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Contexto legal, institucional e de natureza funcional

No documento Relatório Final de Estágio Profissional (páginas 66-71)

3. ENQUADRAMENTO DA PRÁTICA PROFISSIONAL

3.2 Contexto legal, institucional e de natureza funcional

"A fraternidade tornou-se hoje o vazio gritante no seio da divisa republicana Liberdade - Igualdade - Fraternidade. É preciso fazer da solidariedade um problema central". Edgar Morin (cit. por Bento, 2006, p. 180)

Segundo o regulamento da unidade curricular do EP 2010-2011, a iniciação à prática profissional do Ciclo de Estudos conducente ao grau de Mestre em Ensino de EF da FADEUP integra o EP – Prática de Ensino Supervisionada (PES) e o correspondente Relatório de Estágio, rege-se pelas normas da instituição universitária e pela legislação específica acerca da Habilitação Profissional para a Docência. A estrutura e funcionamento do EP consideram os princípios decorrentes das orientações legais nomeadamente as constantes do Decreto-lei nº 74/2006 de 24 de março e o Decreto-lei nº 43/2007 de 22 de fevereiro e têm em conta o Regulamento Geral dos segundos Ciclos da UP, o Regulamento geral dos segundos ciclos da FADEUP e o Regulamento do Curso de Mestrado em Ensino de EF. O EP é uma unidade curricular do segundo ciclo de estudos conducente ao grau de Mestre em Ensino de EF da FADEUP e decorre nos terceiro e quarto semestres do ciclo de estudos.

O aperfeiçoamento de competências profissionais, associadas a um ensino da EF e Desporto de qualidade, reportam-se ao Perfil Geral de Desempenho do Educador e do Professor (Decreto-lei nº 240/2001 de 17 de agosto) e organizam-se nas seguintes áreas de desempenho:

I. Organização e Gestão do Ensino e da Aprendizagem; II. Participação na Escola;

III. Relação com a comunidade; IV. Desenvolvimento profissional.

As atividades de EP iniciaram-se no dia 1 de setembro e prolongam-se até ao final do ano letivo das escolas básicas e secundárias onde se realizam.

Escola (PEE), o Projeto Curricular de Escola (PCE), o Projeto do Departamento em que se insere o grupo de EF, o Projeto Curricular de EF, Projeto do Desporto Escolar e o Projeto Curricular de Turma (PCT).

Para tal, a orientação da PES é realizada por um docente da FADEUP, denominado professor-orientador da FADEUP, nomeado pelo órgão competente, ouvido o professor regente da unidade curricular de EP, bem como pelo professor-cooperante, escolhido pela comissão científica, ouvido o professor regente da unidade curricular EP.

As atividades de ensino-aprendizagem consistem na regência de aulas pelo estudante estagiário com as respetivas atividades de planeamento, realização e avaliação, na observação de aulas ministradas pelo professor-cooperante, colegas estagiários ou outros professores e realização ou colaboração em tarefas definidas pelos orientadores como fundamentais para a formação profissional do estudante estagiário.

Assim, coube-me como pressupostos cumprir todas as tarefas previstas nos documentos orientadores do EP, elaborar e realizar o meu Projeto de Formação Individual (PFI), prestar o serviço docente na turma que me foi designada realizando as tarefas de planificação, realização e avaliação inerentes, participar nas reuniões dos diferentes órgãos da escola, destinadas à programação, realização e à avaliação das atividades educativas, nas sessões de natureza científica cultural e pedagógica, realizadas na escola ou na Faculdade, elaborar e manter atualizado o portefólio do EP. Tive igualmente como preocupação observar aulas regidas pelo professor cooperante e pelos meus colegas estagiários e assessorar os trabalhos de direção de turma, de coordenação de grupo e de departamento de modo a percorrer os diferentes cargos e funções do professor de EF. Por fim, terei de conclui a elaboração e defender publicamente este meu Relatório de Estágio, de acordo com o definido nos artigos 7º e 9º do regulamento do segundo ciclo de estudos conducente ao grau de mestre em ensino da EF nos ensinos básico e secundário.

De modo a tornar mais específica esta caracterização, importa referir as condições de prática profissional onde me encontro, condições-mãe onde comecei a tornar-me um profissional da educação e do ensino em particular – a ESOD.

Situada na Rua do Freixieiro, concelho de Vila Nova de Gaia, serve maioritariamente a população das freguesias de Avintes, Oliveira do Douro e Vilar de Andorinho.

O horário de funcionamento para atividades letivas é das 8:20h (hora de início da primeira aula) às 18:30h (final da última aula), sendo que a escola é aberta às 8h, encontrando-se por vezes em funcionamento para além do horário letivo. O pavilhão desportivo, bem como o campo desportivo sintético são utilizados durante o final da tarde e noite para fins desportivos, nomeadamente para treinos da equipa de Futebol “Os Panterinhas de Gaia”.

A mesma Escola integrou este ano, pela primeira vez, três núcleos de estágio (dois da FADEUP e um do Instituto Superior da Maia - ISMAI, cada um composto por três professores estagiários. Existem assim três professores cooperantes e, as turmas destes são distribuídas pelos primeiros. Eu encontro- me no núcleo de estágio 2 da FADEUP, cujo professor-cooperante é o professor Avelino Azevedo, sendo os meus colegas de estágio Ana Catarina Silva e Vasco Barbosa.

No que respeita aos recursos materiais e espaciais, a ESOD é uma escola básica do terceiro ciclo e secundária, funcionando nas atuais instalações há cerca de trinta anos, distribuindo-se numa área considerável de cerca de 30.000m2. É constituída por 2 edifícios de salas de aula, um edifício central de

funções complementares e instalações desportivas, necessitando de remodelações em todos os setores.

Relativamente às instalações desportivas, a escola possui um pavilhão gimnodesportivo (conforme figura 1), um campo desportivo sintético, um campo desportivo exterior e ainda um campo de Mini-Basquetebol. Salienta-se a falta de condições para o ensino de Atletismo, pois não existe nenhuma pista para a prática desta modalidade, apenas uma pista de saltos para a caixa de areia. O material existente está grande parte em boas condições, necessitando de melhorar ao nível de aparelhos para a modalidade de Ginástica Artística.

Figura 1 – Pavilhão gimnodesportivo da ESOD.

O Pavilhão gimnodesportivo apresenta deficiências de construção no que respeita ao isolamento térmico e aquecimento, evidenciando no inverno um elevado grau de humidade. O seu pavimento foi substituído no ano letivo de 2001/2002.

Este aspeto adquiriu repercussões no planeamento das aulas na medida em que, devemos evitar elevados tempo de pausa, caso contrário os alunos ficariam com frio o que poderia repercutir-se em futuras lesões. Deste modo, também a ativação geral teve de ser eficaz, com boa intensidade, mantendo todos os alunos em atividade motora.

No entanto, este aspeto também tem implicações ao nível da própria operacionalização, obrigando-nos a decisões de ajustamento.

“Devido às condições climatéricas adversas dos últimos dias, o piso do pavilhão desportivo encontrava-se em mau estado para a prática desportiva,

pelo que esta aula não foi lecionada como previsto. Em alternativa, a mesma foi realizada na Biblioteca, aproveitando o tempo útil para a inscrição dos alunos no Corta-Mato escolar e para tecer algumas considerações sobre o teste escrito, a realizar na data de 14 de dezembro. Assim, foram esclarecidas algumas dúvidas aos alunos, bem como uma revisão dos conteúdos abordados, para posterior estudo de modo a prepará-los o melhor possível para o momento da avaliação.” (Reflexão aula nº 36)

Todos estes aspetos são merecedores de reflexão, pelo que se assume de particular importância conhecer as condições de prática.

Não podia deixar de referir o bom clima relacional entre os vários elementos dos 3 núcleos de estágio, professores do grupo de EF, auxiliares de ação educativa, bem como os restantes elementos dos departamentos da ESOD. Certamente que todos estes aspetos são condicionantes específicos do EP que em muito influenciam e nos absorvem no seu contexto. Esta foi uma das condições que mais pesou na balança da escolha do contexto onde pretendia inserir-me e integrar-me. Trata-se de «pormenores» que rapidamente se transformam em «pormaiores», pois são todos os seus elementos envolventes que ajudam a manter o processo vivo e consistente.

4. REALIZAÇÃO DA PRÁTICA

No documento Relatório Final de Estágio Profissional (páginas 66-71)

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