• Nenhum resultado encontrado

Após o estudo detalhado do sistema atualmente utilizado nas empresas de beneficiamento com o sistema mecanizado proposto, vamos obter as seguintes vantagens:

- Diminuição no número de pessoas envolvidas nas operações; onde se utilizavam em média, três pessoas, agora se faz necessário apenas um operador para o equipamento.

- Diminuição entre uma a duas etapas nos processos até a chegada da madeira em frente a caldeira, pois no sistema proposto, a madeira que é transportada até a caldeira pode ser retirada desta carreta direto para a caldeira, eliminando assim, uma descarga do volume de madeira.

- Drástica diminuição nos riscos operacionais gerados devido aos movimentos repetitivos e queda do funcionário, pois com a utilização do equipamento o funcionário não precisa subir sobre a carga e realizar o empilhamento manual.

Além da diminuição no número de pessoas envolvidas no processo, temos um ganho aproximado de 46% em todo o tempo envolvido para a realização do ciclo total até a madeira, até esta ficar a disposição do funcionário que vai colocar a madeira para no secador/caldeira.

Este resultado levando em conta a utilização de um operador para a grua florestal, no lugar do trabalho manual de 3 pessoas.

Esta diferença é possível de ser visualizada mais claramente no gráfico abaixo.

Figura 45 - Tempo de execução do ciclo.

CONCLUSÃO

Para se obter o melhor resultado em um processo ou em qualquer projeto, é importante avaliar vários conceitos e princípios envolvidos na operação. No estudo apresentado, foi avaliado a logística no processo de movimentação das madeiras, pois a mesma vem se tornando, ao longo dos anos, um diferencial competitivo entre as empresas.

Dentro deste contexto, é fundamental utilizar cada ferramenta disponível da melhor maneira possível. Tomando como base a movimentação de materiais, qualquer ganho que se tenha, por menor que seja, pode ser considerado no produto final. Os benefícios da otimização das operações de movimentação trazem produtividade, segurança, redução de custos, entre outros. Para isto, os equipamentos desenvolvidos pelas empresas, mesmo sendo específicos para cada tipo de carga, agregam bastante valor às operações, pois proporcionam melhor aproveitamento de espaços e investimentos, sem desperdícios e garantindo uma maior segurança.

Os resultados obtidos neste trabalho foram totalmente satisfatórios, pois o processo foi melhorado, e ficou comprovada a redução da necessidade de funcionários, bem como a diminuição nos tempos na realização da tarefa.

Foram utilizados nesse estudo vários conceitos apresentados na ferramenta de MFV e como eles podem ser usados em qualquer empresa, não importando o ramo de atuação. Também foi possível observar no desenvolvimento do trabalho que as teorias, conceitos e conclusões nos livros e manuais de MFV estão corretos. O MFV se mostrou uma ferramenta muito eficaz na eliminação dos desperdícios, na melhoria dos fluxos de informação e materiais e na melhora da velocidade de atendimento ao que o processo foi proposto.

Nota-se que a mão de obra se torna mais cara e a qualidade de vida é priorizada. Portanto, a utilização destas soluções só traz benefícios para os empregadores, que aproveitam melhor seus investimentos, bem como para os funcionários que contam com o auxílio da mecanização do processo, que resulta em mais agilidade e mais segurança.

REFERÊNCIAS

BALLOU, Ronald H, Logística Empresarial, São Paulo, Atlas: 1995.

BALLOU, Ronald H., Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos, 4ª Ed. Porto Alegre, Bookman: 2001.

BALLOU, Ronald H., Logística empresarial: transportes, administração de

materiais e distribuição física, São Paulo, Atlas: 1993.

BOWERSOX, Donald J.; CLOSS, David J., Logistical management: the integrated

supply chain process, New York, McGraw-Hill: 1996.

CHING, Hong Yuh, Gestão de estoques na cadeia logística integrada – Supply

Chain, São Paulo, Atlas: 1999.

CHRISTOPHER, Martin, Logística e Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos,

Estratégia para a redução de custos e melhoria dos serviços, São Paulo,

Pioneira: 1992.

COUNCIL OF LOGISTICS MANAGEMENT (CLM) 1994, disponível na Internet http://www.clm1.org/, acessado em Novembro de 2012.

DAGANZO, Carlos F., Logistics systems analysis: Lecture notes in economics

and mathematical systems, Berlin, Sringer-Verlag: 1991.

FERRO, José Roberto. A essência da ferramenta “MAPEAMENTO DE FLUXO DE

VALOR”. São Paulo: Lean Institute Brasil, 2011.

GELATTI, Isaías C. B. OEE – Eficiência global dos equipamentos: Utilização do

método para análise da real produtividade de equipamentos. TCC. Unijui.

Panambi, 2012.

GUIMARÃES, Gil E.; PASQUALINI, Fernanda; ZAMBERLAN, Luciano;

SIEDENBERG, Dieter R. Mapeamento do fluxo de valor em uma empresa de

pequeno porte brasileira. Artigo. VII SIMPÓSIO DE SISTEMAS DE

INFORMAÇÃO E ENGENHARIA DE PRODUÇÃO. João Monlevade, 2010. HALL, Randolph W., Research opportunities in logistics. Transportation

Research, Vol 19, 1985.

KOSAKA, Gilberto. Lead Time. Disponível em:

<http://lean.org.br/colunas/13/Gilberto- Kosaka.aspx>. Acessado em: 11/06/2013. LAMBERT, DOUGLAS M., STOCK, JAMES R., VANTINE, J. G., Administração

Estratégica da Logística, São Paulo, Editora Vantine Consultoria: 1993.

LASCH, Marcelo H.; MFV- Mapeamento do fluxo de valor: Utilização do Método

de Mapeamento do Fluxo de Valor em uma Empresa Metalúrgica. TCC. Unijui.

LOCHER, A. Drew. Value stream mapping for lean development: A how-to guide

for streamlining time to market. New York, CRC Press, 2008.

MACDONAGH, P. M. Avaliação técnico-econômica da extração de Pinus spp.

Utilizando tratores com garra no sul do Brasil. 1994. 156 f. Dissertação

(Mestrado em Engenharia Florestal)–Setor de Ciências Agrárias, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 1994. Planejamento. In: MACHADO, C. C. (Org.). Colheita florestal. Viçosa, MG: UFV, Imprensa Universitária, 2002. 468 p. MALINOVSKI, J. R. Considerações básicas no planejamento da colheita de

madeira. In: CURSO DE ATUALIZAÇÃO SOBRE SISTEMAS DE EXPLORAÇÃO E

TRANSPORTE FLORESTA, 3., 1981, Curitiba. Anais... Curitiba : FUPEF, 1981. p. 93-100.

MALINOVSKI, R. A.; MALINOVSKI; J. R. Evolução dos sistemas de colheita de

Pinus na região sul do Brasil. Curitiba, PR: FUPEF, 1998. 138 p. MALINOVSKI,

R.A.; MALINOVSKI, J. R. Colheita de pinus no Brasil. REMADE, São Paulo, Maio 2003.

MARTINS, G. Petrônio, LAUGENI, Fernando Piero, Administração da Produção. 2 ed. São Paulo: Saraiva, 2005.

MATZIRIS. D. I. & ZOBEL, B. J. - 1973 - Inheritance and correlations of juvenile

characteristics in Loblolly pine (Pinus taeda L.). Silvae genetica, Frankfurt, 22(1):

38-43.

MILAN, Celso Flavio, Operador de Empilhadeira: transporte, movimentação e

armazenagem de cargas, 1.ed., São Paulo, Érica: 2011.

MOURA, R.A., Sistemas e técnicas de movimentação e armazenagem de

materiais, 3 ed., São Paulo, IMAN: 1983.

MULLER, Maiquel S,; LASCH, Marcelo H,; TAFFAREL, Lucas F,; BECHERT, Tobias. Mapeamento de fluxo de valor: Conjunto soldado pedal. Graduação. Unijui. Panambi, 2013.

NASH, A. Mark, POLING,R. Sheila. Mapping the total value stream: A

comprehensive guide for production and transactional processes. New York.

CRC Press, 2008.

NOVAES, Antonio Galvão, Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição:

estratégia, operação e avaliação, Rio de Janeiro, Campus: 2001.

NOVAES, Antônio Galvão, Notas de aula. Disciplina Logística 1, Universidade Federal do Rio Grande do Sul: 1999.

OHNO, Taiichi, O Sistema Toyota de Produção: Além da Produção em Larga

Escala. Trad. Cristina Schumacher. Porto Alegre. Bookman, 1997.

PACCOLA, J. E. Desafios da manutenção mecânica frente às inovações

FLORESTAL, 6., 2003, Belo Horizonte. Anais... Belo Horizonte: UFV; SIF, 2003. p. 267-279.

PASQUALINI, Fernanda. Fluxo de valor na construção de edificações

habitacionais: estudo de caso de uma construtora de Porto Alegre/RS.

Mestrado. Ufergs. Porto Alegre, 2005.

PORTER, M.E., Vantagem competitiva: criando e sustentando um desempenho

superior, Tradução de Elizabeth Maria de Pinho Braga, Rio de Janeiro, Campus:

1992.

ROTHER, Mike, SHOOK, John. Aprendendo a enxergar. 1. Ed. São Paulo. Lean Institute Brasil, 1999.

SIMÕES, Danilo. Avaliação econômica de dois sistemas de colheita florestal

mecanizada de eucalipto. 105 f. Dissertação (Mestrado) - Faculdade de Ciências

Agronômicas, UNESP, Botucatu, 2008

SLACK, Nigel, Administração da Produção, Editora Atlas, São Paulo: 1999. SOLANO Jr., Antonio. Evolução da mecanização: colheita florestal. Nov. 2004. Disponível na internet via URL:

http://www.abimci.com.br/sistadm/arquivos/33/ASolano%20Jr

(CaterpillarBrl%20Serv). pdf. Acessado em 20 de novembro de 2008.

SOUZA, A. P.; MACHADO, C. C.; MINETTI, L. J.; JACOVINE, L. A. G. Colheita e

transporte. Revista da Madeira. Disponível na internet via URL:

http://www.remade.com.br/pt/mad_manejo_item.php?num=3. Acessado em 2 de setembro de 2008.

WOMAK, James P.; JONES, Daniel T.; ROOS, Daniel. A máquina que mudou o

mundo. Rio de Janeiro. Campus, 1992.

WOMAK, P. James, JONES, T. Daniel, A mentalidade enxuta nas empresas lean

thinking: elimine o desperdício e crie riqueza. 10.ed.Rio de Janeiro, Campus,

Documentos relacionados