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PLANEAMENTO DO PROJETO E CRONOGRAMA INICIAL

No documento Relatório de Trabalho de Projeto (páginas 31-35)

2 PROJETO DE INTERVENÇÃO NO SERVIÇO (PIS)

2.5 PLANEAMENTO DO PROJETO E CRONOGRAMA INICIAL

Esta é a terceira fase deste projeto, com a planificação do esboço do projeto, com o levantamento dos recursos, bem como as limitações condicionantes do trabalho, são definidas as atividades propostas à realização dos objetivos, quais os diferentes elementos do grupo a precisar e os seus respetivos papéis, definir os métodos e técnicas usadas de pesquisa e realizar um cronograma de orientação (Hungler referenciado em Ferrito & et al, 2010). Assim um bom planeamento previne as improvisações, constrói um caminho ou sequência e conjuga estratégias e recursos (Mateus, 2011).

Através de cada objetivo específico, vamos delinear as atividades pretendidas de modo a operacionalizar o PIS, identificando quais os profissionais com quem vamos articular cada intervenção, menciona-se os recursos materiais de que iremos precisar, assim como os indicadores de avaliação para cada um dos objetivos específicos. Nesta fase faremos ainda referência a previsões de constrangimentos que possam surgir durante todo o processo e a formas como os ultrapassar. O cronograma inicial e as atividades planeadas, serão apresentados em apêndice (Apêndice 6).

1º OBJETIVO ESPECÍFICO: Elaborar um guia de atuação estruturado e sequencial, através da criação de chek lists, no transporte de doente crítico

Para concretizar este objetivo as atividades a desenvolver serão:

1. Esclarecimento e apresentação do meu PIS através: pesquisa bibliográfica; apresentação dos resultados dos questionários realizados aos colegas, mostrando a pertinência do tema; mostrar disponibilidade, quer pessoal ou por

acesso electrónico, de sugestões sobre o tema; apresentar a proposta da criação de um guia de atuação aos enfermeiros, Enfª orientadora e Enfª responsável do serviço.

2. Criação de um protótipo de guia de atuação ao transporte inter-hospitalar do doente crítico, com colocação: aspetos éticos/legais do transporte de doente crítico; etapas do transporte; fisiopatologia do transporte; material de transporte; monitorização durante o transporte; mobilização e imobilização; ventilação mecânica no transporte; farmacologia no transporte; incidentes, acidentes e problemas potenciais; transporte do doente crítico infetado; procedimentos especiais e manobras de SAV durante o transporte; e anexos: chek lists.

3. Criação de chek list em diferentes fases do processo de transporte inter- hospitalar do doente crítico e disponibiliza-las num dossier na sala de reanimação: ficha de avaliação de decisão de acompanhamento, monitorização e equipamento a levar; equipamento da mala (níveis de reposição e validades); verificação do material da ambulância de via verde; participação à família, confirmação do serviço e do médico que recebe, registos e exames a levar, observação do doente (monitorização, reposição de medicação em perfusão…), passos a seguir e a confirmar antes de iniciar o transporte.

4. Divulgação do protótipo do guia de transporte de doente crítico à professora, à Enfª orientadora, chefia do serviço e restante equipa, para avaliação e validação. 5. Recolha de sugestões e reformulação do protótipo para apresentação do guia final de transporte inter-hospitalar de doente crítico.

Os recursos humanos com quem vou articular nesta fase do planeamento serão: os enfermeiros do SU, a Enfª responsável do serviço, a Enfª orientadora e professora, a equipa de transferências, responsável pela formação, CA, elo de ligação à comissão de controlo de infeção (CCI) e central de transporte.

Os recursos materiais de que vou precisar: material de apoio informático, com transmissão de informação e disponibilizar um acesso electrónico; sala de reuniões; papel e dossier.

Os indicadores de avaliação das atividades delineadas são: apresentar em dossier o guia de transporte de doentes críticos (após validação pela professora, orientadora, chefe de serviço e restantes colegas).

2º OBJETIVO ESPECÍFICO: Divulgar o guia através de ações de formação sobre o transporte de doente crítico.

Para concretizar este objetivo as atividades a desenvolver serão: 1. Pesquisa bibliográfica sobre a temática;

2. Planeamento das sessões de formação sobre a temática;

3. Divulgação do guia através de várias sessões de formação em serviço: procedimento de transporte inter-hospitalar do doente crítico e fisiopatologia do transporte; incidentes, acidentes e problemas potenciais durante o transporte; farmacologia no transporte de doente crítico (analgesia, sedação, fármacos vasoactivos); apresentação do material para transporte do doente crítico e preenchimento das chek list no transporte inter-hospitalar do doente crítico; recomendações da CCI no transporte do doente crítico infetado e transporte de doente crítico sob ventilação mecânica.

4. Avaliação das sessões de formação, por questionário e observação na preparação de uma transferência de um doente crítico.

Os recursos humanos com quem vou articular serão: os enfermeiros do SU, a Enfª responsável do serviço, a Enfª orientadora e a professora, responsável pela formação, CA, elo de ligação à CCI, central de transporte, apoio administrativo e centro de cópias.

Os recursos materiais de que vou precisar: material de apoio informático, computador e retroprojetor para as sessões de formação; slides aprovados pela professora, orientadora e chefia do serviço; questionários de avaliação das sessões de formação; esferográficas disponíveis, para preenchimento dos questionários; sala de reuniões disponível para as sessões de formação; disponibilidade em plano da formação anual do serviço; papel para fotocópias e dossier, para colocação das chek lists.

Os indicadores de avaliação das atividades delineadas são: apresentação dos cartazes de divulgação das sessões de formação e planeamento das sessões de formação; apresentação dos power point das várias sessões de formação e suas respetivas avaliações (questionário realizado); criação e implementação de chek list (fotocópias diversas) em dossier; verificação e alterações na mala da ambulância de via verde após uma reunião agendada, para apresentação da proposta; colocar em dossier do guia de transporte de doentes críticos (após validação pela professora, orientadora, chefe de serviço e restantes colegas). 3º OBJETIVO ESPECÍFICO: Implementar o guia de transporte inter-hospitalar de doente crítico, após validação.

Para concretizar este objetivo as atividades a desenvolver serão:

1. 1. Após divulgação do protótipo, colocar em consideração dos colegas e da responsável pelo serviço para possíveis alterações e aceitação. Após concretização do guia final aprovado no serviço, colocar em validação à administração do hospital.

Os recursos humanos com quem vou articular nesta fase do planeamento serão: os enfermeiros do SU, a Enfª responsável do serviço, a Enfª orientadora, professora e CA.

Os indicadores de avaliação das atividades delineadas para cumprir este objetivo específico são: colocação das check lists e do guia, na sala de reanimação e delinear com a equipa um cumprimento em 90%, do preenchimento correto e execução de todos os passos efetivos, na concretização de transferências inter-hospitalares de doentes críticos.

2.5.1 Previsão dos constrangimentos e forma de os ultrapassar

Na realização do PIS, há uma série de constrangimentos que podem advir, neste sentido é fundamental prevê-los e tentar arranjar soluções de forma a ultrapassa-los.

1. Dificuldade em formar todos colegas, uma vez que a equipa é numerosa, desta forma, há que proporcionar várias sessões de formação que facilitem a escolha na frequência das mesmas. Juntamente com este constrangimento é de prever a possibilidade de pouca adesão, assim e em conjunto com a responsável pela formação, marcar com antecedência no plano anual e fazer publicidade referenciando a importância da formação.

2. Indisponibilidade da sala ou do material de projeção para as sessões. Deve-se então marcar com antecedência.

3. Indisponibilidade dos elementos da equipa de transferência, no apoio da criação de chek-list, por excesso de trabalho, uma vez que estão escalados em setores do SU. Pedir à chefe do serviço, a possibilidade de escalar os colegas em setores menos sobrecarregados, que disponibilizem algum tempo do turno.

4. Falta de financiamento à compra de uma nova mala de transferências. Pensar na possibilidade de restruturar a antiga.

5. Indisponibilidade do serviço de transporte, para reter a ambulância de via verde, para se fazer alterações aprovadas. Se ocorrer este constrangimento, deve-se usar o dia já previsto de revisão pormenorizada ao material, para se fazer as alterações que a torne mais funcional.

No documento Relatório de Trabalho de Projeto (páginas 31-35)