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(a) condições financeiras e patrimoniais gerais

A administração entende que a Companhia apresenta condições financeiras e patrimoniais suficientes para implementar o plano de negócio e cumprir suas obrigações de curto e médio prazo. O capital de giro da Companhia é suficiente para as atuais exigências, e os seus recursos de caixa, inclusive os referentes a empréstimos de terceiros, são suficientes para atender o financiamento de suas atividades correntes e cobrir sua necessidade de recursos de curto e médio prazo.

A Companhia registrou sólido desempenho operacional e econômico em 2010, fruto da recuperação que determinou incremento em praticamente todos os indicadores se comparados com os auferidos em 2009. Os pontos de maior relevância referentes à performance de 2010 são sumarizados abaixo:

• Receita operacional de R$2.927 milhões em 2010, 10,4% superior aos R$2.652 milhões em 2009;

• Geração de caixa operacional, medida pelo EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$490 milhões em 2010, valor também muito superior aos R$176 milhões negativos em 2009 e determinante da margem EBITDA média de 18,3% em 2010;

• Investimentos totais de R$667 milhões em 2010, montante 68% superior aos R$397 milhões de 2009. O ano de 2010 foi positivamente marcado pela recuperação do setor – capitaneada pela alta dos preços das commodities agrícolas que, ao elevar a rentabilidade dos produtores, impulsionou a demanda e o preço de fertilizantes ao longo do ano. O aumento de preços foi verificado especialmente para fertilizantes nitrogenados e para os fosfatados, tendo como alguns determinantes:

a) a alta verificada nos preços futuros de milho, trigo e soja (aumento superior a 15% para os preços futuros apenas entre setembro e dezembro). Incrementos sucessivos nos preços de alimentos têm forte correlação com maior utilização de fertilizantes como uma resposta dos produtores agrícolas ao aumento da rentabilidade, e o ano de 2010 foi de excepcional rentabilidade para os produtores agrícolas;

b) O “La Nina” – fenômeno que causa resfriamento da temperatura da água na área central do Oceano Pacífico e que altera os padrões de precipitação em várias regiões de produção agrícola, que se estendeu por mais de seis meses, afetando sobremaneira a produção agrícola no sudeste asiático e Austrália. Secas na Rússia e no Leste Europeu também determinaram quebra de safra em 2010, o que corroborou para o aumento do preço das commodities agrícolas internacionais e realimentou o processo descrito no item anterior;

c) O alto volume de posições especulativas em commodities como milho e soja, que reforçou o aumento do preço desses produtos no mercado futuro;

d) O aumento do preço de matérias primas tais como enxofre e amônia – que têm alto impacto na matriz de custos de fosfatados – e de gás (especialmente na Europa e Rússia), impactando o custo de produção de nitrogenados nessas geografias.

(b) estrutura de capital e possibilidade de resgate de ações ou quotas

O patrimônio líquido da Companhia, em 31 de dezembro de 2010 era de R$3.545.598 mil Na mesma data, a dívida bruta somada às obrigações com terceiros totalizava R$2.344.929 mil, com uma posição de caixa e equivalentes de caixa de R$499.684 mil. O índice da dívida bruta e obrigações com terceiros / patrimônio líquido era de 66,14% comparado a 52,84% em 31 de dezembro de 2009 e 90,48% em 31 de dezembro de 2008.

2010 2009 2008

Dívida bruta 2.344.929.000 1.833.605.000 3.400.293.000

Patrimônio líquido 3.545.598.000 3.469.874.000 3.758.041.000

Índice da dívida bruta 66,14% 52,84% 90,48%

(i) hipóteses de resgate e (ii) fórmula de cálculo do valor de resgate;

O Estatuto Social da Companhia não autoriza a aplicação de lucros ou reservas no resgate ou na amortização de ações. A Administração da Companhia – na data de confecção desse relatório – não intenciona convocar assembleia geral extraordinária para esse fim. Não há previsão de resgate de ações por parte da Companhia.

10.1 - Condições financeiras e patrimoniais gerais

Entendemos que a Companhia possui posição financeira confortável, apoiada em forte geração de caixa, ampla liquidez, disponibilidade de linhas de crédito de curto e longo prazos e portfólio de dívida com baixo risco. Baseada nessas posições, podemos afirmar uma confortável capacidade de pagamento dos nossos compromissos financeiros.

Em 2008, 2009, 2010, atendemos o cumprimento das obrigações referentes às atividades usuais de operação e de investimento com recursos gerados internamente e dívidas de curto e longo prazo. Acreditamos que através da nossa geração de caixa e acessando as mesmas fontes de recursos, manteremos a capacidade de pagamento em relação aos compromissos assumidos sem que haja comprometimento da saúde financeira da Companhia.

2010 2009 2008

Lucro operacional 161.450.000 -426.704.000 1.126.216.000

(+) Depreciação, amortização e exaustão 363.174.000 443.189.000 186.455.000

(+) Despesas financeiras - - 284.595.000

(-) Receitas financeiras 34.422.000 191.998.000 145.478.000

(+) Ajuste do diferido - - 7.132.000

Valor do EBITDA 490.202.000 -175.513.000 1.458.920.000

% do EBITDA sobre receita líquida 18,31% -7,13% 42,54%

Indicadores de Endividamento 2010 2009 2008 Divida bruta 2.344.929.000 1.833.605.000 3.400.293.000 Posição de caixa 499.684.000 230.106.000 1.341.710.000 Dívida Líquida 1.845.245.000 1.603.499.000 2.058.583.000 EBITDA 490.202.000 -175.513.000 1.458.920.000

Dívida bruta / EBITDA (x) 0,2 -0,1 0,4

Em 2010, a receita operacional líquida da Companhia voltou a apresentar crescimento de 8,8% em relação ao ano anterior, passando de R$2,5 bilhões em 2009 para R$2,7 bilhões em 2010. O lucro líquido foi de R$99 milhões, em contraposição ao prejuízo de R$283 milhões no ano anterior. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação, amortizações e perdas pela não-recuperabilidade de ativos) somou R$490 milhões, e a dívida bruta total era de R$2,3 bilhões. O nível de endividamento bruto em relação ao EBITDA foi de 0,2 vezes. O ano de 2009 foi marcado fortemente pela crise financeira mundial, que deprimiu o preço de quase todas as commodities e os insumos para as produções dessas. Nesse ano de 2009, a receita operacional líquida da Companhia caiu 28,2% em relação ao ano anterior, passando de R$3,4 bilhões em 2008 para R$2,5 bilhões em 2009. O resultado final do período foi de um prejuízo de R$283 milhões, em contraposição ao lucro líquido de R$773 milhões em 2008, ano em que os preços de fertilizantes tiveram uma alta de 41%. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação, amortizações e perdas pela não-recuperabilidade de ativos) foi negativo em R$176 milhões, e a dívida bruta total foi de R$1,8 bilhão. O nível de endividamento bruto em relação ao EBITDA foi negativo 0,1 vez.

Em 2008 a receita líquida da Companhia apresentou crescimento de 41% em relação a 2007, atingindo R$3,4 bilhões. O lucro líquido foi de R$773 milhões, impulsionado também pelas reduções de custos e aumento de eficiência resultantes das melhorias nos processos industriais e administrativos. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação, amortizações e perdas pela não-recuperabilidade de ativos) somou R$1,5 bilhão enquanto a despesa financeira no mesmo período somou R$285 milhões e a dívida bruta total estava em R$2,4 bilhões. O nível de endividamento bruto em relação ao EBITDA foi de1,4 vezes.

(d) fontes de financiamento para capital de giro e para investimentos em ativos não-circulantes utilizadas

A Companhia tem utilizado capital de terceiros com linhas de crédito incentivadas para o financiamento de suas atividades e capital próprio, apresentando, consistentemente, baixo nível de endividamento quando comparado à sua posição de patrimônio líquido e também comparado à sua posição de caixa.

A Companhia, como forma de diversificar suas fontes de captação de financiamento para capital de giro e para investimentos em ativos não-circulantes, acessa diversos mercados. As captações podem ser realizadas por meio de contratos financeiros junto a bancos comerciais, governamentais e junto a agências multilaterais, sendo

10.1 - Condições financeiras e patrimoniais gerais

Para informações adicionais a respeito de estrutura de endividamento da Companhia, veja o item 10.1 (f) abaixo. Em 31 de dezembro de 2010, a Companhia apresentava disponibilidades líquidas (disponibilidades deduzidas do endividamento) de R$172.951.828,96.

(e) fontes de financiamento para capital de giro e para investimentos em ativos não-circulantes que pretende utilizar para cobertura de deficiências de liquidez

Os Diretores acreditam que a geração de caixa operacional da Companhia é suficiente para o cumprimento de suas obrigações de capital de giro e passivo circulante. Em eventual necessidade imediata, a Companhia pode recorrer a linhas de crédito nos principais bancos comerciais do País e do exterior.

(f) níveis de endividamento e as características de tais dívidas

A principal fonte de financiamento para capital de giro operacional esta amparada pela sua própria geração de caixa, eventualmente bancos comerciais. Para o financiamento de investimentos e ativos não circulantes, a Companhia preferencialmente utiliza-se de linhas de financiamentos de longo prazo, junto a bancos públicos, agências multilaterais e mercado de capitais.

Dentre as captações mais relevantes no triênio, destacam-se:

Fontes de Captação Finalidade 2010 2009

Santander Capital de giro - 107.385,94

Bradesco Capital de giro 132.015.887,58 2.162.085,52

Deutsche Bank Capital de giro - 31.211.671,58

Banco do Brasil Capital de giro 101.104.826,10 125.266.859,47

Banco do Brasil Investimentos - 125.730,34

BNDES Investimentos 220.946.424,50 19.884.443,75

Total de financiamentos tomados 454.067.138,18 178.760.185,60

Curto Prazo 239.748.199,71 159.016.008,17

Longo Prazo 214.318.938,47 19.744.177,43

Não houve tomada de financiamentos junto a instituições financeiras no exercício de 2008.

A Companhia prestou Garantias para obtenção de financiamentos exclusivamente para operações de investimentos financiados através do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social BNDES.

Instituição/Modalidade de Contrato Saldo em 31/12/2010 Modalidade de Garantia

BNDES – Finem nº 09.2.1058-1 35.383.224,50 Fiança Bancária

BNDES – Finem nº 10.2.0702-1 185.563.200,00 Penhor dos direitos minerários e alienação dos equipamentos.

Total 220.946.424,50

O quadro seguinte relaciona os saldos dos Empréstimos e Financiamentos em 31/12/2010:

Financiamentos de investimentos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social BNDES:

Projeto Valor (CP) Valor (LP) Valor Vencimento Final Taxa

BNDES – Finem nº 09.2.1058-1 (A) 955.706,00 5.756.400,71 6.712.106,71 15/04/2016 1,80% a.a + Cesta de moeda + Variação cambial BNDES – Finem nº 09.2.1058-1 (B) 3.110.499,83 14.802.836,09 17.913.335,92 15/02/2016 7,80% a.a BNDES – Finem nº 09.2.1058-1 (C) 1.876.080,26 8.881.701,67 10.757,781,93 15/02/2016 8,80% a.a BNDES – Finem nº 10.2.0702-1 (A) 290.566,35 78.659000,00 78.949.556,35 15/11/2018 8,12% a.a BNDES – Finem nº 10.2.0702-1 (B) 324.861,67 78.659.000,00 78.983.861,67 15/11/2018 9,12% a.a BNDES – Finem nº 10.2.0702-1 (C) 69.781,92 27.560.000,00 27.629.781,92 15/11/2018 5,50% a.a Total 220.946.424,50

10.1 - Condições financeiras e patrimoniais gerais

Longo Prazo: 214.234.317,89 com taxa média ponderada de 8,1582% ao ano.

Curto Prazo: 6.712.106,71 com pós fixada de 1,80% a.a + Cesta de moeda + Variação cambial (Vc). Financiamentos de capital de giro em moeda estrangeira:

Banco Modalidade Vencimento Valor em 31/12/2010 (R$)

Taxa a.a

Bradesco New York Capital de Giro 14/03/2011 2.089.926,19 Vc + 1,76% a.a

Bradesco New York Capital de Giro 14/03/2011 9.833.299,87 Vc + 1,76% a.a

Bradesco New York Capital de Giro 04/04/2011 3.535.874,16 Vc + 1,84% a.a

Bradesco New York Capital de Giro 10/04/2011 4.174.022,63 Vc + 1,85% a.a

Bradesco Luxemburgo Capital de Giro 16/04/2011 12.028.404,13 Vc + 2,45% a.a

Bradesco New York Capital de Giro 18/04/2011 4.497.901,65 Vc + 1,86% a.a

Bradesco New York Capital de Giro 30/04/2011 9.858.000,65 Vc + 1,95% a.a

Bradesco New York Capital de Giro 19/05/2011 4.003.865,90 Vc + 2,03% a.a

Banco do Brasil Tóquio Capital de Giro 19/07/2011 3.067.365,13 Vc + 1,94% a.a

Banco do Brasil Tóquio Capital de Giro 25/07/2011 1.487.521,56 Vc + 1,91% a.a

Bradesco New York Capital de Giro 29/07/2011 3.056.031,74 Vc + 1,93% a.a

Banco do Brasil Tóquio Capital de Giro 08/08/2011 2.627.777,93 Vc + 1,82% a.a

Banco do Brasil Tóquio Capital de Giro 15/08/2011 4.022.748,86 Vc + 1,80% a.a

Banco do Brasil Tóquio Capital de Giro 22/08/2011 1.625.455,79 Vc + 1,73% a.a

Bradesco New York Capital de Giro 22/08/2011 1.524.632,50 Vc + 1,79% a.a

Banco do Brasil Tóquio Capital de Giro 26/08/2011 517.765,10 Vc + 1,71% a.a

Bradesco New York Capital de Giro 03/10/2011 3.129.230,67 Vc + 1,66% a.a

Bradesco New York Capital de Giro 03/10/2011 4.892.482,75 Vc + 1,66% a.a

Bradesco New York Capital de Giro 17/10/2011 3.222.010,07 Vc + 1,66% a.a

Banco do Brasil Tóquio Capital de Giro 08/11/2011 4.996.595,59 Vc + 1,56% a.a

Banco do Brasil Tóquio Capital de Giro 05/11/2011 3.404.020,84 Vc + 1,56% a.a

Banco do Brasil Tóquio Capital de Giro 27/11/2011 4.715.477,86 Vc + 1,59% a.a

Banco do Brasil Tóquio Capital de Giro 30/11/2011 4.360.053,58 Vc + 1,58% a.a

Banco do Brasil Capital de Giro 31/03/2011 15.765775,28 Vc + 1,81% a.a

Bradesco Capital de Giro 10/03/2011 6.712.374,58 Vc + 1,76% a.a

Bradesco Capital de Giro 10/03/2011 5.236.164,80 Vc + 1,76% a.a

Bradesco Capital de Giro 31/03/2011 3.457.378,06 Vc + 1,84% a.a

Bradesco Capital de Giro 12/04/2011 4.174.022,36 Vc + 1,84% a.a

Bradesco Capital de Giro 18/04/2011 4.834.533,15 Vc + 1,86% a.a

Bradesco Capital de Giro 17/05/2011 4.302.300,49 Vc + 2,03% a.a

Bradesco Capital de Giro 26/04/2011 4.932.062,77 Vc + 1,91% a.a

Bradesco Capital de Giro 16/06/2011 6.440.424,11 Vc + 2,16% a.a

Banco do Brasil Capital de Giro 15/07/2011 1.380.314,30 Vc + 1,94% a.a

Banco do Brasil Capital de Giro 21/07/2011 1.381.657,73 Vc + 1,91% a.a

Banco do Brasil Capital de Giro 26/07/2011 7.714.363,49 Vc + 1,90% a.a

Banco do Brasil Capital de Giro 20/08/2011 1.126.190,54 Vc + 1,82% a.a

Banco do Brasil Capital de Giro 11/08/2011 4.320.612,91 Vc + 2,02% a.a

Banco do Brasil Capital de Giro 11/08/2011 751.737,52 Vc + 1,80% a.a

Banco do Brasil Capital de Giro 18/08/2011 9.918.692,29 Vc + 1,72% a.a

Banco do Brasil Capital de Giro 22/08/2011 975.381,80 Vc + 1,71% a.a

Bradesco Capital de Giro 08/09/2011 9.629.101,41 Vc + 1,70% a.a

Bradesco Capital de Giro 29/09/2011 5.256.408,34 Vc + 1,66% a.a

Bradesco Capital de Giro 13/10/2011 1.285.205,39 Vc + 1,65% a.a

Bradesco Capital de Giro 20/10/2011 9.910.229,21 Vc + 1,65% a.a

Banco do Brasil Capital de Giro 31/10/2011 5.366.308,68 Vc + 1,56% a.a

Banco do Brasil Capital de Giro 03/11/2011 959.636,19 Vc + 1,56% a.a

Banco do Brasil Capital de Giro 23/11/2011 5.065.228,34 Vc + 1,59% a.a

Banco do Brasil Capital de Giro 28/11/2011 10.868.063,66 Vc + 1,59% a.a

Banco do Brasil Capital de Giro 15/12/2011 4.686.081,13 Vc + 1,58% a.a

Total 233.120.713,68 Vc + 1,8075%

Em 31 de dezembro de 2010, a taxa média ponderada do endividamento em moeda estrangeira da Companhia junto a bancos privados era de: 1,8075% ao ano + Variação cambial (Vc)

Adicionalmente, a Companhia celebra com seus fornecedores no exterior contratos de compra de matérias primas (enxofre e amônia) com prazos que podem variar entre 90 e 360 dias. Tais operações são realizadas mediante taxas atraentes dentro de um cenário favorável para a Companhia.

10.1 - Condições financeiras e patrimoniais gerais

(i) contratos de empréstimo e financiamento relevantes

No exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2010, os contratos de financiamentos somavam R$454,1 milhões, sendo que R$239,8 milhões representavam financiamentos de curto prazo e R$214,3 milhões correspondiam a financiamentos de longo prazo.

A Companhia contrai dívidas bancárias com o intuito de financiar as atividades operacionais, assim como para adequar a estrutura de capital da empresa para níveis que a Diretoria acredita serem razoáveis. O endividamento de longo prazo foi obtido para financiar os investimentos da Companhia. As principais instituições financeiras são: Bradesco, Banco do Brasil S.A. e BNDES.

Não houve captação de financiamento no exercício de 2008.

Endividamento total 2010 2009 2008

Capital de giro – em moeda estrangeira – US$ 233.121.000,00 150.322.000,00 22.203.000,00

Investimento – em moeda nacional 214.234.000,00 15.978.000,00 2.836.000,00

Investimento – em moeda estrangeira – US$ 6.712.000,00 381.900,00 -

454.067.000,00 170.119.000,00 25.039.000,00

Para informações a respeito de empréstimos e financiamentos de curto e longo prazo nos exercícios sociais encerrados em 31 de dezembro de 2008, 2009 e 2010, veja o item 10.1(f) acima.

Contratos Financeiros Relevantes

Em 27 de outubro de 2010, a Companhia firmou contrato de Financiamento com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, no valor principal de R$246.636.000,00 (duzentos e quarenta e seis milhões, seiscentos e trinta e seis mil reais), subdivididos em 03 subcréditos, sendo o subcrédito A no valor de R$97.318.000,00 (noventa e sete milhões, trezentos e dezoito mil reais), o subcrédito B no valor de R$97.318.000,00 (noventa e sete milhões, trezentos e dezoito mil reais) e o subcrédito C no valor de R$52.000.000,00 (cinqüenta e dois milhões de reais). O respectivo contrato foi celebrado para fins de expansão da capacidade de produção de ácido fosfórico e de sulfúrico, na unidade industrial de Uberaba e apresenta cronograma de desembolso de acordo com o andamento do projeto, distribuídas ao longo de aproximadamente 12 meses. A taxa de juros desse contrato é de 2,12 % ao ano (fixa) + 6% ao ano (TJLP) para o subcrédito A, 3,12 % ao ano (fixa) + 6% ao ano (TJLP) para o subcrédito B e de 5,5% ao ano (fixa) para o subcrédito C. O pagamento deverá ser feito em 72 parcelas mensais e sucessivas, iniciando-se em 15 de dezembro de 2012 e encerrando-se em 16 de novembro de 2018.

Dentre as obrigações e restrições impostas à Companhia no referido contrato, destacam-se as listadas abaixo, cuja inobservância pode resultar em vencimento antecipado do valor contratual:

- Apresentação ao BNDES da licença de operação no período requerido; - Observância dos níveis de endividamento conforme abaixo:

- Razão Dívida sobre EBITDA Ajustado menor ou igual a 4,5; e

- Razão EBITDA Ajustado sobre Despesas com Juros maior ou igual a 2,0; - Autorização do BNDES em relação ao controle societário;

- Inexistência de dispositivo pelo qual seja exigido quórum especial para deliberação ou aprovação de matérias que limitem ou cerceiem o controle pelos respectivos controladores.

(ii) outras relações de longo prazo com instituições financeiras Não há outras relações de longo prazo relevantes com instituições financeiras.

(iii) grau de subordinação entre as dívidas Não há grau de subordinação entre as dívidas atuais.

(iv) eventuais restrições impostas a Companhia, em especial, em relação a limites de endividamento e contratação de novas dívidas, à distribuição de dividendos, à alienação de ativos, à emissão de novos valores mobiliários e à alienação de controle societário

10.1 - Condições financeiras e patrimoniais gerais

Determinados contratos financeiros contêm restrição caso nós ou os garantidores, nossas sociedades coligadas, controladas, diretas ou indiretas, conforme o caso, sofram mudança de seu controle acionário, ou ocorra qualquer incorporação, fusão, cisão, transformação ou qualquer outro tipo de reorganização societária fora do grupo econômico a que pertencem. Nesses casos, é necessária a anuência das instituições financeiras credoras de tais financiamentos, sob pena de declaração antecipada dos respectivos saldos devedores. Há também restrição em relação à contratação de novas dívidas sem prévia anuência dos credores, bem como com relação à inclusão de disposições em nosso Estatuto Social que exijam quórum especial para deliberação ou aprovação de matérias que limitem ou cerceiem o controle das empresas do nosso grupo econômico pelos acionistas controladores.

A tabela abaixo indica as instituições financeiras que podem declarar antecipadamente vencidos os respectivos saldos devedores na hipótese de não anuírem aos eventos societários listados acima:

Instituição

Financeira Contrato

Data de Celebração

Data de

Vencimento Valor Contratado

Saldo no período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2010

BNDES 10.2.0702.1 27/10/10 15/11/2018 R$246.636.000,00 R$185.563.200,00

(g) limites de utilização dos financiamentos já contratados Não aplicável.

(h) alterações significativas em cada item das demonstrações financeiras

COMPARAÇÃO DAS INFORMAÇÕES FINANCEIRAS DOS EXERCÍCIOS SOCIAIS ENCERRADOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010, 2009 E 2008

ATIVO 2010 2009 2008

CIRCULANTE

Caixa e equivalentes de caixa 499.684.000,00 230.106.000,00 1.341.710.000,00

Contas a receber de clientes 80.831.000,00 87.793.000,00 72.576.000,00

Estoques 379.687.000,00 425.024.000,00 1.302.272.000,00

Impostos a recuperar 174.008.000,00 197.710.000,00 17.550.000,00

Outros créditos 57.092.000,00 41.508.000,00 38.500.000,00

Total do ativo circulante 1.191.302.000,00 982.141.000,00 2.772.608.000,00

NÃO CIRCULANTE Realizável a longo prazo:

Contas a receber dos clientes 1.185.000,00 3.660.000,00 6.221.000,00

Estoques 45.711.000,00 52.088.000,00 49.189.000,00

Depósitos judiciais 92.880.000,00 82.799.000,00 76.948.0000,00

Imposto de renda e contribuição social diferidos 216.338.000,00 247.000.000,00 254.626.000,00

Impostos a recuperar 178.846.000,00 85.140.000,00 104.701.000,00

Outros créditos 26.101.000,00 15.492.000,00 18.486.000,00

Total do realizável a longo prazo 561.061.000,00 486.179.000,00 510.171.000,00

Investimentos:

Outros investimentos 467.000,00 467.000,00 467.000,00

Imobilizado 4.117.614.000,00 3.816.663.000,00 3.857.595.000,00

Intangível 20.083.000,00 18.029.000,00 17.493.000,00

4.138.164.000,00 3.835.159.000,00 3.875.555.000,00

Total do ativo não circulante 4.699.225.000,00 4.321.338.000,00 4.385.726.000,00

TOTAL DO ATIVO 5.890.527.000,00 5.303.479.000,00 7.158.334.000,00

PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO 2010 2009 2008

CIRCULANTE Financiamentos 239.748.000,00 150.375.000,00 25.039.000,00 Fornecedores 502.190.000,00 345.588.000,00 1.363.326.000,00 Adiantamento de clientes 98.896.000,00 98.044.000,00 340.945.000,00 Dividendos 23.699.000,00 113.000,00 113.000,00 Impostos a recolher 11.120.000,00 7.112.000,00 8.552.000,00

Provisão para férias e encargos sociais 36.033.000,00 26.273.000,00 25.116.000,00

10.1 - Condições financeiras e patrimoniais gerais

Total do passivo circulante 995.299.000,00 637.049.000,00 2.087.580.000,00

NÃO CIRCULANTE

Financiamentos 214.319.000,00 19.744.000,00 -

Fornecedores no exterior 321.000,00 445.000,00 -

Provisão para contingências 157.091.000,00 146.276.000,00 234.240.000,00

Provisão para plano de pensão e de benefícios pós-emprego a funcionários

93.447.000,00 82.076.000,00 72.402.000,00

Imposto de renda e de contribuição social diferidos

856.201.000,00 925.135.000,00 993.613.000,00

Provisão para desmobilização de ativos 24.208.000,00 18.934.000,00 5.804.000,00

Outras obrigações 4.043.000,00 3.946.000,00 6.654.000,00

Total do passivo não circulante 1.349.630.000,00 1.196.556.000,00 1.312.713.000,00

PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Capital social realizado 1.000.000.000,00 1.000.000.000,00 810.000.000,00

Reserva de capital - - 49.000,00

Ajustes de avaliação patrimonial 1.602.681.000,00 1.741.182.000,00 1.879.683.000,00

Reserva de lucros 942.917.000,00 728.692.000,00 1.068.309.000,00

Total do patrimônio liquido 3.545.598.000,00 3.469.874.000,00 3.758.041.000,00

TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LIQUIDO 5.890.527.000,00 5.303.479.000,00 7.158.334.000,00

Comparação das principais alterações nas contas patrimoniais em 31 de dezembro de 2010 e 2009 Nos títulos abaixo, as expressões “em 2010”, “em 2009” e “em 2008” referem-se aos saldos e índices apurados nos exercícios sociais encerrados em 31 de dezembro de 2010, 31 de dezembro de 2009 e 31 de dezembro de 2008, respectivamente.

ATIVO

Circulante

Caixa e equivalente de caixa

O saldo de caixa e equivalente de caixa totalizou R$499,7 milhões em 2010, valor superior aos R$230,1 milhões em 2009. Esse aumento decorre basicamente, refere-se ao aumento receita operacional em 10% em relação ao exercício de 2009, e os reflexos da recuperação do mercado internacional fertilizantes no decorrer do exercício de 2010.

Estoques

Os estoques totalizaram R$379,7 milhões em 2010, tendo sido reduzidos em 11% se comparados aos R$425,0 milhões de 2009. Essa redução reflete, a estratégia de ampliação geográfica da base de clientes – que, aliada ao aquecimento do mercado de fertilizantes já evidenciado anteriormente, determinou o menor volume de estoque de produto na virada do exercício de 2009 para 2010.

Impostos a recuperar

Os impostos e contribuições a recuperar totalizaram R$174,0 milhões em 2010, reduzindo 12% em comparação com R$197,7 milhões em 2009. Essa redução decorre da utilização de parte do saldo das antecipações do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, que não foi compensado em função prejuízo apurado em 2009.

Não circulante Impostos a recuperar

O imposto de renda a recuperar totalizou R$178,8 milhões em 2010, aumento em comparação com R$85,1 milhões em 2009 decorrente da transferência de parte do saldo das antecipações do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, que não foi compensado em função prejuízo apurado em 2009. Imobilizados

O imobilizado da Companhia totalizou R$20,0 milhões em 2010, aumentando em 10% em comparação com R$18,0 milhões em 2009. Esse aumento decorre principalmente da aquisição de equipamentos e das instalações voltada para o projeto de expansão em Uberaba e da aquisição de terrenos para o projeto Salitre em Patrocínio.

10.1 - Condições financeiras e patrimoniais gerais

PASSIVO

Circulante Financiamentos

Os financiamentos totalizaram R$239,7 milhões em 2010, superiores aos R$150,4 milhões em 2009 como decorrência da contratação de financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES no valor de R$246,6 milhões, que está sendo utilizado na execução do projeto de Expansão do Complexo Industrial de Uberaba – FASE III.

Fornecedores

Os fornecedores da Companhia totalizaram 502,2 milhões em 2010, aumentando significativamente em comparação com R$345,6 milhões em 2009. Esse aumento decorre principalmente em função do aumento do preço de matérias primas tais como enxofre e amônia no mercado internacional.

Participação nos lucros e resultados

Os pagamentos de participação nos lucros e resultados aos empregados totalizaram R$35,5 milhões em 2010, valor muito superior ao de R$1,4 milhões em 2009 em razão do bom desempenho da Companhia no exercício de 2010 em virtude da recuperação dos preços no mercado internacional e, por consequência, no doméstico.