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Nesta se¸c˜ao veremos como podemos construir formas fechadas que definem uma folhea¸c˜ao, a partir da informa¸c˜ao de que as holonomias virtuais s˜ao abelianas e cont´em atratores. Isto ser´a, de certa forma, como uma rec´ıproca do Exemplo 17 do§5 do Cap´ıtulo 1.

Proposi¸c˜ao 4.6.1. SejamF uma folhea¸c˜ao holomorfa na superf´ıcie complexa M e Λ ⊂ M uma

curva anal´ıtica invariante por F. Denote por π : ( ˜M , D) → (M, D) a resolu¸c˜ao das singulari- dades de F em Λ e seja ˜F = π∗F, como de h´abito. Seja D = D0∪ ... ∪ Dr a decomposi¸c˜ao de

D em componentes irredut´ıveis. Assuma que:

(1) As componentes irredut´ıveis de D s˜ao invariantes por ˜F e sing ˜F ∩ D n˜ao cont´em selas-n´os. (2) Cada componente irredut´ıvel Dj de D tem holonomia virtual abeliana e lineariz´avel contendo

um atrator.

(3)D n˜ao tem ciclos, isto ´e, se i1, ..., is ∈ {0, ..., r} s˜ao tais que Dij ∩ Dij+1 ̸= ∅ e ij ̸= ij+1,

1≤ j ≤ s − 1, ent˜ao Di1 ̸= Dis.

Ent˜ao, existe uma vizinhan¸ca ˜V de D em ˜M , na qual ˜F pode ser representada por uma forma meromorfa fechada com p´olos de ordem um, ˜ω, cujo divisor polar (˜ω) cont´em D.

Em particular F pode ser representada por uma forma fechada com p´olos simples numa vizinhan¸ca V de Λ em M .

Demonstra¸c˜ao. Provaremos primeiramente a afirma¸ao para cada componente Dj ⊂ D.

Lema 4.6.2. Para cada componente Dj ⊂ D existe uma forma meromorfa fechada com p´olos

simples ωj definida numa vizinhan¸ca Uj de Dj, tal que ˜F U

j ´e dada por ωj = 0 fora de (ωj)∞. A

forma ωj ´e unicamente determinada pela seguinte condi¸c˜ao: Dados q ∈ Dj\ sing ˜F, Σ um disco

transversal a Dj com Σ∩ Dj = q, e um sistema de coordenadas holomorfo z em (Σ, z(q) = 0),

que linearize a holonomia virtual Holvirt( ˜F, Dj, Σ), ent˜ao ωj Σ = dzz .

Demonstra¸c˜ao. Dado um ponto p ∈ Dj\ sing ˜F, escolhemos um sistema de coordenadas holo-

morfo ϕ = (x, y) : U → C2 com p ∈ U, ϕ(p) = (0, 0) e ϕ(U) = {(x, y); | x |< 2, | y |< 2}, tal

que:

(1) ˜F U ´e a folhea¸c˜ao cujas folhas s˜ao da forma y = cte. (2) Dj∩ U ⊂ (y = 0).

(3) Σ = (x = 0) ´e uma se¸c˜ao transversal a ˜F e y |Σ ´e um sistema de coordenadas que lineariza

a holonomia virtual Holvirt( ˜F, Dj, Σ).

A partir da´ı podemos obter uma cobertura aberta, digamos (Uα)α∈A, de Dj\ sing ˜F, por

abertos conexos, onde s˜ao definidas coordenadas locais (xα, yα) : Uα→ C2, com as propriedades

(1), (2), e (3) acima. Podemos supor que, se Uα∩ Uβ ̸= ∅ ent˜ao Ua∩ Uβ ´e conexo. Vejamos o

que ocorre numa intersec¸c˜ao n˜ao vazia Uα∩ Uβ ̸= ∅. Utilizando a propriedade (3) e o fato que

a holonomia virtual de Dj cont´em um atrator, ´e poss´ıvel provar a seguinte afirma¸c˜ao:

Deixamos a prova da afirma¸c˜ao acima como exerc´ıcio para o leitor (veja Exerc´ıcio 4).

Decorre da afirma¸c˜ao que, se Uα∩ Uβ ̸= ∅, ent˜ao dyyαα = dyyββ em Uα∩ Uβ. Logo, existe uma forma

meromorfa fechada ωj em Vj =

αUα, tal que ωj Uα := dyyαα.

Afirma¸c˜ao 4.6.4. A 1-forma ωj se estende a uma vizinhan¸ca Uj de Dj.

Demonstra¸c˜ao. Com efeito, fixemos um ponto singular p ∈ sing ˜F ∩ Dj. Como p ´e uma singu-

laridade n˜ao degenerada e a holonomia das separatrizes locais (de fato toda a holonomia virtual de Dj) ´e lineariz´avel, ˜F ´e equivalente numa vizinhan¸ca de p a uma folhea¸c˜ao linear, pelo Lema

de Mattei-Moussu. Assim sendo, podemos escolher um sistema de coordenadas (x, y) : U → C2, com p ∈ U, Dj ∩ U ⊂ (y = 0) e tal que ˜F U ´e dada em U por ω = xdy− λydx = 0, sendo

λ∈ C∗\Q+(j´a que as singularidades de ˜F s˜ao simples e n˜ao degeneradas). A holonomia local as-

sociada a esta singularidade, relativa ao divisor Dj, calculada na se¸c˜ao transversal Σj = (x = 1)

´

e ent˜ao dada por h(y) = exp(2πiλ).y, como j´a vimos anteriormente. Consideremos a 1-forma meromorfa fechada ωp = dyy − λdxx = x.y1 .ω em U . Esta ´e uma forma fechada que tem p´olos

simples e res´ıduo 1 sobre Dj ∩ U ⊂ (y = 0). Observe que ambas as formas, ωp e ωj, est˜ao

definidas e representam a mesma folhea¸c˜ao ( ˜F) em Vj ∩ U ⊃ γ = {(x, 0); | x |= 1}. Logo

ωq∧ ωj = 0 e portanto ωj = f.ωp em Vj∩ U, onde f ´e uma fun¸c˜ao meromorfa em Vj ∩ U. Seja

ϵ > 0 tal que V ={(x, y); 1 − ϵ <| x |< 1 + ϵ, | y |< ϵ} ⊂ Vj∩ U.

Observe que, ωj |V= αy e ωp |V= βy, onde α e β s˜ao holomorfas em V . Decorre da´ı que f ´e de

fato holomorfa em V . Podemos ent˜ao representar f em V por uma s´erie de Laurent da forma

f (x, y) =

i∈Z,j≥0

fijxiyj

Por outro lado, como ωpe ωjao fechadas obtemos que df∧ωp = 0, ou seja, f ´e uma integral

primeira de ˜F em Vj ∩ U. Esta rela¸c˜ao pode ser escrita em V como:

(∗) xfx+ λyfy = 0

Considerando a s´erie de Laurent do termo da esquerda de (*) e igualando os seus coeficientes a zero, obtemos as seguintes rela¸c˜oes:

(∗∗) (i + jλ)fij = 0, ∀i ∈ Z, j ≥ 0

Temos dois casos a distinguir:

Caso 1: λ̸∈ Q. Neste caso claramente devemos ter fij = 0 ,∀(i, j) ̸= (0, 0), ou seja f ´e constante

e ωj ao longo de (y = 0) s˜ao iguais a 1, obtemos c = 1, ou seja ωp = ωj em Vj∩ U. Decorre da´ı

que ωj se estende como ωp `a vizinhan¸ca U de p.

Caso 2: λ ∈ Q. Seja λ = −mn onde n, m ∈ N s˜ao primos entre si. Neste caso (**) implica que, se fij ̸= 0 ent˜ao n.i − m.j = 0, ou seja que (i, j) = (k.m, k.n), onde k ≥ 0 (j´a que j ≥ 0).

Conclu´ımos da´ı que f (x, y) = ϕ(xmyn), onde ϕ ´e uma fun¸c˜ao holomorfa de uma vari´avel. Isto prova que f se estende a uma fun¸c˜ao holomorfa numa vizinhan¸ca de p. Portanto ωj pode ser

estendida a uma vizinhan¸ca de p como f.ωp, o que prova a Afirma¸c˜ao 4.6.4.

Para finalizar a prova do Lema 4.5.3, basta observar que como o grupo de holonomia virtual cont´em um atrator, segue que fixada carta local (xα, yα) ∈ Uα como acima na constru¸c˜ao de

ωj e dada qualquer coordenada z em Σα = (xα = cte) que linearize Holvirt( ˜F, Dj, Σα), ent˜ao o

Lema 4.2.3 implica que yα Σα = c.z para alguma constante c ∈ C∗, de onde podemos deduzir

que ωj Σ α = dyα = dz z.

Agora provaremos a existˆencia de uma forma fechada ω com p´olos simples, e que define ˜F (fora de seus p´olos) numa vizinhan¸ca de D = Do∪ D1...∪ Dr.

Pelo Lema 4.5.3, para cada componente Dj ⊂ D existem, Uj vizinhan¸ca de Dj, e ωj, 1-forma

meromorfa fechada com p´olos simples definida em Uj, tais que ˜F U

j ´e dada por ωj = 0 fora de

(ωj)∞. Consideremos uma esquina Di∩Dj ̸= ∅, digamos q = Di∩Dj. Como ωie ωj representam

a mesma folhea¸c˜ao na vizinhan¸ca Uij = Ui∩ Uj de q, vemos que ωi = f.ωj, onde f meromorfa

em Uij. Observe que df∧ ωj = 0, j´a que ωi e ωjao fechadas, ou seja, f ´e uma integral primeira

para ˜F em Uij. Provaremos em seguida que f ´e constante.

Como j´a vimos, ˜F ´e equivalente a uma folhea¸c˜ao linear numa vizinhan¸ca de q, ou seja, pode ser representada pela forma xdy− λydx em alguma carta local (x, y): U → C2, tal que

Dj ⊂ (y = 0) e Di ⊂ (x = 0). Se λ ̸∈ Q ent˜ao, pelo que vimos na prova do Lema 4.5.3, ˜F n˜ao

admite integral primeira meromorfa n˜ao constante numa vizinhan¸ca de q. Logo neste caso f ´e uma constante, como quer´ıamos.

Suponha agora que λ =−m/n ∈ Q, onde n, m ∈ N s˜ao relativamente primos. Veremos que neste caso f ´e tamb´em constante. Fixemos discos transversais Σi ⊂ (y = 1) e Σj ⊂ (x = 1)

como de h´abito. Podemos escolher a carta (x, y) de tal forma que Holvirt( ˜F, Di, Σi) ´e linear na

coordenada x→ (x, 1) ∈ Σi. De fato, por hip´otese, a holonomia virtual de Dicont´em um atrator,

digamos g, onde g′(0) = µ. Como g comuta com a holonomia da separatriz Di, a qual ´e da forma

h(x) = e−2πimn.x, podemos escrever g(x) = µx˜g(xm) para algum ˜g ∈ O1 tal que ˜g(0) = 1. Seja

x′= ϕ(x) uma mudan¸ca de coordenadas em vizinhan¸ca de 0∈ Σi tal que ϕ◦ g ◦ ϕ−1 ´e linear, ou

seja, tal que ϕ(g(x)) = µϕ(x). Utilizando que na coordenada x′ a holonomia h da separatriz Σi

´

e tamb´em linear, obtemos que ϕ(x) = x. ˜ϕ(xm), onde ˜ϕ(0)̸= 0 (verifique). Consideremos ent˜ao

N˜ao ´e dif´ıcil verificar que ψ∗(mydx + nxdy) = u.(my′dx′+ nx′dy′),, onde u(0)̸= 0, ou seja, que

ψ preserva a folhea¸c˜ao linear. Podemos ent˜ao supor que g ´e linear na coordenada (x, y), como quer´ıamos.

Observe agora que k(y) = µ1.y, onde µ1 ´e uma raiz m-´esima de µn ´e um atrator linear em

Holvirt( ˜F, Dj, Σj) (veja a demonstra¸c˜ao da Proposi¸c˜ao 4.5.1). Isto implica que Holvirt( ˜F, Dj, Σj)

´

e lineariz´avel na coordenada y→ (1, y) de Σj. Por outro lado, pelo Lema 4.5.3, temos

ωi|Σi= dx x ⇒ ωi= dx x + n m. dy y

como o leitor pode verificar facilmente. Analogamente ωj = dyy +mn.dxx, de onde conclu´ımos que

ωi = mn.ωj, como quer´ıamos.

Vamos agora utilizar que D n˜ao tem ciclos. Podemos supor, sem perda de generalidade, que

D ´e conexo. Ordenamos D = Do∪ D1∪ ... ∪ Dr de tal forma que para todo k ≤ r o conjunto

Do∪ ... ∪ Dk seja conexo. Definimos ent˜ao por indu¸c˜ao em k = 0, ..., r, uma forma fechada Ωk

por

(i) Ωo= ωo.

(ii) Dado 0≤ k ≤ r − 1, suponhamos definida a forma fechada Ωkna vizinhan¸ca Uo∪ ... ∪ Uk de

Do∪ ... ∪ Dk, de tal forma que Ωk |Uj= cjωj, onde cj ∈ C∗. Observe que em Uk∩ Uk+1 temos

k= ck.ωk= c′.ωk+1, onde c′ ´e uma constante. Podemos ent˜ao estender Ωk a uma forma Ωk+1

em Uo∪ ... ∪ Uk+1 colocando Ωk+1|Uk+1= c′.ωk+1. O fato de D n˜ao ter ciclos implica que Ωk+1

est´a bem definida.

Basta agora colocarmos ˜ω = Ωr.

A hip´otese (3) pode ser omitida no caso que mais nos interessa:

Proposi¸c˜ao 4.6.5. Seja F folhea¸c˜ao em CP (2), com uma curva alg´ebrica invariante Λ ⊂

CP (2). Denote por π : (M, D) → (CP (2), Λ) a resolu¸c˜ao de F Λ e seja ˜F = π∗F como de h´abito. Assuma que:

(1) sing ˜F ∩ D n˜ao cont´em selas-n´os e que as singularidades de F sobre Λ n˜ao s˜ao dicr´ıticas, isto ´e, que todas as componentes irredut´ıveis de D s˜ao invariantes por ˜F.

(2) Cada componente irredut´ıvel Dj de D tem holonomia virtual abeliana e lineariz´avel contendo

um atrator.

Ent˜ao F ´e dada por uma forma logar´ıtmica em CP (2).

Demonstra¸c˜ao. A id´eia ´e provar queF pode ser definida por uma 1-forma meromorfa fechada (veja o Exemplo 1.4.8 do Cap´ıtulo I).

Seguindo a prova da Proposi¸c˜ao 4.6.1, podemos construir para cada componente Dj ⊂ D

uma 1-forma meromorfa ωj numa vizinhan¸ca Uj de Dj, que ´e fechada e com p´olos simples. Estas

Obtemos desta forma um cociclo multiplicativo (cij)Ui∩Uj̸=∅, associado `a cobertura Uo∪ ... ∪ Ur

de D = Do∪ ... ∪ Dr.

Fixemos um sistema de coordenadas afim C2 ≃ E ⊂ CP (2) e uma forma polinomial Ω que representa F em E. Esta forma se estende a CP (2) como forma meromorfa com p´olos na reta do infinito de E. Seja ˜Ω = π∗(Ω). Esta ´e uma forma meromorfa em M que representa ˜F em

M \ (˜Ω). Sendo assim, para cada j ∈ {0, ..., r}, existe uma fun¸c˜ao meromorfa hj em Uj tal

que ˜Ω|Uj= hj.ωj. Por outro lado, se Uij = Ui∩ Uj ̸= ∅, ent˜ao, em Uij temos

˜

Ω = hiωi= hicij.ωj = hjωj

de onde conclu´ımos que

hi = c−1ij .hj

dhi

hi

= dhj

hj

em Uij. Decorre da´ı que existe uma 1-forma meromorfa fechada ˜η em ˜U tal que ˜η |Uj=

dhj

hj .

Como π : M → CP (2) ´e obtido por explos˜oes pontuais, existe uma forma meromorfa fechada

η em U = π( ˜U ) tal que ˜η = π∗(η). Pelo Teorema global de Levi (veja o Apˆendice), a forma η pode ser estendida a uma forma meromorfa emCP (2), a qual denotaremos tamb´em por η.

Afirma¸c˜ao 4.6.6. Existe uma fun¸c˜ao meromorfa f em CP (2) tal que η = dff.

Demonstra¸c˜ao. Utilizaremos a classifica¸c˜ao das 1-formas meromorfas fechadas emCP (n), vista na Proposi¸c˜ao 2.5.11. Em primeiro lugar observemos que, se C ´e uma componente irredut´ıvel de (η), o divisor de p´olos de η, ent˜ao: (i) A ordem de C como polo de η ´e um. (ii) O res´ıduo de η em C ´e inteiro.

De fato, seja η = π∗(η) (a qual ser´a uma extens˜ao meromorfa da forma ˜η considerada

anteriormente). Pelo teorema de B´ezout, C ∩ Λ ̸= ∅, logo C ∩ U ̸= ∅. Em particular, a transformada estrita ˜C de C por π, corta ˜U . Suponhamos por exemplo que ˜C∩ Uj ̸= ∅. Ora,

η |Uj=

dhj

hj . Como

dhj

hj satisfaz `as propriedades (i) e (ii) (verifique), obtemos que o mesmo

´

e verdade para η, logo para η. Decorre ent˜ao da Proposi¸c˜ao 2.5.11 do Cap´ıtulo 2, que em coordenadas homogˆeneas, η pode ser escrita como

η = sj=1 mj dfj fj

onde f1, ..., fss˜ao polinˆomios homogˆeneos emC3e m1, ..., ms∈ Z s˜ao tais quesj=1mjgrau(fj) =

0. A fun¸c˜ao racional F em C3 definida por F = Πsj=1fmj

j ´e o quociente de dois polinˆomios ho-

mogˆeneos do mesmo grau (j´a que∑sj=1mj grau(fj) = 0) e satisfaz dFF =

s j=1mj

dfj

fj. Portanto

ela induz uma fun¸c˜ao meromorfa f em CP (2) tal que η = dff , o que prova a Afirma¸c˜ao 4.6.6.

Com efeito, se ˜f = f ◦ π, ent˜ao η = d ˜f˜

f . Por outro lado, se j∈ {0, ..., r}, ent˜ao ωj =

1 hj. ˜Ω ´e fechada, logo d ˜|Uj= dhj hj ∧ ˜Ω = d ˜f ˜ f ∧ ˜Ωa que η |Uj= dhj

hj . Como a rela¸c˜ao acima vale num aberto de M , ela ´e verdadeira em M .

Obtemos da´ı que dΩ = dff ∧ Ω e isto implica que d(f) = 0, o que prova a Afirma¸c˜ao 4.6.7. Coloquemos ω =f. Esta ´e uma forma meromorfa fechada que representa F fora de seusolos. Para ver que ω ´e uma forma logar´ıtmica ´e suficiente provar que os seus p´olos s˜ao de ordem um (veja a Proposi¸c˜ao 2.5.11). Como o leitor pode verificar, este fato decorre de um argumento semelhante ao que fizemos para provar (i) da Afirma¸c˜ao 4.6.6 e que as formas ωj,

utilizadas anteriormente, tˆem p´olos de ordem um. Deixamos os detalhes para o leitor.