Programa Sentinela
CONHEÇA MAIS SOBRE O SENTINELA
Objetivo
Prevenir e combater a violência, o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes menores de 14 anos de idade.
Principais resultados
Atendimento de aproximadamente 17.870
crianças e adolescentes vítimas de abuso e exploração sexual atendidos nos 336 Centros e Serviços de Referência Especializados. Para navegar O Programa Sentinela agora é parte do SUAS (Sistema Único de Assistência Social). Para saber mais, confira o site: www.redeviva.org.br
Aula 3 | Abuso sexual infantil 113
Mobilização dos municípios para enfrentamento
à violência sexual, especialmente através da
constituição de comissões, de comitês e de fóruns municipais.
Avaliação dos resultados e da
implementação
Em abril de 2003, foi iniciada a renovação dos Termos de Responsabilidade em continuidade ao apoio
aos 336 Centros e Serviços de Referência
Especializados para atendimento das vítimas de abuso e exploração sexual comercial nos 315 municípios e 26 estados da federação. Entretanto, houve uma demora significativa na liberação dos recursos orçamentários, o que provocou um atraso de três meses, com conseqüências para o atendimento das crianças, dos adolescentes e famílias já envolvidas e de novas
demandas. Alguns municípios reduziram o
atendimento, outros fecharam os centros e serviços. De modo geral, o atraso e o repasse incompleto causaram uma queda no ânimo e motivação dos profissionais, bem como na qualidade do atendimento realizado.
Este guia se propõe a abordar as principais questões que envolvem o abuso sexual de crianças e adolescentes, visando estimular a população a falar abertamente sobre este assunto e pôr fim ao silêncio que protege aqueles que cometem este crime; criar um clima propício em que crianças e adolescentes, vítimas de abuso sexual, se sintam mais seguros, a fim de que possam buscar ajuda sem serem considerados culpados ou sentirem que não são acreditados e fornecer informações a adultos que lidam com a situação de abuso sexual intrafamiliar...
Textos de Lauro Monteiro Filho, Vania I. de Abreu e Luciana B. Phebo, ilustrações de Gian Calvi, formato 20 x 21cm, capas + 40 páginas a cores - Código: 26.0 - ISBN: 85-7210-028-8
Mesmo com as dificuldades apontadas, os municípios, na sua maioria, atenderam acima da
capacidade instalada de 17.870 crianças e
adolescentes. Isto ocorreu em função da demanda encaminhada aos municípios por Conselhos Tutelares, Delegacias Especializadas, Ministério Público, unidades de saúde, rede escolar e comunidade em geral.
Foram de grande relevância para o
enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes no Brasil as ações e atividades realizadas em torno do dia 18 de maio: Dia Nacional de Luta Pelo Fim da Violência Sexual de Crianças e Adolescentes que teve a plena participação do Ministério e do conjunto de
Sentinelas nos diversos municípios e estados
brasileiros. A organização do dia 18 de maio, e de outras atividades de Enfrentamento à Violência Sexual, foi coordenada pelo Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes que
articula as organizações governamentais, não
governamentais e agências internacionais no
monitoramento do Plano Nacional de Enfrentamento à Exploração Sexual Infanto-Juvenil, (aprovado em Natal em 2000), cuja vice-coordenação é desempenhada pelo Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, através da Gerência de Projetos Especiais.
Outro evento relevante foi a constituição, da Comissão Intersetorial de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes (confirmar), com o objetivo de envolver todos os ministérios e secretarias, além do Comitê Nacional e as Agências Internacionais, visando, com a sua articulação, a promoção de ações integradas, assim como mapear os diversos serviços e buscar a superação das maiores dificuldades e carências enfrentadas.
Você sabia? O dia 18 de maio é conhecido como o Dia Nacional ao Abuso e Exploração Sexual
Aula 3 | Abuso sexual infantil 115
Em fevereiro de 2003, foi iniciado, em conjunto com a Secretaria Especial de Direitos Humanos, os Ministérios da Justiça e da Saúde e a Agência Norte- Americana para o Desenvolvimento Internacional – USAID, o Programa de Ações Integradas e Referências para Enfrentamento do Tráfico para fins de Exploração Sexual Comercial em 6 municípios, e visa a construir planos operativos, metodologias que dessem conta de combater o tráfico de crianças e adolescentes para fins de exploração sexual e, assim, pudessem ser replicados para outros municípios que enfrentam problemas semelhantes.
Iniciou-se, em março de 2003, o processo de avaliação visando o redesenho para implementação dos Centros e Serviços de Referência Sentinelas. Este trabalho foi desenvolvido através de uma série de Seminários, Encontros e Fóruns Estaduais e Regionais de Enfrentamento à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes, realizados em 15 estados da federação, com
O financiamento da USAID - investimento
aproximado de 1 milhão de dólares - destina- se à
capacitação de equipes multidisciplinares do
Programa Sentinela, adequação de espaços físicos de atendimento e compra de equipamentos.
O trabalho do Programa Sentinela é coibir a violência, proteger crianças e adolescentes do assédio e prestar atendimento médico e jurídico às vítimas.
O programa desenvolvido pela Secretaria de Estado de Assistência Social - SEAS - faz parte do Avança Brasil, coordenado pelo Ministério do Planejamento.
O Sentinela tem hoje 309 Centros de Atendimento atuantes no país e está em 288 municípios de todos os estados da Federação. Os Centros adotam uma política nacional de referência para atendimento emergencial e acompanhamento de médio e longo prazo para crianças vítimas de violência.
Fonte:
http://www.planejamento.gov.br/planejamento_inv estimento/conteudo/noticias/luta_contra_abuso.htm Data de acesso:09/05/2007
a participação de 90 municípios, para discutir “O Programa Sentinela: Avaliação e Perspectivas no Novo Governo Federal”. Este processo culminou com a realização do Colóquio Nacional sobre o Programa Sentinela, que apontou “As Diretrizes Gerais para Redesenho dos Centros e Serviços no Contexto da Implementação das Redes de Atenção para Crianças, Adolescentes e Famílias em Situação de Violência
Sexual”, como orientação aos Municípios para
renovação dos Termos de Responsabilidade em 2004.
Contudo, em que pese este avanço, alguns problemas se mantêm. A abrangência do programa ainda é bastante reduzida, há dificuldades de monitorar e acompanhar as ações em curso, as equipes, seja gerencial seja local, são reduzidas e devem ser melhor qualificadas, há escassez de recursos e não há definições claras dos papéis da União, estados e municípios
Quanto a este último ponto, cabe ressaltar que teve início, de forma bastante positiva, o processo de discussão com os estados e municípios com a finalidade
de repactuação das atribuições quanto ao
financiamento, monitoramento, processo de avaliação e formação e qualificação continuada dos profissionais envolvidos nas Redes de Atenção, com a evidência da necessidade de ampliação do programa em todo o país a partir da demanda.