CAPÍTULO I: ANÁLISE DE VARIÁVEIS QUANTITATIVAS E
4 CONCLUSÕES
A análise, mesmo que breve, dos aspectos florísticos e fitossociológicos da Floresta com Araucária na Flona de São Francisco de Paula permite inferir que o remanescente apresenta elevada riqueza florística, com altos valores relacionados à diversidade. Por meio da análise da densidade e da composição florística o remanescente fica classificado com predomínio de espécies típicas da região fitoecológica ao qual se insere, em um estágio secundário tardio.
É possível concluir por meio dos diferentes resultados encontrados, que as variáveis estudadas apresentam comportamentos diferenciados para cada unidade amostral. Isso é especialmente notado quando avaliadas as distribuições probabilísticas de uma mesma variável, para as diferentes unidades amostrais.
De modo geral a função Weibull foi a que apresentou maior capacidade de ajuste às variáveis estudadas. Considerando ainda as distribuições probabilísticas, o ajuste quando realizado para a totalidade das unidades amostrais (soma das 10 unidades amostrais) indica melhores estatísticas do que quando realizado para somente uma unidade. Isso ocorre devido a uma maior amostragem possibilitar uma maior abrangência das interações ambientais, o que favorece uma melhor descrição do comportamento matemático das variáveis.
A avaliação do comportamento das variáveis permite inferir que o avanço da área amostral favorece uma redução nas variâncias, observada essencialmente para os índices fitossociológicos. A variância da área basal indicou maior instabilidade devido à presença de clareiras e também de árvores de grande porte, que alteram as medidas de dispersão. No entanto, para senso comum, considera-se que uma amostragem de 5.000 m² propicia uma estabilidade das variâncias (patamares), o que sugere a suficiência amostral.
Quando recalculadas as variáveis para uma amostragem de 50% da unidade amostral original, obtêm-se valores satisfatórios, mas as perdas com relação ao número de espécies amostradas são altas, o que limita a recomendação de uma área de 5.000 m² como suficiente, essencialmente quando há interesse na avaliação da composição florística.
Como o número de espécies apresenta uma distribuição semelhante em todas as unidades amostrais, tendendo para uma distribuição normal, com valores em média
de cinco espécies por subunidade, tem-se que a maior dificuldade do ponto de vista amostral consiste em abranger as espécies com baixa densidade no local.
Portanto, buscando uma maior representatividade amostral das variáveis, recomenda-se a implantação de inventários com repetição parcial, em que diferentes unidades podem ser remedidas em cada ocasião de medição. A aplicação de amostragem com repetição parcial poderia ser utilizada para contemplar a totalidade da área da unidade amostral, mantendo assim a composição florística, e os demais aspectos fitossociológicos poderiam ser considerados com a amostragem de somente 50% da área da unidade amostral. Logo, uma amostragem parcial favoreceria a obtenção de dados consistentes com redução do trabalho demandado para as medições.
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CAPÍTULO II: DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL E CORRELAÇÕES COM A ÁREA