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Programa Sentinela

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Brasil é exemplo no combate ao abuso sexual de crianças

Primeiro país da América Latina a traçar um plano de ação contra todas as formas de abuso sexual à infância, o Brasil tornou-se referência para a região por suas estratégias adotadas no combate à exploração sexual infanto-juvenil e mostrou sua experiência, principal

Dica de leitura Guia de Orientação direcionado a profissionais da área de saúde, visando a identificação de casos de violência intrafamiliar contra crianças e adolescentes. Neste guia, o leitor encontrará resultados de pesquisas sobre violência doméstica e sua conceituação, artigos do Estatuto da Criança e do Adolescente, indicadores para o reconhecimento deste tipo de violência, bem como orientações gerais para a atuação após a sua constatação, enfatizando a importância da prevenção. Texto de Lauro Monteiro Filho e Luciana B. Phebo, ilustrações de Gian Calvi, formato 20 x 21cm, capas + 40 páginas a cores - Código: 29.0 - ISBN: 85-7210-019- 9 Para navegar

Essa notícia foi retirada do site do Avança Brasil. http://www.abrasil.g ov.br/noticia.asp?id =141

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mente a do Programa Sentinela, do Avança Brasil no Congresso Governamental Regional sobre Exploração Sexual Infantil, que aconteceu em Montevidéo, Uruguai.

O encontro reuniu delegações governamentais de todos os países americanos e foi uma das prévias regionais do II Congresso Mundial de Exploração Sexual Comercial de Meninos e Meninas que foi realizado em Yokohama, Japão. O Brasil participou do primeiro congresso ocorrido em Estocolmo, Suécia e de lá trouxe o compromisso de implementar ações contra o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes.

O plano brasileiro está estruturado nos seguintes pilares: análise da situação, mobilização e articulação, defesa e responsabilização, prevenção, atendimento e protagonismo juvenil. Nesse mecanismo de estratégias desenvolvidas pelo Plano Avança Brasil, figuram com destaque o atendimento especializado a crianças e suas famílias, um banco de dados e rede de informações, campanhas de mobilização da sociedade e contra o turismo sexual. Cada uma dessas ações estão sob a coordenação da SEAS - Secretaria de Estado de Assistência Social, em parceria com o Ministério da Justiça e Embratur - Empresa Brasileira de Turismo.

Guia de Orientação direcionado a profissionais da área de Educação, visando a identificação de casos

de violência intrafamiliar contra crianças e

adolescentes. Neste guia, o leitor encontrará resultados de pesquisas sobre violência doméstica e sua conceituação, artigos do Estatuto da Criança e do Adolescente, indicadores para o reconhecimento deste tipo de violência, bem como orientações gerais para a atuação profissional após a sua

constatação, enfatizando a importância da

prevenção. Texto de Lauro Monteiro Filho e Luciana B. Phebo, ilustrações de Gian Calvi, formato 20 x 21cm, capas + 40 páginas a cores - Código: 28.0 - ISBN: 85-7210-020-2.

A experiência-modelo representada pelo Programa Sentinela tem o aval do Unicef e é apontada como digna de cópia pelo escritório do Fundo das Nações Unidas pela Infância no Panamá.

O Programa Sentinela tem seu eixo no atendimento social especializado, prestado por Centros de Referência com profissionais que atuam nas áreas de saúde, educação, justiça, segurança, esporte, lazer e cultura, acompanhando, caso a caso, os menores em situação de risco. As equipes não se limitam às crianças que já assistem; vão às ruas para identificar novos casos, abordando aqueles que estão sendo aliciados para a exploração sexual, motivando-os a aceitar o apoio do programa.

O trabalho de acompanhamento dos envolvidos inclui o monitoramento das famílias. Aliás, esta é a base de atuação técnica do Programa Sentinela, que entende como único caminho possível para solucionar as situações vividas por essas crianças e adolescentes, a integração familiar e comunitária.

Aqui terminam, então, os dados sobre o programa sentinela.

Espero que tenha gostado!

CONCLUSÃO

Depois de lermos tanto sobre esta realidade do abuso sexual infantil, não tenho muito mais o que dizer, somente concluir que, precisamos fazer alguma coisa pra ajudar nossas crianças e nossos adolescentes! Pois o problema está em nossas mãos e nos olhos deles. Conto com vocês todos!

Dica de leitura BRASIL. Ministério da justiça. Estatuto da criança e do adolescente: lei nº 8.069, de 13 de junho de 1990. Brasilia, 1991. Consejería

presidencial para los derechos humanos. Promoción de los derechos humanos sexuales y reproductivos. Bogotá: FNUAP/UNFPA, 1999. FALEIROS, Eva T. Silveira. Repensando os conceitos de violência, abuso exploração sexual de crianças e adolescentes. Brasília: Mj-Sedh- DCA/Unicef, 2000. FALEIROS, Vicente de Paula. Redes de exploração e abuso sexual e redes de proteção. In: Congresso Nacional de Assistentes Sociais, 9, 1998, Brasília. ANAIS... Brasília, 1998. GOMES, L. F. Código Penal, Código de Processo Penal e Constituição Federal. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1999. Secretaria Municipal de Saúde e Desenvolvimento Social. Protocolo de Atenção às Vítimas de Violência Sexual. Florianópolis, 2000.

Aula 3 | Abuso sexual infantil 119

EXERCÍCIO 1

O que é abuso sexual? Quais os tipos de abusos que existem? Escolha um tipo de abuso sexual para escrevê-lo mais profundamente.

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EXERCÍCIO 2

Qual o compromisso que a educação tem sobre os casos de abusos sexuais infantis?

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RESUMO

Vimos até agora:

O abuso sexual infantil pode ser entendido segundo a OMS como “toda situação em que a criança ou o adolescente é usado para gratificação sexual de pessoas mais velhas. O uso de poder, pela assimetria entre abusador e abusado, é o que mais caracteriza essa situação”;

Segundo a OMS, 800 milhões de pessoas já sofreram algum tipo de assédio sexual quando criança ou adolescente em todo o mundo;

Não é o toque, nem a violência física, nem a falta de conhecimento que vão definir o abuso sexual e sim a sexualidade vinculada ao desrespeito ao indivíduo e aos seus limites, a troca de sua postura de sujeito a uma de objeto dos desejos do outro;

O molestador geralmente justifica seus atos

racionalizando que está ofertando

oportunidades à criança para desenvolver-se no sexo;

A maior parte dos casos de abuso sexual ocorre entre pessoas conhecidas e próximas, muitas vezes, dentro da própria família;

É comum que a criança muito nova, por não estar preparada psicologicamente para o estímulo sexual, não compreendendo as

conotações de tal atividade, acabe

desenvolvendo problemas emocionais depois de uma violência sexual;

O comportamento de crianças abusadas pode

incluir, entre outros comportamentos:

interesse excessivo de natureza sexual,

depressão ou isolamento dos amigos,

comportamento suicida, agressividade

excessiva, negar-se a ir à escola, terror irracional diante de exame físico e mudanças súbitas de conduta;

Como conseqüências possíveis, dependendo do tipo de abuso sofrido, decorrentes de abuso sexual em crianças e adolescentes, pode-se destacar, entre outros: baixa auto- estima, sexualidade vista como punitiva, comportamentos autodestrutivos, dificuldade

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de lidar com o próprio corpo, perturbações de sono, depressão, sentimento de inferioridade;

De 10 casos registrados, em 8 o abusador é conhecido da vítima;

De acordo com Queiroz (2002), os abusos

sexuais acontecem quase sempre em

segredos impostos por violência, ameaça, ou ainda uma espécie de lei familiar que dificulta sua revelação;

A Pedofilia é um transtorno parafílico onde a pessoa apresenta fantasia e excitação sexual intensa com crianças pré-puberes (13 anos ou menos);

Estupro é definido como o ato físico de atacar outra pessoa e forçá-la a praticar sexo sem o seu consentimento. Segundo a lei, o estuprador é sempre homem;

Assédio sexual é um tipo de coerção de caráter sexual praticada por uma pessoa em posição hierárquica superior em relação a um subordinado, normalmente em local de trabalho ou ambiente acadêmico;

Exploração sexual comercial é a

comercialização da prática sexual com

crianças e adolescentes com fins comerciais. São considerados exploradores tanto o cliente quanto os que induzem, facilitam ou obrigam crianças e adolescentes a essa prática;

Diferente da exploração sexual comercial, a exploração sexual profissional ocorre quando existe algum tipo de envolvimento sexual entre uma pessoa que está prestando algum

serviço e um indivíduo que procurou ajuda profissional. Ex: médico e paciente.

A legislação aplicável à questão do abuso sexual envolve, principalmente, a Constituição Federal, o ECA, a Declaração Universal dos Direitos da Criança, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança e o Código Penal;

O Programa SENTINELA que integra o SUAS (Sistema Único de Assistência Social) é uma das reações do governo federal ao problema destinado ao atendimento de crianças vítimas de exploração ou abuso sexual. O Brasil foi o primeiro país da América Latina a traçar um plano de ação contra todas as formas de abuso sexual à infância, tornando-se referência nessa área.

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