3. Análise e seleção de mercados internacionais – Caso de estudo 1.Análise do Mercado Internacional
3.2. Análise da Viabilidade de Internacionalização 1. Logística
3.2.2. Condicionantes legais, fiscais e aduaneiras
Tabela 10: Custos de transporte unitários, por produto e por mercado
Mercado Pão Pastel de nata Bolo de Tacho
Espanha 0,003 € 0,043 € 0,002 € França 0,007 € 0,090 € 0,005 € Holanda 0,008 € 0,101 € 0,005 € Itália 0,012 € 0,152 € 0,008 € Alemanha 0,013 € 0,160 € 0,008 € Suíça 0,010 € 0,131 € 0,007 € Reino Unido 0,012 € 0,149 € 0,008 € Noruega 0,014 € 0,169 € 0,009 € EUA 0,026 € 0,319 € 0,011 € Canadá 0,032 € 0,396 € 0,014 €
3.2.2. Condicionantes legais, fiscais e aduaneiras
A principal fonte de informação utilizada para a elaboração deste capítulo foram as Fichas de Mercado individuais de cada país, elaboradas pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP – Portugal Global). Esta entidade, cujas atribuições passam pela promoção da internacionalização das empresas portuguesas, disponibiliza informação gratuita sobre os diversos mercados internacionais, que pode revelar-se particularmente crucial para empresas com maior escassez de recursos.
1. Estados membros da União Europeia
A União Europeia (UE) é caracterizada, essencialmente, pela livre circulação de bens, capitais, pessoas e serviços, não existindo fronteiras internas fiscais e aduaneiras. Neste sentido, as mercadorias com origem na UE estão isentas de controlos alfandegários (sem prejuízo, porém, de uma fiscalização no que respeita à respetiva qualidade e características técnicas).
36 2. Noruega
A legislação comunitária reguladora do Mercado Único também se aplica à Noruega. Com efeito, o Espaço Económico Europeu engloba os 28 Estados membros da União Europeia e 3 países da Associação Europeia de Livre Comércio (European Free Trade Association – EFTA), sendo a Noruega um deles.
Para que as mercadorias possam beneficiar do regime preferencial aplicável aos Estados membros da UE aquando da sua exportação para a Noruega, a origem comunitária deve ser comprovada mediante a apresentação de um documento emitido pela alfândega de expedição que, no caso de Portugal, é a Autoridade Tributária e Aduaneira, ou de declaração emitida pelo exportador, normalmente designada por declaração de origem na fatura. Esta declaração pode ser elaborada por qualquer exportador para remessas de mercadorias cujo valor não exceda 6.000 Euros, ou por um “Exportador Autorizado”5
no caso dos envios de mercadorias de valor superior.
As tarifas aplicadas à entrada de produtos na Noruega, bem como nos restantes mercados que não fazem parte da União Europeia, podem ser consultadas no portal Market Access Database6, no tema Tariffs, selecionando o mercado e o produto (código pautal a 4 ou 6 dígitos); selecionando o código pautal específico do produto (classificação mais desagregada), obtém-se acesso a outras imposições fiscais para além dos direitos de importação.
O pão e os itens de pastelaria (códigos pautais 1905.90.91 e 1905.90.31, respetivamente) oriundos da União Europeia estão isentos de tarifas aduaneiras, sendo cobrados, no entanto, para ambos os casos, Direitos de Pesquisa (Research Duty – RSD) à taxa de 0,25% sobre o valor aduaneiro das mercadorias.
5
O estatuto de Exportador Autorizado deve ser solicitado à Autoridade Tributária e Aduaneira, devendo o pedido ser acompanhado da informação referida no ponto 5.4.5. («Concessão do Estatuto de “Exportador Autorizado”») do Manual de Origem das Mercadorias (ver Lista das Referências Bibliográficas).
6
37 3. Suíça
As exportações comunitárias para a Suíça são, de um modo geral, efetuadas livremente. Com efeito, apesar de não pertencer ao Espaço Económico Europeu, que visa a livre circulação de bens, serviços, capital e pessoas entre os Estados membros da União Europeia e os países da EFTA (associação da qual faz parte), existem vários acordos celebrados entre o país e a UE.
Tal como no caso da Noruega, é necessária a comprovação da origem comunitária para que as mercadorias possam beneficiar do regime preferencial aplicável aos Estados membros da União Europeia, mediante a apresentação de um documento emitido pela Autoridade Tributária e Aduaneira, ou da declaração de origem na fatura. De igual modo, neste mercado, a declaração pode ser elaborada por qualquer exportador para remessas de valor inferior a 6.000 Euros, mas nos restantes casos terá de ser elaborada por um Exportador Autorizado.
Neste país, os direitos aduaneiros não incidem sobre o valor das mercadorias, mas sobre o seu peso. Para os produtos com origem na União Europeia, a base de incidência é o peso neto (sem embalagens). Nesse sentido, sobre o pão não acondicionado para venda a retalho (código pautal 1905.90.25) incidem encargos aduaneiros no valor de 43,05 Francos suíços (CHF) por cada 100 quilogramas netos (cerca de 39,44 Euros)7; para os itens de pastelaria, consoante contenham gordura derivada do leite (código pautal 1905.90.83) ou outro tipo de gordura (código pautal 1905.90.85), os valores devidos são de 61,75 CHF (cerca de 56,57 Euros) e 38,65 CHF (cerca de 35,41 Euros), respetivamente, por cada 100 quilogramas netos. Uma vez que, para os produtos oriundos da União Europeia, a base de incidência é o peso neto, é devida ainda uma Sobretaxa sobre o Peso da Tara (Surcharge on Tare Weight – STW), correspondente a 10% no caso do pão e 5% para os itens de pastelaria.
7
Câmbio utilizado: 1 CHF = 0,9161 EUR (Fonte: Banco de Portugal, a 09 de junho de 2016). O mesmo se aplica aos valores seguintes.
38 4. Canadá
A maioria dos bens pode entrar livremente no Canadá; no entanto, a importação de certos tipos de mercadorias e de produtos oriundos de determinados países pode ser proibida ou condicionada. Os produtos sujeitos a limitações são listados na Import Control List8, sendo a sua importação apenas permitida mediante autorização. De momento, os produtos a exportar pela Empresa (códigos pautais 1905.90.20 e 1905.90.59.98, correspondentes ao pão e aos itens de pastelaria, respetivamente) não se encontram na referida lista, não estando a sua importação, assim, sujeita a limitações.
No âmbito da tributação alfandegária, os produtos provenientes da UE estão sujeitos às imposições aduaneiras decorrentes da aplicação da Cláusula da Nação Mais Favorecida
(Most Favoured Nation – MFN)9. Neste sentido, o pão (código pautal 1905.90.20) encontra-se isento de encargos aduaneiros, mas os produtos de pastelaria congelados (código pautal 1905.90.59.98) são alvo de uma taxa de 9,5% sobre o valor FOB (Free On Board)10.
5. Estados Unidos da América
A importação de certas categorias de produtos para este país pode ser proibida ou condicionada, por razões do foro da defesa do interesse público. Por outro lado, a entrada de determinadas mercadorias pode encontrar-se, temporariamente, sujeita à aplicação de um sistema de quotas (absolutas ou tarifárias). O portal da Autoridade Alfandegária dos EUA
(Customs and Border Protection – CBP) disponibiliza informação atualizada sobre os
8
Ver Lista das Referências Bibliográficas.
9
Princípio de não descriminação ao abrigo do qual cada membro da Organização Mundial do Comércio concede aos produtos com origem num outro membro um tratamento não menos favorável do que o tratamento que concede aos produtos semelhantes de qualquer outro membro, salvaguardadas algumas exceções, nomeadamente ao nível da concessão de um regime mais favorável a países em desenvolvimento.
10
Termo que integra os Incoterms (terminologia aplicável ao comércio internacional para auxiliar as partes na compreensão das suas obrigações) e que significa que as obrigações do exportador terminam aquando do embarque da mercadoria no transporte designado pelo comprador, englobando, portanto, os custos incorridos até esse momento.
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produtos sujeitos a restrições ou proibições. De acordo com a informação disponível, os produtos a exportar pela Empresa não enfrentem, de momento, quaisquer constrangimentos.
Os estabelecimentos estrangeiros de produção, processamento, embalagem e armazenagem de produtos alimentares que pretendam exportar para os EUA devem cumprir trâmites de duas ordens: em primeiro lugar, registar-se junto da Food and Drug Administration (FDA); além disso, a exportação dos produtos para o país exige o aviso prévio do envio dos mesmos, que pode ser efetuado por qualquer pessoa que disponha da informação necessária. Encontra-se em fase de implementação uma nova lei, o Food Safety Modernization Act, que vem estabelecer novas regras para exportação de produtos alimentares para os EUA, entre elas a necessidade de renovação bienal do respetivo registo.
Relativamente à tributação alfandegária, todos os países da União Europeia beneficiam, também neste país, do estatuto da Nação Mais Favorecida. Assim, o pão e os itens de pastelaria congelados (códigos pautais 1905.90.10.49 e 1905.90.10.41, respetivamente) exportados por Portugal encontram-se isentos de tarifas aduaneiras. São aplicáveis à importação, porém, duas outras taxas: a Taxa de Processamento da Mercadoria (Merchandise Processing Fee – MPF), de 0,3464% sobre o valor aduaneiro das mercadorias, mas nunca inferior a 25 USD ou superior a 485 USD, e a Taxa de Manutenção Portuária (Harbour Maintenance Fee – HMF), de 0,125% sobre o valor aduaneiro das mercadorias importadas por via marítima.
Mercado Direitos aduaneiros
Estados membros da União Europeia 0%
Noruega 0,25%
Suíça
Pão: 43,05 CHF / 100 Kg + 10% sobre a tara Pastel de nata: 61,75 CHF / 100 Kg + 5% sobre a tara Bolo de tacho: 38,65 CHF / 100 Kg + 5% sobre a tara
Canadá Pão: 0%
Pastelaria: 9,5%
Estados Unidos da América 0,3464% + 0,125% Tabela 11: Resumo das condicionantes aduaneiras
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3.3. Seleção dos Mercados
A fim de se selecionarem os mercados mais adequados para a internacionalização da
Empresa, urge efetuar uma comparação final dos mesmos, tendo em conta os dados analisados até ao momento. Para isso, recorreu-se a uma grelha de comparação baseada no modelo proposto por Daniels et al. (2013), que pressupõe a atribuição de pesos às diversas variáveis em consideração, tendo em atenção a importância percebida de cada uma. O resultado consta na Tabela 12, que inclui fatores relacionados com o Potencial do Mercado, nos quais uma pontuação mais elevada representa uma situação mais favorável, e com as diversas condicionantes existentes, cujas pontuações mais elevadas indicam um contexto mais desfavorável.
Tabela 12: Comparação dos mercados em análise
Mercado
Variável Peso ES FR DE NL IT UK CH NO CA US
1. Fatores aceitáveis (A)/Inaceitáveis (I)
a. Permissão da exportação - A A A A A A A A A A
2. Potencial do Mercado
a. Importações de Padaria/Pastelaria 0-5 4 5 5 4 4 5 3 3 5 5
a1. Evolução 0-3 2 3 3 2 3 3 2 1 3 3
b. Importações de produtos portugueses 0-5 5 4 3 3 3 4 2 1 2 2
b1. Evolução 0-3 3 0 0 3 2 3 2 0 3 1 c. Poder de compra 0-3 1 1 2 2 1 2 3 3 2 3 c1. Evolução 0-2 2 2 2 1 1 2 1 0 1 2 Total 17 15 15 15 14 19 13 8 16 16 3. Condicionantes a. Logísticas 0-5 1 2 4 2 4 4 3 4 5 5 b. Legais 0-2 0 0 0 0 0 0 1 1 1 2 c. Aduaneiras 0-5 0 0 0 0 0 0 5 1 4 2 Total 1 2 4 2 4 4 9 6 10 9 Resultado 16 13 11 13 10 15 4 2 6 7
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No domínio do Potencial do Mercado, foi atribuído um peso menor ao Poder de compra da população porque, sendo este calculado com base no Produto Interno Bruto do país e na sua população, pode camuflar assimetrias importantes na distribuição do rendimento, aconselhando-se uma certa prudência na sua análise. No que concerne às condicionantes existentes nos diversos mercados, foi atribuído um peso menor às do foro legal na medida em que, nestes casos, não se tratam de efetivas barreiras à exportação, mas apenas de trâmites legais que devem ser cumpridos previamente.
A análise dos resultados permite concluir que os mercados que apresentam maior potencial são o Reino Unido, a Espanha, o Canadá e os Estados Unidos da América, seguidos pela França, Alemanha e Holanda. Por outro lado, aqueles que revelam um contexto logístico, legal e aduaneiro menos favorável são o Canadá, os Estados Unidos da América e a Suíça, devendo-se, no caso dos primeiros, à distância geográfica e ao facto de o transporte ter de ser efetuado por via marítima; na Suíça, o fator de maior destaque é o enquadramento aduaneiro pouco favorável.
Confrontando ambas as dimensões de análise, os resultados apontam como mercados de maior potencial a Espanha, o Reino Unido, a França e a Holanda. Com pontuações relativamente inferiores, surgem a Alemanha e a Itália, seguidas pelos Estados Unidos da América e Canadá. A Suíça e a Noruega obtiveram os menores resultados.
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4. Conclusões
A delineação de uma estratégia adequada é da maior importância para o desenvolvimento da empresa que serviu de base a este estudo, atento o facto de estar prestes a encetar os primeiros esforços rumo à Internacionalização. Uma das componentes essenciais dessa estratégia é o conjunto de mercados para a qual a mesma será direcionada. Com efeito, esta decisão deve ser das primeiras a ser tomada, na medida em que o contexto internacional concreto influencia grande parte das decisões ulteriores. O principal fruto deste trabalho consubstancia-se precisamente na seleção de um conjunto de mercados externos que revelaram ser de interesse estratégico para a internacionalização da Empresa.
O processo de análise dos diversos mercados teve início com uma triagem dos mesmos de acordo com variáveis de natureza diversa que, devidamente cruzadas e ponderadas, contribuíram para a seleção do conjunto de países a abordar. Em concreto, a análise focou-se, inicialmente, no comércio internacional de produtos de Padaria e Pastelaria, em termos absolutos e evolutivos, tendo sido excluídos, desde logo, alguns mercados, em função da sua distância física, que se afigurou um fator de risco para a Empresa, de dimensão reduzida e sem experiência na área do comércio internacional. O conjunto inicial de mercados potenciais, composto pelos atuais 21 maiores importadores deste tipo de produtos foi, assim, reduzido a 16 países. Foram também ponderados na análise os valores das exportações portuguesas para esse conjunto de 16 mercados, permitindo efetuar uma análise ao nível quer dos maiores clientes de Portugal, quer das quotas de mercado que os produtos portugueses detêm em cada um, bem como dos respetivos Produtos Internos Brutos (PIB) per capita, baseados na Paridade do Poder de Compra (Purchasing Power Parity – PPP). O ajuste do PIB
per capita para a Paridade do Poder de Compra facilita a comparação internacional dos dados, na medida em que os valores são, assim, convertidos em dólares internacionais, que têm o mesmo poder de compra em relação ao PIB do país que um USD tem nos Estados Unidos da América.
Finda esta pesquisa inicial, foram selecionados 10 mercados para serem alvo de uma análise em maior detalhe, que individuou as condicionantes logísticas e legais, fiscais e aduaneiras de cada um. A primeira dimensão de análise focou-se nos preços do serviço de
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transporte para os diversos mercados, bem como nas capacidades máximas das unidades de transporte, o que permitiu obter custos unitários de transporte. Para a execução desta etapa, foram solicitados orçamentos a várias empresas que efetuam serviços de transporte, de forma a obter uma base comparativa da oferta a este nível.
A verificação da viabilidade da exportação para cada um dos mercados concluiu-se com a análise das condicionantes legais, fiscais e aduaneiras, permitindo o enquadramento dos constrangimentos monetários e não monetários existentes nos diversos mercados.
Através da ponderação de todos dados recolhidos, conclui-se que o conjunto de mercados que apresenta maior viabilidade para o processo de internacionalização da Empresa
é constituído pela Espanha, Reino Unido, França e Holanda. No entanto, a recente conjuntura, que ficou conhecida como Brexit,11 indica a aproximação de um período de incerteza no que concerne ao comércio internacional deste país, na medida em que o enquadramento aduaneiro das trocas comerciais com o Estados membros da União Europeia deverá sofrer profundas alterações; além disso, uma eventual crise económica no país poderá conduzir à implementação de políticas restritivas das importações em geral, pelo que se desaconselha a entrada no Reino Unido. Assim, e uma vez que se trata do início do processo de internacionalização da Empresa, afigura-se uma estratégia adequada a concentração dos seus esforços num número reduzido de mercados: Espanha, França e Holanda.
Todavia, outros mercados, como a Alemanha, a Itália, os Estados Unidos da América e o Canadá apresentam também potencial, pelo que, numa segunda fase, poderão também ser destinos atrativos.
Um dos maiores desafios, ou, possivelmente, o maior, que se impõe ao processo de análise dos mercados internacionais é a obtenção da informação necessária para esse efeito. A Internet revela-se uma importante fonte de informação de natureza diversa; no entanto, distintos websites apresentam, muitas vezes, informação díspar, pelo que se afigura necessária uma ponderação das fontes de maior pertinência. No âmbito deste estudo, procurou-se sempre
11
Termo que deriva da fusão dos vocábulos “Britain” e “Exit”, referente à saída do Reino Unido da União Europeia.
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recorrer a fontes administradas por entidades com um grau de credibilidade satisfatório, como sejam a Organização das Nações Unidas, a Organização Mundial do Comércio, a Comissão Europeia e a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP). A propósito desta última, cumpre destacar o papel que pode desempenhar no processo de internacionalização das empresas portuguesas, em particular, mas não em exclusivo, nas Pequenas e Médias Empresas (PME). A sua intervenção concretiza-se não só através da informação que disponibiliza a título gratuito, sobre diversos tópicos relativos a inúmeros mercados internacionais, como também das ações que dinamiza em prol da promoção da internacionalização, das quais constituem exemplos os workshops relativos a determinado mercado, as missões empresariais e ações de formação dirigidas à internacionalização das PME portuguesas.
A par da componente prática deste trabalho, consubstanciada na seleção do conjunto de mercados que revelou ser de interesse estratégico para a internacionalização da Empresa, também a revisão teórica efetuada na fase preliminar assume particular relevo. Com efeito, o processo de desenvolvimento da mesma contribuiu, em boa medida, para o aumento do meu conhecimento no campo da análise de mercados internacionais. Além da relevância a nível de enriquecimento pessoal, pretende-se que possa constituir uma referência para futuros trabalhos da Great Team – International Consulting, na medida em que incorpora conceitos e abordagens presentes na literatura contemporânea relativa a esta temática, como é o caso do Perfil de Massa Crítica da empresa e da Vantagem Comparativa revelada por determinado mercado.
Findo o estágio e a elaboração do presente relatório, o balanço das competências desenvolvidas é, numa perspetiva pessoal, bastante positivo. Independentemente do quão rico possa ser o plano curricular de uma Licenciatura ou Mestrado, a integração num meio empresarial/organizacional proporciona um contacto com a realidade que assume grande importância na consolidação das competências adquiridas em contexto académico. Esse contacto com a realidade permite uma efetiva conscientização da aplicação prática dos conceitos teóricos e, mais ainda, da importância da adaptação desses mesmos conceitos caso a caso.
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