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Esta pesquisa teve como objetivo central compreender o processo de aprendizagem por meio da interação entre sujeitos no local de trabalho e suas relações de poder durante a aprendizagem colaborativa à luz da Análise do Discurso.

Para atingir tal objetivo central, as seguintes ações foram construídas ao longo da pesquisa, a saber: (a) captar as práticas discursivas dos sujeitos em seu local de trabalho a fim de entender como as aprendizagens ocorrem na interação entre eles; (b) observar as interações entre os pares e interpretar as aprendizagens geradas a partir do discurso; e (c) compreender as relações de poder que ocorrem durante a aprendizagem informal e colaborativa. Por ter se tratado de uma pesquisa qualitativa num paradigma interpretativista, as ações constantemente se interlaçavam e eram revisitadas ao longo do processo de cinco meses de observação não-participante, num constante exercício de ir e vir com novos dados construídos em campo e então partir na investigação dos significados à luz do referencial teórico.

O referencial teórico articulou a literatura sobre Aprendizagem Social de Elkjær

(2001, 2003, 2004, 2008), Aprendizagem no Local de Trabalho de Marsick e Watkins (1999), Lave e Wenger (2005), Aprendizagem Colaborativa e Interação de Dillenbourg (1995, 1995, 1999) e Illeris (2004, 2013, 2015) com a teoria das relações de poder de Foucault (1982, 2008) e Bourdieu (1983, 2001) para então compreender o processo de aprendizagem por meio da interação, colaboração e as relações de poder que ocorrem e assim avaliar o que tem sido ensinado/aprendizado por meio dessas relações.

A fim de responder a questão central de pesquisa, seguindo os preceitos da Análise do Discurso, foram levantadas, com bases nos dados qualitativos empíricos, cinco cenas discursivas denominadas de:

1. As práticas discursivas e aprendizagens dos sujeitos. 2. Aprendizagens pela interação e colaboração

3. Aprendizagem como fonte de poder simbólico

4. Aprendizagens e usos do poder entre os sujeitos 5. Aprendizagens colaborativas: campo e habitus

As análises discursivas das cenas não buscaram ou limitaram-se a categorizar as falas, mas, sobretudo de tecer em sua materialidade linguística os efeitos de sentido que tais

enunciados apresentavam nas situações observadas e assim trazer luz às questões centrais da presente pesquisa. Logo, as cenas discursivas foram descritas seguindo a metáfora teatral, considerando o tempo (a situação e o momento da observação), o espaço (o campo da pesquisa observado), o enredo (as aprendizagens e suas relações de poder), os

personagens (os sujeitos da pesquisa) e o narrador (o pesquisador e observador em

campo).

Os resultados obtidos por meio da observação em campo com as análises dos discursos revelaram o acionamento de discursos políticos, científicos e pedagógicos pelos dos sujeitos como forma de aprenderem, habilidades técnicas e sociais, durante suas interações, que eram também atravessadas por relações de poder no momento destas aprendizagens colaborativas.

Por meio das análises das práticas discursivas notou-se a presença de um hiperenunciador – a empresa - permeando as ações e discursos dos cinco sujeitos, conforme relatado por mais de um sujeito “a empresa pede que isso [a colaboração e interação entre eles] aconteça”. Percebeu-se que “a empresa”, nesse campo estudado, constantemente, passava de “lugar de enunciação” para “o próprio enunciador” de fala, imprimindo a forma como tais aprendizagens deveriam ocorrer. Obviamente, o hiperenunciador era marcado pelas falas destes sujeitos que indicavam “os esquemas de percepção, apropriação e ação que eram experimentados nas interações e então postos em prática” (SETTON, 2002).

Outrossim, ao não seguir tal prática de colaboração e interação incorporadas pelo campo observado, os sujeitos afirmaram que eles “iriam a lugar algum” ou “não sobreviveriam as demandas do projeto” e então não poderiam ser “aqueles setores de bitolados”.

Notou-se que tal cenografia se apoiava nas cenas de fala desses cinco sujeitos que podem ser denominadas, conforme Maingueneau (2008), como validadas, ou seja, já instaladas na memória coletiva, seja a título de algo que se rejeita – “ser bitolado”; “não ir a lugar algum”; ou algo que se valoriza – “saber e aprender nos diálogos entres os demais sujeitos”.

Tal relação de valorização e rejeição analisada nas práticas discursivas vão ao encontro da definição de Russell (1938) acerca de uma determinada forma de inter-relação com o poder social: o poder da promessa de recompensa ou de punição. Sendo assim, os sujeitos são levados por esse “sujeito-empresa” a colaborar e interagir a fim de terem a

recompensa desejada, seja ela, uma promoção numa área nova na empresa ou mesmo novos desafios no projeto de suporte ao atendimento.

Durante as análises discursivas acerca da interação e colaboração no local de trabalho, pôde-se também captar o conceito de que as aprendizagens são comumente baseadas nas experiências imediatas dos sujeitos (REATO; GODOY, 2017), mas não formalmente estruturadas, ou seja, são induzidas por um processo de reflexão, ação e pautada nas práticas do cotidiano com acionamentos de interdiscursos, como no campo cientifico e pedagógico, a fim de legitimar suas aprendizagens no local de trabalho.

Corroborando ainda com os estudos foucaultianos sobre a ordem do discurso (FOUCAULT, 1982), pôde-se compreender que embora o discurso seja aparentemente simples, as interdições que atingem os discursos no cotidiano do local de trabalho revelaram tão logo sua ligação com o desejo de aprender e com o poder. Como se o fato de aprender mais no local de trabalho pudesse ser um caminho para obtenção de mais espaço discursivo, isto é, de mais voz ao sujeito e, possivelmente, de mais poder e status social perante ao grupo.

As observações das cenas discursivas e seus enunciados interpretados reiteraram o entendimento de que a aprendizagem não pode ser entendida meramente como um processo de transmissão e aquisição de conhecimento, mas sobretudo um processo de construção de identidade dos sujeitos (LAVE; WENGER, 2005, p. 53), marcados no campo e espaços discursivos

Ademais, percebeu-se que as aprendizagens no local de trabalho, permeadas por relações de poder, acontecem no seio social, isto é, nas interações que ocorrem no dia a dia dos sujeitos em seu espaço enunciativo. Reconheceu-se, portanto, a aprendizagem como um aspecto integral e inseparável da prática social dos sujeitos (ELKJÆR, 2004; ILLERIS, 2007; LAVE; WENGER, 2005).

Neste sentido, observou-se que as aprendizagens que ocorrem no dia a dia no local de trabalho foram reconhecidas como algo legítimo pelos participantes da pesquisa e tais aprendizagens são influenciadas pela cultural e política organizacional, haja visto o fenômeno do hiperenunciador interpretado nos dados. Outrossim, a heterogeneidade dos participantes da pesquisa contribui para os discursos observados entre os participantes, gerando colaboração e aprendizagem por meio das interações diárias.

Por fim, cabe elencar algumas limitações encontradas no decorrer desta pesquisa, entre elas, destacam-se: as observações foram feitas sobre as ações discursivas de cinco sujeitos, limitando-se as interações desses, sem análises semióticas da relação com o espaço físico ou até mesmo documentos como “descrição de cargo” da empresa observada, dificultando a construção das análises de algumas cenas. O acesso aos documentos digitais, trocas de mensagens em aplicativos entre os sujeitos, que pareciam apresentar dados significativos para a pesquisa não foram analisados devido a nao autorização da empresa. Logo, as cenas foram baseadas somente sobre os discursos coletados no período de cinco meses.

Como sugestões para pesquisas futuras, considerando as descobertas entre as relações de poder e aprendizagem, recomenda-se que:

1. Seja aplicada a mesma pesquisa durante um período mais longo utilizando-se dos princípios da etnografia para se tenha mais riqueza nos dados e maior aprofundamento das análises;

2. Seja ainda aplicada uma pesquisa baseada à luz dos preceitos da Análise do Discurso, entretanto, explorando outros setores, além da área da tecnologia;

3. Seja analisada, em estudos qualitativos ou quantitativos, a relação entre as aprendizagens atravessadas por relações de poder num nível grupal e organizacional

Acredita-se assim que estas sugestões podem trazer novos palcos, enredos, atores e histórias que acrescentarão e enriquecerão os estudos da Aprendizagem Organizacional no Brasil.

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