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Conceitos e Características das Tomografias Computadorizadas de

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2 REVISÃO DA LITERATURA

2.4 TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA DE FEIXE CÔNICO (TCFC)

2.4.1 Conceitos e Características das Tomografias Computadorizadas de

Com a definição de novos conhecimentos gerados pela visão tridimensional do crânio e da face, suprindo as limitações das radiografias convencionais, imagens modernas com altíssimas resoluções podem proporcionar ao clínico a definição de metas e planos terapêuticos ortodônticos mais precisos. Em conseqüência, as expectativas apontam para uma utilização mais abrangente da tomografia computadorizada de feixe cônico na Odontologia e na Ortodontia.(GARIB51, 2007; GARIB50, 2009).

A TCFC apresenta grandes vantagens diagnósticas, só não é mais utilizada na rotina odontológica devido à preocupação com a dose de radiação e o alto custo (GARIB50, 2009; GARIB51, 2007; SILVA, et al.121, 2008).

SILVA et al.121 (2008), em estudo comparando a TCFC com as radiografias extrabucais convencionais em ortodontia, concluiu que a tomografia expõe o paciente a mais altas doses de radiação ionizante quando comparada às tomadas radiográficas convencionais. Desta forma, não são recomendadas nas praticas ortodônticas, salvo em casos de necessidade de exames radiográficos complementares. Em contraposição, por outro estudo, a somatória das doses efetivas dos exames convencionais em ortodontia pode ser igual ou maior que uma aquisição de TCFC (GIBBS53, 2000).

MOLEN82, (2010) estabeleceu considerações acerca da utilização da tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC). Segundo o autor, a menos que adequados protocolos sejam estabelecidos e seguidos, a TCFC poderá ser pouco utilizada e relegada a estudos pobres e conclusões impróprias. Contrário senso, com critérios pré-estabelecidos, estudos poderão ser conduzidos para avaliar as alterações em osso alveolar usando a TCFC. Idealmente estas considerações

poderiam ser utilizadas nos planejamentos e execuções de estudos que buscam quantificar alterações em osso alveolar secundárias de movimentos ortodônticos. Dentre essas considerações, o autor listou alguns conceitos obtidos de revisão de literatura, que serão também aqui descritos, para melhor entendimento de assunto, relativamente novo:

1. Resolução espacial: é a distância mínima necessária para se distinguir os limites entre dois objetos e é muitas vezes confundida com resolução de digitalização de comunicação ou com tamanho do voxel. Fatores como a média de volume parcial, ruídos e artefatos tornam impossível de se conseguir resolução, ainda que variando o tamanho do voxel. A resolução espacial é também freqüentemente confundida com medição de precisão. Medições feitas com TCFC demostraram haver uma precisão de 0,1 a 0,2 mm. No entanto, precisão linear para longas distâncias é diferente da capacidade de digitalização para diferenciar dois objetos muito próximos (resolução espacial). Devido à natureza multifatorial de resolução espacial, cada modelo de equipamento de TCFC deve ser avaliado individualmente, especialmente para estudos que se concentram em medidas pequenas. Freqüentemente, o tamanho de um voxel é maior que o objeto ou a densidade que ele representa. Isso ocorre com mais freqüência ao longo da margem de um objeto ou no limite de duas substâncias de diferentes densidades. O voxel pode exibir apenas um valor de cinza. Esse valor será uma média das densidades presentes. A maneira mais eficaz para diminuir a influência do volume parcial médio é diminuir o tamanho do voxel. Há uma questão, no entanto, quando são utilizados menores tamanhos de voxel, pois eles exigem mais radiação e são mais propensos a ruído;

2. Ruído: é o resultado não intencional de energia ou fótons que atingem o detector e turvam a imagem resultante. Os níveis de ruído em exames variam muito entre as máquinas. Algumas têm menos ruído, enquanto outras são mais difíceis de ler. Em contrapartida, um exame de ressonância magnética apresenta um ruído extremamente superior, mesmo nos aparelhos mais modernos. Além disso, o tempo de aquisição de uma imagem para ressonância é muito superior ao da tomografia computadorizada convencional (também conhecida como médica ou fan beam) e mais ainda comparando com a tomografia computadorizada de feixe cônico (também conhecida como odontológica ou cone beam). Sendo assim, outros exames 3D apresentam maiores desvantagens comparados a TCFC. Uma das

principais causas de ruído em uma aquisição é o fato de dispersar radiação. Ressaltando mais uma vez, comparado com a TC médica, a TCFC pode ter até 15 vezes maior dispersão. Em TCFC, os níveis de dispersão aumentam à medida que o tamanho do FOV (campo de visão) aumenta. A maneira mais fácil de diminuir o ruído de dispersão é usar o menor campo de visão que abranja a região de interesse. Quanto maior for o FOV e maior a dispersão, pior se torna a resolução espacial. Com diminuição do tamanho, os voxels se tornam mais sensíveis à formação de ruídos, resultando em pior resolução espacial;

3. Algoritmos de reconstrução: podem diminuir o ruído em aquisições de voxel pequeno, mas exigem um maior desenvolvimento. Apesar de um tamanho de voxel de 0,125 mm estar disponível, por causa de ruído e outros fatores, uma resolução espacial de 0,125 mm é atualmente inviável;

4. Artefatos: podem afetar a qualidade da imagem da TCFC. Os mais aparentes em ortodontia são artefatos de metal. Tomadas de TCFC com braquetes presentes mostram artefatos em forma de listras ao redor dos dentes. Esses artefatos poderiam simplesmente ser um incômodo, mas eles afetam a interpretação e reconstrução de estruturas circundantes pelo escaner. Outro artefato encontrado frequentemente em ortodontia é o movimento. A TCFC é mais sensível ao movimento do paciente que a TC médica. A maneira mais eficaz de limitar os artefatos de movimento é diminuir o tempo de exposição. Isso é especialmente útil em pacientes ortodônticos jovens. No entanto, com um tempo reduzido de digitalização são adquiridos menos dados. Isto leva a uma sub-exposição, o que torna difícil a resolução de pequenos detalhes. E isso apresenta um dilema quando o objetivo da digitalização é alcançar alta resolução espacial. Você expõe o paciente a um tempo de exposição maior para melhorar a resolução espacial, aumentando o risco de artefatos de movimento? ou você compromete a resolução espacial para diminuir o risco de formação de artefatos?

5. Profundidade da escala de cinza do sistema usado: os atuais sistemas TCFC variam a escala de cinza de 12 bits a 16 bits. Desde que o olho humano não consegue distinguir além de 10 bits em escala de cinza, os monitores de computador estão disponíveis em apenas 8 ou 10 bits em escala de cinza. No entanto, o software de reconstrução utiliza a profundidade de bits maior para melhorar a suas

reconstruções primárias e secundárias, resultando em um volume mais limpo e mais definido.

MOLEN82, (2010), no mesmo artigo, conclui que o menor FOV contendo a região de interesse deve ser utilizado. Além disso, um tempo de exposição maior deve ser usado para evitar a baixa resolução causada por sub-exposição. Para melhorar a resolução espacial, um sensor de 16 bits deve ser usado, se possível, para obtenção da melhor escala de cinza.

2.4.2 Acurácia das Medições da Tábua Óssea Vestibular e Lingual sob a

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