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O objetivo de estudar o presente MC foi entender, de maneira geral, a

organização para o combate da Brigada de Infantaria e algumas de suas

características nas Op Ofs, em especial, no Atq Coor, de maneira a posicionar

corretamente as frações orgânicas da Cia DQBRN dentro do esquema de manobra

da Bda, para que executem suas TTP da maneira mais eficiente.

Logo na sua introdução (BRASIL, 1984, p. 1-1), o manual Brigadas de

Infantaria (Bda Inf) traz conceitos que são básicos, mas que devem ser

mencionados:

a. Brigada...é a grande unidade básica de combinação de armas, integrada

por unidades de combate, apoio ao combate e de apoio administrativo,

com capacidade de atuar independentemente e durar na ação.

b. A brigada é uma organização ao mesmo tempo tática e administrativa.

Organizações adicionais de apoio ao combate...podem ser dadas em

reforço à Bda…

c. A brigada pode ser enquadrada por uma DE ou por outro grande

comando superior.

Como consequências para a Cia DQBRN, tropa de apoio ao combate, é

importante salientar que o seu Cmt deve ter a consciência situacional das condições

de emprego da Bda que está apoiando. Ela opera independente? Ou está

enquadrada por uma DE ou FTC? Essa DE/FTC tem um Btl DQBRN? Caso

positivo, qual o apoio que ele pode fornecer? Qual a composição de meios da

Bda? Quais os efetivos e materiais a serem descontaminados?

Essas perguntas fazem parte da análise da missão, que é uma etapa do

Estudo de Situação do Cmt Cia DQBRN, logo, a busca pelas respostas a essas

perguntas é parte procedimentos da Cia DQBRN em Ap a uma Bda Inf no Atq Coor.

Ainda na introdução, o C 7 – 30 (BRASIL, 1984, p. 1-2) cita a missão básica

da Bda Inf, qual seja:

...cerrar sobre o inimigo afim de destruí-lo ou capturá-lo utilizando o fogo, o

movimento e o combate aproximado. Repelir o seu assalto pelo fogo, pelo

combate aproximado e pelo contra-ataque e, ainda, manter o terreno e

controlar áreas, inclusive sua população e seus recursos.

Além da missão básica, também são abordadas as possibilidades comuns a

todas as Bda Inf. Seguem as Psb comuns:

- conduzir Op continuadas, Of ou Def, como uma força independente ou

fazendo parte de uma força maior;

- organizar-se para o combate, adaptando-se à missão e ao terreno no

qual tenha que operar;

- executar missões de segurança para uma força maior;

- participar de operações combinadas;

- realizar operações contra forças irregulares (F Irreg). Essa Psb se liga

com o estudo do Ini, pois ataques de F Irreg podem ser realizados com emprego de

agentes QBRN;

- receber em reforço, temporariamente, mais um batalhão de manobra sem

comprometer sua capacidade de Ap Log. Aqui há uma ligação com o cálculo de

efetivo e material a ser descontaminado e frentes a serem Rec/Vig;

- receber, com operacionalidade empenhada, uma esquadrilha de ligação e

observação;

- explorar os efeitos das armas QBRN. Sabendo proteger-se e conhecendo

os efeitos dos agentes QBRN lançados pelo Ini, pode-se obter vantagens com

relação ao uso de áreas contaminadas;

- cumprir missões no quadro de segurança interna.

Foram negritadas apenas as Psb mais importantes para o presente estudo,

considerando que foi delimitado o emprego específico no Atq Coor.

Em seguida são citados conceitos, possibilidades, limitações e organograma

da Bda Inf Mtz, da Brigada de Infantaria Blindada (Bda Inf Bld), da Brigada de

Infantaria de Selva (Bda Inf Sl) e da Brigada de Infantaria Paraquedista (Bda Inf

Pqdt).

Não há conceitos, possibilidades, limitações e organograma da Bda Inf Mec.

Foi planejado estudar as informações da Bda Inf Mtz e, posteriormente, somar a

entrevistas a militares de notório saber sobre Bda Inf Mec, para concluir sobre os

detalhes no emprego da Bda Inf Mec. Seguem as informações sobre Bda Inf Mtz.

3.4.1 Conceito

(1) É uma grande unidade (GU) constituída basicamente de batalhões de

infantaria, capaz de executar o combate terrestre sob quaisquer condições

de tempo e de terreno. Pode realizar prontamente operações aeromóveis ou

ser aerotransportada (Aetrnp). Dispondo de meios orgânicos de

transporte, pode participar de ações que exijam mobilidade tática.

(2) A Bda Inf é motorizada quando seus batalhões de infantaria orgânicos

são motorizados. Um batahão de infantaria é motorizado quando dispõe,

organicamente, de viaturas necessárias para o transporte de todos os seus

elementos fuzileiros (BRASIL, 1984, p. 1-3).

Sem grandes novidades em relação aos conhecimentos já popularizados

sobre Bda Inf Mec, foi importante apenas reforçar que ela pode participar de ações

que exijam mobilidade tática.

3.4.2 Possibilidades

Na leitura da página 1-3 sobre Psb específicas da Bda Inf Mtz, além das Psb

comuns a todas Bda Inf, ela pode:

- executar Op Ter sob quaisquer condições de tempo, terreno e

visibilidade, em ambiente nuclear ou não. Importante destacar o assessoramento

do Cmt Cia DQBRN, em Ctt com o O Lig DQBRN, sobre os efeitos do terreno e

Cond Meteo nas Op DQBRN. Importante também destacar a preocupação desde

muito tempo, com o emprego de ADM;

- executar Op ribeirinhas (Rib) quando adequadamente apoiada;

- participar de Op Amv ou Aetrnp, quando dispuser de Ap aéreo adequado;

- quando motorizada, participar de Aç que exijam mobilidade tática, em face

dos seus meios orgânicos de transporte. Conforme já mencionado.

3.4.3 Limitações

- limitada mobilidade veicular, quando não motorizada;

- limitada proteção contra blindados;

- limitada proteção contra os efeitos das armas QBRN. Devido às

características das Vtr Mtz, que não protegem como as Bld ou Mec. Nota-se aqui a

preocupação desde muito tempo com o emprego de ADM.

3.4.4 Organograma

Segue o organograma da Bda Inf Mtz (organograma 1):

Fonte: BRASIL, C 7 – 30, 1984, p. 1-6.

O organograma acima está desatualizado em comparação aos organogramas

utilizados atualmente, então coube ao pesquisador pesquisar qual o organograma

mais recente da Bda Inf Mtz.

3.4.5 Organização

A Bda é organizada em Cmdo, unidade de Cmdo, unidades de combate,

apoio ao combate, apoio logístico e apoio administrativo.

O comando é composto pelo Comandante e pelo seu Estado-maior (EM). O

estado-maior é composto pelo EM pessoal do Cmt, o Ch EM, o EM geral (seções),

EM especial (Ch dos diferentes Sv, Cmt B Log, Cmt GAC, Cmt Cia Eng/BECmb e

Cmt Cia Com) e o ajudante geral. As atribuições de cada membro do EM constam

em manual de campanha específico (BRASIL, 1984, p. 1-10).

O Cmt Cia DQBRN não está previsto no manual de Bda Inf, mas fica a

pergunta:

Por analogia, pode-se deduzir que o Cmt Cia DQBRN, enquanto O Lig

DQBRN, faz parte do EM especial?

3.4.5.1 Cia Cmdo Bda

A Companhia de Comando (Cia Cmdo) apoia, em pessoal e material, o Cmdo

Bda e deve prover a sua segurança.

O fornecimento de proteção básica DQBRN ao Cmdo Bda deve ser então

realizado pela Cia Cmdo, ou seja, os EPI, as instruções básicas, etc.

3.4.5.2 Pel PE

O Pel PE tem a missão de prover o apoio de polícia à Bda. Por proximidade

de missões, é interessante que esse Pel tenha capacitação intermediária. Tal

capacitação permitirá isolar pequenas áreas contaminadas por acidente/ataque

QBRN, em local de trânsito de pessoas e viaturas, e fazer a coleta inicial de material

contaminado, seja para comprovação do agente contaminante, seja para auxiliar

trabalhos de perícia criminal.

3.4.5.3 O Grupo de Artilharia de Campanha

O Grupo de Artilharia de Campanha (GAC) proporciona apoio de fogo de

artilharia (Ap F Art) à Bda e, particularmente, aos seus Elm Man (BRASIL, 1984, p.

1-11).

Em relação à artilharia, é importante destacar que a doutrina do emprego dos

fogos vem evoluindo e foi publicado, em 2015, o manual EB20-10.206 Fogos, em

consonância com os manuais O Exército Brasileiro, Fundamentos e Operações,

onde é abordado o trabalho por funções de combate.

Além disso, diversos trabalhos científicos sobre a busca de alvos e outras

áreas da artilharia vem sendo feitos na EsAO e ECEME, porém, o manual do GAC

em vigor permanece o C 6 – 20 Grupo de Artilharia de Campanha (1998).

Ele prevê (p. 10-20) que a Bda pode receber meios adicionais de artilharia,

que normalmente ficam centralizados junto ao GAC orgânico, como, por exemplo,

uma Turma de Radar de Contrabateria e Seção de Reconhecimento VANT (SARP),

ambas da Bia de Busca de Alvos.

Para o Cmt Cia DQBRN há duas consequências importantes:

- ao planejar a proteção DQBRN da área de retaguarda, ele deve levantar

todos os meios de artilharia disponíveis, não só os orgânicos, mas também em

apoio/reforço;

- no estudo do Ini, é interessante que ele se ligue com a tropa de busca de

alvos, caso exista alguma apoiando a Bda, para trocar informações sobre possíveis

Loc Art Ini com emprego de granadas QBRN.

3.4.5.4 Bateria de Artilharia Antiaérea (Bia AAAe)

A Bia AAAe “assegura a defesa aérea na área de responsabilidade da

brigada, particularmente do PC, Pos Art, instalações de serviços e pontos críticos”

(BRASIL, 1984, p. 1-11).

É pertinente informar que há vários meios de lançamentos de agentes QBRN

aéreos, como espargimento, lançamento de bombas, mísseis, etc.

Considerando que a Bia AAAe realiza a proteção aérea e que existem vetores

aéreos QBRN, surgiram as questões:

- Há alguma mudança nas missões da Bia AAAe, caso o Atq Ae seja

QBRN? Há necessidade de coordenação com a Cia DQBRN?

3.4.5.5 Companhia (ou Batalhão) de Engenharia (Eng) de Combate

A Cia/Btl Eng Cmb “tem como missão precípua facilitar o movimento e

aumentar o poder de combate da brigada, por meio dos trabalhos de engenharia”

(BRASIL, 1984, p. 1-12).

Embora não esteja escrito no manual Bda Inf, é de conhecimento comum que

a engenharia atua também na contramobilidade e na proteção.

Durante C Avç DQBRN realizado no Exército Americano, foi ensinado que o

BE Cmb orgânico da Brigada Stryker possui um Pel Rec/Vig DQBRN (em inglês,

NBCRV Platoon, Nuclear, Biological and Chemical Reconnaissance Vehicle

Platoon).

Esse Pel apoiaria o BE Cmb na parte de mobilidade, ao reconhecer e

identificar terreno contaminado, assim como faixas no terreno livres de

contaminação que possam ser usadas pelas tropas. Caso reforçadas/apoiadas por

módulos de Descon, esses Pel podem, inclusive, abrir brechas (caminhos

descontaminados) na área contaminada.

Em operações defensivas ou durante a consolidação e reorganização de

objetivos alcançados durante Op Ofs, esse Pel pode ainda Rec/Vig porções da

frente da Bda em Ap às missões de segurança.

Não foi a intenção da presente dissertação propor a inclusão de um Pel

Rec/Vig DQBRN no QO do BE Cmb/Cia Eng Cmb, porque isso demanda um estudo

mais aprofundado, porém, tal estudo pode ser sugerido quando da conclusão do

presente trabalho.

3.4.5.6 Companhia de Comunicações

A Cia Com proporciona o apoio de comunicações ao Cmdo Bda.

Não foi visualizada nenhuma relação com a Cia DQBRN.

3.4.5.7 Companhia anticarro e Companhia de administração

Ambas não estão sendo utilizadas nos dias atuais. Há que se verificar se elas

são ativadas em caso de guerra.

3.4.5.8 O Batalhão Logístico (B Log)

Ao estudar a literatura de logística militar, verifica-se que há diversas

coordenações logísticas que a Cia DQBRN deve realizar com o B Log.

O manual do B Log (BRASIL, C 29 – 15) é de 1984 e necessita de algumas

atualizações e, por isso, ele foi estudado em conjunto com o manual de Logística

Militar Terrestre (BRASIL, EB70-MC-10.238, 2018) e com o trabalho científico “UMA

ANÁLISE DA PERSPECTIVA DE ORGANIZAÇÃO DO BATALHÃO LOGÍSTICO À

LUZ DA NOVA DOUTRINA MILITAR TERRESTRE” (Mattoso, 2018).

Dentre as atualizações previstas no manual Logística Militar Terrestre (LMT),

está uma nova organização do B Log, novas terminologias como a Base Logística

de Brigada, além de conceitos como “logística na medida certa”.

Das literaturas supracitadas, verificou-se que, além do fornecimento de

suprimentos comuns a todas as tropas, das diversas classes, o Cmt Cia DQBRN,

assessorado pelo seu Encarregado de Material, deve detalhar os suprimentos

específicos para as missões DQBRN, por exemplo:

- Classe II: roupas protetoras específicas (incluindo acessórios) para a Cia

DQBRN, níveis A, B C e D, em quantidades e tamanhos variados. Máscaras contra

gases e filtros em modelos e tamanhos variados. Deve ser verificado se as roupas

protetoras, as máscaras e os filtros estão dentro da validade, e deverão ser

consolidados em uma grade de EPI;

- Classe III: óleos e combustíveis não apenas para as Vtr, mas também para

os geradores e demais equipamentos DQBRN que funcionam com motor a

combustão;

- Classe IV: Tendas e barracas para Descon de pessoal, Descon técnica,

Descon Física e abrigos coletivos;

- Classe V: armamento (Armt) e munição (Mun) DQBRN como, por exemplo,

granadas lacrimogêneas para treinamento de pessoal;

- Classe VII: equipamentos rádio que permitam as comunicações a longo

alcance, utilizando centros nodais e nós de acesso, para que o Cmt Cia DQBRN

tenha Ctt com todas as suas frações, que podem estar localizadas desde a frente da

Bda, junto aos Elm 1° Esc, até à retaguarda da área de retaguarda da Bda. Material

de informática, principalmente softwares, quer permita a integração do terreno, das

condições meteorológicas e das mensagens QBRN, para o funcionamento do

sistema de mensagens QBRN e para a predição de contaminação QBRN.

Equipamentos rádio e computadores para o PC que possam trabalhar integrados, de

maneira que permitam ao Cmt Cia DQBRN vizualizar, na tela do computador, todas

as frações no terreno, áreas contaminadas reconhecidas, Clc Rest Mvt e a predição

da contaminação, e que permitam, ainda, exportar tais informações para o PC Cmdo

Bda. Equipamentos rádio e computadores para as tropas DQBRN, veiculares e

não-veiculares, que transmitam coordenadas de localização e que troquem informações

com os detectores veiculares, não-veiculares e remotos. De maneira geral, todo

equipamento possível que auxilie na consciência situacional do Cmt Cia DQBRN e

que o permita assessorar o Cmdo Bda da melhor maneira possível;

- Classe VIII: remédios, soros, antídotos, planejados de acordo com a análise

da ameaça;

- Classe IX: Viaturas , geradores de fumaça, bombas d’água, compressores

para Descon e para inflar tendas e barracas, etc;

- Classe X: detectores e equipamentos diversos para descontaminação. Estes

materiais, normalmente, possuem alta tecnologia agregada e necessitam de

manutenção por especialistas de empresas que fornecem os materiais. Há algumas

soluções para Mnt Mat DQBRN. As empresas civis podem oferecer cursos de Mnt a

alguns militares, principalmente nos Esc Mnt iniciais, ou o Exército pode terceirizar

este serviço, ou, ainda, ambos, como ocorre no Sistema de Manutenção de Material

DQBRN do Exército (SisMntMatDQBRNEx) previsto na Portaria Nr 036 – COLOG

(BRASIL, 2018). Não há pretensão aqui de analisar qual a melhor solução. Cabe

apenas destacar que o Cmt Cia DQBRN, durante a fase de preparação para o

combate, deve preocupar-se em planejar essa manutenção e Coor com o B Log.

Além dos suprimentos, faz-se necessária a coordenação logística para o

atendimento e evacuação de vítimas de acidentes e ataques QBRN e para o trato

dos restos mortais de militares e, eventualmente, de civis na Z Aç Bda.

Sobre o atendimento de saúde a vítimas contaminadas, serão tecidos

comentários quando da revisão do manual DQBRN. A coordenação com o B Log

visa, principalmente, não espalhar a contaminação e não contaminar o pessoal de

saúde envolvido no atendimento quando do fluxo de evacuação de feridos QBRN.

Para isso, as ambulâncias e as instalações de atendimento e quarentena

deverão ser preparados. Há protocolos internacionais para isso e não é intenção da

presente dissertação aprofundar-se no tema, mas sim destacar que deve haver a

preocupação do Cmt Cia DQBRN em tal coordenação com o B Log.

Ademais, o pessoal de saúde deve passar por treinamento para detectar a

contaminação, se possível, identificar o agente, se proteger e realizar o tratamento

específico para cada tipo de agente QBRN. Esta é mais uma coordenação a ser feita

com o B Log.

Sobre os assuntos mortuários, que são realizados pelo Pelotão de Assuntos

Mortuários, da Companhia de Recursos Humanos (Cia RH), os objetivos são os

mesmos: evitar que a contaminação se espalhe e proteger o pessoal envolvido nas

“ações de busca, coleta e evacuação dos restos mortais; de identificação e

inumação provisória dos cadáveres; coleta e processamento de pertences pessoais

(espólios); estabelecimento e gerenciamento de cemitérios militares temporários; e

elaboração de registros e relatórios referentes às ações supracitadas” (BRASIL,

LMT, 2018, p. 3-29).

Para isso, o pessoal do Pel Assuntos Mortuários deve passar por treinamento

semelhante ao do pessoal de saúde, ambos coordenados pelo Cmt Cia DQBRN

com o B Log.

3.4.5.9 Unidades de manobra orgânicas

As unidades de manobra orgânicas da Bda Inf Mec são os Batalhões Inf Mec.

Não há necessidade de pormenorizar sua organização, mas sim o seu emprego no

esquema de manobra da Bda, que será visto a posteriori.

3.4.6 Comando e Controle (C2)

O segundo capítulo do manual Bda Inf trata sobre comando e controle. É

ressaltada a importância das comunicações adequadas, Normas Gerais de Ação

(NGA) e organização para o combate. Também é ressaltada a importância do Cmdo

Bda e da Cia Cmdo Bda.

Pelo novo manual de Comando e Controle, não há mais a terminologia PCR

prevista no Manual Bda Inf, embora o E1 e E4 ainda permaneçam, normalmente, em

local recuado, normalmente na Base Logística da Brigada (BLB).

Para o Cmt Cia DQBRN fica a pergunta:

Qual a localização das tropas/instalações de comunicações, dos Postos

de Comando (PC) Principal (PCP), e Tático (PCT) da Bda? Quais os efetivos e

materiais a serem descontaminados e qual o grau de prioridade de cada um?

Quais as Mdd para gerenciamento de consequências em caso de Atq QBRN?

Quais as orientações gerais para que cada fração elabore o seu plano de

DQBRN?

O PCP “é a sede do comando onde o comandante e o seu estado-maior

executam a maioria de suas atividades. Caracteriza-se pela mobilidade e opera

p. 2-2).

É composto pelo Cmt Bda, Ch EM, membros do EM geral e suas respectivas

seções, exceto 1ª e 4ª, Elm EM especial necessários às operações táticas, Coor

Ap F, Cmt Cia Cmdo, Elm Cia Com, Pel PE, Bia AAAe (BRASIL, 1984, p. 2-2).

O manual de Comando e Controle (BRASIL, 2015) ressalta que “o PC é a

instalação que reúne pessoal e material, destinados às atividades de planejamento e

condução das operações táticas. Necessita contar com todos os recursos

necessários a essa função, possibilitando ao comandante a mais correta condução

das operações”.

Questionamentos sobre as informações supracitadas:

Cmt Cia DQBRN fica no PCP Bda? Como deve ser feita a proteção

DQBRN do PC?

3.4.6.1 Localização e segurança do PC

A localização do PC Bda é proposta pelo E3, ouvidos o Oficial de

Comunicações (O Com) e outros Of dos EM interessados, preservando a estrutura

definida pelo Cmt. Deve ser móvel, ágil, rápido e flexível para facilitar a presença em

vários lugares da Z Aç Bda que permitam ao Cmt Bda exercer o Cmdo e Ctrl da Bda

(BRASIL, C2, 2015, p. 3-4).

O E-1 planeja a segurança do PC e o Cmt Cia Cmdo executa o plano de

segurança.

Deduz-se que o Cmt Cia DQBRN deve coordenar com Ch Célula de

Proteção, com o E1 e com o Cmt Cia Cmdo, para que as medidas para proteção

DQBRN do PC sejam integradas ao Pl Seg PC Bda.

3.4.6.2 Zonas de Reunião (Z Reu)

As Z Reu facilitam a organização para o combate das unidades da Bda e a

ultimação dos preparativos para um Atq. É localizada o mais próximo possível da

posição de Atq (P Atq) e da linha de partida (LP), conservando-se fora do alcance

dos tiros de Art de apoio direto (Ap Dto) inimigo (BRASIL, 1984).

Há diversos detalhes sobre a segurança da Z Reu abordados no manual Bda

Inf, contudo não são abordadas as preocupações com a DQBRN. Dada a

importância da Z Reu, o Cmt Cia DQBRN deve, então, se perguntar:

Quais as Mdd Ptç DQBRN da Bda quando na Z Reu?

3.4.7 Informações

O capítulo 3 do manual Bda Inf trata sobre Informações. Detalha que existem

diversas redes de comunicações, sendo que uma é só para troca de informações

classificadas, que é gerenciada pelo E2.

Há também a preocupação com as medidas de informação, ou

contra-inteligência. Não existe, no nível Bda pessoal, especializado em contra-informações.

O que ocorre, normalmente, é o recebimento de Elm da DE em reforço ou apoio

(BRASIL, 1984, p. 3-2).

Sobre os fluxos de informações, conclui-se que o Cmt Cia DQBRN deve estar

atento às diversas redes em que participa, como a rede logística, a rede de

operações, etc, e, especificamente sobre a rede de informações, ele deve tanto

receber informações sobre o Ini que influenciem no seu Plj quanto lançar

informações Ini que chegam via sistema de mensagens QBRN pelo Centro C2

DQBRN.

3.4.7.1 Reconhecimento e Vigilância

Sobre Rec e Vig, o manual informa que o Esquadrão (Esqd) de Cavalaria (C)

Mecanizada é o responsável pelo reconhecimento terrestre da Bda, o que é

interessante, pois esta tropa não aparece no capítulo destinado à organização da

Bda (BRASIL, 1984, p. 3-3).

O manual informa que “O reconhecimento terrestre agressivo é um meio

positivo para determinar o dispositivo e a identificação das forças Ini”, de onde se