Relatório e Contas 2012
I. RelatóRIo do Conselho de admInIstRação 02 a. ConsIdeRações GeRaIs
1. Enquadramento macroeconómico 04
2. Atividade seguradora em Portugal 08
B. atIvIdade da CompanhIa
1. Aspetos gerais 10
2. Análise dos resultados 12
3. Garantias financeiras 23
4. Recursos humanos 24
5. Gestão de riscos 25
6. Estrutura e prática do governo da sociedade 31
7. Política de remuneração 33
8. Perspetivas para 2013 38
9. Proposta de aplicação dos resultados 38
10. Considerações finais 39
II. demonstRações FInanCeIRas 40
Conta de ganhos e perdas 42
Demonstração da posição financeira 44
Demonstração do rendimento integral 46
Demonstração de variações do capital próprio 46
Demonstração de fluxos de caixa 50
III. notas explICatIvas InteGRantes
das demonstRações FInanCeIRas 52
Iv. anexos 154
v. RelatóRIo e paReCeR do Conselho FIsCal 162 vI. CeRtIFICação leGal de Contas 163
ÍndICe
I.
RelatóRIo
do Conselho
de admInIstRação
A proteção
é o nosso negócio
Fundada em 1872, a Zurich (Zurich insurance group Ltd) oferece uma vasta gama de soluções de seguros vida e não vida para particulares, pequenas, médias e grandes empresas, assim como multinacionais.
com cerca de 60.000 colaboradores a servir clientes em mais de 170 países, a Zurich procurou antever o futuro ao ser o primeiro segurador a criar programas de segurança global. Hoje conta com uma rede de escritórios na europa, América do norte, América Latina, pacífico Asiático, Médio oriente, entre outros mercados.
Aspiramos ser o grupo líder de mercado, distribuindo de forma consistente os melhores resultados pelos nossos parceiros.
estamos presentes em portugal desde 1918 e contamos com mais de 800 pontos de contacto para o cliente.
criamos fortes relações com todos os nossos intervenientes e apostamos no desenvolvimento dos nossos colaboradores.
o patamar já alcançado projeta a Zurich para um lugar de
grande visibilidade no panorama da atividade seguradora
nacional, permitindo, simultaneamente, fazer sobressair
os traços e as características de uma cultura e de um
posicionamento que se pretendem diferenciadores.
[email protected] zurichportugal.com
04
1.1. Conjuntura internacional
os acontecimentos na europa dominaram o ano de 2012, desde a intensificação da crise da dívida soberana e reestruturação da dívida grega até à quase rutura da União monetária. o crescimento económico global desapontou, sendo as previsões dos principais organismos internacionais sucessivamente revistas em baixa.
o Fundo monetário Internacional estima que o pIB mundial tenha crescido cerca de 3,3%, contrastando com a projeção de 4,0% que a instituição avançava em finais de 2011.
a primeira metade de 2012 foi dominada pela elevada incerteza nos mercados financeiros na área do euro.
o endividamento público excessivo e a escassez de reformas estruturais, tanto a nível nacional como a nível europeu, continuaram a ditar uma fuga maciça de capitais estrangeiros dos países da periferia.
o ressurgimento da agitação em torno do futuro da Grécia implicou efeitos de contágio aos restantes países europeus da periferia, tendo sido a espanha o estado mais penalizado pela confluência de vários fatores negativos: crise helénica, nova reforma do setor bancário espanhol e nacionalização do quarto maior banco privado em termos de ativos (Bankia).
a cimeira da zona euro no final do mês de junho acalmou as preocupações dos investidores e deu novo fôlego aos mercados. Foi formalizado o mecanismo de estabilidade europeu, que funcionará como um mecanismo permanente, e que tem como missão reunir fundos e prestar apoio a estados-membros com dificuldades de financiamento no mercado internacional, auxílio este sujeito a determinados condicionalismos.
a segunda metade de 2012 iniciou-se com a declaração de mario draghi de que tudo faria para salvaguardar a moeda única. É neste contexto que é anunciado um novo programa de estímulos monetários não convencionais, com a sigla omt (Outright Monetary Transactions), que consiste na compra de dívida soberana em mercado secundário, condicional à existência de um programa de ajustamento, global ou preventivo, no âmbito do Fundo europeu de estabilização Financeira (FeeF).
1. Enquadramento macroeconómico
A. Considerações gerais
17º. exercício
I. Relatório do Conselho de administração
senhores acionistas,
de acordo com as disposições legais e estatutárias, temos a honra de submeter à assembleia Geral, o nosso Relatório e Contas, da Zurich – Companhia de Seguros Vida, S. A. (adiante Zurich vida), relativo ao exercício económico findo em 31 de dezembro de 2012.
05
I.
Relatório do Conselho de Administraçãoadicionalmente o Banco Central europeu (BCe) aceitou ter um estatuto equivalente ao dos restantes investidores, abdicando dos direitos de senioridade da dívida. desta forma o banco central assume uma grande parte do risco de crédito implícito na dívida pública europeia, tornando mais seguros os investimentos deste tipo de dívida.
os últimos meses de 2012 foram marcados pelo acordo alcançado entre a Comissão europeia, o FmI e a Grécia para aprovação da nova tranche de 43,7m€ do empréstimo de ajuda externa à Grécia, evitando a entrada do país em incumprimento e ainda pela criação do mecanismo Único de supervisão, acordado em dezembro pelo Conselho europeu, tendo ficado atribuído ao BCe a função de supervisor das instituições de crédito dos estados–membros.
o ano de 2013 deverá revelar-se mais favorável em termos de atividade embora subsistam importantes desafios nas economias desenvolvidas, tais como o processo de reestruturação do balanço do sistema financeiro e a necessidade de redução dos níveis de endividamento dessas economias e setores com peso significativo na economia mundial.
por outro lado, o facto das políticas que foram implementadas não terem resolvido grande parte dos problemas fundamentais, contribui para gerar alguns desequilíbrios, tais como os níveis de endividamento muito elevados nos eUa e em alguns países da União económica monetária (Uem) e os excedentes nos países asiáticos e alemanha, comparativamente com os défices nos eUa e países periféricos do euro.
os riscos anteveem-se de natureza política, como a proximidade de um novo “precipício orçamental” nos eUa, as eleições em Itália e na alemanha, a situação política e económica na Grécia, a possibilidade de aumento dos preços das matérias-primas e, por último, o risco de arrefecimento do comércio internacional.
ao longo do ano de 2012, o Conselho do Banco Central europeu decidiu proceder a uma única alteração, em 11 de julho de 2012, na taxa de juro oficial aplicável às operações principais de refinanciamento, diminuindo-a em 0,25 pontos base, para 0,75%. a Reserva Federal americana manteve as taxas inalteradas nos 0,25%.
no mercado monetário do euro, as taxas de juro euribor revelaram uma tendência de descida durante o ano de 2012 sendo esta mais acentuada em julho e agosto. a média anual foi de 0,33%, 0,57%, 0,83% e 1,11% para os prazos de 1, 3, 6 e 12 meses respetivamente. a média de dezembro de 2012 foi de 0,11%, 0,19%, 0,32% e 0,55%
para estes mesmos prazos. a taxa garantida das soluções financeiras da Zurich vida em comercialização para o ano de 2013 é indexada à média de dezembro de 2012.
em 2012, o pIB da Área do euro (ae) deverá apresentar uma diminuição real em termos homólogos de 0,6%
(em 2011 tinha apresentado um aumento de 1,4%). no último trimestre de 2012, a taxa de desemprego da ae deverá situar-se nos 11,8%. em termos médios anuais, a inflação na Área do euro, medida pelo Índice harmonizado de preços no Consumidor (IhpC), diminuiu de 2,7% em 2011 para 2,5% em 2012.
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06
1.2. Conjuntura nacional
a economia nacional terá terminado em contração de 3,8% no quarto trimestre de 2012 quando comparado com o período homólogo, o que representa uma variação de -1,8% face ao terceiro trimestre de 2012. no conjunto do ano todo terá registado uma diminuição de 3,2% condicionada por um novo recuo da procura interna no que se refere ao consumo privado.
Relativamente ao consumo privado, no quarto trimestre de 2012, o índice de volume de negócios no comércio de retalho, que não considera vendas de veículos automóveis e motociclos, divulgado pelo Ine, diminuiu 6,9%
em termos reais, após uma variação negativa de 6,6% no terceiro trimestre. em 2012, as vendas de veículos ligeiros de passageiros, incluindo veículos todo-o-terreno, caíram 37,9% relativamente ao ano de 2011.
Relembre-se que as vendas deste tipo de veículos em 2011 já tinham decrescido 31,4% relativamente a 2010. (tabela 1)
Relativamente à formação bruta de capital fixo, no quarto trimestre de 2012 as vendas de cimento das empresas nacionais para o mercado interno diminuíram 29,1% em termos homólogos. as vendas de veículos comerciais ligeiros e pesados durante o ano de 2012 diminuíram 54,2% e 29,4%, respetivamente.
em dezembro de 2012, a taxa de variação homóloga do IhpC foi 2,1%. em novembro apresentou a taxa mínima do ano de 1,9% e em fevereiro apresentou a taxa máxima do ano de 3,6%. (tabela 2)
a taxa anual média de variação do IhpC foi de 2,8% para o ano de 2012, quase um ponto percentual inferior que o observado em 2011 (3,6%). a inflação de 2012 ficou a dever-se essencialmente ao comportamento dos preços dos bens industriais energéticos.
2011 4t2011 1t2012 2t2012 3t2012
(tabela 1)
Contribuições para a variação homóloga do PIB*
Procura Interna -6,3pp -10,8pp -7,2pp -8,7pp -7,4pp
Consumo Privado -2,6pp -4,4pp -3,6pp -3,8pp -3,9pp
Consumo Público -0,9pp -1,5pp -0,6pp -1,1pp -1,0pp
FBCF -2,8pp -4,9pp -2,9pp -3,9pp -2,5pp
Procura Externa 4,7pp 7,7pp 4,9pp 5,6pp 3,9pp
Exportações 2,3pp 2,1pp 2,7pp 1,3pp 0,6pp
importações 2,4pp 5,6pp 2,1pp 4,3pp 3,2pp
Tvh real do PIB -1,6PP -3,1PP -2,3PP -3,1PP -3,5PP
* Dados encadeados em volume - Base 2006.
(Fonte: Banco de Portugal)
07
I.
Relatório do Conselho de Administraçãoa taxa de desemprego fixou-se em 16,9% no último trimestre de 2012 (14,0% no último trimestre de 2011) e a taxa média em 2012 foi de 15,7% (12,7% em 2011).
para 2013 antecipa-se uma retração do pIB em torno de 2%, sendo os riscos ainda negativos, e a inflação deverá continuar a cair para níveis próximos de 1% enquanto a taxa de desemprego continuará a subida evidenciada ao longo de 2012, estimando-se que possa ultrapassar os 17%.
Quanto ao mercado de dívida pública, assistiu-se a uma espetacular recuperação das taxas ao longo de toda a curva a partir do final do 2º trimestre, após ter atingido máximos históricos em janeiro de 2012, com as yields das obrigações portuguesas a tocar nos 22% e 18%, respetivamente para os 5 e 10 anos, terminando 2012 nos 5,01% para os 5 anos e 6,88% para os 10 anos, menos 648 pontos base do que em dezembro de 2011 para este último prazo.
no mesmo período, a taxa de rentabilidade da dívida pública alemã com características semelhantes, situou-se nos 0,72% e 1,30%, respetivamente para os 5 e 10 anos, menos 53 pontos base do que no final de 2011 para o prazo mais longo.
em 2012, o psI20 encerrou o ano com uma valorização de 2,93% que compara com a do eurostoxx50, que no mesmo período valorizou 13,79%.
peso dez/10 dez/11 dez/12
(tabela 2)
Índice harmonizado de preços no consumidor*
IHPC 100% 1,4% 3,6% 2,8%
Bens 61,9% 1,7% 4,4% 2,5%
Alimentares 21,5% 0,4% 3,0% 3,4%
- não transformados 10,9% 0,7% 2,9% 2,8%
- transformados 10,6% 0,2% 3,1% 4,0%
industriais 40,4% 2,4% 5,2% 2,0%
- Energéticos 9,9% 9,5% 12,8% 9,5%
- não energéticos 30,5% -0,7% 1,4% -2,1%
Serviços 38,1% 1,0% 2,4% 3,2%
* Média Anual (Fonte: instituto nacional de Estatística)
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08
os dados provisórios publicados pelo Instituto de seguros de portugal (Isp) para o ano de 2012, revelam que o volume de produção de seguro direto em portugal ascendeu a 10.909 milhões de euros que representa um decréscimo de 6,3% relativamente ao verificado em 2011 e deverá ser equivalente a 6,6% do pIB português.
este rácio, que exprime a penetração do seguro na economia, foi ligeiramente inferior ao registado em 2011 (6,8%). (tabela 3)
a evolução negativa dos prémios deveu-se ao comportamento do ramo vida que registou um forte decréscimo (-8,1%) enquanto os prémios do ramo não vida registaram um volume moderadamente inferior (-3,0%) ao registado no ano de 2011.
o ramo vida foi fortemente afetado pela atual crise económica, pelas campanhas de captação de poupanças pelo setor bancário e por perdas de benefícios fiscais em dois anos consecutivos. estes dois factos, conjuntamente com a recessão económica e desemprego, afetaram consideravelmente os Contratos de Capitalização e os planos poupança Reforma que registaram uma perda de 16% e 12%, respetivamente, relativamente ao ano anterior.
2009 2010 ∆ 10/09 2011 ∆ 11/10 2012 ∆ 12/11
Vida 10.384 12.173 17,2% 7.536 -38,1% 6.922 -8,1%
não Vida 4.134 4.167 0,8% 4.110 -1,4% 3.987 -3,0%
ToTal 14.517 16.340 12,6% 11.646 -28,7% 10.909 -6,3%
PiB* 168.504 172.835 171.040 165.054**
Penetração 8,6% 9,5% 6,8% 6,6%
* Valores a preços correntes (base 2006)
** Estimativa (Fonte: isP) (tabela 3)
Produção de seguro direto - atividade em Portugal (Valores provisórios para 2012)
2. Atividade seguradora em Portugal
u.m: milhões euros
09
I.
Relatório do Conselho de AdministraçãoRelativamente aos ramos não vida, os que mais contribuíram para o decréscimo, foram o automóvel, que representa 39% e o acidentes de trabalho que representa 14% do total da produção deste ramo. (tabela 4)
a Zurich vida apresentou, em termos de prémios e depósitos, em 2012 um decréscimo em linha com o total do mercado vida (-8,1%) pelo que manteve, relativamente a 2011, a sua quota de mercado no ramo vida de 0,80%.
É importante salientar que um dos seguradores cresceu excecionalmente cerca de 380% enquanto o mercado vida remanescente decresceu 24,5%.
não obstante a Zurich vida apresentar nos seguros de risco puro um decréscimo de 1,7%, é comparativamente com o mercado, uma excelente performance uma vez que o mercado vida apresentou um decréscimo de 4,0%
neste tipo de seguros (base: estatísticas da aps: associação portuguesa de seguradores).
2009 2010 ∆ 10/09 2011 ∆ 11/10 2012 ∆ 12/11
Vida 10.384 12.173 17,2% 7.536 -38,1% 6.922 -8,1%
seguro de Vida 7.202 9.602 33,3% 5.504 -42,7% 4.819 -12,4%
seguros Ligados a F. de investimento 3.157 2.331 -26,2% 2.032 -12,8% 1.954 -3,8%
operações de Capitalização 25 241 862,6% 0 -99,9% 150 -
Não Vida 4.134 4.167 0,8% 4.110 -1,4% 3.987 -3,0%
Acidentes e Doença 1.354 1.357 0,2% 1.305 -3,8% 1.262 -3,2%
- Acidentes de trabalho 674 646 -4,1% 622 -3,7% 556 -10,6%
- Doença 500 532 6,5% 536 0,8% 553 3,1%
- Acidentes (outros) 180 178 -1,0% 146 -18,0% 154 5,0%
incêndio e outros Danos 746 765 2,5% 769 0,5% 767 -0,2%
Automóvel 1.666 1.671 0,3% 1.659 -0,7% 1.569 -5,4%
Marítimo e transportes 32 25 -20,5% 27 8,2% 32 18,0%
Aéreo 18 16 -7,5% 11 -30,4% 8 -27,5%
Mercadorias transportadas 26 26 0,2% 26 0,7% 25 -5,6%
Responsabilidade civil Geral 112 116 4,0% 114 -1,8% 114 -0,2%
Diversos 181 190 4,9% 199 4,3% 209 5,2%
ToTal 14.517 16.340 12,6% 11.646 -28,7% 10.909 -6,3%
* inclui prémios brutos emitidos de contratos de seguro e receita processada de contratos de investimento e de prestação de serviços (Fonte: isP) (tabela 4)
Produção* de seguro direto - Atividade em Portugal (Valores provisórios para 2012) u.m: milhões euros
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10
a Zurich vida tem desenvolvido a sua estratégia na focalização no Cliente com uma clara segmentação de mercados visando, deste modo, uma avaliação global do Cliente, para em função disso consolidar o seu posicionamento nos segmentos e alvos selecionados, através de propostas de valor ajustadas (produto, serviço e preço). a Zurich vida está orientada para a centralização no Cliente e na sua satisfação, dirigindo o seu esfoço para grupos homogéneos de Clientes com necessidades próprias e comuns (mercado alvo). o compromisso da Zurich vida é responder perante o Cliente quando este mais necessita, através de aconselhamento, serviços e soluções de excelência.
o negócio vida é suportado por uma unidade específica – svI – soluções vida, que tem como objetivo a criação de soluções capazes de satisfazer as necessidades mais exigentes dos Clientes Zurich. este é o motivo pelo qual a Zurich vida faz questão em acolher as preocupações, sugestões e críticas do Cliente, o que nos tem permitido evoluir enquanto Companhia, acompanhando as mudanças da sociedade.
a Zurich vida conta com mais de 800 pontos de contacto em portugal, incluindo agentes, Corretores e escritórios próprios em todo o país.
no final de 2012, o número de Colaboradores da Zurich vida era de 61 (64 no final de 2011). este número de Colaboradores, comparativamente com as companhias a operar em portugal, revela um índice de produtividade elevado quando medido pelo rácio de prémios por Colaborador.
o ano de 2012 ficou ainda marcado pelo desenvolvimento do seu plano estratégico, destacando-se as seguintes ações:
• Reforço da estratégia de focalização no Cliente, através da identificação clara das suas necessidades;
• aprofundamento da estratégia de segmentação de mercado focalizada em alvos selecionados;
• Reforço das competências da nossa Rede de agentes principais Zurich;
• Reforço da Unidade de marketing estratégico;
• Continuação do estreitamento da relação com os Colaboradores, agentes e Corretores através dos eventos
“ação e mudança”, “Congresso do agente principal” e “perspetivas Corretores”
• Reformulação e enriquecimento da página Internet www.zurichportugal.com
os resultados apresentados neste relatório evidenciam o rigor posto na prossecução dos objetivos propostos e o êxito com que foram atingidos no exercício que agora termina.
1. Aspetos gerais
B. Atividade da Zurich Vida
11
I.
Relatório do Conselho de AdministraçãoCobertura nacional
de escritórios
vantagens
da centralização no Cliente
REtEnção E FiDELiZAção
Do CLiEntE
Centralização no Cliente
LiDERAnçA no MERCADo
DiFEREnCiAção MELHoRADA
VALoR DE MARCA ACREsCiDo CoLABoRADoREs
FoRtALECiDos
REntABiLiDADE FinAnCEiRA
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a Zurich vida apresentou em 2012, um resultado líquido no valor de 3,96m€ que representa um aumento de 0,22m€ relativamente ao ano de 2011.
2. Análise dos resultados
2010 2011 ∆ 11/10 2012 ∆ 12/11
Prémios brutos emitidos 76,62 58,13 -24,1% 53,70 -7,6%
Var. da provisão para prémios não adquiridos -0,01 0,10 0,05 -51,6%
Prémios de resseguro cedido -3,00 -3,14 4,5% -3,23 2,9%
Var. da prov. para prém. não adq. parte do ress. 0,05 0,02 -55,4% 0,01 -60,7%
Prémios líquidos adquiridos 73,66 55,12 -25,2% 50,53 -8,3%
Comissões de contratos de investimento 0,00 0,01 140,2% 0,00 -28,5%
Custos com sinistros liquidos de resseguro -65,42 -73,82 12,8% -70,32 -4,7%
Com. e part. nos resultados de resseguro cedido 0,12 0,27 133,6% 0,19 -31,4%
Custos e gastos de exploração -6,96 -8,76 25,9% -7,73 -11,8%
Custos e gastos de exploração líquidos -6,84 -8,49 24,1% -7,54 -11,2%
Var. da provisão matemática líquida de resseguro -5,71 23,04 -503,7% 23,63 2,6%
Participação nos resultados líq. resseguro -9,13 -7,65 -16,2% -7,56 -1,2%
Resultado de exploração técnica -13,43 -11,79 -12,2% -11,25 -4,6%
Rendimentos de investimentos 21,07 24,38 15,7% 22,95 -5,8%
Gastos de investimentos -0,36 -0,40 11,2% -0,56 39,3%
Ganhos líquidos financeiros não val. JV no G&P 9,68 0,11 -98,9% -4,29 -
Diferenças de câmbio 0,00 0,00 - 0,01 -
Ganhos líquidos ativos não financeiros -0,03 0,15 -593,3% -0,54 -453,5%
Perdas de imparidade (líquidas reversão) -4,16 -4,49 8,1% -1,40 -68,7%
Ganhos líquidos financeiros val. JV no G&P -0,29 -0,31 6,3% -0,21 -33,0%
Resultado dos investimentos 25,90 19,43 -25,0% 15,96 -17,9%
outros rendimentos e gastos -0,03 0,14 -530,3% 1,02 635,6%
Resultados antes de impostos 12,44 7,78 -37,4% 5,72 -26,5%
imposto sobre o rendimento do exercício -2,80 -4,04 44,4% -1,76 -56,4%
resulTado líquIdo do exercícIo 9,64 3,74 -61,2% 3,96 6,0%
u.m: milhões euros
não obstante uma análise mais pormenorizada nos pontos que se seguem deste relatório, o resultado apurado de 3,96m€ evidencia:
A. Resultado de exploração técnica negativo de 11,25m€ que representa uma melhoria de 0,54m€
relativamente ao ano anterior. dada a natureza técnica dos contratos de seguro de vida com taxa garantida é normal um resultado negativo uma vez que a variação das provisões matemáticas que incorporam essa garantia financeira é compensada pelo resultado dos investimentos no exercício. a variação relativamente ao ano anterior é explicada nas seguintes componentes:
13
I.
Relatório do Conselho de AdministraçãoA.1. menor volume que se traduz em menos 4,59m€ de prémios líquidos adquiridos. os prémios brutos diminuíram 4,43m€ (-7,6%) e com os depósitos de contratos de investimento, que foram 1,94m€ (2,40m€
em 2011), registam uma diminuição de 4,89m€ (-8,1%). adicionalmente, os prémios de resseguro cedido aumentaram de 0,09m€ relativamente ao exercício anterior.
A.2. diminuição dos Custos com sinistros líquidos de Resseguro no valor de 3,49m€. esta diminuição é devida essencialmente a uma diminuição considerável nos capitais vencidos (-7,39m€/-20,0%) parcialmente anulada com um maior montante de valores resgatados (+2,88m€/+9,5%) e de capitais por morte e invalidez que registaram um forte aumento percentual (+1,67m€/+29,4%). por outro lado, a parte dos resseguradores nos custos com sinistros foi superior em 1,28m€ que representa um aumento de 179,6%. note-se que o custo relativo aos vencimentos e resgates está compensado, para efeitos de resultado, na variação da provisão matemática;
A.3. diminuição dos Custos e Gastos de exploração líquidos no valor de 0,95m€. o impacto do resseguro por via das comissões e participação nos resultados foi a favor do segurador no valor de 0,19m€, que representa uma diminuição de 0,09m€ relativamente ao ano anterior. este gasto adicional é explicado por uma menor participação nos resultados em consequência de um maior custo com sinistros cedidos. a diminuição dos gastos brutos de resseguro (-1,04m€/-11,8%) foi essencialmente devida à redução de custos com Fornecimentos e serviços externos (-1,22m€/-32,8%), nomeadamente no que se refere a desenvolvimento de projetos fundamentais no ano de 2011 dos quais se salienta o “solvência II” com um custo de 1,00m€
e que não ocorreram em 2012. por outro lado, igualmente no ano de 2011 foi necessário a criação de um conjunto de provisões excecionais nomeadamente para fazer face ao novo Contrato Coletivo de trabalho (CCt), reestruturação do negócio e litígios com agentes. a variação desta rubrica teve um impacto positivo na redução dos custos de 2012 relativamente a 2011 no valor de 0,35m€.
as comissões de angariação e cobrança (registadas na rubrica de remunerações de mediação nos custos de aquisição e custos administrativos, respetivamente) diminuíram 0,02m€ (sobre prémios comerciais e depósitos registou-se uma variação de +0,2pp, de 2,8% em 2011 para 3,0% em 2012) que em termos percentuais representa -1,0%, não obstante os prémios e depósitos terem registado uma diminuição de 8,1%.
A.4. diminuição muito ligeira no Custo da participação nos Resultados no valor de 0,10m€. no ponto 2.5 é apresentado um resultado por margens de forma a explicar os valores apurados para efeitos de participação nos resultados e a taxa em que estes, nos seguros de ou com componente de capitalização, se traduzem.
B. decremento do resultado dos investimentos no valor de 3,48m€. esta diminuição é explicada pelos
rendimentos inferiores em 1,42m€ e pelos ganhos líquidos financeiros e perdas por imparidade em 2012 que, no saldo, foram inferiores em 1,31m€ no ano anterior. as perdas financeiras registadas em 2012 no valor de 4,29m€ foram essencialmente devido à transferência de títulos de dívida entre carteiras afetas e livres devido à forte valorização dos títulos durante o ano de 2012 e consequente sobre representação das respetivas reservas técnicas.
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14
C. Impacto positivo de 0,88m€ relativo a outros rendimentos e gastos devido essencialmente a ganhos com benefícios pós-emprego (0,25m€) e correção de IRC decorrente de inspeção tributária ao ano de 2008 a favor da Zurich vida (0,35m€) e ao ano de 2010 que em 2011 se traduziu num gasto de 0,56m€.
D. diminuição do imposto sobre o rendimento do exercício de 2,28m€. esta diminuição é devido a um menor resultado antes de impostos (-2,06m€) e uma forte descida na taxa efetiva de 52,0% em 2011 para 30,8%
em 2012. a elevada taxa efetiva de 2011 deveu-se, essencialmente, ao impacto dos prejuízos fiscais gerados por menos valias potenciais nesse ano no valor de 41,29m€, os quais, numa perspetiva tributária, não seriam suscetíveis de serem totalmente revertidos no futuro, uma vez que a respetiva recuperação implicaria o pagamento da derrama municipal acrescida de derrama estadual.
2.1 Prémios de contratos de seguro e de contratos de investimento
2.1.1. Prémios brutos
os prémios brutos emitidos de seguro direto e de contratos de investimento (depósitos), líquidos de estornos e anulações atingiram um total de 55,64m€ que representou uma diminuição de 4,89m€ (-8,1%) relativamente a 2011. os produtos de capitalização não ligados (seguros com componente substancial de investimento) registaram uma diminuição de 1,22m€ (-5,1%).
neste grupo de produtos estão incluídos os produtos do tipo Universal Life referentes a carteiras que já não estão em comercialização desde 2003 que diminuíram 0,64m€ (-11,9%). se expurgarmos o efeito destas carteiras descontinuadas, os seguros de capitalização apresentam uma quebra menor (-0,58m€/-3,1%). os produtos de risco, que têm a maior margem de rentabilidade, decresceram 1,7% o que representa uma diminuição de 0,27m€
(-0,25m€ dos temporários e -0,02m€ dos capitais diferidos sem contra seguro dos prémios).
os prémios regulares anuais diminuíram 1,50m€ (-5,1%) onde as carteiras descontinuadas contribuíram negativamente com 0,70m€. os prémios anuais dos produtos de risco diminuíram 0,44m€ (-2,7%) e todos os outros registaram decréscimos próximos dos 9%.
os prémios únicos ou extraordinários registaram um decréscimo de 3,16m€ (-10,2%) e os prémios regulares, um decréscimo de 1,73m€ (-5,9%).
2010 2011 ∆ 11/10 2012 ∆ 12/11
Seguro direto 76,62 58,13 -24,1% 53,70 -7,6%
Rendas Vitalícias 0,16 0,22 35,5% 2,18 883,2%
Produtos de Risco 15,07 15,99 6,1% 15,72 -1,7%
Prod. de Cap. (não lig.) 40,88 24,00 -41,3% 22,78 -5,1%
PPR (não ligados) 20,52 17,92 -12,7% 13,03 -27,3%
Contratos de Invest. 2,27 2,40 5,3% 1,94 -19,1%
Prod. de Cap. (Ligados) 2,27 2,40 5,3% 1,94 -19,1%
Resseguro aceite 0,00 0,00 - 0,00 -
ToTal 78,90 60,53 -23,3% 55,64 -8,1%
u.m: milhões euros
Prémios brutos emitidos e depósitos
15
I.
Relatório do Conselho de Administraçãopor segmento de Clientes, registou-se, em 2012, uma forte redução na produção relativa a Clientes Individuais com menos 6,50m€ (-13,5%). os Clientes empresas apresentaram um forte aumento de 20,6% (+2,07m€). desta forma, a percentagem de produção de Clientes empresas aumentou de 17%, em 2011, para 23% em 2012.
2.1.2. Prémios de Resseguro
os prémios de resseguro apresentam um aumento de 0,09m€ (+2,9%) relativamente ao ano de 2011. esta variação é essencialmente consequência do aumento dos prémios de resseguro nos produtos de risco de 0,12m€ (+4,4%), não obstante os prémios de seguro direto diminuírem 2,7%. os prémios de resseguro relativo aos produtos de capitalização (não ligados) diminuíram 7,9% (-0,03m€) em linha com os respetivos prémios de seguro direto (-7,8%).
esta classe de produtos inclui os produtos do tipo Universal Life (não obstante serem de capitalização incluem uma componente de risco ressegurável) que já não estão em comercialização desde 2003 e que durante os anos até à sua maturidade terão cada vez menos risco ressegurável.
2010
2010
2011
2011
∆ 11/10
∆ 11/10
2012
2012
∆ 12/11
∆ 12/11
Individual 65,06 48,08 -26,1% 41,58 -13,5%
Rendas Vitalícias 0,07 0,04 -50% 0,05 47%
Produtos de Risco 7,82 9,23 18,1% 9,67 4,7%
Prod. de Cap. (não lig.) 36,66 20,89 -43,0% 18,83 -9,9%
PPR (não ligados) 20,52 17,92 -12,7% 13,03 -27,3%
Empresas 11,56 10,05 -13,1% 12,12 20,6%
Rendas Vitalícias 0,09 0,19 102% 2,13 -
Produtos de Risco 7,25 6,76 -6,8% 6,05 -10,4%
Prod. de Cap. (não lig.) 4,22 3,11 -26,3% 3,94 26,9%
PPR (não ligados) 0,00 0,00 - 0,00 -
ToTal 76,62 58,13 -24,1% 53,70 -7,6%
Rendas Vitalícias 0,00 0,00 - 0,00 -
Produtos de Risco -2,55 -2,76 8,2% -2,88 4,4%
Prod. de Cap. (não lig.) -0,45 -0,38 -16,2% -0,35 -7,9%
PPR (não ligados) 0,00 0,00 - 0,00 -
ToTal -3,00 -3,14 4,5% -3,23 2,9%
u.m: milhões euros
u.m: milhões euros
Prémios brutos emitidos de seguro direto
Prémios de resseguro cedido
os prémios de resseguro relativo aos produtos de risco aumentaram 4,4% que contrasta com a diminuição de produção no seguro direto desta classe de 2,7%. Contudo o prémio médio desta classe aumentou 4,4% (10,5% para Clientes individuais e -2,9% para Clientes empresas), não obstante os capitais seguros cedidos apresentaram uma ligeira diminuição de 0,9%, de 2.500m€ em 2011 para 2.479m€ em 2012 nesta mesma classe de produtos.
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16
2.2. Custos com sinistros
2.2.1. Custos brutos com sinistros
os custos com sinistros brutos de resseguro diminuíram 3,0% relativamente a 2011 que representa em valor menos 2,21m€. os vencimentos diminuíram 7,39m€ e os resgates aumentaram 2,88m€. o custo relativo aos vencimentos e resgates está compensado, para efeitos de resultado, na variação da provisão matemática.
os capitais por morte e invalidez aumentaram 1,67m€ onde o incremento de 0,75m€ é explicado pelo facto de em 2011 se ter anulado um processo de sinistro aberto em 2008 deste montante. os “outros” (rendas de invalidez, exonerações e subsídio de hospitalização) aumentaram 0,41m€. note-se contudo que em 2011 as reavaliações efetuadas aos processos de rendas e exonerações permitiram o encerramento de alguns processos, gerando um proveito de 0,08m€ nesse ano, nesta classe de produtos.
a análise por tipo de produto revela que o custo com sinistros relativo aos produtos de risco aumentou consideravelmente (+32,9%) e que os prémios adquiridos registaram uma diminuição de 1,1%. este efeito conjunto teve como consequência uma diminuição considerável da rentabilidade deste tipo de produtos de 74%, em 2011, para 65% em 2012 (medida por: 1 - rácio de custo com sinistros por prémios adquiridos).
2.2.2. Parte dos resseguradores nos custos com sinistros
a parte dos resseguradores nos custos com sinistros foi consideravelmente maior do que no ano transato,
acompanhando o aumento dos custos registado no seguro direto relativamente aos produtos de risco. nos produtos de risco saliente-se o aumento da parte dos resseguradores nos custos no valor de 1,36m€, dos quais 0,67m€ por motivo de anulação de um único processo de sinistro aberto em 2008 e anulado em 2011.
2010
2010
2011
2011
∆ 11/10
∆ 11/10
2012
2012
∆ 12/11
∆ 12/11
Vencimentos -36,79 -36,58 -0,6% -29,20 -20,2%
Cap. por Morte ou inv. -6,81 -5,66 -16,9% -7,32 29,4%
Rendas -1,26 -1,30 3,4% -1,41 8,1%
Resgates -21,57 -30,32 40,5% -33,20 9,5%
outros 0,13 0,08 -38,6% -0,34 -534,9%
Custos imputados -0,61 -0,75 22,5% -0,86 15,5%
ToTal -66,92 -74,54 11,4% -72,33 -3,0%
Rendas Vitalícias -1,26 -1,30 3,4% -1,41 8,1%
Produtos de Risco -5,66 -4,17 -26,3% -5,54 32,9%
Prod. de Cap. (não lig.) -41,05 -43,44 5,8% -41,60 -4,2%
PPR (não ligados) -18,34 -24,87 35,7% -22,91 -7,9%
Custos imputados -0,61 -0,75 22,5% -0,86 15,5%
ToTal -66,92 -74,54 11,4% -72,33 -3,0%
u.m: milhões euros
u.m: milhões euros
Custos com sinistros
Custos com sinistros
17
I.
Relatório do Conselho de Administração2.3. Custos e gastos de exploração líquidos
os custos por natureza (custos indiretos) são primeiro contabilizados pela sua natureza e posteriormente imputados, por uma chave de repartição em função do centro de custo onde a despesa teve origem a Custos de aquisição, a Custos administrativos, a Custos com sinistros, a Custos com Investimentos e a Custos de Gestão de Fundos de pensões.
os custos que não são imputados (custos diretos) incluem (i) a remuneração da mediação (comissões de angariação e de cobrança), (ii) os designados por “outros custos de aquisição” e (iii) os designados por “outros custos administrativos”.
estes últimos incluem os apoios, incentivos e convenção anual, atribuídos aos mediadores. Incluem ainda as comissões e participação nos resultados de resseguro cedido.
a metodologia de imputação utilizada para 2012 foi a mesma dos anos de 2011 e 2010.
2010 2010
2011 2011
∆ 11/10
∆ 11/10
2012 2012
∆ 12/11
∆ 12/11
Gastos com pessoal -2,83 -3,08 9,0% -3,32 7,7%
Fornecimentos e serviços externos -2,87 -4,19 46,1% -3,20 -23,6%
impostos e taxas -0,06 -0,05 -11,9% -0,05 -11,5%
Depreciações e amortizações -0,08 -0,06 -32,6% -0,05 -6,9%
outras provisões -0,05 -0,48 - -0,15 -67,7%
Juros suportados -0,01 0,00 -98,2% -0,02 -
Comissões -0,14 -0,14 1,0% -0,03 -80,7%
ToTal de cusTos a ImPuTar -6,03 -8,00 32,7% -6,81 -14,8%
A custos e gastos de exploração -5,05 -6,86 35,8% -5,46 -20,4%
- A custos de aquisição -1,91 -2,21 15,5% -1,96 -11,4%
- A gastos administrativos -3,15 -4,66 48,1% -3,51 -24,7%
A custos com sinistros -0,61 -0,75 22,5% -0,86 15,5%
A gastos de investimentos -0,36 -0,38 5,4% -0,49 28,1%
A gestão fundos de pensões 0,00 -0,01 111,6% 0,00 -28,8%
ToTal de cusTos ImPuTados -6,03 -8,00 32,7% -6,81 -14,8%
Rendas Vitalícias 0,00 0,00 - 0,00 -
Produtos de Risco 1,57 0,54 -65,3% 1,90 249,4%
Prod. de Cap. (não lig.) -0,07 0,17 -355,6% 0,10 -40,7%
PPR (não ligados) 0,00 0,00 - 0,00 -
ToTal 1,50 0,72 -52% 2,01 179,6%
u.m: milhões euros u.m: milhões euros
Custos e gastos por natureza a imputar Parte dos resseg. nos custos com sinistros
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18
os factos mais relevantes observados na variação dos custos imputados são:
- Gastos com pessoal: aumento dos gastos devido ao aumento salarial médio de 6,5% por colaborador e maior custo com benefícios de cessação de emprego (+0,09m€). por outro lado, estes impactos foram suavizados por um decréscimo no número de colaboradores de 64 no final de 2011, para 61 no final de 2012.
- Fornecimentos e serviços externos: diminuição dos custos com trabalhos especializados e outros fornecimentos e serviços relacionados com o desenvolvimento de projetos especiais em 2011, nomeadamente a criação e implementação de processos e metodologias no âmbito do “solvência II” (1,00m€).
- Amortizações e depreciações: não obstante o decréscimo percentual de 6,9%, o impacto em valor absoluto é marginal, traduzindo a estratégia de aluguer já tomada há alguns anos.
- Outras provisões: a diminuição é devido à criação da provisão no valor de 0,48m€ em 2011, do qual se destaca por motivo de processo de pedido de indemnização de um agente (0,24m€), reestruturação (0,17m€) e responsabilidades decorrentes do contrato coletivo de trabalho assinado no final de dezembro de 2011 (0,07m€).
o valor de 0,15m€ registado no ano de 2012 deve-se a reforço de provisão decorrente da reestruturação (0,04m€) e o remanescente relativo a litígios com agentes.
os custos diretos (remunerações de mediação e incentivos comerciais registados na rubrica de outros custos administrativos) registaram um forte aumento de 19,4% apenas devido a um maior custo com incentivos a agentes em 2012 do que em 2011 (+0,38m€). as comissões de angariação e cobrança (registadas na rubrica de remunerações de mediação, nos custos de aquisição e custos administrativos, respetivamente) diminuíram 0,02m€ (sobre prémios comerciais e depósitos registou-se uma variação de +0,2pp, de 2,8% em 2011 para 3,0% em 2012) que em termos percentuais representa -1,0%, essencialmente devida aos produtos com menos percentagem de comissão, nomeadamente os seguros de capitalização, terem sofrido uma redução mais acentuada.
2010 2011 ∆ 11/10 2012 ∆ 12/11
Custos de aquisição -3,55 -3,87 9,1% -3,62 -6,7%
Custos imputados -1,91 -2,21 15,5% -1,96 -11,4%
Remunerações de mediação -1,64 -1,67 1,6% -1,66 -0,4%
outros 0,00 0,00 - 0,00 -
Variação dos custos de aq. diferidos -0,02 -0,01 -32,8% -0,01 28,5%
Gastos administrativos -3,39 -4,88 43,8% -4,10 -16,0%
Custos imputados -3,15 -4,66 48,2% -3,51 -24,7%
Remunerações de mediação -0,01 -0,02 245,6% -0,01 -42,7%
outros -0,24 -0,19 -19,2% -0,58 197,4%
ToTal -6,96 -8,76 25,9% -7,73 -11,8%
u.m: milhões euros
Custos e gastos de exploração
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I.
Relatório do Conselho de Administração2.4. Rendimentos e gastos dos investimentos
Os rendimentos dos investimentos diminuíram 1,42M€ (-5,8%) relativamente a 2011. A maior redução registou-se nos rendimentos dos instrumentos de capital e unidades de participação, nomeadamente nas ações com uma quebra nos dividendos de 0,67M€ e no rendimento de “títulos de dívida de outros emissores” com uma redução de 0,58M€
por uma reestruturação da carteira com o objetivo de diminuir o respetivo risco de crédito. Registe-se que em dezembro de 2010, as ações da PT registaram um pagamento extraordinário no valor de 0,52M€. Note-se que no quadro em anexo, devido à reclassificação de títulos de dívida pública, em 2011, parte deste rendimento encontra-se, desde julho de 2011, na classe de ativos “Investimentos a deter até à maturidade” enquanto até junho de 2011 se encontrava na classe de ativos “Ativos financeiros disponíveis para venda”. Este facto explica as fortes variações que se compensam nas duas rubricas.
A yield dos investimentos (rendimento sobre a média do valor dos ativos investidos no exercício) diminui 48p.b. de 5,70% em 2011 para 5,22% em 2012. Saliente-se o aumento da yield das propriedades de rendimento de 6,4% para 7,1%. Por outro lado, refira-se a diminuição da yield das ações de 6,5% para 4,6% e dos títulos de dívida de 5,7%
para 5,3%.
2010 2011 ∆ 11/10 2012 ∆ 12/11
Terrenos e edifícios 0,18 0,21 22,5% 0,22 4,5%
De uso próprio 0,00 0,00 - 0,00 -
De rendimento 0,18 0,21 22,5% 0,22 4,5%
Ativos financeiros disponíveis para venda 19,50 15,08 -22,7% 10,37 -31,2%
Instrumentos de capital e U.P. 1,95 1,59 -18,4% 0,92 -42,3%
- Ações 1,92 1,59 -17,1% 0,92 -42,3%
- Títulos de participação 0,00 0,00 - 0,00 -
- U.P. de fundos de inv. mobiliário 0,00 0,00 - 0,00 -
- U.P. de fundos de inv. imobiliário 0,03 0,00 -100,0% 0,00 -
Títulos de dívida 17,56 13,49 -23,1% 9,46 -29,9%
- De dívida pública 16,05 12,23 -23,8% 8,90 -27,2%
- De outros emissores públicos 0,22 0,10 -53,4% -0,01 -114,2%
- De outros emissores 1,28 1,16 -9,8% 0,57 -50,5%
Empréstimos concedidos e contas a receber 0,03 0,22 581,8% 0,02 -91,1%
Depósitos junto de empresas cedentes 0,00 0,00 - 0,00 -
Outros depósitos 0,00 0,21 - 0,01 -93,1%
Empréstimos concedidos 0,03 0,02 -51,2% 0,01 -65,3%
Contas a receber 0,00 0,00 - 0,00 -
Outros 0,00 0,00 - 0,00 -
Investimentos a deter até à maturidade 1,00 8,42 739,3% 11,92 41,6%
Depósitos à ordem em inst. de crédito 0,00 0,01 - 0,00 -106,1%
Relativos a contratos de investimento 0,36 0,42 18,9% 0,41 -1,8%
ToTal 21,07 24,38 15,7% 22,95 -5,8%
u.m: milhões euros
Rendimentos
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20
os gastos com investimentos registaram um aumento de 28,1% (+0,11m€) essencialmente devido aos custos de utilização de uma nova plataforma de gestão.
o valor total dos investimentos, incluindo depósitos à ordem, atingiu em 2012 o montante de 464,27m€, superior em 49,10m€ relativamente a 2011. este aumento deveu-se em grande parte à forte valorização dos títulos de dívida pública portuguesa. por outro lado, o fluxo de caixa (-1,13m€) foi ligeiramente inferior do que no ano transato (-1,60m€).
o fluxo de atividade operacional foi negativo de 1,14m€ mas consideravelmente superior ao ano transato em que foi negativo de 21,89m€. o fluxo da atividade de investimento foi positivo no montante de 0,02m€ (0,29m€
em 2011) devido a recebimentos de empréstimos tal como já acontecera no ano anterior. durante o ano de 2011, foi efetuada uma prestação suplementar de capital de 20,00m€ que representa a totalidade do fluxo positivo de atividade de financiamento do ano transato enquanto neste ano, este fluxo, foi nulo.
Relativamente ao fluxo de atividade operacional, saliente-se os prémios de seguro direto recebidos no valor de 55,11m€ (60,42m€ em 2011) que representa uma taxa de cobrança elevada de 97,5% superior em 1,7 pontos percentuais à registada em 2011 (95,7%). por outro lado, o valor dos sinistros pagos em 2012 (70,76m€) foi menor que em 2011 (73,52m€).
2010 2011 ∆ 11/10 2012 ∆ 12/11
Terrenos e edifícios 3,30 3,45 4,7% 2,91 -15,8%
De uso próprio 0,00 0,00 - 0,00 -
De rendimento 3,30 3,45 4,7% 2,91 -15,8%
Ativos financeiros disponíveis para venda 403,40 183,31 -54,6% 226,07 23,3%
Instrumentos de capital e U.P. 27,88 21,32 -23,5% 19,05 -10,6%
- Ações 27,62 21,11 -23,6% 18,84 -10,8%
- títulos de participação 0,00 0,00 - 0,00 -
- U.P. de fundos de inv. mobiliário 0,06 0,00 -100,0% 0,00 -
- U.P. de fundos de inv. imobiliário 0,20 0,21 2,9% 0,21 1,4%
Títulos de dívida 375,51 161,99 -56,9% 207,02 27,8%
- De dívida pública 353,16 142,97 -59,5% 197,75 38,3%
- De outros emissores públicos 1,87 1,21 -35,4% 0,00 -100,0%
- De outros emissores 20,47 17,80 -13,1% 9,27 -47,9%
Empréstimos concedidos e contas a receber 0,59 0,35 -41,0% 0,29 -16,8%
Depósitos junto de empresas cedentes 0,00 0,00 - 0,00 -
outros depósitos 0,00 0,00 - 0,00 -
Empréstimos concedidos 0,59 0,35 -41,0% 0,29 -16,8%
Contas a receber 0,00 0,00 - 0,00 -
outros 0,00 0,00 - 0,00 -
Investimentos a deter até à maturidade 19,45 214,99 - 218,52 1,6%
Depósitos à ordem em inst. de crédito 3,93 1,97 -49,9% 1,51 -23,3%
Investimentos relativos a contratos de inv. 9,69 11,11 14,6% 14,98 34,8%
ToTal 440,36 415,17 -5,7% 464,27 11,8%
u.m: milhões euros
Investimentos
21
I.
Relatório do Conselho de Administraçãono final do ano de 2011, a carteira era essencialmente constituída por Investimentos a deter até à maturidade (47,1%) e ativos disponíveis para venda (48,7%). no conjunto dos ativos disponíveis para venda destaque-se os títulos de dívida pública (42,6%), de emissores privados (2,0%) e ações (4,1%) .
a qualidade da carteira de títulos de dívida foi afetada pelas sucessivas reduções da notação de risco de crédito da República portuguesa de a- em 2010 para BBB- em 2011 e para BB- em 2012 (notação s&p), dada a sua exposição em títulos de dívida pública portuguesa. o rating médio da carteira de títulos de dívida da Zurich vida, no final de 2012, é de BB+ que compara com BBB+ no final de 2011.
2.5. Participação nos resultados
para efeitos de enquadramento da participação nos resultados contextualizam-se os que lhe deram origem classificados segundo a sua natureza:
- Margem técnica: Resultado dos prémios líquidos adquiridos deduzidos dos custos com sinistros (exceto despesas imputadas), da variação das provisões matemáticas expurgada do crédito de juros técnicos. ou seja, o resultado puro da gestão do risco expurgado de todo o efeito financeiro.
- Margem financeira: Resultado dos investimentos deduzidos dos juros técnicos creditados às provisões matemáticas.
ou seja o resultado exclusivamente financeiro.
2010
2010
2011
2011
∆ 11/10
∆ 11/10
2012
2012
∆ 12/11
∆ 12/11
Seguros 10,10 12,01 19,0% 11,39 -5,2%
Rendas vitalícias 0,10 0,15 57,7% -0,39 -352,6%
Produtos de risco 8,48 9,66 13,9% 9,41 -2,6%
Prod. de cap. (não lig.) 1,64 2,19 33,8% 2,13 -2,7%
PPR (não ligados) -0,12 0,00 -102,0% 0,24 -
Contratos de invest. 0,00 0,00 -100,0% 0,00 -100,0%
ToTal 10,10 12,01 19,0% 11,39 -5,2%
Seguros 17,58 11,65 -33,7% 8,85 -24,1%
Rendas vitalícias 0,58 0,07 -88,5% 0,18 168,9%
Produtos de risco 0,53 0,14 -74,2% 0,03 -78,4%
Prod. de cap. (não lig.) 6,91 5,38 -22,1% 5,55 3,1%
PPR (não ligados) 9,56 6,07 -36,5% 3,10 -49,0%
Contratos de invest. 0,03 0,05 51,6% 0,10 125,1%
Não afetos 1,35 0,82 -39,0% 0,32 -60,9%
ToTal 18,95 12,52 -33,9% 9,27 -25,9%
u.m: milhões euros
u.m: milhões euros
Margem técnica
Margem financeira