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a Zurich - Companhia de seguros vida, s.a. (adiante designada por Zurich vida ou Companhia) é uma empresa do grupo segurador multinacional Zurich Financial services, tendo resultado da redenominação da Companhia de seguros eagle star vida, s.a., a qual se fundiu legalmente com a dB vida-Companhia de seguros de vida. s.a., por referência a 1 de janeiro de 2003.
paralelamente à fusão, foi também concentrada a atividade desenvolvida pela sucursal do Grupo Zurich Financial services, denominada Zurich life Insurance Company ltd agência Geral em portugal. esta operação foi efetuada através de aumento de capital efetuado pela Companhia de seguros eagle star vida, s.a., por entrada de ativos e passivos realizada pela Zurich life Insurance Company, mediante a transferência da totalidade do património afeto à sucursal, por referência a 1 de junho de 2003.
a Zurich - Companhia de seguros vida, s.a. resulta assim de um processo de integração do Grupo Zurich Financial services, no qual se unificaram as estruturas societárias existentes em portugal, com o objetivo de obter sinergias e de dotar de maior eficácia a penetração no mercado segurador.
a Companhia encontra-se registada em portugal, tendo a sua sede na Rua Barata salgueiro, nº. 41 – 1269-058 lisboa. a Companhia dedica-se ao exercício da atividade de seguros para o ramo vida para o qual obteve a devida autorização do Instituto de seguros de portugal.
os acontecimentos na europa dominaram o ano de 2012, desde a intensificação da crise da dívida soberana e reestruturação da dívida grega até à quase rutura da União monetária. o crescimento económico global desapontou, sendo as previsões dos principais organismos internacionais sucessivamente revistas em baixa. o Fundo monetário Internacional estima que o pIB mundial tenha crescido cerca de 3.3%, contrastando com a projeção de 4,0% que a instituição avançava em finais de 2011.
a primeira metade de 2012 foi dominada pela elevada incerteza nos mercados financeiros na área do euro.
o endividamento público excessivo e a escassez de reformas estruturais, tanto a nível nacional como a nível europeu, continuaram a ditar uma fuga maciça de capitais estrangeiros dos países da periferia.
o ressurgimento da agitação em torno do futuro da Grécia implicou efeitos de contágio aos restantes países europeus da periferia, tendo sido a espanha o estado mais penalizado pela confluência de vários fatores negativos: crise helénica, nova reforma do setor bancário espanhol e nacionalização do quarto maior banco privado em termos de ativos (Bankia).
1. Informação geral
(montantes expressos em euros, exceto quando indicado)
III. notas explicativas integrantes
das demonstrações financeiras
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III.
notas explicativas integrantes das Demonstrações Financeiras
a cimeira da zona euro no final do mês de junho acalmou as preocupações dos investidores e deu novo fôlego aos mercados. Foi formalizado o mecanismo de estabilidade europeu, que funcionará como um mecanismo permanente, e que tem como missão reunir fundos e prestar apoio a estados-membros com dificuldades de financiamento no mercado internacional, auxílio este sujeito a determinados condicionalismos.
a segunda metade de 2012 iniciou-se com a declaração de mario draghi de que tudo faria para salvaguardar a moeda única. É neste contexto que é anunciado um novo programa de estímulos monetários não convencionais, com a sigla omt (Outright Monetary Transactions), que consiste na compra de dívida soberana em mercado secundário, condicional à existência de um programa de ajustamento, global ou preventivo, no âmbito do Fundo europeu de estabilização Financeira (FeeF).
adicionalmente o Banco Central europeu (BCe) aceitou ter um estatuto equivalente ao dos restantes investidores, abdicando dos direitos de senioridade da dívida. desta forma o banco central assume uma grande parte do risco de crédito implícito na dívida pública europeia, tornando mais seguros os investimentos deste tipo de dívida.
os últimos meses de 2012 foram marcados pelo acordo alcançado entre a Comissão europeia, o FmI e a Grécia para aprovação da nova tranche de 43,7m€ do empréstimo de ajuda externa à Grécia, evitando a entrada do país em incumprimento e ainda pela criação do mecanismo Único de supervisão, acordado em dezembro pelo Conselho europeu, tendo ficado atribuído ao BCe a função de supervisor das instituições de crédito dos estados-membros.
o ano de 2013 deverá revelar-se mais favorável em termos de atividade embora subsistam importantes desafios nas economias desenvolvidas, tais como o processo de reestruturação do balanço do sistema financeiro e a necessidade de redução dos níveis de endividamento dessas economias e setores com peso significativo na economia mundial. por outro lado, o facto das políticas que foram implementadas não terem resolvido grande parte dos problemas fundamentais, contribui para gerar alguns desequilíbrios, tais como os níveis de endividamento muito elevados, nos eUa e nalguns países da União económica monetária (Uem) e os excedentes nos países asiáticos e alemanha, comparativamente com os défices nos eUa e países periféricos do euro.
os riscos anteveem-se de natureza política, como a proximidade de um novo “precipício orçamental” nos eUa, as eleições em Itália e na alemanha, a situação política e económica na Grécia, a possibilidade de aumento dos preços das matérias-primas e, por último, o risco de arrefecimento do comércio internacional.
ao longo do ano de 2012, o Conselho do Banco Central europeu decidiu proceder a uma única alteração, em 11 de julho de 2012, na taxa de juro oficial aplicável às operações principais de refinanciamento, diminuindo-a em 0,25 pontos base, para 0,75%. a Reserva Federal americana manteve as taxas inalteradas nos 0,25%.
no mercado monetário do euro, as taxas de juro euribor revelaram uma tendência de descida durante o ano de 2012 sendo esta esta mais acentuada em julho e agosto. a média anual foi de 0,33%, 0,57%, 0,83% e 1,11% para os prazos de 1, 3, 6 e 12 meses respetivamente. a média de dezembro de 2012 foi de 0,11%, 0,19%, 0,32% e 0,55% para estes mesmos prazos. a taxa garantida das soluções financeiras da Zurich vida em comercialização para o ano de 2013 é indexada à média de dezembro de 2012.
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em 2012, o pIB da Área do euro (ae) deverá apresentar uma diminuição real em termos homólogos de 0,6% (em 2011 tinha apresentado um aumento de 1,4%). no último trimestre de 2012, a taxa de desemprego da ae deverá situar-se nos 11,8%. em termos médios anuais, a inflação na Área do euro, medida pelo Índice harmonizado de preços no Consumidor (IhpC), diminuiu de 2,7% em 2011 para 2,5% em 2012.
os dados provisórios publicados pelo Instituto de seguros de portugal (Isp) para o ano de 2012, revelam que o volume de produção de seguro direto em portugal ascendeu a 10.909m€ que representa um decréscimo de 6,3% relativamente ao verificado em 2011 e deverá ser equivalente a 6,6% do pIB português. este rácio, que exprime a penetração do seguro na economia, foi ligeiramente inferior ao registado em 2011 (6,8%).
a evolução negativa dos prémios deveu-se ao comportamento do ramo vida que registou um forte decréscimo (-8,1%) enquanto os prémios do ramo não vida registaram um volume moderadamente inferior (-3,0%) ao registado no ano de 2011.
o ramo vida foi fortemente afetado pela atual crise económica, pelas campanhas de captação de poupanças pelo setor bancário e por perdas de benefícios fiscais em dois anos consecutivos. estes dois factos, conjuntamente com a recessão económica e desemprego, afetaram consideravelmente os contratos de capitalização e os planos poupança reforma que registaram uma perda de 16% e 12%, respetivamente, relativamente ao ano anterior.
Relativamente aos ramos não vida, os que mais contribuíram para o decréscimo, foram o automóvel, que representa 39% e o acidentes de trabalho que representa 14% do total da produção deste ramo.
a Zurich vida apresentou, em termos de prémios e depósitos, em 2012 um decréscimo em linha com o total do mercado vida (-8,1%) pelo que manteve, relativamente a 2011, a sua quota de mercado no ramo vida de 0,80%. É importante salientar que um dos seguradores cresceu excecionalmente cerca de 380% enquanto o mercado vida remanescente decresceu 24,5%.
não obstante a Zurich vida apresentar nos seguros de risco puro um decréscimo de 1,7%, é comparativamente com o mercado, uma excelente performance uma vez que o mercado vida apresentou um decréscimo de 4,0% neste tipo de seguros (base: estatísticas da aps: associação portuguesa de seguradores).
2009 09/08 2010 10/09 2011 11/10 2012 12/11 Vida 10.384 -5,7% 12.173 17,2% 7.536 -38,1% 6.922 -8,1% não Vida 4.134 -4,3% 4.167 0,8% 4.110 -1,4% 3.987 -3,0% ToTal 14.517 -5,3% 16.340 12,6% 11.646 -28,7% 10.909 -6,3% PiB* 168.504 172.835 171.040** 165.054** Penetração 8,6% 9,5% 6,8% 6,6%
* Valores a preços corrente (base 2006) ** Estimativa (Fonte: isP)
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notas explicativas integrantes das Demonstrações Financeiras