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COMPETÊNCIAS GERAIS DA BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR 1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos

No documento COMPETÊNCIAS GERAIS E A BNCC (páginas 30-33)

3 COMPETÊNCIAS GERAIS E ORIENTAÇÕES NA BNCC

COMPETÊNCIAS GERAIS DA BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR 1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos

sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.

2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a refl exão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas.

3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversifi cadas da produção artístico-cultural.

4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científi ca, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.

5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, signifi cativa, refl exiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.

6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.

CAMINHADA HISTÓRICA DA CONSTRUÇÃO DA BNCC Capítulo 1

7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confi áveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.

8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas.

9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de confl itos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.

10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, fl exibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.

FONTE: Base Nacional Comum Curricular (2017, p. 9-10)

Na leitura destas competências observamos que estão incutidas aqui todas as necessidades do envolvimento didático das etapas da Educação Básica.

Se buscarmos na legislação, mais precisamente na Lei de Diretrizes e Bases da Educação, nos artigos 32 e 35, verifi camos que o artigo 32 nos apresenta a obrigatoriedade do Ensino Fundamental, com a duração prevista de nove anos, de maneira gratuita na escola pública, tendo seu início aos seis anos de idade e terá por objetivo a formação básica do cidadão. No que tange ao artigo 35, o mesmo trata do Ensino Médio, com duração mínima de três anos e tendo como fi nalidades a consolidação dos conhecimentos adquiridos no Ensino Fundamental e aprimorando-os, como também a preparação para o trabalho e a cidadania do educando; o aperfeiçoamento do educando como pessoa humana, incluindo aqui a ética, a autonomia intelectual e a criticidade, além de buscar a compreensão dos fundamentos científi co-tecnológicos. Encontramos nesses artigos uma linha de pensamento que se insere nas competências; não distante, temos também pesquisas que foram realizadas pelo Centro de Estudos e Pesquisa em Educação que indicam que:

[...] das 16 Unidades da Federação cujos documentos curriculares foram analisados, 10 delas explicitam uma

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visão de ensino por competências, recorrendo aos termos

“competência” e “habilidade” (ou equivalentes, como

“capacidade”, “expectativa de aprendizagem” ou “o que os alunos devem aprender”) (CENPEC, 2015, p. 75).

Esse fato ocorre, de acordo com o que se expressa na Base Nacional Comum Curricular (2017), por esses profi ssionais terem como base os PCNs – Parâmetros Curriculares Nacionais, que trazem em suas páginas a denominação de competências, a qual já se encontra inserida no contexto curricular nacional das escolas.

Quando apresentamos os objetivos da ONU, não é por acaso, pois outras organizações, como a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), tem por objetivo atuar na organização não apenas no setor econômico, como também na saúde, educação, ambiental e a geração de empregos de muitos países, entre eles o Brasil, o qual faz parte. Esta organização coordena também:

[...] o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA, na sigla em inglês) e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO, na sigla em inglês), que instituiu o Laboratório Latino-americano de Avaliação da Qualidade da Educação para a América Latina (LLECE, na sigla em espanhol) (BRASIL, BNCC, 2017, p. 13).

Esses programas desenvolvidos pela ONU (Organização das Nações Unidas) possuem como objetivo:

PISA – Programa Internacional de Avaliação de Alunos: produzir indicadores que contribuam para a discussão da qualidade da educação nos países participantes, de modo a subsidiar políticas de melhoria do ensino básico.

A avaliação procura verifi car até que ponto as escolas de cada país participante estão preparando seus jovens para exercer o papel de cidadãos na sociedade contemporânea. (<http://portal.inep.gov.br/pisa>. Acesso em: 19 nov. 2018).

Essas avaliações buscam verifi car se o educando, aos 15 anos de idade, possui condições de levar os conhecimentos para seu cotidiano e sua aplicabilidade nesta idade por estar próximo ao fi nal de sua formação básica.

Os dados apresentados pelo OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico - fi cam assim expressos, quando se trata do programa PISA, que se realiza a cada três anos. Os dados a seguir são relativos ao relatório da OCDE enviado para nosso país, após análise dos dados.

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FIGURA 8 – ORGANIZAÇÃO PARA A COOPERAÇÃO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

FONTE: <http://forumcompetitividade.org/wp-content/

uploads/2014/10/OECD.jpg>. Acesso em: 19 nov. 2018.

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