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Mapa 3 Extremo Oriente

5.1 COMO OS JORNAIS SE COMPORTARAM ACERCA DO TESTE NUCLEAR DE

Durante a apresentação e descrição das notícias, conseguimos perceber um ponto de concordância entre os três jornais (exceção do Asahi Shimbum) e outro de discordância. O primeiro se refere à desaprovação mutua dos três jornais em relação ao teste nuclear, o The New York Times no dia 11 de fevereiro escreveu “North Korea Confirms It Conducted 3rd Nuclear Test” (THE NEW YORK TIMES, 2013), o Diário do Povo em paralelo publicou no dia 13 de fevereiro o jornal chinês colocou como título “Beijing expresses´firm opossition´ to nuke test”(PEOPLE`S DAILY, 2013), já o jornal sul-coreano escreveu “South Korea must overhaul its entire security paradigma” (CHOSUN ILBO, 2013). Os três jornais, por meio dessas notícias, enfatizam a postura de reprovação a realização do teste nuclear, podemos perceber que este é o único ponto em que as opiniões destes jornais convergem, inerente ao teste, é importante salientar que essa repulsa ao teste foi uma reação padrão da comunidade internacional. Mas evidentemente Estados Unidos, Coreia do Sul e China por serem atores presentes no extremo oriente tem sua atenção automaticamente voltada a esta situação.

Seguindo na análise, o The New York Times por meio das suas matérias fez um posicionamento abordando a situação da Coreia do Norte e o que proporcionou o desenvolvimento do teste, neste sentido a notícia “China Looms Over Response to Nuclear Test by North Korea” (THE NEW YORK TIMES, 2013), tem como foco uma crítica a política externa adotada pela Coreia do Norte e principalmente pelo seu insucesso em deter o avanço nuclear norte-coreano. O jornal Chosun Ilbo apresenta uma série de matérias que vai de encontro com a visão do jornal estadunidense The New York Times, o editorial escrito pelo jornal sul-coreano no dia 14 de fevereiro a “China needs to get behind tough sanctions on N.Korea” (CHOSUN ILBO, 2013) esse editorial em especifico elabora uma série de críticas ao amolecimento das sanções econômicas da China perante a Coreia do Norte.

O Diário do povo por vez, através de suas matérias apresentam uma visão diferente. Na seguinte matéria "News Analysis: Chinese experts see U.S -DPRK antagonism as root cause of nuke test” (PEOPLE`S DAILY, 2013) o jornal busca a análise de especialistas chineses que na sua totalidade fazem comentários negativos sobre a atuação dos Estados Unidos na busca da paz com a Coreia do Norte, a opinião do jornal chinês é reforçada na matéria do dia 18 de fevereiro “ US must act to ease peninsula tension” (PEOPLE`S DAILY, 2013) está notícia tem como um foco uma crítica a rixa Estados Unidos e Coreia do Norte, apontando os maléficos deste relacionamento.

Como demonstramos acima há pontos de concordância e discordância entre os jornais, mas durante essa analise percebe-se uma sincronia de ideias entre o jornal The New York Times e Chosun Ilbo, ambos fazem duras analises sobre a ineficácia da China em lidar com a situação “Coreia do Norte”, no caso do jornal estadunidense o ponto alto dessa opinião se materializou ironicamente por meio de uma Charge (Figura -), de forma diferente a China interpreta o papel antagônico, se defende veemente e aponta os Estados Unidos como o pivô desta disputa histórica.

Por meio desta análise, verificamos que os jornais desta presente pesquisa, apresentam ideias similares aos seus referentes Estados, desta forma percebemos um antagonismo entre o The New York Times, Chosun Ilbo e Diário do Povo, esta oposição se dá por meio de uma guerra de narrativas entre os três jornais, isto ocorre principalmente no quesito de: Como a Coreia do Norte conseguiu seu desenvolvimento nuclear? Respondendo esta hipotética pergunta, embasado no conteúdo coletado, tanto The New York Times quanto Chosun Ilbo utilizariam uma narrativa de critica a falta de objetividade do governo chinês em conter o avanço do programa nuclear norte-coreano, por vez o Diário do Povo destacaria o comprometimento do governo chinês na desnuclearização da península coreana, em paralelo

segundo as matérias apresentadas, o Diário do povo realizaria uma crítica á política externa adotada pelo governo estadunidense.

5.2 A CÚPULA TRUMP-KIM E O SEU IMPACTO NO CONTEÚDO JORNALÍSTICO COLETADO

O encontro entre Trump e Kim reverberou em todo o cenário internacional, logicamente tivemos uma avalanche de matérias escritas na imprensa internacional, o que faremos agora é uma análise sobre o conjunto de matérias descritas no capítulo anterior, utilizando a mesma técnica de cruzamento de informações.

No The New York Times, em questão, notamos três abordagens diferentes em relação a cúpula, o jornal na sua matéria editorial do dia 12 de junho “The Trump-Kim summit was unprecedent, but the statement was vague” (THE NEW YORK TIMES, 2018), neste editorial percebemos que o jornal estadunidense elogia a iniciativa de Donald Trump e seu empenho em concretizar esta reunião, mas também há uma forte crítica a falta de detalhes no acordo assinado entre os dois líderes, neste sentido verifica-se que esta opinião também é compartilhada nas matérias “Kim, Trump commit to ties” (PEOPLE`S DAILY, 2018) e a “Trump, Kim Jong-Un end summit with vaguely worded agreement” (CHOSUN ILBO, 2018), observamos que estas três matérias em questão apresentam características semelhantes, todas elas emitem uma opinião de louvor ao cumprimento entre Trump e Kim, mas em contrapartida há um julgamento coletivo destes jornais de que não houve um passo concreto em direção a desnuclearização da Coreia do Norte.

Contudo pode-se colocar como exceção o jornal japonês Asahi Shimbum, que embora no editorial “The first US-North Korean summit meeting significant responsibility for desnuclearization” há a menção de desaprovação na frase “As negociações EUA-Coreia do Norte não conseguiram estabelecer uma direção clara para quebrar os assuntos pendentes”, porém, enxergamos que no transcorrer dos editorias uma convicção muito positiva sobre o encontro realizado. No todo, compreendemos que o jornal Asahi Shimbum se diferencia dos outros três jornais pois, expressa uma visão muito otimista do encontro, além de sempre destacar a importância de restabelecer os laços diplomáticos com a Coreia do Norte, esta afirmação comprova-se no editorial “Prepare for Japan-Morning Dialogue Leadership negotiations” (ASAHI SHIMBUM, 2018).

Prosseguindo na análise, verificamos que o The New York Times e o Chosun Ilbo demonstram opiniões simétricas que se confirmam entre si, ambos atribuíram uma característica particular ao encontro, o de que a cúpula foi mais encenativo e midiático do que proativo. Para embasar essa visão, podemos destacar a matéria do dia 15 de junho do jornal estadunidense “North Korea film glorifies Kim`s world debut, with Trump in starring role” (THE NEW YORK TIMES, 2018) , esta matéria, em especifico, faz uma crítica ao filme forçado que o governo norte-americano mostrou de uma Coreia do Norte altamente desenvolvida e uma grande parceria com os Estados Unidos, o jornal sul-coreano Chosun Ilbo em paralelo publica uma matéria no dia 13 de junho com o título “Trump shows a bizarre propaganda clip to Kim Jong-Un” (CHOSUN ILBO, 2018), tanto o jornal estadunidense quanto o sul-coreana publicaram matérias com comentário negativos a respeito do modo que a reunião ocorreu. O jornal Diário do Povo e Asahi Shimbum por meio das suas matérias não demonstram ter o mesmo ponto de vista dos jornais The New York Times e Chosun Ilbo.

Relativo à cúpula Trump-Kim, constatamos que, com exceção do Asahi Shimbum, houve uma desaprovação geral ao modo que o acordo foi firmado, palavras como “vago” e “falta de detalhes “foram usados por The New York Times, Chosun Ilbo e Diário do Povo para se referirem a falta de objetividade, metas e prazos no acordo firmado entre os dois, o jornal sul-coreano foi mais inciso destacando que “Pior, a promessa de desnuclearização foi listada em terceiro lugar em uma lista de quatro pontos, atrás das promessas de melhorar as relações EUA-Coréia do Norte e estabelecer uma estrutura de paz na península coreana” (CHOSUN ILBO, 2018), deste modo conseguimos colocar um consentimento quase unânime a respeito da falta de resultados concretos. O segundo ponto a ser evidenciado é a narrativa em comum que o The New York Times e o Chosun Ilbo empoêm em suas matérias, que ambos compartilham uma visão altamente caricata sobre o que foi o encontro entre os dois líderes, palavras como “teatro” e “bizarro” foram utilizadas para definir o papel de Trump e o filme produzido pelos Estados Unidos.

Por fim notamos que diferente do teste nuclear acontecido em 2013, que se verificou uma polarização de narrativas entre o jornal estadunidense/sul-coreano e chinês, claro é importante salientar que há sim editorias principalmente do Chosun Ilba que transmite seu medo de suspensão de exercícios conjuntos e o declínio das sanções impostas a Coreia do Norte, mas no modo geral as matérias apresentados não trouxeram consigo uma crítica especificamente ao modo que os Estados direcionam suas ações aos norte-coreanos, mas ao contrário, o que se verificou foi uma crítica a falta de resultado e a excessiva atuação teatral que principalmente Donald Trump desempenhou.

5.3 CONSTRUINDO UMA SÍNTESE SOBRE O POSICIONAMENTO ADOTADO PELOS JORNAIS NOS EVENTOS DE 2013 E 2018

Mesmo tendo certas particularidades, podemos perceber uma relativa identificação dos jornais aqui mostrados, com o posicionamento histórico dos seus respectivos Estados. Em relação ao The New York Times podemos observar uma forte crítica ao governo chinês em decorrência do Teste nuclear realizado em 2013, segundo o jornal a China não pressiona suficientemente a Coreia do Norte, o que proporciona espaço para manobras como este teste, o jornal Chosun Ilbo da Coreia do Sul, talvez por ser filiado com o The new York Times, demonstra um posicionamento parecido com o jornal estadunidense, isso é, embasado na constância que notícias escritas sobre o governo chinês, em especifico, seu editorial que faz críticas ao comercio China-Coreia do Norte. Por outro lado, o jornal diário do povo da China, pontua veemente que o governo chinês sempre obedeceu as resoluções publicadas pelo conselho de segurança, o jornal em si defende posição através de diversas entrevistas com especialistas e professores de universidades chinesas.

O fato é que constatamos que existe sim uma situação de controvérsias de narrativas, especificamente entre o jornal estadunidense e Chinês, referente a esta situação, nós podemos levantar o questionamento de que o jornal The New York Times talvez consiga emitir uma opinião que é parcialmente aceita pela imprensa internacional, claro que para afirmar esta declaração com todo a certeza teríamos que realizar um trabalho jornalístico de maior peso, mas pelo fato do The New York Times, ser um jornal de escala nacional e reconhecimento global, além de pertencer a potência hegemônica, podemos sim creditar esta possibilidade como verdadeira, a similaridade entre o jornal estadunidense e sul-coreano, poderia ser usado como exemplo desta possibilidade. O segundo ponto é que constatamos um antagonismo entre o jornal estadunidense e sul-coreano e o chinês Diário do Povo, mas o ponto que queremos comentar é que o posicionamento chinês adotado acerca do teste nuclear é um padrão comum utilizado pela política externa chinesa. A China nos últimos anos, tem aplicado um discurso coeso e muitas vezes parelho com a opinião internacional, isto se repetiu em alguns pontos no teste nuclear de 2013.

Escrevendo agora especificamente da cúpula realizada em Cingapura, que reuniu o líder Donald Trump e Kim Jong-Un, o jornal The New York Times celebrou o passo dado, mas colocou ressalvas referente ao acordo firmado, o jornal em geral expressou sua opinião de que o encontro parecia mais encenação do que uma resolução propriamente dita, o jornal

faz críticas diretas ao presidente Donald Trump e a falta de detalhes do acordo. O diário do povo apresentou um posicionamento parecido com o jornal norte-americano, o mesma falta de metas no acordo também é citado no jornal, mas diferente do The New York Times, o diário do povo em uma das suas matérias, elencou o papel que os Estados Unidos devem desempenhar no acordo, segundo o jornal os norte-americanos teriam que fornecer uma segurança internacional para a Coreia do Norte, já o jornal Chosun Ilbo demostrou uma opinião parelha com o The New York times e o Asahi Shimbum, ao longo das matérias sul- coreanas é expressado um sentimento de dúvida, isso se deve principalmente ao fato que haja um enfraquecimento das sanções chinesas, favorecendo a continuação do programa nuclear. Por fim, o jornal japonês Asahi Shimbum, por meio do seu conteúdo editorial se mostrou animado com possível desfecho positivo, o que se pode notar é o incentivo que o editorial da para a possibilidade que tenha o restabelecimento de laços diplomáticos com a Coreia do Norte.

No modo geral, referente ao evento de 2018, todos os 4 jornais expressaram um posicionamento relativamente otimista sobre a iniciativa de ambos os presidentes, mas a uma serie de ressalvas, principalmente nos resultados alcançados com esse encontro, relativo a isto, The new York Times, Chosun Ilbo e Diário do povo escreveram matérias a respeito. Referente ao papel midiático o The New York Times, em questão, foi o que mais esboçou uma opinião crítica, principalmente, sobre a atuação do presidente Donald Trump.

Mas no todo, enfatizamos o teste nuclear de 2013 como sendo o mais conflituoso, o jornal diário do povo da China, demonstrou uma oposição contraria as matérias apresentadas pelo The New York Times e o Chosun Ilbo, gerando assim um conflito de narrativas e visões diferentes sobre o mesmo fato.

Percebemos então, que pelas notícias analisadas, há uma grande similaridade entre o jornal norte-americano e o sul-coreano, é de menor grau com o japonês Asahi Shimbum, por vez, o jornal Diário do povo mostrou que discorda de alguns pontos levantados nos outros três jornais apresentados.

No transcorrer do capítulo 4, analisamos que entre 2013 e 2018, o que ocorreu foi o sucesso do desenvolvimento do programa nuclear da Coreia do Norte, o relacionamento com a China e a já estabelecida filosofia Juche (ver subtópico 3.1) mais a soma de um ter um alvo histórico (Estados Unidos) deram a Coreia do Norte os elementos necessários para legitimar a criação do programa nuclear.

Referente à cúpula deste ano, temos a opinião de que o único vencedor foi Kim Jong- Un. Afirmamos isto pelo fato de que Kim, conseguiu aquilo que seu avô e seu pai não conseguiram, uma reunião presencial com um presidente dos Estados Unidos.

O fato é que por meio da análise, verificamos que há divergências entres os jornais aqui analisados, principalmente entre o jornal Diário do Povo e o The New York Times, o jornal sul-coreano Chosun Ilbo se coloca mais pró-estadunidense, seguindo assim as diretrizes da política externa adotada pela Coreia do Sul. Entretanto, vemos o jornal japonês Asahi Shimbum, mais comprometido com o estabelecimento de uma política de vizinhança amigável com a Coreia do Norte, apresentando assim matérias mais imparciais.

Por fim, analiso que a Coreia do Norte, através da cúpula, está se encaminhando para se tornar um Estado com poder nuclear a sua disposição, desta forma ele deixa de ser um pequeno Estado do extremo oriente e se configurara no futuro como membro de um seleto grupo de potências com armamento nuclear.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A pesquisa aqui produzida teve como intuito demonstrar como a problemática Coreia do Norte é mais ampla do que imaginávamos, ao longo do trabalho foi abordado todo o contexto histórico que está presente na criação do Estado norte-coreano. Percebemos por meio de estudos bibliográficos, a extensiva influência que a península coreana (chamada ilha ermitão) teve ao longo dos séculos, indo de China a Japão no período feudal, a interferência estadunidense e Soviética durante a guerra fria. Através de uma extensa pesquisa conseguimos cumprir o primeiro objetivo de analisar todo o contexto histórico da região do extremo oriente.

No segundo objetivo, reconstruímos os acontecimentos que proporcionaram a formação da Coreia do Norte como Estado, logo após o fim da segunda guerra mundial. Posteriormente, prosseguimos para a reconstrução da península coreana no pós-guerra (1950- 1953). Analisamos a atuação sul e norte-coreana na guerra fria e apresentamos o contexto que propiciou a criação do programa nuclear norte-coreano. No geral, concluímos assim, o segundo objetivo cobrindo toda uma linha histórica que percorria a formação da Coreia do Norte até o Imbróglio com os Estados Unidos no século XXI.

O último objetivo se mostrou o mais interessante, pois nos deu uma direção de como a opinião pública dos Estados Unidos, Japão, China e Coreia do Sul é formada, para tal feito escolhemos dois determinados eventos e coletamos matérias de quatro jornais dos países citados acima. E como se era previsto, percebemos discordâncias entre os jornais, em especial o Diário do povo da China e The New York Times dos Estados Unidos. A principal diferença que foi registrada neste trabalho se refere ao modo que a China se posiciona em relação a Coreia do Norte, como foi demonstrado (capitulo 5) o The New York Times faz duras críticas ao modo que o governo chinês se relaciona com os norte-coreanos, principalmente, a ineficácia da China em travar o avanço nuclear. Em contrapartida, o jornal Diário do Povo encarna a posição de defensor do governo chinês, apontando os pontos positivos das medidas tomadas perante a Coreia do Norte.

O jornal sul-coreano, em particular, manifestou um posicionamento extremamente semelhante aquele adotado pelo The New York Times, já o Asahi Shimbum do Japão nos apresentou uma abordagem pró-estadunidense, mais particularmente independente, o jornal em algumas ocasiões emitia declarações que tinham como intuito incentivar a aproximação entre Japão e Coreia do Norte.

Ao decorrer deste trabalho, expomos que a situação da Coreia do Norte é muito profunda e complexa, devemos abordar este assunto com um certo grau de opinião crítica, pois há no extremo oriente um sistema de segurança sustentado por pilares, sendo um deles a península coreana. O fato do futuro estabelecimento de um Estado que está em pleno desenvolvimento nuclear na região (Coreia do Norte) poderia ocasionar um desequilíbrio de poder, até mesmo uma corrida armamentista entre Japão, Coreia do Sul e Coreia do Norte, situação está que seria incômoda para China e Estados Unidos. Em relação a imprensa, percebemos que há uma diferença nítida de narrativa sobre os mesmos eventos.

Por fim, percebemos que o posicionamento dos jornais aqui apresentados se assemelha em alguns pontos os posicionamentos político-históricos dos seus respectivos países.

REFERÊNCIAS

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