MUNICÍPIO DA REGIÃO DO VALE DO RIO PARDO
COMO LIDAR COM A ANSIEDADE FRENTE AO VESTIBULAR
A escolha da pro ssão é uma das mais árduas tarefas da juventude. Além das angús as pessoais, a sociedade globalizada determina um mercado constantemente mutável, aumentando a di culdade da de nição pro ssional. Além disso, o jovem convive com a ansiedade de mostrar um bom desempenho no ves bular. Nesse contexto, seja qual for o nível de ansiedade, os ves bulandos se sentem cobrados, pressionados por si mesmos e pela família. O ves bular é um período de cobranças e decisões. Para Levenfus (2002, p. 338), car preso no ves! bulo, sem iden dade, é um dos maiores causadores de angús a.
De acordo com Ioschpe (1996, citado por LEVENFUS, 2002, p.340), o ves bular é o que você faz dele. Para algumas pessoas é simplesmente um conjunto de provas e para outras um drama pessoal. Segundo o mesmo autor, nesse período os ves bulandos devem preparar-se para o dia de provas através de horários de estudo, lazer, cuidados com a alimentação e o sono.
O desempenho no ves bular depende muito da qualidade do inves mento que é feito, aliado ao estado emocional. Ambos os aspectos podem potencializar a abertura de oportunidades para se obter sucesso ou fracasso. Segundo Grecca (1998, citada por LEVENFUS, 2002, p. 71).
o ves bular está inchado de ansiedade. O auxílio pro ssional pode vir através de relaxamento e de técnicas de enfrentamento ao medo do ves bular, a m de diminuir a ansiedade, proporcionando um estado de maior tranqüilidade para este ves bulando.
De acordo com Levenfus (2002), a ansiedade não deve ser amenizada, mas sim resolvida. Isto só ocorre se o jovem elabora os con itos que lhe deram origem, o que implica inves gar o ponto de par da da ansiedade. A mesma autora apresenta uma proposta de atuação para com os ves bulandos, na qual demonstra que é importante: favorecer o autoconhecimento do jovem, relacionando outros momentos de sua história de vida escolar com o momento do ves bular; proporcionar a ele situações de relaxamento, a m de auxiliá-lo a perceber as possíveis causas de sua ansiedade; oportunizar momentos de re exão sobre as di culdades de realização das provas e, além disso, discu r com ele os métodos de organização para seu estudo; oportunizar uma experiência de agrupamento, levando o jovem a perceber que não é
o único a enfrentar essas ansiedades.
Se, como a rma Trin naglia (1996, citada por LEVENFUS, 2002), a ansiedade desencadeada pelo ves bular é normal pois todo mundo a sente, mesmo aquele jovem mais desligado , então é fundamental aliar aos conhecimentos teóricos o preparo para enfrentar um certo nível de ansiedade e alguns temores que não são possíveis de serem evitados. Essa condição permite manter a força que impulsiona a busca do sucesso. Não existem receitas prontas, apenas forças propulsoras que ajudam nessa busca, como o desejo de conquistar determinado lugar e a con ança na própria capacidade para lidar com desa os. Porém, essas só funcionam quando a pessoa sabe em que direção quer ir.
De acordo com Vaisberg e Barreto (2007), existe uma necessidade de reabilitar o adolescente para a reapropriação de seu des no, uma vez que a dúvida constante aparece como resultado de não poder con ar em suas próprias capacidades nem nas capacidades decisórias dos pais, incerteza devida às diversas modi cações sofridas pelo seu meio social. Segundo Soares e Mar ns (2010), faz-se importante estudar alterna vas e estratégias de apoio a estes indivíduos para que, frente a uma situação de estresse, o nível de ansiedade apresentado não seja prejudicial em sua vida.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com este estudo de revisão, portanto, pode-se inferir que, para diminuir a ansiedade, os jovens deveriam entrar em contato com suas vontades e curiosidades em relação à pro ssão desejada. A família deve con nuar dando suporte e não, de uma hora para outra, começar a cobrá-los; dar mais autonomia aos jovens, fazendo com que, antes do período da escolha de uma pro ssão, sintam-se responsáveis por outras decisões, de semelhante magnitude, para que não seja a primeira vez que enfrentem uma responsabilidade assim.
A busca pela orientação vocacional ou ajuda de um pro ssional, no caso de não se saber lidar com esta fase e com decorrentes sen mentos que a mesma provoca, pode proporcionar um estado mais emocionalmente equilibrado e tranquilo, e consequentemente, in uenciar posi vamente no desempenho do ves bulando na prova.
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