UPLINK NÃO COOPERATIVO
Algoritmo 4.5: Algoritmo TIPSA-EE.
4.2.5 Complexidade dos Algoritmos Propostos
A complexidade do algoritmo SIPA-EE é determinada pelas etapas: a) determinação da melhor MS para cada subportadora, linha 3; b) cálculo de q, linha 5; e c) execução do procedimento WF, linha 9.
Para o item a), a complexidade é da ordem de O(KN ), afinal comparam-se K ganhos de canal por subportadora e existem N subportadoras no sistema. Para o item b), a complexidade também é da ordem de O(KN ), dado que o cômputo de q envolve dois somatórios em K e N com um número constante de multiplicações reais em cada com- ponente do somatório, além de uma divisão real e KN cômputos de logaritmos. Para o item c), a complexidade do algoritmo WF é da ordem de O(N log(N )) [125], e ocorre quando uma única MS aloca todas as subportadoras disponíveis. Porém, quando apenas uma MS aloca todas as subportadoras, o algoritmo WF é executado uma única vez, dado que apenas uma MS possui potência alocada não nula. Em geral, o algoritmo WF é executado para apenas algumas poucas MSs com um número significativamente grande de subportadoras, considerando os parâmetros testados, conforme discutido na seção de resultados numéricos. Com tais considerações, afirma-se aqui que a complexidade do item c) é da ordem de O(N log(N )), e a complexidade do algoritmo SIPA-EE é, portanto, da ordem de O(KN + N log(N )).
Para o algoritmo TIPSA-EE, os procedimentos que contribuem para o incremento de complexidade computacional são: a) O algoritmo SIPA-EE, linha 1; b) As execuções do Algoritmo 4.2, linhas 3, 12 e 20, cuja complexidade é da ordem de O(KN ) [34]; e c) As execuções do Algoritmo 4.3, linhas 5 e 22.
Em relação ao Algoritmo 4.3, o procedimento na linha 4 tem complexidade da ordem de O(N log(N )), enquanto que a linha 6 possui complexidade da ordem de O(KN ). Porém, a linha 4 está inserida em um laço foreach que pode ser executado para todas as K MSs, o que pode resultar em uma complexidade de pior caso da ordem de O(KN log(N )).
Apesar da possibilidade, tal cenário de pior caso é bastante improvável, pois quando um grande número de MSs possuem subportadoras alocadas:
i) Um grande número de MSs possuem poucas subportadoras, e apenas algumas pou- cas dessas MSs violam a restrição de potência máxima, ou;
ii) As subportadoras estão bem distribuídas entre as MSs, e a probabilidade de todas elas alocarem mais potência que pmax
k é baixa.
O laço foreach está inserido em um laço while cuja contagem de repetições é difícil de ser estimada em termos de K e N , porém afirma-se aqui que tal número é bastante inferior a K e N . Para corroborar as afirmações sobre o número de execuções dos laços foreach e while associados à linha 4, o número de execuções de ambos os laços será analisado. Com os argumentos e afirmações apresentados, define-se que a complexidade do Algoritmo 4.3, e consequentemente do algoritmo TIPSA-EE, é da ordem de O(KN + N log(N )) para cenários práticos.
Para o algoritmo DKB+LDD-EE, a complexidade é dominada pelo algoritmo TIPSA- EE e pelo Algoritmo 4.2, cuja complexidade é da ordem de O(KN ) [34] e é executado a cada iteração dual. Dado que afirma-se que a complexidade do algoritmo TIPSA-EE é da ordem de O(KN + N log(N )), será investigada também a complexidade do algoritmo DKB+LDD-EE em cenários práticos. Nesses cenários, percebe-se que a complexidade computacional é dominada pela execução do Algoritmo 4.2, isto é, é da ordem de O(KN ).
4.3
Resultados Numéricos
Para avaliar a EE atingida pelo algoritmo ótimo DKB+LDD-EE e pelos algoritmos sub- ótimos SIPA-EE e TIPSA-EE, são analisadas 104 realizações de canal, representando
posições geográficas aleatórias das MSs distribuídas no interior da célula. As MSs foram posicionados de modo aleatório na célula, segundo uma distribuição uniforme da distância entre MS e BS e também uniforme do ângulo em relação à BS3. A amplitude dos coeficien- tes de desvanecimento rápido para todas as MSs é modelada utilizando uma distribuição de Rayleigh com média unitária, gerada por uma distribuição complexa Gaussiana com média nula e variância de q2/π por dimensão4.
A perda de percurso é baseada no modelo WINNER C2, que é apresentado no Apên- dice D.1. Para modelar a existência ou não de linha de visada (LoS), utiliza-se a probabi- lidade de LoS do modelo WINNER C2 para gerar uma variável aleatória do tipo binomial para cada MS, que define a condição de propagação. A não ser que sejam explicitamente modificados, os demais parâmetros de simulação são apresentados na Tabela 4.1.
3 Como não há setorização ou utilização de RSs, o ângulo não influi nos resultados.
4 Mesmo nos casos em que o modelo de perda de percurso prevê a existência de uma linha de visada,
4.3. Resultados Numéricos 81
Tabela 4.1 – Parâmetros de simulação
Parâmetro Valor
Sistema de comunicação
Número de subportadoras (N ) [256, 512, 1024, 2048] Número de MSs (K) [30, 60, 90, 120] Largura de banda das subportadoras (w) 12 kHz
Raio da macro-célula (R) 750 m
PSD do ruído AWGN (No) −174 dBm/Hz
Proporção de bits de informação (`k,n) 0.8
MS
Potência máxima por MS (pmaxk ) 200 mW Potência de circuitaria (pck) 100 mW
Máxima BER tolerada (berk) 10−3
Ineficiência do amplificador de potência (%k) 4
Perda de percurso
Frequência da portadora (fc) 2 GHz
Altura da antena da BS (hBS) 25 m
Altura da antena da MS (hMS) 1.5 m
DKB e LDD
Erro máximo para convergência (DKB) (εmax
dkb ) 10
−8
Erro máximo para convergência (LDD) (εmax
ldd ) 10 −8 Limite de iterações (DKB) (Ndkbit ) 50 Limite de iterações (LDD) (Nit ldd) 100 Fonte: o autor
Os resultados numéricos foram gerados tendo em vista a análise dos seguintes aspectos da alocação de potência e subportadoras em OFDMA uplink: a) Otimização da variável de atualização φ, para acelerar a convergência; b) Validação do algoritmo DKB+LDD-EE; c) Comparação da EE alcançada pelos algoritmos DKB+LDD-EE, SIPA-EE e TIPSA-EE; e d) Análise da EE em relação a diversos valores de pmaxk .