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CONCRETOS

No documento Rio de Janeiro 2014 (páginas 52-200)

3. MATERIAIS E CONCRETOS

3.2. CONCRETOS

Para o estudo dos efeitos da temperatura no concreto, foram confeccionados

06 (seis) lotes de concretagem. Para melhor identificação dos lotes de concretagem,

eles foram referenciados, cada um, por uma cor. Segue então a descrição da

finalidade de cada lote de concretagem e a sua identificação:

Para o estudo do comportamento sem o resfriamento dos concretos

(resistência convencional e alta resistência) sem fibras de polipropileno, foram feitos

(02) dois lotes de concretagens:

- Concreto Vermelho: Estudo do comportamento do concreto de resistência

convencional aquecido até a temperatura especificada (25 ºC, 300 ºC, 600 ºC e 900

ºC) e posterior ensaio de ruptura sem o seu resfriamento. Identificação do ensaio:

ARCSR (Aquecimento de concreto de com Resistência Convencional Sem

Resfriamento).

- Concreto Marrom: Estudo do comportamento do concreto de alta resistência

aquecido até a sua temperatura e posterior ensaio de ruptura sem o seu

resfriamento. Identificação do ensaio: AARSR (Aquecimento de concreto de Alta

Resistência Sem Resfriamento).

Para avaliar o comportamento do concreto após o seu resfriamento foram

executados 03 (três) lotes de concretagem:

53

- Concreto Azul: Estudo do comportamento do concreto de resistência

convencional com 0% de fibras de polipropileno, submetido ao aquecimento e

ruptura após o resfriamento com extintor de espuma mecânica. Identificação do

ensaio: ARCRE (Aquecimento de concreto de com Resistência Convencional

Resfriado com extintor).

- Concreto Verde: Estudo do comportamento do concreto de resistência

convencional com 0,15% de fibras de polipropileno, submetido ao aquecimento com

ruptura após o resfriamento com água à temperatura ambiente. Identificação do

ensaio: ARCRA (Aquecimento de concreto de com Resistência Convencional

Resfriado com água).

- Concreto Amarelo: Estudo do comportamento do concreto de resistência

convencional com 0,30% de fibras de polipropileno, submetido ao aquecimento e

ruptura após o resfriamento ao ar. Identificação do ensaio: ARCRAR (Aquecimento

de concreto de com Resistência Convencional Resfriado ao ar).

Por último, também foi confeccionada uma concretagem (Concreto Branco),

onde parte dos corpos de prova se destinou ao estudo dos efeitos da temperatura do

concreto convencional submetido ao envelhecimento acelerado e outra parte, ao

estudo do efeito tamanho resultante da modificação das dimensões dos corpos de

prova prismáticos.

Fez-se o monitoramento do aquecimento interno de 03 (três) corpos de prova

cilíndricos de concreto de cada um dos lotes apresentados até as temperaturas

máximas de 300 ºC, 600 ºC e 900 ºC.

3.2.1. Distribuição dos Lotes dos Concretos

Pode ser visto nas TAB. 3.1 a TAB. 3.4 mostra a distribuição dos corpos de

prova cilíndricos de 100 mm x 200 mm e prismáticos de 100 mm x 100 mm x 300

mm nos lotes de concretagem de acordo com o formato, resistência média do

54

concreto à compressão e temperatura de ensaio, tipo de envelhecimento e para

se estudar o efeito tamanho nos corpos de prova prismáticos de concreto:

TAB. 3.1 Ensaios de elevação da temperatura e ruptura sem o resfriamento.

T (ºC) Ensaios ARCSR - = 35 MPa AARSR - = 50 MPa

100x200mm 100x100x300mm 100x200mm 100x100x300mm

25 Compressão 3 - 3 -

Flexão - 2 - 2

300 Compressão 3 - 3 -

Flexão - 2 - 2

600 Compressão 3 - 3 -

Flexão - 2 - 2

900 Compressão 3 - 3 -

Flexão - 2 - 2

Para cada lote de concretagem vermelha e marrom foram confeccionados 12

corpos de prova cilíndricos, sendo divididos em 04 grupos de 03 corpos de prova

para a exposição às temperaturas de 25 ºC, 300 ºC, 600 ºC e 900 ºC. Também

foram confeccionados 08 corpos de prova prismáticos, sendo divididos em 04

grupos de 02 corpos de prova para também expô-los às temperaturas de 25 ºC,

300 ºC, 600 ºC e 900 ºC. A FIG. 3.1 mostra a disposição dos corpos de prova para

facilitar a sua identificação e tipo de ensaio.

Para cada lote de concretagem azul, verde e amarela foram confeccionados

12 corpos de prova cilíndricos, sendo divididos em 04 grupos de 03 corpos de prova

para a exposição às temperaturas de 25 ºC, 300 ºC, 600 ºC e 900 ºC. Também

formam confeccionados 24 corpos de prova prismáticos, sendo divididos em quatro

grupos de 06 corpos de prova para também expô-los às temperaturas de 25 ºC,

300 ºC, 600 ºC e 900 ºC. A FIG. 3.2 mostra a disposição dos corpos de prova para

facilitar a sua identificação e tipo de ensaio.

55

FIG. 3.1 Distribuição dos corpos de prova nos ensaios sem o resfriamento.

TAB. 3.2 Ensaios de elevação da temperatura e ruptura posterior ao resfriamento:

T(ºC)

Ensaios = 35 MPa

100 mm x 200 mm 100 mm x 100 mm x 300 mm

% Fibras - PP ARCRE 0% ARCRA 0,15% R 0,30% ARCRA ARCRE 0% ARCRA 0,15% ARCRAR 0,30%

25

Compressão 3 3 3 - - -

Flexão - - - 3 3 3

Fadiga por flexão

*

- - - 3 3 3

300

Compressão 3 3 3 - - -

Flexão - - - 3 3 3

Fadiga por flexão

*

- - - 3 3 3

600

Compressão 3 3 3 - - -

Flexão - - - 3 3 3

Fadiga por flexão

*

- - - 3 3 3

900

Compressão 3 3 3 - - -

Flexão - - - 3 3 3

56

FIG. 3.2 Distribuição dos corpos de prova por ensaios com resfriamento.

TAB. 3.3 Ensaios de Envelhecimento Acelerado

Envelhecimento Ensaios = 35 MPa

100x200mm 60x60x200mm 100x100x300mm

Sem

Envelhecimento

Compressão 4 - -

Flexão - 3 5

Envelhecimento

Moderado

Compressão 3 - -

Flexão - 3 3

Envelhecimento

Severo

Compressão 3 - -

Flexão - 3 3

TAB. 3.4 Ensaios de Envelhecimento Acelerado

Ensaios = 35 MPa

6cmx6cmx20cm 10cmx10cmx30cm 15cmx15cmx50cm

57

3.3. MATERIAIS

Neste item é feita a descrição de todo o material que constituíram os corpos

de provas de concreto dos lotes.

3.3.1. Cimento Portland

O cimento Portland utilizado na confecção do concreto de resistência

convencional ( = 35 MPa) e no concreto de alta resistência ( = 50 MPa) foi o

cimento Portland composto com escória CP II – E da classe de resistência 32 da

Holcim, oriundo da fábrica localizada no município de Cantagalo/RJ.

Segue nas TAB. 3.5 e TAB. 3.6 Os parâmetros físicos e químicos de um cimento

produzido na fábrica referenciada, comparativo às especificações da ABNT NBR

11578 (1991).

TAB. 3.5 Exigências químicas segundo a ABNT NBR 11578 (1991).

Determinações Químicas Cim

pesquisa

Limites (% da massa)

para o CPII - E

Resíduo insolúvel (RI) 2,07  2,5

Perda ao Fogo (PF) 1000 ºC 4,63  6,5

Óxido de magnésio (MgO) 3,68  6,5

Trióxido de Enxofre (SO

3

) 1,60  4,0

Anidrido carbônico (CO

2

) 4,38  5,0

TAB. 3.6 Exigências físicas e mecânicas segundo a ABNT NBR 11578 (1991).

Características e propriedades Unidade Cim

pesquisa

Limite da

classe 32

Finura Resíduo na peneira 75 µm (#200) % 0,4 12

Área Específica (Blaine) m²/kg 370  260

Tempo de início de pega h 2,6  1

Tempo final de pega h 4,2  10

Resistência

à

compressão

1 dias de idade MPa 9,6 -

3 dias de idade MPa 20,98  10

7 dias de idade MPa 28,68  20

58

FIG. 3.3 Cimento utilizado para a confecção dos concretos.

3.3.2. Agregado Miúdo

O agregado miúdo utilizado foi areia comercial de rio lavada proveniente de

um areal no município de Seropédica/RJ, como pode ser visto na FIG. 3.4. A TAB.

3.7 apresenta os ensaios de caracterização do material.

A distribuição granulométrica da areia está apresentada apresenta na TAB. 3.8,

enquanto seu gráfico na FIG. 3.4.

FIG. 3.4 Amostra da areia utilizada.

TAB. 3.7 Parâmetros de caracterização do agregado miúdo

PARÂMETROS VALORES

Massa específica (ABNT NBR NM 52, 2003). 2,58 g/cm³

Módulo de finura (ABNT NBR 7211, 2005). 2,96

59

TAB. 3.8 Distribuição granulométrica da areia utilizada

Peneiras

(% Passante)

Limites recomendados pela ABNT

NBR NM 248 (2003) (Zona 2 - Média) Curva da areia

utilizada

# mm Limite Superior Limite inferior

1 1/2" 38,1 100 100 100,0

1" 25,4 100 100 100,0

3/4" 19,1 100 100 100,0

1/2" 12,7 100 100 100,0

3/8" 9,5 100 100 100,0

0 6,3 100 93 100,0

n.º 4 4,8 100 89 98,0

0 2,4 100 75 93,0

n.º 10 2 95 65 88,0

n.º 16 1,2 90 55 68,0

n.º 30 0,6 59 35 35,0

n.º 50 0,3 30 5 8,0

FIG. 3.5 Curva granulométrica da areia utilizada.

Da FIG. 3.5 conclui-se que a areia situa-se entre os limites recomendados

pela ABNT NBR NM 248/2003 para Zona 2 com graduação média.

0

10

20

30

40

50

60

70

80

90

100

0,300 3,000 30,000

P

a

s

s

a

n

te

(

%

)

Peneiras (mm)

Curva Agregado

Limite Inferior

Limite Superior

60

3.3.3. Agregados Graúdos

Os agregados graúdos, britas “0” e “1”, foram de rocha tipo gnaisse,

provenientes de um britador no município de Duque de Caxias/RJ. A amostra da

Brita “0” e sua distribuição granulométrica são mostradas na FIG. 3.6 TAB. 3.9,

respectivamente.

FIG. 3.6 Amostra da brita “0” utilizada.

TAB. 3.9 Distribuição granulométrica da brita “0”.

Peneiras Material Retido % Que Passa da Peneiras

Peso (g) % Amostra Total % Acumulada Amostra Total (mm)

3 pol 0,00 0 0 100 76,2

2 pol 0,00 0 0 100 50,8

1 1/2 pol 0,00 0 0 100 38,1

1 pol 0,00 0 0 100 25,4

3/4 pol 0,00 0 0 100 19,1

1/2 pol 98,90 2 2 98 12,5

3/8 pol 1015,21 22 24 76 9,5

N

0

4 2683,80 59 83 17 4,8

N

0

8 773,92 17 100 0 4,2

N

0

10 0 100 0 2,0

61

A curva granulométrica e a caracterização da brita “0” são mostradas na FIG.

3.7 e curvas granulométricas e TAB. 3.10, respectivamente.

FIG. 3.7 Curva granulométrica da brita “0” utilizada.

TAB. 3.10 Parâmetros de caracterização da brita “0”

PARÂMETROS VALORES

Massa específica (ABNT NBR NM 52, 2003). 2,70 g/cm³

Módulo de finura (ABNT NBR 7211, 2005). 4,78

Dimensão máxima característica (ABNT NBR 7211, 2005). 12,5 mm

A amostra da Brita “1”, a sua distribuição e curva granulométrica, juntamente

com os seus parâmetros são mostrados nas FIG. 3.8, TAB. 3.11, e FIG. 3.9 e TAB.

3.12, respectivamente.

FIG. 3.8 Amostra da brita “1” utilizada.

0 20 40 60 80 100 0,01 0,1 1 10 100

%

Q

U

E

P

A

S

S

A

D

A

A

M

O

S

T

R

A

T

O

T

A

L

62

TAB. 3.11 Distribuição granulométrica da brita “1” utilizada.

Peneiras Material Retido % Que Passa da Peneiras

Peso (g) % Amostra Total % Acumulada Amostra Total (mm)

3 pol 0,00 0 0 100 76,2

2 pol 0,00 0 0 100 50,8

1 1/2 pol 0,00 0 0 100 38,1

1 pol 0,00 0 0 100 25,4

3/4 pol 344,96 5 5 95 19,1

3/8 pol 5615,10 89 95 5 9,5

1/4 pol 276,40 4 99 1 6,3

N

0

4 69,51 1 100 0 4,8

N

0

8 0 100 0 4,2

N

0

10 0 100 0 2,0

FIG. 3.9 Curva granulométrica da brita “1” utilizada.

TAB. 3.12 Parâmetros de caracterização da brita “1”.

PARÂMETROS VALORES

Massa específica (ABNT NBR NM 52, 2003). 2,64 g/cm³

Módulo de finura (ABNT NBR 7211, 2005). 6,3

Dimensão máxima característica (ABNT NBR 7211, 2005). 19 mm

0 20 40 60 80 100 0,01 0,1 1 10 100

%

Q

U

E

P

A

S

S

A

D

A

A

M

O

S

T

R

A

T

O

T

A

L

63

3.3.4. Superplastificante

O superplastificante à base de policarboxilato foi o Tec-Flow 7000 da Rheotec

Indústria e Comércio de Aditivos Ltda. O material era compatível com o cimento

utilizado e foi aplicado a fim de melhorar a trabalhabilidade do concreto, cujas

características estão reunidas na TAB. 3.9.

FIG. 3.10 Superplastificante utilizado

TAB. 3.13 Características do superplastificante Tec-Flow 7000.

Aspecto líquido Castanho claro

pH 6,5  1,0

Massa específica 1,105  0,02 g/cm

3

3.3.5. Fibra de Polipropileno

A fibra de polipropileno utilizada neste trabalho era composta por mono

filamentos dispersos e descontínuos, extremamente finos, produzidos através de um

processo de extrusão (FIG. 3.11), são da marca Polycon HPC 20I - HAREX,

fornecidos pela Vulkan do Brasil, suas propriedades estão listadas na TAB. 3.15.

64

FIG. 3.11 Amostra da fibra de polipropileno a utilizada nos concretos.

TAB. 3.15 Parâmetros das fibras de polipropileno (Vulkan do Brasil)

PARÂMETROS VALORES

Massa Específica 0,91 g/cm³

Módulo de Elasticidade 3,5 - 4 GPa

Resistência à tração 0,32 - 0,45 GPa

Ponto de fusão 160 - 170°C

Comprimento (l) 24 mm

Diâmetro (d) 0,21 mm

Relação l/d 114,2

Resistência ao ataque de substâncias químicas excelente

3.4. Dosagem dos Concretos

Para confecção dos concretos tomaram-se os traços confeccionados de acordo

com THOMAZ E CARNEIRO (2008).

Os consumos dos materiais para os dois tipos de concreto estão mostrados na

TAB. 3.14.

65

Para a presente pesquisa, se buscou um traço de concreto com resistência

convencional similar ao executado em pavimentos rígidos nos lotes da BR 101 e

também foi tomado um concreto com o valor limite inferior da classe de alta

resistência para fins de comparação com os resultados do concreto de resistência

convencional.

TAB. 3.14 Consumo de materiais em kg/ m³ por tipo de concreto.

Tipo do Concreto Cimento Superplastificante Água Areia Brita

35 MPa 371 1,5 162 741 1050

50 MPa 432 1,8 160 721 1067

Para cada concreto foi calculado o seu teor de argamassa (α). Para o

concreto convencional ( = 35 MPa) obteve-se α= 51,4%. Para o concreto de alta

resistência ( = 50 MPa) foi obtido o valor de α= 52,0%.

A preparação dos concretos obedeceu aos requisitos da ABNT NBR 12665

(2006).

O traço em peso do concreto convencional (35 MPa) foi 1: 2 : 2,8 : 0,48 e para

o concreto de alta resistência (50 MPa) foi 1:1,7:2,5:0,37 , obedecendo à sequência:

aglomerante : areia : agregado graúdo : relação água/aglomerante, respectivamente.

Para os traços dos concretos convencionais verde (ARCRA) e amarelo

(ARCAR), foram especificados os percentuais de fibra de polipropileno de 0,15% e

0,30%, em volume, que correspondente a 1,43 kg/m³ e 2,85 kg/m³, respectivamente.

As FIG. 3.11 e 3.12 mostram amostras de moldes e de materiais empregados

na confecção dos concretos.

No dia da concretagem, há cerca de 01 (uma) hora antes do início, as partes

metálicas foram umidificadas: equipamento de slump, cuba e pás da betoneira,

moldes metálicos, e ferramental para evitar a absorção de água da mistura por parte

destes materiais.

66

67

FIG.3.13 Pesagem e separação dos materiais.

Após lavagem dos moldes, foi diluído e aplicado o desmoldante de acordo

com as especificações do fabricante, FIG. 3.13 e a água contida no

superplastificante foi então abatida.

FIG. 3.14 Desmoldante aplicado nos moldes de madeira e metálicos.

Após a checagem de todo o material e equipamento necessários para a

concretagem do dia, com a betoneira em movimento, limpa e vazia foi feita a

preparação do concreto obedecendo a uma sequência de inserção dos materiais na

betoneira FIG. 3.15.

68

A betoneira é do tipo de eixo inclinado, com capacidade de 320 de concreto

existente no Laboratório de Materiais de Construção e Concreto da Seção de

Engenharia de Fortificação e Construção do IME, SE/2, FIG. 3.14.

FIG. 3.15 Betoneira de eixo inclinado (capacidade de 320 )

Inicialmente foi adicionado todo o agregado graúdo e 1/3 da água de

amassamento, com o acionamento da betoneira por 3 minutos.

Em seguida, foi feita a adição de todo o cimento e mais 1/3 da água de

amassamento, sendo todo misturado por mais 3 minutos. Por fim, foram adicionados

o todo o agregado miúdo e o restante da água com o superplastificante diluído e o

último material a se adicionado é a fibra de polipropileno, quando for o caso,

permanecendo a betoneira em movimento por mais 5 minutos.

69

(a) Colocação de todo agregado graúdo

juntamente com o primeiro terço da água

de amassamento, aguardando-se 3 min;

(b) Colocação de todo o cimento com o

segundo terço da água de

amassamento, aguardando mais 3

min;

(c) Colocação de toda a areia;

(d) Simultaneamente se colocou o

último terço da água de

amassamento com o

superplastificante diluído;

(e) por último foi adicionada a fibra de

polipropileno e então se aguardou mais 5

minutos;

(f) Aspecto final do concreto, pronto

para se realizar o abatimento e

moldagem dos corpos de prova.

FIG. 3.16 Sequência da colocação dos materiais para a preparação do concreto.

70

3.1. Moldagem e Cura dos Corpos de Prova

A moldagem e cura dos corpos de prova obedeceram aos itens atinentes à

NRB 5738/2003.

Anteriormente à moldagem foi feito procedimento para o ensaio de

abatimento (slump test), segundo a ABNT NBR NM 67/1998. O concreto de

resistência convencional sem fibras apresentou o abatimento de (35 ± 10) mm,

enquanto para o concreto de resistência convencional com fibras foi de (15 ± 10) mm

e para o concreto de alta resistência (30 ± 10) mm, de acordo com a FIG 3.16.

FIG. 3.17 Amostra de abatimentos dos concretos convencionais e de alta

resistência.

Como os resultados médios obtidos pelo ensaio de abatimento foram

menores que 60 mm, optou-se por realizar o adensamento vibratório dos corpos de

prova com a mesa vibratória indicada na FIG. 3.17.

Foram inseridos de 03 (três) termopares do tipo K, de acordo com a FIG.

3.18, por lote de concretagem atentando para a fixação, correto posicionamento e

estanqueidade do molde cilíndrico.

71

FIG. 3.18 Mesa vibratória utilizada no adensamento do concreto

FIG. 3.19 Termopar tipo K utilizado para o registro das temperaturas.

Para a inserção dos termopares, foi adotado o seguinte procedimento mostrado

na FIG. 3.19.

72

(a) Marcação de 5,0 cm no corpo do

termopar (centro do cilindro);

(b) Reforço do local marcado para fins de

proteção ao se fechar o molde e

remarcação do local;

(c) Aspecto final dos termopares após sua

remarcação;

(d) Posicionamento do termopar a 10,0 cm

do topo do molde;

(e) calafetagem da linha de fechamento do

molde com massa removível inerte;

(f) Aspecto final do molde cilíndrico com o

termopar.

73

O concreto foi colocado nos moldes, com o emprego de concha, em camadas

de altura aproximadamente iguais. Antes do adensamento de cada camada, o

concreto foi uniformemente distribuído dentro da fôrma e a última camada

ultrapassou ligeiramente o topo do molde para facilitar o nivelamento.

Os moldes prismáticos de 15 cm x 15 cm x 50 cm foram preenchidos em 02

(duas) camadas igualmente adensadas até o surgimento de bolhas de ar em sua

superfície. Da mesma maneira os corpos de prova cilíndricos (10 cm x 20 cm) onde

foi atentado para que os termopares permanecessem na sua posição horizontal e

para os moldes prismáticos de 6 cm x 6 cm x 20 cm e 10 cm x 10 cm x 30 cm, a sua

moldagem e adensamento ocorreu em uma única camada como vistos na FIG. 3.11.

FIG. 3.21 Moldagem e adensamento dos corpos de prova.

3.1.1. Cura dos Corpos de Prova

Os corpos de prova foram moldados em local próximo ao do seu

armazenamento e permanecidos ali durante as primeiras 24 horas para os cilindros

e 48 horas para os prismas. Depois foram desmoldados e imersos em tanque com

água saturada de cal por 7 dias (FIG. 3.12), em seguida foram colocados para

complementar a cura ao ar livre até completar a idade de 28 dias.

74

(a) Proteção dos corpos de prova com lona

plástica após moldagem;

(b) Desforma dos corpos de prova

prismáticos após 48 horas;

(c) Desforma dos corpos e prova cilíndricos

após 24 horas;

(d) Colocação dos cilindros e dos prismas

na cura úmida por 7 dias;

FIG. 3.22 Desforma e cura dos corpos de prova.

3.1.2. Identificação dos Lotes dos corpos de prova

Durante a cura dos corpos de prova ao ar livre eles foram identificados e

separados para facilitar o controle e a execução dos ensaios, cada corpo de prova

recebeu um carimbo indicando o lote, resistência percentual de fibras e data da

concretagem. A FIG. 3.23 mostra todos os lotes de concretagem confeccionados.

75

(a) Vista dos corpos de prova da

concretagem vermelha (ARCSR);

(b) Vista dos corpos de prova da

concretagem marrom (AARSR);

(c) Vista dos corpos de prova da

concretagem azul (ARCRE);

(d) Vista dos corpos de prova da

concretagem verde (ARCRA);

(e) Vista dos corpos de prova da

concretagem amarela (ARCRAR);

(f) Vista dos corpos de prova da

concretagem branca para o

envelhecimento acelerado

(ENVMOD e ENVSEV) e efeito

tamanho (EFET).

76

4. ENSAIOS REALIZADOS

Anteriormente e posteriormente a cada ensaio de elevação da temperatura,

de envelhecimento acelerado ou de verificação do efeito tamanho, foram realizados

os ensaios não destrutivos de ultrassom para a medição da velocidade de

propagação das ondas ultrassônicas e de esclerometria com o uso de um

esclerômetro de reflexão nos corpos de prova dos lotes.

4.1. Ultrassom

Também conhecido como ensaio de ultrassom, ele é um meio de verificação

da qualidade do concreto.

Conforme NEVILLE (2013), o aparelho gera um pulso de vibrações em uma

frequência ultrassônica que e transmitida por um transdutor eletroacústico (emissor)

mantido em contato com o concreto em ensaio. Após passar pelo concreto, as

vibrações são recebidas e convertidas em um sinal elétrico por um segundo

transdutor (receptor). O sinal é enviado por um amplificador para um osciloscópio de

raios catódicos. O tempo gasto pelo pulso para atravessar o concreto é medido por

um circuito medidor do tempo com precisão de ± 0,1 microssegundo e,

conhecendo-se a distância percorrida através do concreto, pode conhecendo-ser calculada a velocidade do

pulso.

O ensaio pode ser realizado por transmissão direta, mostrada na FIG. 4.1,

bem como duas posições alternativas dos transdutores: transmissão semidireta e

transmissão indireta ou superficial, sendo que estes utilizam a presença das ondas

transversais e superficiais. Claramente as posições alternativas podem ser utilizadas

quando não for possível o acesso às faces opostas de um elemento de concreto,

mas a energia recebida e, portanto, a precisão é menor que na transmissão direta.

O uso principal do método é no controle de qualidade de concretos similares,

podendo ser detectadas falhas de adensamento alteração na relação água/cimento.

Entretanto, a velocidade do pulso não pode ser utilizada como um indicador geral da

resistência à compressão, pois, por exemplo, o tipo de agregado graúdo e seu teor

no concreto influenciam muito na relação entre a velocidade do pulso e a resistência.

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Outros fatores que afetam a relação são teor de umidade, idade, presença de

fissuras e a temperatura.

FIG. 4.1 Métodos de propagação e recepção de pulsos ultrassônicos: (a)

transmissão direta; (b) transmissão semidireta e (c) transmissão indireta ou

superficial (Adaptado de NEVILLE, 2013).

O método para a determinação da velocidade de propagação de onda

ultrassônica em concreto endurecido está normalizado pela ABNT NBR 8802 (1994)

e, segundo esta norma, tem por objetivo a verificação da homogeneidade do

concreto, detecção de falhas internas de concretagem, profundidade de fissuras e

outras imperfeições e monitoramento de variações no concreto ao longo do tempo,

decorrentes da agressividade do meio (NEVILLE, 2013).

Para a execução do ensaio no presente trabalho conforme a referida norma,

foi utilizado um equipamento da marca TICO da Proceq Testing Struments com par

de transdutores planos de 54 KHz e as medidas das velocidades de propagação da

onda ultrassônica foram obtidas por transmissão direta, de acordo com a FIG. 4.2.

O presente trabalho também teve como meta investigar o uso do ultrassom

nas avaliações mecânicas e qualitativas dos concretos estruturais.

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4.2. Esclerometria

É um método não destrutivo de ensaio de concreto e é baseado no princípio

de que a reflexão (recuo) de uma massa elástica depende da dureza da superfície

contra a qual a massa impactou. A FIG. 4.3 mostra o esclerômetro e as suas partes

constituintes. Este ensaio também é conhecido como método de ensaio do

esclerômetro de reflexão ou ensaio esclerométrico.

O ensaio é realizado pela pressão de uma haste contra uma superfície lisa de

concreto que deve estar firmemente apoiada. Após a liberação, o recuo da massa da

haste (ainda em contato com a superfície de concreto) e a distância percorrida pela

massa, expressa como uma porcentagem da extensão inicial da mola, é

denominado como índice esclerométrico.

FIG.4.3 Esclerômetro de reflexão ou Schmidt (adaptado de NEVILLE, 2013).

O índice esclerométrico é um valor arbitrário, já que depende da energia

armazenada em uma determinada mola e a dimensão da massa. O ensaio é

sensível à presença de agregados e vazios imediatamente abaixo da haste, de

forma que é necessário realizar 10 a 12 leituras em uma área a ser testada.

A haste deve estar sempre normal à superfície de concreto, mas a posição

relativa do esclerômetro em relação à vertical afeta o índice esclerométrico devido à

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influência da gravidade na massa móvel. Portanto, para um determinado concreto, o

índice esclerométrico de um piso é menor que o de um teto, enquanto superfícies

inclinadas e verticais resultam em valores intermediários.

A variação real é melhor determinada experimentalmente. Não existe uma

relação única entre a dureza e a resistência do concreto, mas relações

experimentais podem ser determinadas para um dado concreto. A relação é

dependente de fatores que afetam a superfície do concreto, como o grau de

saturação e carbonatação. Em consequência disso, o ensaio com o esclerômetro

No documento Rio de Janeiro 2014 (páginas 52-200)

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