Partindo para o preenchimento do relatório, outra atividade que deve ser realizada com muito cuidado é a determinação dos índices de severidade, ocorrência e detecção. Como existem representantes de diversas áreas neste momento, cada um tem uma visão diferente de cada parâmetro. Assim, é necessário um entendimento entre todos com o objetivo de chegar a um consenso plausível para a determinação dos índices. É a partir deles que será determinado o valor de RPN e uma possível ação será recomendada.

No geral a implementação de um PFMEA requer cuidado e atenção para que todos os pontos possíveis sejam abordados. Para isto é necessário conhecimento das ferramentas do FMEA, conhecimento do processo em questão e também experiência que será muito útil no momento das reuniões.

4. CONLUSÕES

A ferramenta FMEA demonstrou-se ser muito útil na prática de prevenção e detecção de uma falha. Apesar de inicialmente a mesma ter um caráter preventivo, ela pode também ser aplicada, como foi demonstrado no capítulo 3, em situações em que defeitos são detectados nos clientes (internos ou externos).

A partir da detecção do modo de falha e controle do mesmo, a ferramenta que foi detectiva passou a ser preventiva, já que o FMEA é um documento vivo que deve ser freqüentemente controlado e atualizado e a partir do qual os modos de falhas identificados não devem mais ocorrer.

O FMEA é uma ferramenta fácil de ser entendia e utilizada, o processo de preenchimento do relatório é bem simples. As dificuldades implícitas no mesmo são o conhecimento que é requerido dos membros de time do FMEA com relação ao processo em questão e a própria colaboração dos operadores do processo, que como comentado no decorrer o trabalho, muitas vezes se sentem intimidados e evitam dar explicações mais profundas de como o processo pode falhar.

Com relação ao conhecimento do processo pelos membros e time, este é um quesito fundamental para um correto preenchimento do relatório, já que são os mesmos que irão determinar quais são os modos de falha potenciais, seus efeitos, suas causas e recomendar as ações. Um ponto que gera bastante discussão é com relação aos índices e severidade, ocorrência e detecção. Como cada membro de time representa uma área diferente, cada um tem uma visão mais específica do efeito do mesmo no cliente, capacidade de detecção e ocorrência.

A partir o correto preenchimento do relatório e das execução as ações recomendadas, pudemos ver em nosso caso abordado no Capítulo 3 que a ferramenta em questão pode gerar bons resultados, tanto no que diz respeito às métricas de qualidade como na otimização da carga de trabalho, já que quando um efeito não ocorre, o mesmo não precisa ser reparado.

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