L~.:~
A sua equação diferencial de movimento é a seguinte, deduzida do diagrama do corpo-livre:
A solução desta equação consiste de duas partes, a função complementar, que é a solução da equação homogênea, e a íntegral particular. A função complementar, neste caso,
é
uma vibração livre amortecida que foi discutida no Capítulo 2.A solução particular para a equação acima
é
uma oscilação de estado perma. nente da mesma freqüência €.o) que ade excitação. Podemos supor que a solução particular seja da formacúJ
tg
q; =
T
JnúJ'
l--k-
As equações acima podem ainda ser expressas em termos das seguintes quan- tidades
úJn ~c, ~ == Freqüência natural de oscilação não-amortecida
onde
X
é a amplitude de oscilaçã"o e lfJ é a fase do deslocamento, com relaçã"oã
força de excitaçã"o.Para se ter os valores da amplitude e da fase, substitui.se
x
na Eq. (3.2-1) pelo seu valor na Eq. (3.2-2). Lembrando-se que no movimento harmônico as fases da velocidade e da aceleraçã"o estiro90°
e 180° além do deslocamento, respectiva. mente, os termos da equação diferencial podem também ser apresentados graficamen- te, como na Fig.3.2-2., ,~ ~ == Fração ou fator de amortecimento
c,
As expressões não-dimensionais para a amplitude e a fase tornam-se então
Xk •
I
F
o ~,c-V I
Ir[-- (úJ)2J' ['.(
úJ)J'
I ~
úJn-I- 2(
úJnFigura 3.2-2. Diagrama vetorial para a vibração forçada com amortecimento.
Este diagrama permite concluir-se facilmente que
X- . Fo
- ::J(k -
JnW')2
+(cúJ)'
Essas equações indicam que a amplitude não-dimensional
XkjF
o e a fase 1>. são funçõcs somente da razão de frc9üênciasw/w
n e do fator de amortecimento ~ e podem ser represcntadas graficamente, como indica II Fig. 3.2-3. Essas curvas mos- 'tram que o fator de amortecimen to tem uma grande iiJiluência na amplitude e no ângulo dc fase, na zona de freqüências próximasà
ressonância. Pode-se obter melhor compreensão do comportamento do sistema, pelo estudo do diagrama dé forças correspondendoà
Fig. 3.2-3, nas zonas ondew/w
n é peq~ena,w/w
lI == I ew/w
llé
grande.Vamos expressar agora as Eqs. (3.2.3) e (3.2-4) em forma não-dínlCnsional, o que permite uma apresentação grática concisa desses resultados. Dividindo por
k o numerador e o denominador das Eqs.(3.2-3) e (3.2-4), obtemos
48
Para valores grandes de
w/w
n muito maiores que um, c/J aproxima·se de 1800 e a força aplicada é gasta quase que inteiramente para vencer a grande forçade inércia, conforme se observa na Fig. 3.2-4c .
Resumindo, a equação diferencial e a sua solução completa são expressas da seguintc forma, incluindo o termo transiente:
."
- 0,05 .;:: 0,10 ~ 90° I o 0,15r
c
~o I ~=- " 0,25 c,'-<I
0,375 ~senWIm
2 3 4 5 Razão de freqüência W wn Fo sen(WI-rP)TJl1 ---(;YTI
[2t;:J
!
X1c-c"''''sen("/I--/;"w,./
+
rPI)-+
I°
1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 . w Razão de freqüências - Wn Figura 3.2·3. Gráfico relativo às Hqs, (3.2.7) p (3.2·8).o
desbalanceamento em m.íquinas· rotativas é uma fonte comum de excitação vibra· tória. Consideramos aqui um sistema mola·massa obrigado a se mover na direção vertical e excitado por uma máquina rotativa que está desbalanceuda, conforme a Fig. 3.3-1. O desbalanceamento é representado por uma massa excêntrica III com excentricidade c, que está girando com a velocidade angularw .
Tanto a inércia como as forças de amortecimento são pequenas para valores de
. w/w
n muito menores que um, Jo que resulta um pequeno ângulo de fasec/J.
A magnitude da força aplicada é então aproximadamente igualà
força da mola, como se observa na Fig. 3.2-4a.Para
w/w
n '" I,O,
o ângulo de fase é 900 e o diagrama de forças apresen·ta·se como na Fig. 3.2-4b. A força de inércia, que é maior agora, é equilibrada pela força da mola, ao passo que a força aplicada supera a força de amortecimento. O valor da amplitude na ressonância, tanto se pode obter pcla Eq. (3.2-5) ou a Eq. (3.2.7), ou pela Fig. 3.2-4b, e tem a seguinte expressão:
X = Fo. --
J:<L
('ú.>" -
2(k
Figura 3.3·1. Força Jiannônica pcrturbadora remitante de deshalanceamcnlo ro/ativo.
Sendo
x
o deslocamento da posição de equilibrio ~stático da massa que não gira, {J2
(M -
111)3.:
-I-111-/
,(x -I- (' senWI){/o
x
=mewz
,.j(k -
MwZ)Z+-
(cw)Oapresentadas graficamente na Fig. 3.3·2. A equação seguinte dá a solução completa
.\"(1)
-=
X
1(' ;"'-'sen("í .- ('
w,/+
rP1"J+- -~"~'~~~~~:
..==sen(o){
...
1;) (3.3-6), U;·-
Mw')'+
(cw)'É pois evidenté que a equação aci~a
é
idêntica à Eq. (3.2-1). onde1"0
está subs. tituída pormew
2, e, nestas condições, a solução do estado permanente da seçãoanterior pode ser substituída por .
Exemplo 3.3-1
Um peso excitador, formado de peças excêntricas que giram em sentidos con- trários, é utilizado para produzir oscilação forçada em massa suportada por molas, como se observa na Fig. 3.3-3.
-<>
~
<S ~ 90· --'0'0 o "3~
,~
2.0~I~
1.0 2.0 3.0 4.0 5.0Raz50 de ffeq üências ~
wlI
Foi registrada uma amplitude ressonante de 0,60 pol, com a variação da velocidade de rotação. Quando se aumentou a velocidade de rotaçáo muito além da freqüência de ressonância, notou·sc que a amplitude se aproximava de um valor lixo de 0,08 pol. Calcular o fator de amortecimento do sistema.
.11
.r -- ,.,. '"
0.60 pol
-<,Quando
w
é muito maior quew
lI' a mesma equação se transforma.
em //1(':tI" 0,08 pol 3.0
R'1Z.io de freqüências -~~
wn
Figura 3.3-2. Gráfico das equações (3.3.4) e (J.f5) para () caso de l'ihrara"o
forçada com úesbalanceamento rotativo.
o.o~.= O 0666
Mostramos' que uma massa
m
situadaà
distância radiale
do eixo de rotação resulta numa força centrífuga.mew
2• Tais forças provocam o desbalanceamento. ,que será estático ou dinâmico, confQnne a sua distribuição no rotor.Desbalanceamento estático. Quando as massas desb,t1anceadas estão todas elas num mesmo plano, como no caso de um disco rotor fino, o desbalanceamento resultante é uma única força radial. Confonne se observa na Fig. 3.3-4, pode:se constatar este desbalanceamento por meio de um teste estático, no qual o conjunto roda-eixo é colocado sobre um par de trilhos horizontais. A roda gira então para uma posição onde o ponto pesado fica diretamente abaixo do eixo. Tal desbalanceamento
é
denominado de estático, pela razão de não ser necess,írio fazer girar a roda para descobri·lo.Via de regra, um rotor longo tal como o induzido de um motor ou o eixo de manivela de um automóvel é considerado como uma série de discos finos, cada um com algum desbalanceamento.
É
necessário fazer girar tais rotores a fim de se de- tectar o desbalaneeamento. Há máquinas para detectar e corrigir o desbaJanceamen- to. Essencialmente, essas l;:!áquinas consistem de mancais de apoio mont~~o~~ molas cujo movimento revela o desbalanceamento, como indica a Fig. 3.3-6. Co· nhecendo-se a amplitude de cada mancal ea su;-fase relativa, é possível d~le~;;:;;~:;e o desbalanceamento do rotor e corrigi-Io.Embora um disco fino seja balanceado estaticamente, o mesmo resultado se obtém dinamicamente. Neste. sentido, expomos um teste que se faz sim- plesmente.
O disco é apoiado sobre mancais contidos por molas que se movem hori- zontalmente, como indica a Fig. 3.3·7.
~'---~.""
Desbalanceamento dinâmico. Quando odesbalanceamento se apresenta em mais de um plano, a conseqüência é uma força e um momento oscilante referido como desbalanceamento dinâmico. Como vimos antes, podemos encontrar a força resul- tante por meio de um teste estático, mas o momento oscilante só é detectado com a rotação do motor. Por exemplo, consideremos um eixo com dois discos, conforme a Fig.3.3.5. Se as duas massas não-balanceadas são iguais e defasadas de 180°, o rotor cstari baJanceado estaticamente em relação ao eixo. Entretanto, quando o rotor está girando, cada disco não-balanceado desenvolve uma força centrífuga rotativa, cuja tendência é fazer o eixo oscilar nos seus mancais.
, Girando a qualquer velocidade predetenninada, anotam·se a amplitude
Xo
e a posição"a"
da roda na excursão máxima. Um acclerômetro no mal~cal e um estroboscópio podem ser usados para esta observação. A amplitude Xo,
devido ao desbalanceamento original IVo, é desenhada na escala sobre a roda na direção de o para
a.
Em seguida, um peso de ensaIO IVI é adicionado cm qualquer ponto da roda e o processo
é
repetido na mcsma velocidade. A nova amplitudeXI
e a posição"b"
da foda, que resultam do desbalanceamellto originaJ Wo e do peso de ensaio IV;, são representados pelo'vetorob. O
vetor diferençaab é
então o efeito do peso de ensaio IV, somente. Se a posição de IVI
é
agora avançada do ângulo ljJ indicado no diagrama vetorial, e se a magnitude deIVI
é
aumentada de IVI(oa/ab),
o vetor.ab torllar-se-á igual e oposto ao vetoroa.
A roda está agora balanceada, poisXI
é
zero.T
H:
1
lit
LJ
r
Rolor Exemplo 3.3-3Faz·se o balanceamento de!Jm rotor longo pela adição ou remoção de pesos corretivos em dois quaisquer planos paralelos. Geralmente se faz a correção
55
Figura 3.3·5. Sistema com desbalallceamento Figura 3.3-6. Máquilla de ba/allceamcllto
abrindo furos nos dois planos extremos, isto é, cada força de inércia radial
mew
2 é substituída por duas forças paralelas, uma em cada plano extremo. Agindo-se de fomla semelhante com várias massas não-balanceadas, obtém-se a correção desejada pela resultante das forças nos dois planos extremos.Os eixos rotativos apresentam a tendência a curvar quando atingem certas velocidades e de girar de um modo complicado. "Whirling" é definido como a rotação do plano formado pelo eixo curvado c a reta que passa
pelos
centros dos mancais. As causas do fenômeno são várias, tais como o desequil íbrio de massa, o amortecimento de his- terese no eixo, forças giroscópicas, a trilo dos fluidos nos mancais etc. O "whirling" pode acontecer na mesma ou na direção opostaà
rotação do eixo. Quantoà
sua velocidade, tan to pode ser igual como diversa da do eixo.O assunto "whirling" de eixos é um tema sutil e o seu movimento, de um modo geral, está sob a classificação de au to-excitado, no qual as forças excitadoras que o. induzem são co.ntroladas por cle próprio. A apreciação de um modo geral do movi- mento "whirling" de eixo está além do objetivo deste texto. lndicamos aos interes- sados um excelente trabalho quc trata do assunto, de autoria de Edgar
l.
Gunter, lr.**
.Apreciaremos nesta seç:To
o
caso mais simples de rotação slÍzcrona, em que a velocidade de rotaç:To. do cixo é idênticaà
de "whirling". Neste propósito, vamos supor um sistema ideal formado de um disco de massam,
montado simetricamente num eixo suportado por dois mancais, conforme a Fig. 3.4-1. O centroG
daFigura J.J~8. Correção do c1es!Ja/anceamcnto de UIllrotor longo em dois planos eXlremós.
Consideremos o balanceamento de um rotor longo de 4 paI, representado na Fig. 3.3-S. Ele tem um desbalanceamento de 3 oz/pol em um plano a I paI da extremidade esquerda e um de 2 oz/pol no plano médio, deslocando angu- larmente de
90°
do primeiro.O desbalanceamento de 3 oz/pol
é
equivalente a 2...L oz/pol na extrelllida-. 4
de esquerda e 3/4 oz/pol na extremidade direita, como indicado. O de 20z/pol no meio é obviamente igual a I oz/pol nos extremos. Combinando os dois des- balanceamentos em cada extremo, as correções são:
I
B
I=
tg-I -=
24°
O' 110 sentido horário, a partir do plano2,25
do primeiro desbalanceamento
B
-tg-I 1., -53°
no sentido horário, a partir do pl.ano do2 ~
m ~
primeiro desbalanceamen to
•• Edgar J. eUI1!cr, Jr., "Dy,mníc Stability or Rotor-lJearing SY$terns", NASA Sf'-J JJ, 1966, U. S. Government f'ríl1!il1g Offíce, Washington, D. C. 20402.
massa do disco ·está a uma distância radial
e
do seu centro gcométrico S. A reta que passa pelos centros dos mancais atravessa o plano do disco emO,
eOS
re· presenta a Oexão do centro do eixo. Neste caso de sincronismo,O,
S ee
per· manecem fIxos, cada um em relação ao outro, ao passo que o eixo e o disco giram a uma velocidade constantew.
Com a posição do centro S do eixo defInida porxs
eYs' as coordenadas do centro
e
de massa são (xs+ ecos
wt)
e (ys+ e
senwt).
Admitindo que o amortecimento viscoso seja proporcional
à
velocidade de S, são . as segui~tes as equações de movimento nas direções dex
ey
à velocidade crítica
w
ll =.jffiii,
ou a freqüência natural do eixo em vibra:;,ro Ia. teral, encontramos uma condição de ressonância na qual a amplitude é contida apenas pelo amortecimento. A Fig. 3.4-2 mostra o sistema disco·eixo sob três condições diferentes de velocidade.d'
III-,(X
1-
ecos úJl)di' '
Em muitos casos o sistema dinâmico é excitado pelo movimento do ponto de supor. te, conforme indicado na Fig. 3.5-1. Chamamos de
y
o deslocamento harmônico do· ponto de suporte c medimos o deslocamentox
da massam
a partir de uma referência fixa.Na posição deslocada, as forças desbalanceadas são devidas ao amortecimento e às molas, c
a
equação diferencial do movimento torna·se(/
,
,.
1Il-(Y
di'
,
+
esenúJl)'~ -f{l'.'.- ,
c)',111.\',
+
c~,+kx, ,~
lIleúJ'cos
úJ/IIlji, -I·C)i,
+k)',
'c., IIlcúJ' sen úJ/Estas equações são similares
à
Eq. (3.3-1) e por inspeção podemos escrever a soluçãomeúJ' COS(úJI - rp) Xl =
,,/(k __-
l11(2)2 _1_(CW)2
mew'sen(WI - rp) y, =-/(k --!I1CtJ'V-j (CúJ)'r-":]
-;ir
I
k(x-y) lIlew'OS ,~
r "J
x;-I
y;.
J(k:-
IIlw')21(cw» trp -_
CúJ g - k -- IIlW'É
então evidente que a retase
=
e
está adiantadá de um ângulo de faseep
sobre o deslocamento da retaOS
=r,
ângulo este que depende da quantidade de amor- . tecimento e da velocidade de rotação w. Quando a velocidade de rotação wé igual14-
/"-
/
.\
I G /\
S
\ O \\''- .~ G /s
que mostra estar o deslocamentq
x
defasado pelo ânguloep
do deslocamento y.Levando estes valores na Eq. (3.5-2), obtemos
. Figura 3.4-2, Relaçaõ amplirude-fase em rotação s{llcro,lla
com amortecimento ~·iscoso. (3.5-4 )