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Ao abordar a tese de doutorado que tem por título “a diversidade sociocultural em âmbito da formação de professores: o caso da Universidade do Estado da Bahia (UNEB)”, uma questão se apresenta como imperativa para mim, a saber, a compreensão tanto semântica como epistemológica da categoria principal desse estudo: a diversidade sociocultural. É importante entender a abrangência do termo em questão, no seu significado e no valor científico e perceber a plasticidade ao tratar o referido marco. Em função disso é que doravante é dedicado um espaço para essa discussão.

Essa proposta se cumpre no sentido de referendar, no nível do marco teórico, a definição do termo utilizado largamente nessa tese, o qual é "diversidade sociocultural" e esboçá-lo eticamente desde os descritores da democracia e inclusão social proposto acima.

Categorias derivantes das utilizadas acima são desdobradas aqui, a exemplo: da relação entre diversidade e diferença; da distinção entre diversidade cultural e diversidade sociocultural; do tratamento da diversidade na política; dos conceitos de multiculturalismo, altermundialismo, mestiçagem e interculturalidade.

fazê-lo a partir da relação entre diversidade e diferença. Em princípio, é importante explicitar que o conceito de diferença é muito bem acolhido nas ciências, já que elas...

[…] colocaram o conceito de diferença no centro de suas epistemologias, demonstraram que nem a evolução humana, nem o pensamento, nem o sentido são concebíveis sem a diferença, a mistura, os efeitos combinatórios que só a diferença torna possíveis […]. (SERNPRÍNI, 1999 p.158)

Depois, a perspectiva acima o sentido da existência e da evolução humana não são concebíveis sem a diferença. Pude perceber que a diferença é um conceito sem o qual se torna impossível o crescimento e a evolução do homem. Em se tratando da discussão sobre sociedade e cultura, pode-se inferir que até algum tempo atrás o olhar sobre estas estava marcado pela linearidade e semelhança, se seja, em conformidade como um suposto traço de avanço e de progresso. No entanto, está hoje está posto que a diversidade de contínuo antecipa a igualdade. No dizer de Sernpríni a homogeneidade “… não pode ser obtida senão por

"redução", por simplificação do complexo, por eliminação da diferença...” (1999, p.158).

Evidencias histórica comprovam haver uma oposição e resistência capital de acolher a diferença

[…] O gerenciamento da diferença não é um problema exclusivamente ocidental. A história demonstra que as pequenas comunidades pré-industriais, as sociedades de caráter étnico e à força as diferentes formas de totalitarismo, demonstram existir uma dificuldade básica de aceitar a diferença […].

(SERNPRÍNI, 1999 p.157)

Então, conduzir a diferença é, em realidade, uma demanda da sociedade atual em função do enfrentamento diferenciado dado à questão. Para compreender como se apresenta o tratamento à questão da diversidade sociocultural, é essencial considerar a importância e a legitimidade que a noção de diferença foi construída no ocidente. É entendimento corrente de que a diferença se constitui binômio da igualdade, no entanto, sugiro aqui outro entendimento:

o de que o binômio que se circunscreve nesse contexto é o da “igualdade / desigualdade”; não da “igualdade / diferença”.

[…] A solução consistiu, essencialmente em "diluir" a noção de diferença nesta igualdade. (...). Aos olhos de alguns, todavia, jamais houve real equidade nesse pacto, e a igualdade cívica nunca foi desfrutada por todos igualmente.

Surgiu outra forma de diferença, a da desigualdade […]. (SERNPRÍNI, 1999 p.157)

A sociedade que ora se apresenta traz características e desafios que são basilares à sua constituição, a exemplo da compreensão real do sentido dos termos ‘igualdade e diferença’ e da desmistificação destes como correlatos à tensão ‘igualdade e desigualdade’. Durante muito

de valores presentes em um dos estados excluía o outro.

Esta relação se fez, por vezes, tão íntima, a ponto se acreditar que uma dissolução tenderia a borrar a configuração dos conceitos nelas inscritos. Expressões que demonstram um estado / qualidade de coisas: conectado / desconectado, aberto-fechado, acesso-apagado etc...

Aqui segue outras expressões que experimentam um estado de valores que as qualificam12: abono-desabono, aceitação-condenação, Acordo-desacordo, prazer-desprazer, aprovação-desaprovação, concordância - discordância, conformidade - não conformidade, permissão – negação, ratificação - refutação. É imprescindível compreender as características dos termos

‘igualdade e diferença’ e a empreender a diferença da circunscrição do binômio “igualdade e desigualdade” como princípio fundante das relações estabelecidas no espaço social.

Para compreender as características dos termos ‘igualdade e diferença’ é importante registrar que, desde a perspectiva do mundo contemporâneo, essa relação não se constitui binômio. Pensar no termo igualdade é refletir sobre identidade, paridade, parecença, afinidade, relação, semelhança, analogia; ao passo que pensar sobre o termo diferença vai implicar em ponderar acerca de diversidade, distinção, heterogeneidade, variedade. Nota aqui que são termos antônimos, mas não antagônicos ou excludentes, haja vista que a própria heterogeneidade ou diversidade é composta de identidades.

Entendo que igualdade/diferença não se constituem binômios. Em princípio, eles são antônimos, forças contrárias, mas não necessariamente excludentes um do outro, e, por isso mesmo, se relacionam a partir do diálogo que pode existir na própria contradição das suas ideias. Sendo assim, posso afirmar que a natureza que permeia a relação “igualdade / diferença” não é binômica e sim dialética.

Esta ideia da dialética ganha força se a compreendemos a partir do paradigma da complexidade, que lida com conceitos de interação e propõe a perspectiva da influência mútua, “parte de fenômenos, ao mesmo tempo, complementares, concorrentes e antagonistas, respeita as coerências diversas que se unem em dialógicas e polilógicas e, com isso, enfrenta a contradição por várias vias”. (Morin, 2000, p. 387). Ao prescindir dos conceitos arraigados na polaridade, possibilita o enfrentamento ao atual contexto global que “traduz-se pela incerteza”

(MORIN, 2000, p. 200).

E assim está à relação “igualdade / diferença”, enquanto dialética, e, portanto complexa. Encontra-se tecida conjuntamente, o que admite dualidade, no entanto, implica em unidade. Segundo Morin (2001) tornando-se inseparáveis, constitutivos de um todo, gerados

12 Essa afirmação está em: Lago, A.C.C. “Notas sobre equidade”. 2011. Prelo.

cada um precisando do outro para se constituir cada um inseparável do outro, cada um complementar do outro, sendo antagônico ao outro” (MORIN, 2000, p. 204). O que é interessante observar é que Morin firma o antagonismo e a contradição como elementos basilares à complexidade.

E dito isto, trato aqui de trazer uma discussão basilar para transitar na atual sociedade, a saber, a reivindicação de um conceito que enfrente o desafio de superar a mentalidade binômica e avançar a uma totalidade complexa. Pois, como sinalizam Folgueiras, Massot &

Sabariego (2008).

Las transformaciones de nuestra sociedad nos exigen un concepto de ciudadanía que afronte el reto de la inclusión frente a la exclusión, de la diversidad frente a la homogeneidad, de la paridad frente a la exclusividad, de los derechos frente a los privilegios, y de la participación frente al pasotismo (2008, p. 21).

Justamente na dialética da “igualdade/diferença” que está sustentada a abrangência do termo diversidade sociocultural – termo largamente utilizado nessa tese – no que se refere ao seu significado e no valor científico. Inicialmente, busco apresentar aqui cinco formas de tratamento empregado à discussão da “igualdade/diferença” nas sociedades plurais, a saber, o multiculturalismo, o altermundialismo, a mestiçagem, a interculturalidade e a diversidade sociocultural. Pretendo construir aqui um quadro referencial com as concepções e características relevantes dos quatro primeiros termos que retratam o marco

“igualdade/diferença”.

Multiculturalismo13

A ideia de multiculturalismo traz em sua concepção a não institucionalização das minorias que se agregam e comunidades pós-migratórias, e frutos de expulsões e exílios anteriores;

Prioriza a dimensão cultural - baseadas em um sistema de valores compartilhados pelos membros desse grupo, que seguem um estilo de vida válido para o grupo em questão.

O nascimento dessa compreensão vem como uma resposta aos desafios do ajuste da “unidade e diversidade”.

O multiculturalismo possui três abordagens básicas:

1. O multiculturalismo assimilacionista.

2. O multiculturalismo diferencialista ou monoculturalismo plural.

3. O multiculturalismo interativo ou interculturalidade.

Ressalta o mosaico de particulares que interfere na condução igualmente da proposta de uma democracia baseada no consenso e na participação, sendo que esta minimiza o peso da maioria.

Para compreender o espaço multicultural é importante considerar:

1. Os interesses e motivações individuais (realização pessoal e subjetividade), 2. Os elementos do contexto cultural (valores e estilos de vida privada) 3. As exigências identitárias (necessidade de reconhecimento e afirmação)

Altermundialismo14

multiculturalismo.

Igual ao multiculturalismo, o altermundialismo também nasceu da resposta aos desafios da adaptação da “unidade e diversidade”, favorecendo uma articulação das diversidades n sentido de combater a homogeneização crescente.

Assim como os multiculturalistas, os alermundialistas anunciam que a diversidade cultural é um enriquecimento e não uma perda.

Outra ideia compartilhada com o multiculturalismo é reconhecer o fato de que existem diversas culturas distintas que devem ser respeitadas em sua integralidade.

O campo de debate do movimento altermundialista integra igualmente a dimensão Identitária, no se limitando apenas no campo socioeconômico.

Refere-se à criação de espaços onde se podem expressar e debater acerca das diferenças e desacordos para potenciar uma terceira via.

Mestiçagem15

A ideia de mestiçagem é polo oposto à hipótese multiculturalista absoluta, considerada pelos estudiosos algo tão absurdo quanto à homogeneidade cultural de uma sociedade.

É favorável e necessário ao chamado espírito democrático o incentivo para a mescla de culturas.

O nascimento da mestiçagem se dá no nível individual, em que cada qual se vale do direito de construir-se na mescla de aportes culturais...

Quadro 01: Quadro referencial das concepções e características relevantes dos termos do marco “igualdade/diferença” I Fonte: acervo da própria autora

Como dito anteriormente, a ideia de construir o quadro referencial das concepções e características relevantes das variações do marco “igualdade/diferença” atende à necessidade de repassar os conceitos que são muitas vezes utilizados nas discussões dos temas da contemporaneidade. Ainda apresento em destaque as concepções e características relevantes do termo da diversidade sociocultural, que também compõe o citado marco. Essa ênfase se dá para justificar a escolha do termo “diversidade sociocultural” utilizado nessa tese.

Interculturalidade16

A ideia de interculturalidade advém do multiculturalismo.

A interculturalidade é:

Um processo da comunicação e aprendizagem entre culturas, é um intercâmbio e é um espaço de negociação.

É um espaço de tradução do binômio “igualdade/desigualdade” sociais, econômicas e políticas.

É uma tarefa social e política que afeta a toda sociedade É uma meta a alcançar.

É Fato e situa a diferenças em camadas: de classe, de raça, de gênero e, como alongamento destes, de nações.

No conceito de interculturalidade é central a reconstrução de um pensamento crítico, por que:

1. É pensado desde a experiência vivida da colonialidade.

2. Reflete um pensamento não baseado nos legados eurocêntricos ou da Modernidade.

3. Tem sua origem na retomada geopolítica sulista.

A interculturalidade:

Defende o diálogo entre os diferentes grupos sociais e culturais promover o reconhecimento do “outro”.

Busca desenvolver um novo sentido na diferença criando em condições de respeito, legitimidade mútua, simetria e igualdade.

Exige o reconhecimento recíproco ao mesmo tempo em que criam alguns valores comuns que penetram a malha social e as atuações dos grupos.

Exige um conjunto de conhecimentos, de habilidades, valores e atitudes que conformam uma maneira de ser e atuar própria de quem leva a cabo uma atuação cidadã que responde aos desafios que tem sido levantado atualmente na sociedade.

Exige a participação em projetos comuns de convivência social que favorecem um conceito mais inclusivo de cidadania.

14 Utilizo as referências de Wieviorka (2004), Touraine (2005).

15 Utilizo as referências de Wieviorka (2004), Touraine (2005).

16 Utilizo as referências de Freire (1993) Walsh (2005), Candau (2008), Cabrera (2002), Folgueiras, Massot &

Sabariego (2008).

Diversidade sociocultural17

referencia, de valores adotados pelo sistema. Há uma correlação de forças permanente: o centro é compelido a realimentar a sua compreensão de sistema, e os grupos periféricos buscam estabelecer suas ideias.

O nascimento dessa compreensão aponta para um espaço social coextensivo de indivíduos e grupos, onde as significações e os valores circulantes modelam as identidades e os modos de pertencimento e posição.

Para compreender o espaço sociocultural é necessário reposicionar a visão que se tem da sociedade. No modelo tradicional a visão da relação entre grupos sociais é vertical, no modelo sociocultural a visão se horizontaliza. Essa perspectiva muda a forma como os conceitos são atribuídos: de ascensão (de baixo para cima) a destocamento e aproximação (da periferia ao centro). O acesso ao espaço cultural se dá por inclusão, em uma lógica de integração, a partir da adoção progressiva dos valores e condutas típicos do centro do sistema.

A respeito dos grupos sociais podemos dizer que no modelo sociocultural a definição das entidades - grupos, movimentos, indivíduos - que habitam o espaço sociocultural torna-se imprevisível. As variáveis como étnicas, raciais, religiosas, sexuais, culturais são as atuais definidoras da formação dos grupos, que pode alternar entre temporária e/ou definitiva, o sentido de pertencimento dos indivíduos nos grupos.

Quadro 02: Quadro referencial das concepções e características relevantes dos termos do marco “igualdade/diferença” II Fonte: acervo da própria autora

Touraine abre a discussão fazendo uma reflexão de como as analises de cunho político / social, que eram referencias para compreender o mundo, estão perdendo força para um novo paradigma: a análise de cunho cultural. Ele chama a atenção para o fato de que novos eventos, novos conflitos, novos atores e novas representações têm afetado o olhar do homem sobre a vida social, sendo, portanto, fundamental discutir a partir dessas novas categorias:

[…]Tenemos, pues, necesidad de un nuevo paradigma; no podemos volver al paradigma político, fundamentalmente porque los problemas culturales han adquirido tal importancia que el pensamiento social debe organizarse en torno a ellos. Debemos situamos en ese nuevo paradigma para ser capaces de nombrar los nuevos actores y los nuevos conflictos, las representaciones del yo y de las colectividades que descubre la nueva mirada que hace aparecer ante nuestros ojos un paisaje nuevo […]. (TOURAINE, 2005: p.13)

Abrir espaço para a consideração de um novo paradigma de análise da sociedade, fruto do acolhimento das identidades e do anseio de reconhecimento das especificidades de indivíduos e grupos tem sido a tônica das sociedades atuais, pois “assistimos à decomposição do ‘social’. A análise da realidade social em termos propriamente sociais respondia ao universo ‘político’ que nos dominou durante um longo período” (Touraine, 2005: p.29 [tradução nossa]). O que o autor chama de decomposição do “social”, que ao seu olhar gerou um mundo mais árido, abre espaço para o reconhecimento das identidades e de suas aspirações ao acolhimento das diferenças.

A partir do clamor pelo reconhecimento das identidades, se possibilita a redefinição do espaço social em espaço sociocultural. Esse é o argumento utilizado por Sernpríni: à medida que as interesses individuais vão se alargando o espaço social torna-se sociocultural, segundo o autor, a conceitualização do espaço sociocultural é diferente dos conceitos utilizados tradicionalmente

tipo horizontal, o espaço social é concebido como uma superfície plana, uma extensão com limites incertos e conteúdo indeterminado. A oposição alto-baixo é substituída por uma oposição centro-periferia. [...]. (SERNPRÍNI, 1999 p.118)

No senso comum, há o entendimento da sociedade desde a perspectiva tradicional,

“pensada conforme um modelo dominado por imagens que indicam verticalidade: a pirâmide, a montanha, a escada” (SERNPRÍNI, 1999 p.117). Segundo o autor, estes são símbolos de uma sociedade superposta em camadas ou níveis, definidoras das condições econômicas, sociais ou políticas de cada grupo ou indivíduo. No entendimento do modelo sociocultural a representação é horizontal, a linha ou o contínuo. Ao pensar desde essa perspectiva, encontro outra dinâmica para entender o social.

[...] A dinâmica social muda igualmente de representação. Enquanto no modelo político trata-se de ascensão, aqui se trata de destocamento para zonas menos periféricas; de aproximação do centro. O acesso ao espaço cultural é feito por inclusão, vencendo-se os limites externos do sistema. O avanço para o centro se faz conforme uma lógica de integração, segundo a qual o individuo ou o grupo assumem progressivamente os valores e comportamentos característicos do centro do sistema [...]. (SERNPRÍNI, 1999 p.118)

Nessa dinâmica, observo uma constante adaptação social, no sentido de regular os deslocamentos nesse espaço, entendida como integração, pode ser feito pela assunção dos valores do sistema; antes, essa trajetória pode implicar na perda de alguns valores, não apenas isso, mas na capacidade de carregar alguns valores, originais e essenciais, que certamente afetarão o próprio centro do sistema.

Não se trata de um movimento homogêneo, e sim, heterogêneo. Consequência dessa correlação de forças que é característica na trajetória de sair da periferia e ir ao centro. Se em uma direção está a correlação de forças para o alargamento do espaço público aos grupos sociais e para o direito de participação de novos atores sociais, com culturas e de reivindicações diversa. Evocando o principio da equidade, é fundamental para o espaço sociocultural a levar em consideração das reivindicações de tratamento diferenciado aos indivíduos na sua especificidade, como condição basilar para o tratamento igualitário.

[...] Como responder, então, as exigências de tratamento diferenciado ou de separação que surgem da sociedade civil? Como conciliar o reconhecimento das especificidades com um dos postulados de qualquer democracia liberal, ou seja, o igual tratamento para todos? [...]. (SERNPRÍNI, 1999 p.130)

Nesse contexto é indiscutível o papel da educação, que se constitui como uma promotora das mudanças para a autonomia, para a liberdade, para a democracia, que afirme a

para uma sociedade mais igualitária.

[...] La percepción de la educación como una práctica social comprometida con la construcción de una sociedad más justa e igualitaria, desde la que se combata el fenómeno de la exclusión a la vez que la libertad, identidad y autonomía de sus miembros. Desde esta perspectiva la educación para la ciudadanía supone uno de los retos más importantes que la educación afronta en el nuevo milenio [...]. (CABRERA 2002: 79)

São conceitos ainda tão novos, esses relacionados com a vida democrática, tão discutidos e seguramente, tão difíceis de serem aplicados de forma práticas. Por isso mesmo, quando esses conceitos estão ativos na prática cotidiana das sociedades é porque elas romperam a barreira da correlação de forças das mentalidades antagônicas.

[...] En este complejo contexto hay que situar la preocupación actual por desarrollar un concepto de ciudadanía que afronte el reto de la inclusión frente a la exclusión, de la diversidad frente a la homogeneidad, de la paridad frente a la exclusividad, de los derechos frente a los privilegios, de la participación frente a la inactividad o "pasotismo." Una noción que supere la distinción que con demasiada frecuencia se oye entre "ciudadanos de primera" y "ciudadanos de segunda" [...]. (CABRERA, 2002: 82)

Um dado de reflexão importante diz respeito à recente convivência das pessoas com o sentido da democracia e cidadania para a diversidade, e quanto isso ainda suscita oscilação diante do pensamento antagônico. Aproveitando essa discussão da construção de um novo conceito de sociedade e da incerteza que o homem experimenta ante aos seus valores de abertura, é que se faz pertinente à pergunta de Vásquez (1998) "mas, estao realmente autorizados a tero mais do que aquilo que nós mesmos podeo ensinar aos nossos descendentes no processo de formação cidadã?”.