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Conclusão

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Por meio desta pesquisa percebemos que a ocupação do Centro-Oeste ocorreu impulsionada por anseios políticos que tinham como objetivo promover a interiorização de espaços vazios e com isto resolver alguns problemas pontuais, tais como: o esgotamento dos recursos naturais das regiões Sul e Sudeste, promoção do setor terciário destas regiões que necessitavam inserir no mercado nacional os produtos industrializados, como: máquinas agrícolas, insumos, inseticidas etc. Outro fato ensejador considerado para ocupação do Cerrado goiano foi o excelente ponto logístico otimizado pela implementação de estradas e pela construção da Capital Goiânia e do Distrito Federal.

Haja vista a carência dos solos altamente ácidos que foram fortemente transformados com a inserção do pacote químico, mecânico, genético. E a ganância dos produtores que utilizam o modelo de produção capitalista provocou grave depredação ao meio ambiente comprometendo o bioma cerrado.

Enfocamos as conseqüências provocadas pela interiorização que adota produção agrícola com objetivos pré-definidos tais como: intensificar a produção agrícola utilizando o pacote ‘QMG’ e destinar esta produção ao mercado externo, tanto no âmbito nacional como internacional.

Constatamos que esta política foi positiva vez que inseriu o município de Cristalina, assim como Estado e o País no ranking de grande produtor, principalmente da ‘commoditie’ soja

Entretanto, verificamos que esta inserção trouxe mudanças aos setores sócio-econômicos, culturais e ambientais. Pois as mudanças ocasionadas refletiram na forma de produzir, substituindo a mão-de-obra do trabalhador rural por máquinas, ou exclusão deste pela exigência da qualificação para operar instrumentos de alta tecnologia.

Estas mudanças provocaram êxodo rural. A cidade de Cristalina sofreu e sofre em função destas mudanças reflexos que modificam a estrutura organizacional da cidade, tal como observamos pelas tabelas que indicam o perfil sócio-econômico.

E também modificações no meio natural.

Podemos destacar que a interiorização teve importante papel na economia da região abordada, no entanto, sérios prejuízos ambientais foram provocados pela ocupação, demonstramos que o modelo de produção não tem sido sustentável, principalmente, quando refere-se ao meio natural. Mas existem mecanismos capazes de minimizar a degradação e promover a sustentabilidade.

Indicamos como mecanismos competentes para corrigir a

insustentabilidade produtiva normas legais, assim como os instrumentos positivadores destas normas.

Porém, constatamos ineficácia na positivação destas normas, sejam por falta de vontade política, por ignorância dos produtores, ou mesmo pela ganância de destes, pois em nossas pesquisas restou claro descaso entre os gestores responsáveis pelo assunto.

Ante tudo que foi declarado, é possível afirmar o quanto é importante o trabalho aqui apresentado. Vez que tem a intenção de despertar a consciência crítica para um aspecto da produção pouco divulgada que é a depredação dos recursos naturais.

A população tem uma visão crítica deficiente que só se preocupa com o quanto estamos produzindo e exportando, pois, estes fatos nos dão status de potência em produção agrícola. Mas não somos educados para vislumbrar o contexto e percebermos que tudo tem um preço.

A falta de ética dos agricultores ao utilizar indiscriminadamente os recursos naturais sem pensar em preservar estes recursos para a gerações futuras, provocaram crises aos ecossistemas. Para dirimir tais problemas temos um enorme aparato de Leis que resguardam a preservação do meio ambiente saudável, entretanto percebemos que a falta de vontade política corrompe os mecanismos de defesa existentes, comprometendo sua eficácia e aplicabilidade.

Traduzindo nossas impressões aos fatos descritos na dissertação, constatamos que desde a ocupação ou interiorização agrícola, a evolução e crescimento do Centro–Oeste vem sendo respaldada em interesses meramente comerciais.

Interesses estes, que ignoram as diversas formas de investir na produção ou mesmo de utilizar a máquina do Estado para dirimir os problemas relacionados à administração das relações do homem como o meio, sejam elas no âmbito administrativo ou judicial, vez que verificamos disciplinadas regras de conduta que prevêem o bem estar social e a preservação ambiental.

Ante as constatações, concluímos que a melhor e mais eficaz maneira de produzir com sutentabilidade é promover a conscientização e educação dos atores envolvidos. Para que juntos e com objetivos comuns possamos atender nossas necessidades presentes preservando as necessidades das nossas gerações futuras.

A abordagem sobre a depredação do bioma Cerrado/município de Cristalina, ressalta o paradoxo existente no momento social vigente, onde observamos um considerável crescimento sócio-econômico em detrimento da degradação do bioma e a desorganização social. Com já explicitamos e linhas pretéritas

A fragilidade do sistema reflete-se no município em questão, confirmando nossas pesquisas. Pois, constatamos principalmente pelas entrevistas com pessoas envolvidas com o município que a cidade vez é enaltecida pela sua prosperidade agrícola elevando–se a maior produtora de soja com mais de quatrocentos equipamentos de irrigação ‘pivôs centrais’ instalados, que intensificam a produção agrícola da região. Vez é prejudicada, seja pela instabilidade comercial da ‘commodities’ soja, ou pelos graves problemas sócios–culturais ou ainda, pela degradação dos recursos naturais (solo, água, fauna, flora), que deixam instáveis a sobrevivência tranqüila das gerações futuras.

Problemas que deflagram o arrepio das normas e o confronto com os conceitos de desenvolvimento sustentável.

Mais uma vez destacamos que, estas questões no nosso ponto de vistas só serão solucionados a partir da conscientização e educação de todo conjunto de atores que formam a sociedade organizada. Esperamos que nosso trabalho seja um alerta e abra precedentes para edificação de instrumentos eficazes para dirimir a questão do desenvolvimento sustentável.

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