A presente pesquisa descreveu as características da mortalidade inerente à criptococose no Brasil entre 2000 e 2012, com distribuições de óbitos e taxas de mortalidade que refletem o comportamento da mortalidade pela enfermidade.
Foram registrados 5755 óbitos com criptococose, por total de menções, sendo que 1121 tinham esta micose como causa básica e em 4314 registros (75%) estavam associados à AIDS. Isso mostra que a análise da mortalidade por criptococose como causa múltipla proporciona uma visão mais real e abrangente da situação epidemiológica da micose e está intrinsecamente associada à epidemia da AIDS.
Apresenta letalidade elevada, é tardiamente diagnosticada e encontra-se subsumida pela epidemia da AIDS. Nesse contexto, a mortalidade por criptococose exige atenção, pois a subnotificação, o diagnóstico tardio e a elevada hospitalização são problemas reais que funcionam como agentes limitantes para identificar a real situação da mortalidade por criptococose no Brasil.
Destacou-se como principal local de ocorrência dos óbitos o ambiente hospitalar; e a forma clínica mais comum foi a cerebral, a forma mais grave, que demanda diagnóstico e tratamento no ambiente hospitalar. O sexo masculino foi o mais atingido nos óbitos, predominando em todas as faixas etárias no estudo e a idade média foi de 39,5 anos, refletindo um perfil semelhante ao observado na epidemia da AIDS.
A distribuição dos óbitos por criptococose no país acompanha as características da endemia regional e da criptococose oportunista associada à AIDS. Considerando óbitos e taxas de mortalidade, por total de menções, a região Sudeste e o estado de São Paulo tiveram maior concentração de óbitos, enquanto a região Sul e o estado de Santa Catarina tiveram as maiores taxas de mortalidade.
Considerando óbitos e taxas de mortalidade por causa básica, refletindo majoritariamente a criptococose primária endêmica, a região Sudeste e o estado de São Paulo mantiveram maiores concentrações de óbito, porém, ao analisar taxa de mortalidade, a região Norte e o estado do Mato Grosso tiveram as maiores taxas.
Ao analisar tendências da mortalidade, observou-se: tendência de queda estatisticamente significativa da taxa de mortalidade, por total de menções; tendência de elevação estatisticamente significativa da taxa de mortalidade na
região Nordeste; e tendência de queda estatisticamente significativa da taxa de mortalidade, no período, na região Sudeste.
Esta pesquisa é relevante, pois ajuda a conhecer a situação da mortalidade da doença no país. Os dados mostram a importância da criptococose como causa básica de morte e/ou associada a outras doenças, como a AIDS, cuja epidemia está intimamente relacionada à criptococose, servindo de subsídio para a criação ou a intensificação dos programas de controle e vigilância dessa doença no Brasil.
Visando a melhoria deste cenário epidemiológico, recomenda-se: realização de estudos que determinem a morbidade da criptococose; agregação de novas tecnologias diagnósticas e terapêuticas, com capacitação dos profissionais de saúde, visando a obtenção de diagnóstico e tratamento mais precoces e efetivos. Recomenda-se ainda o aperfeiçoamento dos sistemas de informação sobre morbidade e mortalidade; ampliação das discussões acerca da relação entre as infecções de HIV/AIDS e da criptococose; conscientização dos profissionais quanto ao preenchimento adequado das Declarações de Óbito para evitar sub-notificação e registro incorreto dos dados; melhorar o acesso aos atestados de óbito, em áreas rurais e pouco desenvolvidas; realização de estudos mais detalhados e específicos em regiões endêmicas em menor escala abordando as espécies fúngicas.
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APÊNDICE: fundamentação dos dados de mortalidade por criptococose – 2000 a 2012
Tabela 22 – Distribuição dos óbitos com criptococose, por total de menções, segundo Unidades Federadas e regiões de residência. Séries históricas. Brasil, 2000 a 2012.
UF e Regiões 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 TOTAL Acre 0 0 0 0 0 0 0 1 0 1 0 2 0 4 Amapá 0 1 0 0 0 1 0 1 0 1 1 0 0 5 Amazonas 2 4 7 1 4 3 4 4 7 13 4 12 11 76 Pará 8 11 11 11 5 8 20 11 20 25 14 15 18 177 Rondônia 0 1 2 0 1 1 1 3 4 2 1 4 2 22 Roraima 3 1 1 1 3 0 1 0 0 0 0 0 0 10 Tocantins 0 3 0 0 1 0 1 0 3 3 2 2 1 16 NORTE 13 21 21 13 14 13 27 20 34 45 22 35 32 310 Alagoas 2 1 1 1 2 1 0 3 1 2 4 2 6 26 Bahia 2 11 12 10 7 10 4 10 16 11 5 9 10 117 Ceará 0 5 8 10 4 2 4 8 5 1 7 12 13 79 Maranhão 2 4 1 3 6 5 0 4 3 4 3 5 2 42 Paraíba 0 0 0 1 1 0 1 0 0 2 3 0 1 9 Pernambuco 2 2 4 2 4 6 9 9 5 8 10 10 9 80 Piauí 2 0 1 0 2 1 2 2 4 4 3 2 11 34
Rio Grande do Norte 2 0 0 1 0 0 0 0 0 0 1 0 0 4
Sergipe 1 4 3 1 1 1 3 0 1 3 2 1 3 24 NORDESTE 13 27 30 29 27 26 23 36 35 35 38 41 55 415 Espírito Santo 8 6 3 9 7 11 4 11 12 7 9 3 6 96 Minas Gerais 32 26 32 29 28 34 35 37 35 33 40 37 35 433 Rio de Janeiro 65 64 50 51 38 55 44 47 40 51 44 40 42 631 São Paulo 158 142 166 181 121 155 112 113 122 122 115 100 114 1721 SUDESTE 263 238 251 270 194 255 195 208 209 213 208 180 197 2881 Paraná 38 27 29 33 29 24 31 24 28 29 24 25 33 374
Rio Grande do Sul 55 73 66 62 56 58 60 61 65 53 62 62 45 778
Santa Catarina 26 31 30 30 35 30 33 42 45 57 40 36 31 466
SUL 119 131 125 125 120 112 124 127 138 139 126 123 109 1618
Distrito Federal 1 6 9 3 6 7 6 6 6 4 3 7 5 69
Goiáis 10 30 10 23 19 17 21 16 22 20 16 22 27 253
Mato Grosso 1 3 4 8 5 6 7 4 4 4 7 12 9 74
Mato Grosso do Sul 12 13 7 12 16 9 9 12 12 14 8 6 5 135
CENTRO-OESTE 24 52 30 46 46 39 43 38 44 42 34 47 46 531
BRASIL 432 469 457 483 401 445 412 429 460 474 428 426 439 5755
Tabela 23 – Distribuição das taxas de mortalidade de criptococose, por total de menções, segundo Unidades Federadas e regiões de residência. Séries históricas. Brasil, 2000 a 2012.
UF 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Média Acre 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 1,42 0,00 1,45 0,00 2,68 0,00 0,46 Amapá 0,00 2,00 0,00 0,00 0,00 1,68 0,00 1,57 0,00 1,60 1,49 0,00 0,00 0,65 Amazonas 0,71 1,38 2,36 0,33 1,29 0,93 1,21 1,18 2,09 3,83 1,15 3,39 3,06 1,81 Pará 1,29 1,73 1,70 1,67 0,75 1,15 2,81 1,52 2,73 3,36 1,85 1,95 2,30 1,94 Rondônia 0,00 0,71 1,40 0,00 0,68 0,65 0,64 1,89 2,68 1,33 0,64 2,54 1,26 1,12 Roraima 9,25 2,96 2,88 2,80 8,16 0,00 2,48 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 1,94 Tocantins 0,00 2,53 0,00 0,00 0,80 0,00 0,75 0,00 2,34 2,32 1,45 1,43 0,70 0,95 NORTE 1,01 1,58 1,55 0,94 0,99 0,88 1,80 1,30 2,24 2,93 1,39 2,17 1,96 1,62 Alagoas 0,71 0,35 0,35 0,34 0,68 0,33 0,00 0,97 0,32 0,63 1,28 0,64 1,89 0,66 Bahia 0,15 0,83 0,90 0,74 0,52 0,72 0,29 0,71 1,10 0,75 0,36 0,64 0,70 0,65 Ceará 0,00 0,66 1,04 1,29 0,51 0,25 0,49 0,96 0,59 0,12 0,83 1,41 1,51 0,75 Maranhão 0,35 0,70 0,17 0,51 1,01 0,82 0,00 0,64 0,48 0,63 0,46 0,75 0,30 0,52 Paraíba 0,00 0,00 0,00 0,28 0,28 0,00 0,28 0,00 0,00 0,53 0,80 0,00 0,26 0,19 Pernambuco 0,25 0,25 0,49 0,24 0,48 0,71 1,06 1,05 0,57 0,91 1,14 1,13 1,01 0,73 Piauí 0,70 0,00 0,34 0,00 0,68 0,33 0,66 0,65 1,28 1,27 0,96 0,64 3,48 0,86
Rio Grande do Norte 0,72 0,00 0,00 0,35 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,32 0,00 0,00 0,10
Sergipe 0,56 2,20 1,62 0,53 0,52 0,51 1,50 0,00 0,50 1,48 0,97 0,48 1,42 0,94 NORDESTE 0,27 0,56 0,61 0,59 0,54 0,51 0,45 0,69 0,66 0,65 0,72 0,77 1,02 0,62 Espírito Santo 2,58 1,90 0,94 2,77 2,12 3,23 1,15 3,12 3,47 2,01 2,56 0,85 1,68 2,18 Minas Gerais 1,79 1,43 1,74 1,56 1,49 1,77 1,80 1,88 1,76 1,65 2,04 1,87 1,76 1,74 Rio de Janeiro 4,52 4,40 3,40 3,43 2,53 3,57 2,83 2,99 2,52 3,18 2,75 2,48 2,59 3,15 São Paulo 4,27 3,77 4,35 4,68 3,08 3,83 2,73 2,71 2,97 2,95 2,79 2,40 2,72 3,30 SUDESTE 3,63 3,24 3,37 3,58 2,54 3,25 2,45 2,58 2,61 2,63 2,59 2,22 2,41 2,84 Paraná 3,97 2,78 2,96 3,33 2,89 2,34 2,98 2,28 2,64 2,71 2,30 2,38 3,12 2,81
Rio Grande do Sul 5,40 7,08 6,34 5,90 5,28 5,35 5,47 5,50 5,99 4,86 5,80 5,78 4,18 5,60
Santa Catarina 4,85 5,69 5,43 5,35 6,15 5,11 5,54 6,94 7,43 9,32 6,40 5,70 4,86 6,08
SUL 4,74 5,15 4,86 4,80 4,56 4,15 4,54 4,59 5,02 5,01 4,60 4,46 3,93 4,64
Distrito Federal 0,49 2,86 4,19 1,37 2,69 3,00 2,52 2,46 2,35 1,53 1,17 2,68 1,89 2,24
Goiáis 1,99 5,86 1,92 4,33 3,52 3,02 3,66 2,74 3,76 3,37 2,66 3,62 4,39 3,45
Mato Grosso 0,40 1,17 1,54 3,02 1,85 2,14 2,45 1,37 1,35 1,33 2,31 3,90 2,89 2,01
Mato Grosso do Sul 5,77 6,16 3,27 5,53 7,28 3,97 3,92 5,15 5,14 5,93 3,27 2,42 1,99 4,54
CENTRO-OESTE 2,06 4,37 2,48 3,73 3,67 2,99 3,24 2,81 3,21 3,02 2,42 3,30 3,19 3,11
BRASIL 2,54 2,72 2,62 2,73 2,24 2,42 2,21 2,27 2,43 2,47 2,24 2,21 2,26 2,41
Fonte: DATASUS/MS e IBGE
Tabela 24 – Distribuição dos óbitos com criptococose, segundo causa básica, causa associada e total de menções. Séries históricas. Brasil, 2000 a 2012.
Criptococose por causa 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Total
Causa básica 69 75 82 81 80 91 87 94 97 92 78 77 118 1121
Causa associada 363 394 375 402 321 354 325 335 363 382 350 349 321 4634
Total de menções 432 469 457 483 401 445 412 429 460 474 428 426 439 5755
Fonte: DATASUS/MS
Tabela 25 – Distribuição das taxas de mortalidade de criptococose, segundo causa básica, causa associada e total de menções. Séries históricas. Brasil, 2000 a 2012.
Criptococose por causa 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Total
Causa básica 0,406 0,435 0,469 0,458 0,447 0,494 0,466 0,496 0,511 0,480 0,409 0,400 0,608 0,469
Causa associada 2,138 2,285 2,147 2,273 1,792 1,922 1,740 1,769 1,914 1,995 1,835 1,814 1,655 1,938
Total de menções 2,544 2,721 2,617 2,731 2,239 2,416 2,206 2,266 2,426 2,475 2,244 2,214 2,263 2,407
Fonte: DATASUS/MS e IBGE
Nota: taxas de mortalidade por 1.000.000 de habitantes
Tabela 26 – Distribuição dos óbitos por forma clínica de criptococose, por causa básica. Séries históricas. Brasil, 2000 a 2012.
Forma clínica 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Total
Criptococose pulmonar 2 4 3 4 1 3 6 8 6 18 11 12 16 94
Criptococose cerebral 60 65 66 68 67 80 73 79 78 58 58 52 91 895
Criptococose disseminada 0 1 2 3 1 1 5 1 1 7 5 5 4 36
Outras formas de criptococose 1 0 0 0 1 0 0 2 3 7 0 2 1 17
Criptococose não especificada 6 5 11 6 10 7 3 4 9 2 4 6 6 79
Total 69 75 82 81 80 91 87 94 97 92 78 77 118 1121
Tabela 27 – Distribuição das taxas de mortalidade com criptococose, por total de menções, segundo regiões de residência. Séries históricas. Brasil, 2000 a 2012.
Regiões 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Média Norte 1,008 1,586 1,555 0,943 0,995 0,884 1,797 1,304 2,245 2,930 1,387 2,175 1,957 1,620 Nordeste 0,272 0,559 0,614 0,588 0,541 0,510 0,446 0,690 0,659 0,653 0,716 0,766 1,020 0,623 Sul 4,740 5,147 4,857 4,803 4,560 4,152 4,541 4,595 5,019 5,015 4,601 4,463 3,931 4,643 Sudeste 3,632 3,239 3,372 3,581 2,541 3,250 2,451 2,579 2,606 2,632 2,588 2,223 2,415 2,839 Centro-Oeste 2,062 4,375 2,479 3,735 3,671 2,995 3,240 2,811 3,213 3,023 2,419 3,300 3,189 3,113 Brasil 2,544 2,721 2,617 2,731 2,239 2,416 2,206 2,266 2,426 2,475 2,244 2,214 2,263 2,407
Fonte: DATASUS/MS e IBGE
Nota: taxa de mortalidade por 1.000.000 de habitantes
Tabela 28 – Distribuição dos óbitos com criptococose, por total de menções, segundo regiões de residência. Séries históricas. Brasil, 2000 a 2012. Regiões 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Total Norte 13 21 21 13 14 13 27 20 34 45 22 35 32 310 Nordeste 13 27 30 29 27 26 23 36 35 35 38 41 55 415 Sul 119 131 125 125 120 112 124 127 138 139 126 123 109 1618 Sudeste 263 238 251 270 194 255 195 208 209 213 208 180 197 2881 Centro-Oeste 24 52 30 46 46 39 43 38 44 42 34 47 46 531 Brasil 432 469 457 483 401 445 412 429 460 474 428 426 439 5755 Fonte: DATASUS/MS
Tabela 29 – Distribuição dos óbitos por doenças infecciosas e/ou parasitárias crônicas e recorrentes, segundo causa básica. Séries históricas. Brasil, 2000 a 2012.
DIP 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Total AIDS 10730 10948 11055 11283 11020 11100 11046 11372 11839 12134 12151 12151 12073 148902 Tuberculose 5533 5425 5162 4987 4981 4735 4823 4735 4881 4797 4659 4563 4421 63702 Doença de Chagas 5134 4889 4891 5016 5041 4916 4930 4725 5096 4741 4876 4673 4650 63578 Esquistossomose 484 583 568 464 519 514 554 534 541 498 514 546 488 6807 Leishmaniose 276 220 222 247 262 261 298 305 352 360 344 319 293 3759 Hanseníase 248 228 241 247 226 230 237 201 213 200 180 198 192 2841 Paracoccidioidomicose 157 170 168 173 185 160 145 137 129 133 120 117 106 1900 Sífilis 122 119 126 94 98 99 98 113 85 93 121 161 186 1515 Malária 243 142 93 103 100 122 105 93 67 85 76 69 60 1358 Cisticercose 110 104 115 118 107 99 101 105 94 83 93 96 81 1306 Toxoplasmose 104 108 87 97 86 87 92 73 82 93 85 90 72 1156 Criptococose 69 75 82 81 80 91 87 94 97 92 78 77 118 1121 Candidíase 39 37 57 59 38 48 61 51 48 59 48 60 59 664 Pneumocistose 27 33 33 44 45 40 49 58 38 42 41 55 49 554 Aspergilose 11 13 21 17 17 19 15 18 23 23 18 21 17 243 Histoplasmose 7 10 16 7 14 22 15 21 15 14 17 21 15 194 Coccidioidomicose 0 3 2 2 2 1 4 0 3 1 1 3 2 24 Fonte: DATASUS/MS
Tabela 30 – Distribuição das taxas de mortalidade por doenças infecciosas e/ou parasitárias crônicas e recorrentes, segundo causa básica. Séries históricas. Brasil, 2000 a 2012.
DIP 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Média AIDS 63,19 63,51 63,30 63,79 61,53 60,27 59,14 60,06 62,44 63,37 63,70 63,16 62,24 62,27 Tuberculose 32,58 31,47 29,56 28,19 27,81 25,71 25,82 25,01 25,74 25,05 24,42 23,72 22,79 26,64 Doença de Chagas 30,23 28,36 28,01 28,36 28,14 26,69 26,40 24,96 26,88 24,76 25,56 24,29 23,97 26,59 Esquistossomose 2,85 3,38 3,25 2,62 2,90 2,79 2,97 2,82 2,85 2,60 2,69 2,84 2,52 2,85 Leishmaniose 1,62 1,28 1,27 1,40 1,46 1,42 1,59 1,61 1,86 1,88 1,80 1,66 1,51 1,57 Hanseníase 1,46 1,32 1,38 1,40 1,26 1,25 1,27 1,06 1,12 1,04 0,94 1,03 0,99 1,19 Paracoccidioidomicose 0,92 0,99 0,96 0,98 1,03 0,87 0,78 0,72 0,68 0,69 0,63 0,61 0,55 0,79 Sífilis 0,72 0,69 0,72 0,53 0,55 0,54 0,52 0,60 0,45 0,49 0,63 0,84 0,96 0,63 Malária 1,43 0,82 0,53 0,58 0,56 0,66 0,56 0,49 0,35 0,44 0,40 0,36 0,31 0,57 Cisticercose 0,65 0,60 0,66 0,67 0,60 0,54 0,54 0,55 0,50 0,43 0,49 0,50 0,42 0,55 Toxoplasmose 0,61 0,63 0,50 0,55 0,48 0,47 0,49 0,38 0,43 0,49 0,44 0,47 0,37 0,48 Criptococose 0,41 0,43 0,47 0,46 0,45 0,49 0,47 0,50 0,51 0,48 0,41 0,40 0,61 0,47 Candidíase 0,23 0,21 0,33 0,33 0,21 0,26 0,33 0,27 0,25 0,31 0,25 0,31 0,30 0,28 Pneumocistose 0,16 0,19 0,19 0,25 0,25 0,22 0,26 0,31 0,20 0,22 0,21 0,29 0,25 0,23 Aspergilose 0,06 0,07 0,12 0,10 0,09 0,10 0,08 0,09 0,12 0,12 0,09 0,11 0,14 0,10 Histoplasmose 0,04 0,06 0,09 0,04 0,08 0,12 0,08 0,11 0,08 0,07 0,09 0,11 0,08 0,08 Coccidioidomicose 0,00 0,02 0,01 0,01 0,01 0,00 0,02 0,00 0,02 0,00 0,00 0,01 0,01 0,01
Fonte: DATASUS/MS e IBGE
Tabela 31 – Distribuição dos óbitos de criptococose, por causa básica, segundo ocupações agregadas e bem definidas. Brasil, 2000 a 2012.
OCUPAÇÃO 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Total
Produção de bens e serviços
industriais 5 4 4 6 0 1 11 14 10 14 12 15 21 117 Trabalhadores em serviços de reparação e manutenção 7 10 10 11 9 10 4 3 4 2 2 2 4 78 Trabalhadores agropecuários, florestais e de pesca 4 4 4 4 3 6 5 9 8 10 6 4 5 72 Trabalhadores em serviços de
vendas, comércio e lojas 0 0 0 0 0 0 4 7 10 8 8 6 9 52
Técnicos de nível médio 5 0 4 3 5 1 2 2 6 4 4 5 2 43
Membros superiores do poder
público 1 1 2 4 7 0 0 3 3 5 3 4 2 35
Profissionais das ciências e artes 1 0 1 0 2 1 3 1 4 2 4 2 7 28
Trabalhadores em serviços
administrativos 1 0 0 0 0 0 0 2 0 6 0 1 3 13
Membros das Forças Armadas,
policiais e bombeiros 0 0 0 0 1 0 0 1 0 0 1 0 2 5 Não informada 6 11 7 7 5 8 35 24 22 18 17 15 22 197 Códigos de exclusão 0 0 0 0 0 0 23 27 28 22 20 22 38 180 Ignorada 0 0 0 0 0 0 0 1 2 1 1 1 3 9 Total 30 30 32 35 32 27 87 94 97 92 78 77 118 829 4659 4563 4421 63702 Fonte: DATASUS/MS 180 198 192 2841 121 161 186 1515 334 256 173 1418
Tabela 32 – Distribuição percentual dos óbitos com criptococose, por total de menções, segundo Unidades Federadas e regiões de residência. Brasil, 2000 a 2012. UF e REGIÕES ÓBITOS % Acre 4 0,07 Amapá 5 0,09 Amazonas 76 1,32 Pará 177 3,07 Rondônia 22 0,38 Roraima 10 0,17 Tocantins 16 0,28 NORTE 310 5,39 Alagoas 26 0,45 Bahia 117 2,03 Ceará 79 1,37 Maranhão 42 0,73 Paraíba 9 0,16 Pernambuco 80 1,39 Piauí 34 0,59
Rio Grande do Norte 4 0,07
Sergipe 24 0,42 NORDESTE 415 7,21 Espírito Santo 96 1,67 Minas Gerais 433 7,52 Rio de Janeiro 631 11,00 São Paulo 1721 29,90 SUDESTE 2881 50,06 Paraná 374 6,50
Rio Grande do Sul 778 13,52
Santa Catarina 466 8,10
SUL 1618 28,11
Distrito Federal 69 1,20
Goiás 253 4,40
Mato Grosso 74 1,28
Mato Grosso do Sul 135 2,34
CENTRO-OESTE 531 9,23
BRASIL 5755 100,00
Tabela 33 – Distribuição percentual dos óbitos com criptococose e população média, por total de menções, segundo regiões de residência. Brasil, 2000 a 2012.
Regiões Óbitos % População %
Norte 310 5,3 14720981 8,0 Nordeste 415 7,2 51240810 27,8 Sul 1618 28,1 26804398 14,5 Sudeste 2881 50,0 78056905 42,4 Centro-Oeste 531 9,2 13122878 7,1 Brasil 5755 100,0 183945970 100,0
Fonte: DATASUS/MS e IBGE
Tabela 34 – Distribuição dos óbitos e taxas de mortalidade de criptococose, por total de menções, segundo regiões de residência. Brasil, 2000 a 2012.
Regiões Óbitos População média Taxa média
Norte 310 14720981 1,62 Nordeste 415 51240810 0,62 Sul 1618 26804398 4,64 Sudeste 2881 78056905 2,83 Centro-Oeste 531 13122878 3,11 Brasil 5755 183945970 2,41
Fonte: DATASUS/MS e IBGE