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MÉTODO DE DOSAGEM DO CONCRETO

RELAÇÃO DO AGREGADO

GRAÚDO/MIÚDO CONSUMO DE CIMENTO

INT – Instituto Nacional de Tecnologia do Rio de Janeiro

Em função de uma

composição granulométrica que se adapte às curvas padrões

Em função da relação água/cimento e da

porcentagem água/mistura seca que por sua vez,

depende do diâmetro máximo do agregado e do processo de adensamento

IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (1)

Em função dos módulos de finura dos agregados

Tentativas experimentais, em função da trabalhabilidade desejada

ABCP – Associação Brasileira de Cimento Portland

Em função das massas específicas aparente secas dos agregados, determinadas em ensaio padronizado

Com auxílio da rota de igual trabalhabilidade, relacionando o traço à relação água/cimento ITERS – Instituto Tecnológico do

Estado do Rio Grande do Sul

Experimentalmente em ensaios realizados com aparelho POWERS ou VEBE

Tentativas, tendo em vista a trabalhabilidade desejada (1) Este método é aquele apresentado por Petrucci (1979). Atualmente o IPT utiliza o Método de Dosagem

IPT/EPUSP.

2.2.3.1 – Parâmetros comuns aos principais métodos de dosagem utilizados no Brasil

Conforme citado por Sobral (1980), alguns parâmetros são comuns aos principais métodos de dosagem do concreto utilizados no Brasil. Helene (1987) considera que apesar das diferenças existentes entre as diversas metodologias de dosagens, pode-se relacionar como atividades comuns entre os vários métodos existentes no Brasil:

- O cálculo da resistência de dosagem;

- A correlação entre a resistência à compressão e a relação água/cimento para um determinado tipo e classe de cimento;

- O aumento da resistência com o tempo;

- O consumo de água por unidade de volume para a obtenção da trabalhabilidade requerida;

- O ajuste experimental em laboratório; e - Correções e ajustes da mistura em obra.

É consenso entre os pesquisadores a dificuldade em se atender todas as características do concreto através de um único método de dosagem. Assim, apresenta-se a seguir, uma avaliação sucinta dos principais parâmetros comuns aos métodos mais utilizados no Brasil, a saber:

- O cálculo da resistência de dosagem;

- Determinação da relação água/cimento em função da resistência à compressão do concreto nas idades de interesse;

- Determinação da relação água/cimento em função da durabilidade do concreto.

a)

CÁLCULODARESISTÊNCIADEDOSAGEM

A resistência à compressão do concreto é um parâmetro que depende, dentre outros, da qualidade dos materiais empregados, das proporções da mistura, meios de produção e execução dos ensaios. Considerando que este parâmetro tem como referência os resultados obtidos de corpos-de– prova cilíndricos, cujos valores são variáveis e dependentes da qualidade da produção do concreto, torna-se importante definir uma forma de avaliação da qualidade e a resistência potencial do concreto de uma estrutura.

Desta forma têm-se utilizado modelos estatísticos como forma de melhor representar as variabilidades de resultados obtidos nos corpos-de-prova amostrados no volume de concreto produzido. Basilio apud Sobral (1980) e Rusch apud Helene & Terzian (1993) apregoam que a dispersão desses resultados individuais ajusta-se bem à distribuição normal de Gauss.

Dafico (1997) sugere que para o calculista “...interessa saber qual o valor de resistência

que tem a mínima probabilidade de ocorrer, não interessando qual o valor médio”. Helene & Terzian

(1993) afirmam que, para definir e qualificar uma produção de concreto, não basta conhecer a média dos resultados. Para esses autores, é necessário conhecer também a variabilidade ou dispersão destes resultados, usando para tal, da medida do desvio padrão ou do coeficiente de variação do processo de produção e ensaio.

Admitindo-se que a função de distribuição de Gauss depende do valor da média e do desvio padrão, e que estes parâmetros estatísticos definem a variabilidade dos resultados em torno da média, introduziu-se o conceito de Resistência Característica a Compressão do Concreto (fck) como sendo o valor da resistência a compressão que apresenta a probabilidade de 5% de não ser alcançado. A figura 2.6 mostra a representação da distribuição normal de Gauss da resistência a compressão do concreto.

FIGURA 2.6 – Função de distribuição de Gauss da resistência à compressão do concreto

(Helene & Terzian, 1993)

A figura 2.6 apresenta algumas notações cujos significados são apresentados a seguir: fck = Resistência característica à compressão do concreto (MPa)

fcm = Resistência à compressão média do concreto obtida a j dias de idade (MPa) fci = Resistência à compressão individual de cada um dos exemplares de uma

amostra, a j dias de idade; (MPa)

Sc = Desvio-padrão do processo de produção e ensaio de resistência do concreto obtido de uma ou mais amostra, a j dias de idade (MPa)

Vc = Coeficiente de variação do processo de produção e ensaio de resistência do concreto obtido de uma ou mais amostras, a j dias de idade (%)

n = Número de exemplares que constituem a amostra

A norma “NBR 12655/96 – CONCRETO – Preparo, controle e recebimento” no que se refere ao cálculo da resistência à compressão do concreto (fc) a ser estimada para o estudo de dosagem utiliza a expressão representada pela equação (7).

Eq.(7)

Onde:

fcj= Resistência do concreto à compressão na idade de j dias (MPa) fck = Resistência característica à compressão do concreto (MPa) Sd = Desvio-padrão de dosagem (MPa)

1,65 = Quantidade correspondente a 5% na curva de densidade da distribuição normal de Gauss.

O desvio-padrão de dosagem (Sd) avalia as variações decorrentes das etapas de produção do concreto. Assim, a norma NBR 12655/96, em função da condição de preparo do concreto, adota os valores de Sd transcritos na tabela 2.5.

Sd

fck

fc

j

=

+1,65*

D E N S ID A D E D E F R E Q Ü Ê N C IA O U D E N S ID A D E D E P R O B A B IL ID A D E

RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO (MPa)

5%

Sc

fcm

fck

fc

fcm fci n n i=1 =

Σ

Sc Vc= fcm *100 n Sc fci)2 (fcm n-1 i=1 =

Σ

- (MPa) (MPa) (%)

Eq. (4)

Eq. (5)

Eq. (6)