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Considerações Finais e Aspectos Relevantes

4. INSTITUCIONALIDADE E DINÂMICA SOCIOPOLÍTICA

4.3. Considerações Finais e Aspectos Relevantes

A história de Santos parece ser profundamente permeada pela história da participação, organização e

mobilização de sua sociedade. As imagens de cidade portuária cosmopolita, culturalmente efervescente e

berço de movimentos libertários e de inúmeras greves (dando-lhe o apelido de “Cidade Vermelha”) ainda nas primeiras décadas do século XX, permanecem – a se considerar a amostra da pesquisa –como heranças

entranhadas na cultura e na vivência políticas de ao menos parte dos moradores edas organizações civis locais. Apesar do arrefecimento da mobilização popular em Santos, sentido por muitas das organizações, parece ainda prevalecer um alto grau de politização no seio da sociedade civil, baseado na experiência histórica de que a mobilização popular constante é peça imprescindível para a garantia de conquistas sociais.

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Hoje, todavia, as queixas mais recorrentes parecem recair sobre 1) a falta de articulação entre as

organizações, em torno de espaços ampliados de discussão (contribuindo para gerar lutas fragmentadas), e

2) sobre o cansaço e o desgaste de algumas lideranças locais atuantes há mais tempo. No conjunto, Santos parece estar mudando seu perfil socioeconômico, tornando-se progressivamente uma cidade de “classe

média alta”. Tal transformação, por sua vez, parece ser importante para contextualizar as recentes

mudanças sentidas no perfil político e organizativo de sua sociedade, tanto em termos de desmobilização popular quanto em termos de uma tendência ao posicionamento mais à direita no espectro político (comparada à imagem de “Cidade Vermelha” até a década de 1990).

De um modo geral, entretanto, pode-se afirmar que as organizações civis da cidade são predominantemente

de natureza urbana, institucionalizadas, concentradas na área insular (sobretudo, na parte central) e

costumam manter relações próximas com o Poder Público - seja na forma de cobrança mais direta, seja na forma de parcerias, de convênios ou de cooperações técnicas. A particularidade das organizações santistas parece residir no fato de que boa parte de suas atuações e articulações foge ao escopo do território

municipal apenas, abarcando uma dimensão metropolitana.

O Fórum da Cidadania parece ser hoje, em Santos, o espaço mais importante de articulação da sociedade civil local (uma vez que consegue aglutinar diversos movimentos, sindicatos, ONGs, institutos e outras entidades, abarcando diversas temáticas dentro de si). A Agenda 21 local de Santos foi a pioneira no Brasil. Contudo, por uma série de dificuldades e descontinuidades, não se encontra mais ativa hoje.

A política de gestão participativa, no município, aparenta se concentrar em torno dos Conselhos Municipais

de Políticas Públicas (foram contabilizados vinte e cinco ao todo), que abarcam as mais diversas temáticas,

além de contar com quatro comissões permanentes específicas. O conjunto das resoluções tiradas, por ocasião da Conferência Municipal sobre Transparência e Controle Social, permite lançar luz sobre alguns dos principais problemas relativos aos espaços de gestão participativa locais. De um modo geral, percebe-se que a transparência da gestão pública e a participação cidadã ativa são temas candentes no município, sendo a

participação e a mobilização popular em torno desses espaços, bem como a formação da sociedade sobre o papel dos Conselhos, algumas das demandas centrais. Além desses vetores, também foi pontuada a

necessidade de maior qualificação para a atuação dos conselheiros (garantindo dotação orçamentária

própria aos Conselhos para realizarem atividades formativas regulares), assim como maior articulação entre os Conselhos municipais para o fortalecimento de suas respectivas atuações. Por fim, apesar do

funcionamento regular dos Conselhos, permaneceriam certos entraves à atuação efetiva desses espaços, em

virtude do caráter consultivo de alguns Conselhos estratégicos para o município e da mencionada

“influência” exercida pelo Poder Público sobre parte dos representantes da sociedade civil.

Parece ser comum, entre os interlocutores,a percepção de que Santos possui lugar de destaque, hoje, no cenário regional, enquanto cidade de referência da Baixada Santista por sua importância histórica, política e socioeconômica (fato que parece se consumar, sobremaneira, diante dos novos empreendimentos previstos e em andamento no litoral). Santos usufruiria de melhores condições em termos de infraestrutura e de

serviços públicos, tendo conquistado o reconhecimento regional em diversas áreas das políticas públicas, ao

longo das últimas duas décadas. Essa mesma posição regional privilegiada, por outro lado, estaria entre as causas de muitos dos problemas enfrentados pelos serviços públicos, devido ao peso significativo da

demanda externa sobre os serviços e equipamentos públicos do município (como saúde e transporte).

No que diz respeito à gestão municipal, os moradores e as organizações ouvidas sinalizaram para a

distribuição desigual dos serviços públicos no espaço e, consequentemente, para a atenção diferenciada da

gestão pública ao se debruçar sobre o território santista. Entre os segmentos organizados, parece existir certa percepção de que o foco das políticas públicas e dos investimentos gira mais em torno, hoje, das

demandas levantadas pelas grandes empresas, que lideram os setores econômicos de peso na região, do

que propriamente em torno das demandas da população local. Algumas organizações também indicaram a

ausência de articulação e de planejamento conjunto entre as políticas públicas como um forte fator

prejudicial à eficácia da gestão. De forma mais pontual, surgiram críticas em relação ao excesso de

Em geral, avalia-se que o serviço de saúde do município é insuficiente para atender toda a demanda da população e insatisfatório no que se refere ao atendimento, justificado pelas condições de trabalho dos profissionais de saúde, que receberiam baixa remuneração e trabalhariam excessivamente. Quando o assunto é educação, entre as organizações ouvidas,a maior parte das críticas recai sobre o número

insuficiente de escolas e creches na cidade e, mais ainda, de escolas que ofereçam educação integral de qualidade para as crianças matriculadas. Outra queixa apontada refere-se à quantidade insuficiente de professores na rede pública, que sobrecarregaria de trabalho o quadro de profissionais existente. Vale

ressaltar que na discussão sobre educação, o foco das atenções recaiu mais no ensino público fundamental e

menos no ensino superior. O ensino superior sempre aparece associado à discussão sobre emprego e renda,

através da qualificação profissional, para inserção no mercado de trabalho e para obtenção de empregos socialmente valorizados, como os da Petrobras.

Nesse sentido, aponta-sea necessidade urgente do Poder Público de centrar seus esforços na promoção da

qualificação profissional voltada à população local, mas não apenas direcionada à área de petróleo e gás.

Quase todas as organizações da sociedade civil entrevistadas e participantes da oficina pública destacaram a

persistência de um padrão econômico que importa mão de obra de fora, sobretudo, para atividades de

baixa remuneração, como no ramo da construção civil. O número insuficiente de vagas em cursos de ensino

superior público aparece como um entrave à acessibilidade de larga parcela da população santista no que se

refere à qualificação profissional de “alto nível”, visando empregos mais bem remunerados.

A inserção do jovem no mercado de trabalho figura como uma preocupação recorrente nesse ponto. A falta de oportunidade e de perspectiva de futuro foram frequentemente listadas como vetores fundamentais para explicar o aumento do consumo de drogas entre os jovens. A qualificação profissional, portanto, aparece sempre como a porta de saída inicial do universo das drogas.

As políticas culturais tenderiam a privilegiar as áreas centrais e nobres da cidade (que fazem parte do circuito turístico), incentivando atividades de lazer e recreação ao ar livre, na avenida da praia

principalmente, revelando uma distribuição desigual dos equipamentos e dos investimentos culturais públicos no território.

Quando se trata de mobilidade urbana e regional, a percepção predominante é de que Santos aumentou

significativamente a sua frota diária de veículos e caminhões em circulação, nos últimos anos, o que vem

contribuindo para gerar mais congestionamentos na cidade. Durante a oficina pública, os interlocutores presentes também fizeram menção a problemas com calçamentos e com a manutenção das ruas, dificultando a mobilidade de pedestres, mas, sobretudo, de deficientes. As críticas mais recorrentes ao

sistema de transporte recaem sobre o alto preço das passagens e sobre o número insuficiente de ônibus em circulação, que resultaria em demora no tempo de espera e em problemas de superlotação. Em relação à

mobilidade intermunicipal, foi pontuada a ausência de uma concepção metropolitana e integrada no que tange o funcionamento do sistema de transporte de Santos, apesar da mobilidade pendular ser uma realidade cotidiana para boa parte da população santista. Soluções metropolitanas, como o túnel Santos-

Guarujá e o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), permaneceriam ainda como promessas políticas de longa data do governo estadual.

No tocante ao saneamento, surgiram críticas a problemas estruturais “de base”, como a falta de rede de

esgoto em alguns bairros precários da cidade. As principais queixas, todavia, ficaram por conta do sistema de coleta de lixo domiciliar e, em particular, da coleta seletiva. Segundo os relatos, alguns bairros parecem não contar com um sistema de coleta de lixo regular ainda e, a despeito da existência do ‘Cata-Treco’,

muitos pontos da cidade ainda sofreriam com o descarte “desregulado” de entulho nas ruas. Além disso, parece existir amplo consenso em torno da percepção de que a coleta seletiva é insuficiente hoje, para atender a quantidade total de resíduos produzidos diariamente.

Cabe destacar que os participantes dos grupos de pesquisa fizeram uma avalição mais positiva das condições de vida e dos serviços públicos existentes na cidade quando comparados com os representantes das organizações da sociedade civil.

A questão da moradia, sem dúvida, transparece como uma das preocupações centrais da cidade de Santos. São frequentemente enunciados os processos que caracterizariam o modelo de urbanização em vigor, tais como a “verticalização”, a “especulação imobiliária” e a “expulsão” gradativa de moradores da cidade. Entre as organizações entrevistadas, também foi apontada a relação entre o aumento do número de

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responsáveis por “importar” mão de obra de fora com baixa qualificação profissional e com baixa remuneração, sem garantir-lhe condições dignas de habitação. Em suma, apesar de ser uma cidade reconhecidamente estruturada, parece existir - sobretudo, entre o segmento organizado - a percepção de que Santos encontra-se aquém das condições urbanas desejadas e de que falta ainda uma política

habitacional e de desenvolvimento urbano que crie, de fato, condições dignas de habitação (em vez de

“exclusão”) e que garanta o direito à moradia para todos os seus cidadãos.

É a própria vivência cotidiana dos moradores, nos seus espaços em rápida transformação, que lhes sinaliza as alterações mais amplas pelas quais passa a cidade. Percebem, desse modo, a redistribuição territorial de

parte da população, ao longo dos anos, que vem se espraiando gradativamente da área insular rumo à área continental e aos demais municípios vizinhos. Com o processo de urbanização excludente em curso, Santos

estaria ganhando novos contornos sociais, tornando-se progressivamente uma cidade de “classe média

alta”, mais desigual e composta majoritariamente por idosos. Como consequência, organizações ouvidas

vislumbram a possibilidade de que Santos venha a se constituir em uma cidade mais voltada ao trabalho e

menos à moradia, uma vez que esta se tornaria acessível a poucos. É esperado também que o espraiamento

da população santista pelos municípios vizinhos potencialize a lógica da mobilidade pendular, agravando os

problemas de trânsito já correntes.

Quanto à vocação econômica do município, foram citadas as atividades portuária, turística, de serviços e de construção civil como as principais atividades dinamizadoras da economia local hoje. Vale ressaltar que as

atividades relacionadas a petróleo e gás são vistas pelas lentes degrande potencial futuro.

Chama atenção o fato que o porto não tenha atraído tantos comentários para si. Talvez, as poucas menções sinalizem não para o desconhecimento da realidade portuária, mas, como sugerem as intervenções feitas em relação à sua importância, para a naturalização da presença do porto na dinâmica cotidiana da cidade (a despeito de seus impactos). Outra hipótese é de que o porto já não incide tão fortemente no cotidiano da população local, depois que ele entrou em nova fase de exploração, com o arrendamento de áreas e instalações à iniciativa privada, e o resultante enfraquecimento da categoria dos estivadores.

Em termos de perspectiva de desenvolvimento sustentável, o porto parece ser visto com ressalvas quando o

assunto é economia sustentável. Surgiram também questionamentos sobre o modo como esse crescimento econômico à vista, com a expansão já noticiada do porto, irá gerar desenvolvimento de fato “para as

comunidades” locais.

Quando se trata de Pré-sal, parece haver a percepção de que a recente descoberta de reservas, na Bacia de

Santos, teria imprimido um novo ritmo à cidade. Existe um reconhecimento generalizado de que a descoberta do Pré-sal trouxe consigo um conjunto de expectativas que já carregariam alguns efeitos

colaterais danosos desde agora – como a valorização imobiliária e a consequente “expulsão” de parte da população santista para outros municípios vizinhos, assim como o aprofundamento do perfil

urbano/metropolitano da cidade. Em termos de impactos futuros, espera-se que o Pré-sal possa abrir novas oportunidades de emprego para a cidade, embora ainda não exista certeza de que a mão de obra local será

empregada nas novas frentes de trabalho.

Quanto ao papel da Petrobras no município, não parece haver dúvidas de que a empresa estatal já se impõe como um dos principais agentes econômicos de indução do desenvolvimento da cidade e da região. De um modo geral, parece haver um consenso em torno da imagem positiva da Petrobras. A empresa vem comumente associada à imagem de “patrimônio nacional” e sob a frequente qualificação de “excelência”, “exigência”, “segurança” e “peso institucional”. Contudo, projetam-se expectativas de“importação” tanto de mão de obra não qualificada quanto de mão de obra especializada, para trabalharem nos

empreendimentos da empresa estatal. É interessante notar que a questão ambiental atraiu poucos

comentários para si, não tendo aparecido como um fator de peso no que tange a avaliação da Petrobras,

como no caso do Litoral Norte. Apenas algumas organizações fizeram uma alusão direta à experiência vivida

pelo município de Macaé (tanto em termos ambientais quanto sociais) e apresentaram receios de que o

Em meio às atividades ligadas ao complexo industrial portuário, somadas aos empreendimentos da Petrobras, o turismo ainda ocupa um lugar de destaque na dinâmica econômica da cidade de Santos. A atividade turística parece ser considerada ainda de peso hoje (por sua capacidade de absorver mão de obra

local) e, mais do que isso, parece ser vista, entre as organizações entrevistadas, de forma mais promissora

do que as outras atividades econômicas quando o assunto é sustentabilidade. Embora não haja um consenso em torno de qual segmento de turismo a cidade deva se debruçar mais detidamente, parece ser compartilhada a percepção de que Santos possui uma pluralidade de atrativos, serviços e equipamentos

turísticos a oferecer aos turistas, situando-a em uma posição privilegiada em relação a outros municípios da

Baixada Santista. O maior dos problemas que atinge o setor parece ser ainda aquele ligado à qualificação da

mão de obra responsável pelo receptivo turístico. Também surgiram queixas quanto ao subaproveitamento

de outros pontos potencialmente turísticos da cidade. Vale notar que, em paralelo à mudança gradual do perfil socioeconômico da população santista, parece ter ocorrido uma recente mudança no perfil do turista

médio de Santos, antes caracterizado como “farofeiro” (ou turista de praia, de um dia só). Hoje, a imagem

predominante parece ser aquela de um turista que vem primeiro a “negócios” ou, então, a de um turista de

veraneio com segunda residência na cidade, mais pertencente à alta renda.

Quando se trata de perspectivas e potencialidades de desenvolvimento sustentável em Santos, parece

prevalecer certa posição de ceticismo, entre as organizações entrevistadas da sociedade civil e participantes da oficina pública, embasada por uma visão compartilhada de que a sustentabilidade não poderia ser

possível dentro dos marcos de desenvolvimento em vigor. Consideram difícil a capacidade de vislumbrar,

hoje, um futuro sustentável próximo para Santos, ao mesmo tempo em que não parecem faltar ideias e

sugestões para alcançar a desejada sustentabilidade, envolvendo as mais variadas esferas do cotidiano da

população santista – muitas vezes, em sintonia com os serviços públicos essenciais também -, como saneamento, tratamento do lixo e reciclagem de materiais, geração de emprego e renda, energias renováveis, educação, cultura, turismo e habitação.

Novamente, a questão da qualificação profissional, para inserção no mercado de trabalho, aparece como

pedra de toque fundamental quando se pensa no desenvolvimento sustentável futuro, o que pode ser

identificado pelo número de falas em torno dessa demanda específica. A proposição de novas frentes de

trabalho, por vezes,aparece conciliada com a questão da preservação ambiental, ao passo que a ideia de

inserção no mercado de trabalho atual aparece mais associada à imagem dos empreendimentos ligados à Petrobras.

É importante notar que quase não houve menções às perspectivas ou às potencialidades que poderiam vir a ser abertas a partir da utilização dos recursos dos royalties.

Entre as organizações ouvidas, parece haver uma percepção quase generalizada de que o desafio de se pensar o desenvolvimento futuro de Santos perpassa, necessariamente, pela compreensão e pela resolução

de problemas que são antes metropolitanos. A chamada “consciência metropolitana”, nesse sentido, parece

estar bem arraigada entre as organizações da sociedade civil, que enxergam Santos enquanto a referência regional da Baixada Santista, ao mesmo tempo em que admitem (por essa mesma razão) compartilhar dos

problemas vivenciados por municípios vizinhos, dada a sua proximidade geográfica.

As temáticas abordadas nas entrevistas e na oficina pública parecem ser permeadas por falas que fazem

referência à participação ativa e à mobilização da população em torno dos debates que cercam os novos empreendimentos econômicos do litoral paulista e as perspectivas de futuro da cidade. A participação democrática da sociedade aparece, portanto, como elemento-chave (e um desafio) da sustentabilidade.

Surgiram críticas quanto à pouca iniciativa do Poder Público local, no que se refere à criação de mais

espaços públicos (qualificados e inclusivos) de discussão e deliberação sobre o futuro da cidade, suas

oportunidades e alternativas de desenvolvimento.

Por fim, permaneceria também como desafio para o desenvolvimento sustentável futuro da cidade, a

questão da distribuição das riquezas que serão auferidas devido ao aquecimento da economia local (tendo

como eixo as operações da Petrobras). A percepção – e preocupação - amplamente compartilhada pelos moradores e pelas organizações parece ser aquela de que, apesar da enorme riqueza produzida no território,

pouco ou quase nenhum benefício se reverteria para a parcela majoritária da população santista. A desigualdade alarmante de Santos continuaria sendo uma barreira à perspectiva de desenvolvimento sustentável.

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5 – DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO