3. DISCUSSÃO GERAL E CONCLUSÕES
3.2. Conclusões
Com as informações apresentadas referentes à estratégia de contratação de médicos estrangeiros por acordo bilaterais em Portugal, questiona-se a existência de um ciclo no processo de uso de evidência científica geradas por resultados de investigação na formulação de políticas públicas de RHS. O ciclo inicia-se pela cultura organizacional, seguido pelo financiamento de investigações e a produção de investigação no país, finalizando com o uso ou não uso de evidência científica gerada por investigações. A falta de cultura organizacional para o uso da evidência pode levar a uma falha de financiamento da investigação no país. Este facto pode restringir a investigação na área de RHS. O ciclo é finalizado com a escassez de investigações relevantes para tomada de decisão política, o que reforça a falta de cultura organizacional e o não uso na informação de políticas.
164 num cenário de reconhecimento da importância da evidência pela organização (Ministério da Saúde). O financiamento de investigações de RHS no Brasil apresenta um panorama diferente ao de Portugal. O finaciamento disponivel para a investigação não é tão abundante, ao ser comparado com outras áreas da saúde, mas é constante o que contribui para a produção científica a qual foi utilizada na formulação da política em análise.
Implicações para políticas futuras
Nos dois países analisados foi identificada a necessidade de intervenções e políticas que considerem todas as áreas do mercado de trabalho em saúde e contenham diferentes ações que permeiem diversos sectores (tais como a educação e o emprego). Para contribuir com o aumento de evidências trazidas por resultados de investigação de forma a reduzir o risco que a formulação de políticas decorra de maneira improvisada ou terem o seu processo dominado por outros fatores que não a evidência é necessárionecessário:
o o investimento em ambientes de discussão e plataformas de interações entre investigadores, formuladores e outros utilizadores de investigação;
o o empoderamento da sociedade civil para que utilize evidência para defender ou impedir a implementação de estratégias, visando contribuir com o controle do uso inadequado da evidência por alguns atores;
o a criação de espaços para a participação da sociedade ou de outros atores no processo de formulação de políticas em Portugal;
o o aumento do apoio à investigação em termos de financiamento e mecanismos de estabelecimento de prioridades políticas em Portugal e;
o até que seja possível obter os resultados com esta ação é necessário dispor de ferramentas que auxiliem a identificação e avaliação de investigações realizadas em diferentes contextos e avaliem a aplicabilidade no contexto português.
Implicações para investigações futuras
Face ao exposto e na sequência dos resultados desta tese é importante ressaltar a necessidade de futuras investigações no campo de RHS e também na área de políticas informadas por
165 evidência científica. Embora exista uma produção local de evidência na área de RHS, é necessário:
o estudos que efetuem o monitoramento do fluxo de saídas dos profissionais médicos principalmente quanto a sua emigração, especialmente no contexto português de inserção na União Europeia;
o estudos relativos à saída de profissionais para o setor de saúde privado ou outros setores e, o duplo emprego. Estudos que facultem um diagnóstico mais preciso sobre a má distribuição dos médicos entre os níveis de atenção;
o mais análises relativas aos fatores que levariam aos médicos a migrar e atuarem em regiões desassistidas nos dois países em estudo. O que seria possível com a execução de estudos qualitativos e “Estudos de Preferência Declarada” (do inglês Discrete Choice Experiment - DCE) que permite identificar as preferências dos indivíduos a partir de comparações entre certas características do trabalho uma vez que alguns benefícios no contrato de trabalho pode ser um contraponto do local de atuação (31,97);
o investigações de avaliação das estratégias implementadas nestes dois países;
o revisões sistemáticas sobre experiências desenvolvidas e contextos nos diversos países e comparações dos resultados e impactos conduzidos por estas estratégias; o investigações que analisem alternativas implementadas em outros países para a
redução da problemática em estudo de uma forma crítica à luz do contexto brasileiro e português.
Relativamente á investigação na área do uso de evidência científica na formulação de políticas são necessários estudos:
o que visem a compreensão da cultura organizacional do uso de evidência nos dois países em análise, que explorem crenças, atitudes e, identifiquem intervenções que estimulem o uso de evidência;
o que explorem mecanismos para controlar o uso seletivo de investigações por alguns atores conforme os seus interesses como, por exemplo, o empoderamento da população para o uso de evidência científica;
166 o que identifiquem a agenda de investigação dos formuladores e dos investigadores na
área de RHS, para o alinhamento de prioridades;
o que explorem a influencia da forma de divulgação dos resultados de investigações no seu uso;
o sobre o impacto da interação entre formuladores e investigadores;
o sobre estratégias utilizadas para potencializar o uso da evidência e a atuação de organizações knowledge-brokering neste processo, utilizando-se de outras políticas implementadas nestes dois países;
o que explorem a efetividade e o impacto do uso de investigação no PMM.
Esta tese contribui no conhecimento das possíveis influências concorrentes à evidência científica no processo de formulação de políticas públicas de RHS. Uma política de RHS informada pela melhor evidência de investigação disponível pode contribuir para a melhoria do desempenho dos profissionais e a correção ou redução do desequilíbrio na composição, distribuição e o melhor emprego da força de trabalho. De forma a beneficiar os utilizadores dos serviços na melhoria ao acesso aos cuidados de saúde adequados, diminuir as iniquidades em saúde e levar ao uso eficiente de recursos limitados para prestação de cuidados de saúde e investigação.
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