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CONHECENDO TERMOS E SEUS SIGNIFICADOS IMPORTANTES PARA ANÁLISE

Uma interessante análise da contribuição da psicologia profunda de Freud – Jung para a formação do pensamento ocidental, mostrando como Jung tinha preocupações epistemológicas rigorosas pode ser vista em Tarnas. Em função disso, tais fenômenos puderam ser examinados, mas apenas como algo psicológico, e não propriamente da natureza, resultando em algumas distorções interpretativas, em inúmeros sentidos.

A crítica de Richard Tarnas é pertinente, pois embora Jung ressalte a importância da religiosidade como qualidade intrínseca do ser humano, sua teoria apenas valida a experiência religiosa como fenômeno psicológico, uma posição paradoxalmente reducionista, que nega a compatibilidade entre razão e experiência espiritual. Nessa linha, considerou insubstancial o movimento esotérico moderno, como a teosofia e a antroposofia. Veja em Jung e Teosofia

A partir da contribuição de Jung, vários desenvolvimentos em diferentes áreas do conhecimento têm ampliado a compreensão da relação entre os processos psíquicos e o mundo exterior. O conceito de inconsciente coletivo, por exemplo, encontra ecos na física do holomovimento de Bohm, na ecopedagogia de Capra, na transdisciplinaridade de Rocha Filho, na alma do mundo de Goswami, nos campos morfogenéticos de Sheldrake, na psicologia profunda e na ecopsicologia norteamericana.

CAPÍTULO 6 CONHECENDO TERMOS E SEUS SIGNIFICADOS IMPORTANTES PARA ANÁLISE

Psicodrama

Técnica de conhecer a linguagem de distúrbios neuróticos, através de representações teatrais. Aliais Fenichel, focalizando as doenças psicossomáticas, referem-se às mesmas designando-as de “linguagem dos órgãos”, que seria o adoecimento de órgãos em decorrência de fatores psicoemocionais.

Vivemos representando. Quase ninguém é autentico, mas apesar da situação fazer parte de nossa estrutura de defesa, deveu contribuir no sentido de evitar os excessos.

A humanidade, sobretudo nos grandes centros populacionais, esta dividida em três grupos: os pequenos desajustados, os médicos desajustados, e os grandes desajustados, incluindo-se, entre estes, os esquizóides, paranóides e psicopatas.

Por isso, as técnicas de tratamento proliferam, com suas respectivas colorações.

Assim é, por exemplo, o Psicodrama, em que os desajustados, adiantados ou não, na ânsia de se livrarem dos males que os afligem, se expõem à narração ao vivo,

em forma de representações teatrais. Se com isto conseguem se desvencilhar de seus problemas, ou pelo menos suavizar os sintomas dos mesmos, nada tem a opor a essa técnica de tratamento, visto que os fins justificam os meios; todavia, repetindo o já dito, representamos muito na vida, particularmente aqueles que não se aceitam. Deste modo, quer nos parecer errado, e até certo ponto ridículo, exporse a esse tipo de tratamento, salvo melhor juízo.

O Dr. Jacob Levy Moreno foi o estruturador e principal defensor da eficiência dessa técnica no tratamento de distúrbios psicoemocionais. “numa sessão psicodrática, o tablado é o cenário, os pacientes são os protagonistas, o terapeuta é o diretor e o grupo sentado em volta é o publico”. Nesse espetáculo o paciente projeta os seus problemas em gestos dramáticos. psicodrama e sociopdrama são, segundo os seus proeminentes defensores, altamente benéficos para reparar desordem mentais.

Somente em 1986, que o psicodrama começou a ser difundido no Brasil.

O psicodrama tem como centro a dramatização, através da qual se obtem os mesmos resultados que se espera da psicoterapia de grupo. Os seus principais adeptos entendem que é a melhor técnica de tratamento, por ser a melhor forma de reproduzir a vida real. O grupo de 12 pessoas, com a maior variedade possível, reúne-se uma vez por semana. As sessões têm duração de duas horas e é dirigido pelo diretor de Psicodrama, que por sua vez é auxiliado pelo Ego - Auxiliar (especialista que representa as cenas mais motivas como coadjutor do paciente).

Todos nós temos uma personalidade exibicionista, uns mais, outros menos. Todavia, observando pessoas que vêm fazendo esse tratamento, não achamos resultados que correspondam aos benefícios anunciados pelos apologistas do psicodrama.

O psicodrama, a exemplo do que vem ocorrendo com a psicanálise do que vem ocorrendo coma psicanálise, quer seja no tratamento individual, quer seja em grupo, esta sendo muito comercializado.

Raciocínio

É um pensamento que segue uma seqüência ordenadamente lógica. O ato de raciocinar pode ser resumido em cinco itens. Primeiro surge um problema, depois a definição, que determina o que o problema é realmente. Em seguida é sugerida uma solução hipotética. Então vem a essência do raciocínio que é o desenvolvimento década hipótese até que se apresente uma que satisfaça todos os requisitos. A verificação, ou comprovação, da hipótese aceita completa o processo. É fato comprovado que uma mente treinada desenvolve melhor o raciocínio e que os erros passados são úteis na solução de problemas novos. Os psicólogos, como os filósofos, distinguem o raciocínio entre dedutivo e indutivo. A dedução de dirige de um conceito geral ao particular, de acordo com regras de lógicas bem estabelecidas.

Para a matemática e a filosofia a dedução é o método fundamental. Um exemplo de dedução é o silogismo, que era muito usado pelos gregos. Um silogismo consiste

em três afirmações: uma premissa principal e secundarias são: “todos os homens são mortais.” “Napoleão é um homem.” Então a conclusão inevitável é “Napoleão é mortal.” Agora que vimos o raciocínio dedutivo, veremos como se raciocina por indução. O raciocínio indutivo se faz tirando uma generalização indutiva se faz tirando uma generalização de uma série de experiências particulares. Por exemplo, uma criança, forma conceito geral de animal e assim por diante. Os princípios científicos são baseados em raciocínio indutivo. Um exemplo disto é a lei da gravidade.Partindo da observação de que um corpo atirado para cima retorna ao solo, chegando-se à conclusão de que todos os corpos são atraídos para o centro da terra.

Racionalização

Mecanismo de defesa destinado a manter o auto-respeito e a prevenir Oe sentimentos de culpa. A racionalização se dá quando o individuo sente necessidade de justificar, explicar – a si próprio e a outras pessoas – um sentimento, uma idéia ou um comportamento que implique ou contenha erros ou falhas. Trata-se de um mecanismo de adaptação, pelo qual o individuo atua em resposta motivos não conhecidos, e depois oferece “razões” supostas para explicar essa atuação. Um esquecimento, uma falha qualquer em nossas atividades, um ato supersticioso, podem levar a se adotar uma atitude de racionalização. Foi Ernest Jones que criou o termo. A racionalização é o meio que o indivíduo utiliza para selecionar os motivos mais aceitáveis, visando à auto- proteção psíquica e à tranqüilidade de si mesmo.

Reação

Resultado ou resposta a um estímulo, às vezes provocada com secreção glandular;

ativação que se dá mediante um agente estranho ao organismo. Nos seres vivos superiores há três reação emocionais tidas como básicas: reação de choque, reação agressiva e reação afetuosa. A primeira dessas reações fundamentais foi estudada por J. B. Wastson nos recém-nascidos: conforme suas experiências podese determinar uma resposta emocional de susto, com forte contração muscular, se submetermos uma criança de pouco idade a uma situação inesperada de perigo, como por exemplo, deixa - lá cair bruscamente. Watson também provocava reações, mas crianças pequenas batendo inesperadamente com um pedaço de ferro numa barra de aço, e assim produzindo um ruído intenso e brusco. Dessa forma, mostrou que se provocava uma inibição das manifestações vitais; a isso se chama reação de choque. Outra resposta fundamental é a reação agressiva ou colérica, que se pode experimentar prendendo os membros (perna e braços) de um recém- nascido. Ele reagirá de forma agressiva, demonstrando manifestações vitais atiçadas grandemente. Por fim, se acariciarmos suavemente um recém-nascido, ele reagirá apresentando relaxamento muscular movimenta mais calmo, podendo-se acompanhar com expressões de satisfação: é o que se denomina reação afetuosa.

O psicólogo russo Kornilov afirma que “as reações são a maneira fundamental de toda manifestação vital, e a psicologia deve ser o estudo das reações do organismo vivo que compreendem todas as formas de sua manifestação frente ao meio- ambiente”, portanto o estudo do que é chamado “conduta” pelos norteamericanos.

Ainda de acordo com Kornilov, “cada sujeito tem uma inclinação inata a um tipo de reação acelerado ou lento, conforme o gasto de energia seja grande ou pequena”.

Os tipos de reação podem ser esquematizados em: reação sensorial, se psicologia da reação ou Behaviorismo ao estudo como se comportam e como reagem os indivíduos quando se lhes apresentam estímulos.

Reação de alarme – Reposta rápida a um estimulo e imprevisto e normal.

Reação de antecipação – Reação adaptativa que se verifica antes do estimulo correspondente. Ela pode existir em vista de um ritmo de estímulos, ou então pelo condicionamento provocado por um ou mais estímulos anteriores.

Reação composta ou complexa - Termo usado para designar o tempo da reação na qual a pessoa deve precisar de algum reconhecimento, alguma discriminação, seleção ou associação após se ter apresentado o estimulo. O tempo de reação para sensações tácteis é de 1/7 de segundo; para as auditivas, se 1/6 de segundos; e para as visuais, de 1/5 de segundos, não tendo sido estabelecidas regras para as sensações do paladar e do olfato.

Reação de discriminação- Reposta dada frente a um ou mais estímulos, que são previamente conhecidos.

Reação defensiva- Conjunto de respostas que tem por objetivo proteger o indivíduo, muitas vezes servindo-se de atos disfarçados.

Reação circular- É a reação que se dá nas crianças quando reproduzem um ato que inicialmente foi efetuado “por acaso”. Piaget utiliza-se para exemplo do que denomina “assimilação reprodutora”, de doenças, xenofobia, medo de estrangeiros, distinguindo reação circular primária (exemplo; chupar o próprio polegar), e reação circular secundaria (quando diz respeito a objetos, e não ao próprio corpo).

Reação diferida- Reação retardada anormalmente que se dá nos estados de insônia.

Reação simples – É a manifestação sempre da mesma forma, frente a um mesmo estímulo.

Reação disjuntiva- Resposta variada, baseada em discriminação sensorial e decisão, e dada frente a estímulos diferentes. Por outro lado, o termo reação é utilizado ainda para designar diversos tipos de perturbações mentais (neuroses e psicoses), conforme segue: As reações neuróticas temos em geral: Reação de

angustia, que são as caracterizados por sentimentos de intensa angustia, podendo ser acompanhadas de aspectos físicos correlativos (palpitações do coração, suor, hipersensibilidade, etc.) Reações de conversão, que se caracterizam pelo fato de aparecerem certas deficiências físicas específicas ( cegueira, paralisia, etc.).que protegem o indivíduo contra as situações que lhe provocam o conflito.Há como que uma conversão da angustia em sintomas físicos, e por sua vez estes proporcionam ao indivíduo a diminuição ou uma espécie de fuga da própria angustia.Reação de fobias, que se caracterizam por um medo muito grande e sem razão de ser, provocado por condições ou por objetos externos.Exemplos: claustrofobia (medo de lugares fechados), agorafobia (medo de lugares abertos, amplos), acrofobia ( medo de altura), zoofobia ( medo de animais ), fonofobia ( medo de barulhos, de ruídos), cromatofobia ( medo de cores), nosofobia ou patofobia ( medo de fobia ) ( medo de fogo ), pricrofobia ( medo da frio ), talassofobia ( medo de mar), maieusofobia ( medo de gravidez), malismofobia ou misofobia ( medo de infecções), ergasiofobia ( medo de operações), necrofobia ou tanatofobia medo da morte), nictofobia (medo da noite) , etc.Reações neurastênicas, característica por um cansaço crônico (físico e mental), bem como por uma falta de capacidade em se concentrar.O individuo não tem “força de vontade” às mínimas atividades. Reação obsessivocompulsivas, que se caracterizam por pensamentos desagradáveis que prendem o indivíduo, e por atos compulsivos que são provocados por impulsos indesejáveis. Esses impulsos possivelmente constituem formas de escapar aos pensamentos Obsessivos. Os pensamentos obsessivos podem ser, por exemplo, um medo de machucar o filho pequeno, de fazer negócio errado, etc. também pode ser de natureza sexual. Nas psicoses, temos os três seguintes grupos principais:

Reações esquizofrênicas, que se caracterizam pela variedade de sintomas, diferentes de um para outro indivíduo, e que geralmente deformam suas emoções e seus sentimentos. O indivíduo se torna indiferente a motivos que normalmente lhe despertariam uma reação emocional, como por exemplo, a morte de um parente próximo. É o tipo de psicose funcional mais comum, e além de prejudicar a sensibilidade emocional, provoca alucinações, delírios condutas extravagantes, depressão, etc. O indivíduo pode permanecer isolado da realidade, sem ter conhecimento de outras pessoas. Quando tomado de alucinações, ele pode “ouvir vozes” e “ter visões”, bem como pode comportar-se anormalmente e dizer coisas sem nexo. Reações maníaco-depressivas, caracterizadas por grandes oscilações no estado de humor do individuo, que pode pular de uma disposição normal para alegria exagerada, e daí passar a um comportamento violento, às vezes até perigoso. Há casos em que o individuo é dominado por esses estados anormais (extrema alegria, extrema depressão, comportamento violento, imobilidade) apenas por períodos curtos. Reações paranóicas, caracterizadas por delírios específicos, formados de imagens como um conjunto sistemático e “lógico”, o que torna difícil convencer o individuo assim atacado, a respeito da irrealidade de seus estados. Mas o paranóico pode muitas vezes comportar-se convenientemente. As formas mais comuns desse

delírio são as de perseguição e de grandeza. No delírio de perseguição, o individuo vê inimigos por todo lado, e sente que estão prestes a agarrá-lo, sente-se vítima de uma série de armas, de venenos, de injustiça, de situações adversas. No delírio de grandeza, o individuo se considera uma pessoa excepcionalmente importante, “marcada pelo destino” para realizar grandes obras.

Reação de fuga - Mecanismo de defesa que consiste numa tendência para abandonar uma situação em que existe frustração. Ela ocorre quando é ultrapassado o limite à tolerância que se pode opor a essa frustração. A capacidade de ajustamento do individuo ficará prejudicada pela reação de fuga. A tolerância à frustração varia de individuo para individuo, conforme suas próprias forças e também de acordo com a natureza da situação. É comum aparecer primeiro uma reação de agressividade, e depois a reação de fuga, que funciona como que pretendendo “resolver” a situação. Caso isso não seja possível, poderão advir desorganizações no padrão de comportamento do individuo. De qualquer forma, porém, a reação de fuga em geral tem resultado negativos, mesmo dando alivio a uma tensão grande. Exemplo: um indivíduo enamorado ao mesmo tempo de duas moças poderia ficar sem saber para qual delas se decidir, e acabar perdendo a oportunidade de casar, permanecendo solteiro- e infeliz.

Mas a reação de fuga pode ser temporária, diferente, portanto desse exemplo. Não se deve confundir o mecanismo inconsciente da reação de fuga com a simples fuga de objetos perigosos. Veja mecanismo de defesa.

Recalque

Mecanismo de defesa consistente em afastar, repelir, e manter fora da percepção consciente, os desejos, os impulsos incompatíveis com as motivações do consciente.

É originado por conflito entre tendência opostas, podendo-se dizer, com Freud, que o recalque é, “no fundo, uma tentativa de fuga”. O mesmo autor explica que “o único objetivo do recalque é escapar ao desprazer” provocado pelo conflito. Abrange não apenas impulsos instintivos, mas também os afetos, as frustrações e os conflitos. A repressão atua como defesa contra impulsos coercitivos e recordações que não podem ser controladas pelo ego; é como se fosse um processo inconsciente que aparece e atua “automaticamente”. O recalque parece constituir um processo específico da infância, pois se dá quando a consciência está pouco desenvolvida ou quando ela está em regressão. Podemos dividir o recalque em dois aspectos:

primário que se relaciona a um material que nunca esteve na consciência, e secundário, ou recalcamento propriamente dito, que é a repressão do material que já esteve na consciência. Essa repressão depende da formação de símbolos. Quando algo provoca diminuição da auto-afirmação, é mais fácil criar-se uma circunstancia que leva ao ato de reprimir. Se bem que a palavra “repressão” é usada também como sinônimo de recalque, costuma-se estabelecer como diferença que a repressão propriamente é um processo do consciente (o individuo tem pleno conhecimento

dela) e pode efetuar-se conforme um modo racional, ao passo que o recalque se situa no plano do inconsciente. Como o mais importante mecanismo de defesa, o recalque provoca certa desorganização da personalidade, porque inconscientemente o indivíduo rejeita, para fora da consciência, uma representação ou uma emoção intolerável. O Ego considera um perigo interno, isto é, do intimo, da psique do individuo, como se fosse um perigo externo; e tenta fugir de si próprio. É na fase de “passagem” do inconsciente para o consciente que o ato psique se submete a um

“exame” que é uma censura. No caso dessa censura rejeitar o ato psique, ou seja, não aprová-lo, impedindo-o de passar do inconsciente para o consciente, surge o recalque, e o ato permanece então no inconsciente. O instinto recalcado é isolado, e em geral o Ego não poderá eliminar o recalque; a consciência não pode controlar racionalmente seu conflito. Como conseqüência, o individuo poderá perceber as tendências ligadas ao recalque através dos sonhos, da sublimação e de outros processos (em casos normais), e também poderá agir conforme essas tendências.

O recalque pode ainda explicar fatos da vida normal, como esquecimento de certos nomes, atitudes à primeira vista incompreensíveis, os próprios sonhos, etc. já em casos anormais, verificam-se as neuroses, daí porque nos tratamentos de anormalidades psíquicas é muito importante o estudo e a análise dos recalques.

Deve-se notar que, embora refreados, os impulsos conservam sua forma que a energia acumulada pela ação do recalque sobre determinado impulso vai ser exteriorizada por outro mecanismo de defesa, como por exemplo: sublimação, projeção, formação reativa. Como conseqüência do recalque, temos a diminuição do poder de ação do Ego, uma vez que a parte recalcada foge ao seu controle, seguindo seus próprios caminhos e não os que o ego lhes manda. Essa conseqüência permite considerar o recalque como um mecanismo perigoso (uma vez que pode fazer desaparecer da consciência uma zona da personalidade), entretanto é a maneira talvez mais eficaz para refrear os instintos mais fortes.

Regressão

Mecanismo de defesa que visa escapar da angústia, e pelo qual a personalidade pode perder uma parte do desenvolvimento já obtido, regredindo a um nível inferior de integração, ajuste e expressão. Um exemplo simples de caso de regressão é o de uma criança que volta a urinar na cama, durante o sono, por causa do desvio de atenção dos pais para outro irmão, recém-nascido; a criança, portanto, perde o controle do sistema urinário, por um processo de regressão. Segundo Freud, a regressão pode ser uma fase anterior ao recalque. Esse autor estudou três espécies de regressão; uma que diz respeito a um recuo na qualidade psíquica, do consciente para o préconsciente, ou do pré-consciente para o inconsciente. Outra espécie é a temporal, que é quando o individuo adulto utiliza mecanismo infantil ou, se trata de uma criança, ela volta a um estágio já ultrapassado de sua evolução psíquica (o caso do exemplo citado). E a terceira espécie, denominada “formal”, porque é

caracterizado pela substituição dos modos habituais de expressão e de representação por modos primitivos. A regressão é destrutiva e prejudicial, portanto não serve ao individuo para ajusta-se à realidade e não promove uma adaptação consciente. As formas e os graus extremos da regressão podem provocar uma grande desorganização da personalidade, sendo também um elemento importante na esquizofrenia.

Restrição do ego

Mecanismo de defesa que consiste na retirada do Ego de uma situação de angústia, sendo uma fuga inconsciente. Essa restrição é em geral acompanhada de um deslocamento da angústia para outro aspecto da vida psíquica; exemplo: um conflito sexual pode transforma-se em conflito religioso. Um mecanismo de semelhante ao da restrição do ego é o do isolamento. Ao mecanismo da restrição do ego costumase juntar o mecanismo da negação do mundo exterior ou dos conflitos interiores. Por este mecanismo, o individuo pode fugir à realidade, por exemplo, atuando como ator, e ai encontrando possibilidade de realizar-se no mundo do “faz de conta”. A criança também pode apelar inconscientemente para esse mecanismo, fingindo-se, por exemplo, de herói.

Roubo

É uma reação anti-social que tem um caráter patológico com muito maior freqüência do que se crê. Com defeito, a apropriação, a inclusive a utilitária, dos bens alheios, responde com bastante freqüência a móveis patológicos: tal é, em especial, o caso

É uma reação anti-social que tem um caráter patológico com muito maior freqüência do que se crê. Com defeito, a apropriação, a inclusive a utilitária, dos bens alheios, responde com bastante freqüência a móveis patológicos: tal é, em especial, o caso

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