Ao chegar a esta fase final do relatório torna-se pertinente realizar uma síntese do trabalho realizado, das temáticas abordadas, efetuar uma análise dos objetivos traçados, apresentar os aspetos facilitadores e constrangedores sentidos durante a realização do relatório e por fim, traçar caminhos futuros.
Começando pela metodologia utilizada, afirmamos com convição que esta contribuiu para a nossa aprendizagem de uma forma inovadora, passamos a ser “personagens” ativas, dinâmicas na construção de todo o processo de conhecimentos.
Pensamos ter atingido os objetivos pretendidos durante o estágio, dentro da aquisição/aprofundamento das Competências Comuns dos Enfermeiros Especialistas, das Competências Específicas dos Enfermeiros Especialistas em Enfermagem em Pessoa em Situação Crítica e das competências do Mestre.
Sendo o relatório um instrumento de avaliação dos estágios, com o intuito reflexão e ferramenta de aprendizagem central e integrador dos aportes teóricos lecionados durante o semestre, pensamos ter atingido o seu propósito. Conseguimos elaborar o PIS; desde o diagnóstico da situação problemática, com a sua contextualização e enquadramento teórico; na fase do planeamento do projeto, com as atividades planeadas; a fase de execução, com a concretização das atividades, devidamente justificadas e a avaliação. Em simultâneo, a criação do PAC, com a exposição da área que trabalhamos, adquirindo as competências específicas do enfermeiro especialista em enfermagem em pessoa em situação crítica.
Na descrição sumária de todo o percurso, começamos pela deteção do problema no serviço que nos levou a direcionar o PIS, com a realização de um guia de transporte inter-hospitalar ao doente crítico. Foi feita uma revisão bibliográfica sobre a temática, com enquadramento teórico e escolha de uma teoria de enfermagem adequada. Para comprovar esta necessidade, foi aplicado um questionário aos enfermeiros do serviço e realizada uma reunião com a chefia. Descrita uma ferramenta de diagnóstico, confirmando que existem mais oportunidades e pontos fortes, que nos levam a investir nesta temática. Determinação de prioridades, objetivos, planeamento, execução e avaliação. Por
uma síntese das aprendizagens conseguidas, no decorrer dos estágios e na elaboração do relatório.
Em relação aos aspetos facilitadores na concretização do relatório, foi sem dúvida o fato deste ensino clinico ter decorrido num local de trabalho conhecido, facilitando em diversos aspetos, desde do conhecimento das suas necessidades, dos recursos disponíveis e na facilidade de relacionamento com a restante equipa. Em relação aos constrangimentos, em primeiro lugar a difícil conciliação da vida pessoal, profissional e académica. Por fim o receio de não conseguirmos implementar o guia de transporte inter-hospitalar de doente crítico, uma vez que está dependente, não só da chefia do serviço, mas da administração hospitalar.
Terminamos este relatório com a sensação de crescimento pessoal e profissional, pois tem sido um desafio exigente, com desenvolvimento dos conhecimentos teóricos e práxicos da enfermagem na área da especialidade, mobilizando todo o conhecimento prévio e refletindo neste novo contributo, criando um sentimento constante de busca na melhoria do nosso trabalho diário.
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APÊNDICE 1:PEDIDO DE AUTORIZAÇÃO AO CA DO HOSPITAL
PARA A APLICAÇÃO DOS QUESTIONÁRIOS
Ao conselho de Administração do Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio e à Enfermeira Chefe do serviço de Urgência.
Eu, Sara Miriam Campos Antunes, enfermeira graduada desta instituição, com número mecanográfico 81032, a desempenhar funções no serviço de urgência de adultos e a frequentar o 1º curso de Mestrado em Enfermagem Médico- Cirúrgica na Escola superior de Saúde do Instituto Politécnico de Setúbal, encontro-me a realizar estágios no serviço de urgência e a aplicar a metodologia de projecto no decorrer dos mesmos. Nesta fase de diagnóstico de situação e após entrevista com a Enfª Chefe, surgiu a oportunidade de trabalhar a área de transferência inter-hospitalar de doentes críticos, colmatando assim uma necessidade já existente no serviço.
De forma a justificar a relevância desta área temática para a equipa de enfermagem, construi um pequeno questionário, composto por questões fechadas e abertas que tem como objectivo, conhecer a opinião da equipa acerca dos processos de transferência e dos aspectos a melhorar. Neste contexto, venho pedir autorização a vossa Excelência para aplicar o referido questionário (anexo) aos enfermeiros do serviço de urgência.
Pede deferimento