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Contextos Educativos e Comportamentos

No documento Comissão Organizadora (páginas 30-34)

Comunicação 4 ‐ Adaptação da Escala S‐SRQ e SRSI à População de Psicoterapeutas Portugueses  João Almeida & António Pazo Pires, ISPA‐Instituto Universitário  Resumo:  

O  tema  da  supervisão  tem  vindo  a  ser  estudado  em  psicólogos  com  relativa  profundidade  nos  últimos  vinte  anos.  Estudos com psicoterapeutas sobre as dimensões da relação de supervisão têm sido escassos. Um dos instrumentos  mais promissores sobre relação de supervisão tem sido referido por Tangen e Borders (2016) como sendo a escala S‐ SRQ  de  Cliffe  et  al.,  (2016).  Não  existem  estudos  para  além  do  referente  à  sua  estruturação,  conceptualização  e  adaptação à população Inglesa numa amostra de Psicólogos. Este tema, de emergência conceptual, teórica e prática,  revela‐se imprescindivel  aos Psicólogos e psicoterapeutas de qualquer área curricular. Objectivo: Pretende‐se estudar  e adaptar as dimensões relacionais Base Segura, Educação Reflexiva e Suporte, Abertura, Desafio e Estrutura, inseridas  na recente vertente teórica sobre relação em supervisão, entre Psicoterapeutas. Método: Utilizou‐se um questionário  em  internet  ao  qual  responderam  229  psicoterapeutas  portugueses.  Resultados:  Foi  efectuada  a  análise  descritiva,  análise da validade interna confirmatória e validade convergente entre as escalas, S‐SRQ de Cliffe et al., (2016) e SRSI  de Lizzio et al., (2009).    Comunicação 5 ‐ WISC‐III – Análise e comparação entre crianças portuguesas e angolanas  Inês Pessoa e Costa, Rita Antunes, Ana Soares & Sandra Afonso, Hospital CUF Descobertas    Resumo:  

Vários  autores  apresentam  fatores  que  aproximam  a  cultura  de  Portugal  e  a  cultura  dos  países  africanos  de  língua  portuguesa. Fatores como a história comum, o contexto social e económico, o uso da língua portuguesa, a cooperação  a  nível  da  educação  e,  sobretudo,  da  saúde  (e.g.  Correia,  2010).      Cada  vez  mais  famílias  angolanas  recorrem  ao  sistema  de  saúde  em  Portugal  e  vêm  à  consulta  de  psicologia  do  Hospital  CUF  Descobertas  para  realizar  avaliação.  Tendo  em  conta  a  influência  da  cultura  em  questões  como  o  comportamento  e  a  aprendizagem  (Rodrigues,  2013),  pretende‐se  neste  estudo,  analisar  e  comparar  os  resultados  obtidos  por  crianças  portuguesas  e  por  crianças  angolanas  na  Escala  de  Inteligência  de  Wechsler  para  Crianças  (WISC‐III),  principal  referência  na  medição  da  inteligência de crianças e adolescentes (Simões, 2002). Apesar da WISC‐III não estar aferida para a população angolana  o número crescente de crianças avaliadas com esta prova justifica a relevância deste estudo. A recolha de dados foi  realizada  na  Consulta  de  Psicologia  da  Unidade  de  Neurodesenvolvimento  do  Hospital  CUF  Descobertas,  através  da  aplicação de 12 subescalas da Prova de Inteligência de Wechsler para Crianças (WISC‐III). Os dados obtidos encontram‐ se  em  análise,  com  recurso  à  comparação  das  médias  obtidas,  quer  nos  resultados  brutos,  quer  nos  resultados  padronizados  dos  quocientes  de  inteligência  global,  verbal  e  de  realização,  dos  três  índices  fatoriais  (compreensão 

verbal, organização percetiva e velocidade de processamento) e das subescalas avaliadas.     

MESA 3.4 

Contextos Educativos e Comportamentos 

  Comunicação 1 – Tipos de jogo no berçário: Uma análise exploratória em contexto natural  Joana Conceição, Catarina Ramos & Tiago Almeida, ESELx, Instituto Politécnico de Lisboa  Resumo:  

Desde  cedo,  as  crianças  desenvolvem  competências  sociais  que  lhes  permitem  relacionar‐se  com  o  outro.  Para  compreender  como  os  bebés  manifestam  essas  competências,  desenvolveu‐se  um  estudo  exploratório  de  natureza  mista, sustentado na observação direta e indireta de 24 bebés em contexto natural, em duas organizações educativas  na área da Grande Lisboa. Os seus objetivos foram: i) caracterizar as interações entre bebés com idades cronológicas  entre os 6 e os 17 meses e: ii) caracterizar o tipo de jogo dos bebés em berçário. A observação direta concretizou‐se 

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com  base  na  tradução  de  Soares  (2013),  do  instrumento  Assessment  of  Peer  Relations  (Guralnick,  2003).  Paralelamente,  a  observação  indireta  decorreu  da  gravação  de  13  vídeos  de  60  minutos  cada,  ao  longo  de  maio de  2016, nos quais cada criança foi observada durante 4 minutos e 30 segundos (por vídeo), selecionados aleatoriamente.  A  adaptação  do  Play  Observation  Scale  (Rubin,  2001)  permitiu  a  cotação  dos  vídeos  quanto  às  categorias  de  participação  social  de  Parten  (1932),  os  tipos  de  jogo  (Smilansky,  1968)  e  não  jogo  (Rubin,  2001).  A  análise  dos  resultados evidenciou  que: i) os bebés se envolveram maioritariamente em jogo solitário (85%), ocorrendo também  alguns casos de jogo paralelo (13%); ii) no que às categorias de jogo diz respeito, as ocorrências de jogo exploratório  foram  proeminentes  (87%);  iii)  em  situação  de  não  jogo,  os  bebés  assumem  principalmente  uma  postura  de  espectador  (51%)  e  de  observador  de  proximidade  (17%).  Compreende‐se  portanto  que  os  bebés  demonstram 

intencionalidade nas interações que realizam, revelando estar despertos para as ações dos pares. 

 

Comunicação 2 – Memória e Significado dos Brinquedos da Infância 

Maria Cristina Faria, José Pereirinha Ramalho & Adelaide Espírito Santo, Instituto Politécnico de Beja 

Resumo:  

Os  brinquedos  fazem  parte  do  mundo  imaginário  da  criança,  da  concretização  de  sonhos  e  da  realização  de  brincadeiras  promotoras  de  desenvolvimento,  aprendizagem  e  criatividade.  Por  conseguinte,  contribuem  para  a  formação  pessoal  e  social  dos  humanos  desde  muito  cedo  e  produzem  cultura.  Nesta  abordagem  positiva  dos  brinquedos da infância é compreensível  que as memórias a eles associadas tenham um significado positivo e façam  desencadear  à  posterior  lembranças  e  emoções  positivas.  Cada  brinquedo  tem  uma  história  pessoal  repleta  de  significado,  sentimento,  afecto,  ação  e  ludicidade.  É  pressuposto  que  o  brinquedo  enquanto  objecto  de  desejo,  motivação  e  conhecimento  e  a  brincadeira  compreendida  como  simples  acto  de  brincar  se  encontrem  ligados  a  pessoas, valores, crenças, atitudes, escolhas, recreações e representações sociais que podem ser determinantes para a  organização  e  estruturação  da  personalidade.  Até  que  ponto  um  brinquedo  de  eleição  e  o  seu  contexto  podem  influênciar a vida futura de uma criança? A presente investigação tem como principal objetivo conhecer a importância  da  memória  e  do  significado  do  brinquedo  de  infância  ao  longo  da  vida.  Trata‐se  de  um  estudo  exploratório,  de  caracter  transversal  e  qualitativo.  Apresenta  40  participantes  (20  homens  e  20  mulheres),  professores  das  quatro  Escolas do IPBeja, com idade igual ou superior a 45 anos. Foi aplicada uma entrevista semiestruturada que visava as  seguintes dimensões: memória significativa do brinquedo de infância; história do brinquedo; brincadeiras associadas;  interferência na saúde e bem estar; influência nas representações sociais e escolhas pessoais. Os resultados sugerem a  influência do brinquedo nos acontecimentos pessoais ao longo da vida.    Comunicação 3 ‐ O brincar de crianças com perturbação da linguagem e os seus pares com desenvolvimento típico  numa situação de interação proposta  Joana Guimarães, ComDignitatis / Instituto Politécnico de Lisboa, Escola Superior de Educação | Tiago Almeida,  ESELx, Instituto Politécnico de Lisboa, CIE‐ISPA  Resumo:  

Este  estudo  procura  analisar  o  tipo  de  brincadeira  (Rubin,  2001)  de  crianças  com  PL  e  dos  seus  pares  com  desenvolvimento típico numa situação de interação proposta e identificar as estratégias utilizadas pelas educadoras,  na  mesma  situação,  para  mediar  a  interação.  Frequentemente,  as  crianças  com  Perturbação  da  Linguagem  (PL)  tendem  a  apresentar‐se,  em  situações  de  brincadeira  e  jogo,  mais  retraídas,  com  mais  comportamentos  negativos,  comparativamente  aos  seus  pares,  preferem  interagir  mais  com  adultos  do  que  com  os  pares  e  respondem  com  enunciados mais curtos ou com recurso a respostas não‐verbais. Tendem ainda a apresentar dificuldade em explicar as  regras de um jogo, em fazer reparos ou clarificações e são parceiros de jogo menos preferidos pelos seus pares, em  contextos  inclusivos.  Para  responder  às  questões  de  investigação  foram  constituídos  três  grupos  com  crianças  com  desenvolvimento típico e PL, na proporção de 2:1. Após avaliação inicial, foram realizadas filmagens de cada um dos  grupos  numa  situação  de  brincadeira  livre  e  filmagens  na  mesma  situação,  mas  com  a  intervenção  das  educadoras  enquanto  elemento  mediador.  Foi  analisado  o  tipo  de  brincar  adotado  pelas  crianças  na  presença  e  ausência  das  educadoras,  bem  como  as  estratégias  utilizadas  pelo  adulto  para  mediar  e  incluir  as  crianças  com  PL  no  jogo.  Os  resultados sugerem que a presença das educadoras é facilitadora da participação de crianças com PL em situações de  jogo do tipo paralelo e de grupo e que o ensino incidental individual, a modelação e a promoção da linguagem são as  estratégias mais eficazes.      Comunicação 4 ‐ Valorização do espaço exterior como ambiente promotor de aprendizagens e desenvolvimento: a  abordagem FloresSer da Associação Nacional de Intervenção Precoce  Gabriela Bento, CIDTFF, Universidade de Aveiro | Gisela Dias, Patrícia Oliveira & Leonor Carvalho | ANIP  Resumo:  

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Reconhecendo  a  importância  do  espaço  exterior  para  o  desenvolvimento  e  aprendizagem  da  criança,  a  Associação  Nacional de Intervenção Precoce (ANIP) tem vindo a investir numa abordagem educativa focada no brincar ao ar livre.  Esta abordagem, denominada de FloresSER, enquadra no presente ano letivo o projeto Serei(a) no Jardim, inserido na  valência  de  Creche  e  Jardim  de  Infância.  Este  projeto  diferencia‐se  das  respostas  educativas  mais  tradicionais,  propondo  uma  utilização  sistemática  e  pedagogicamente  sustentada  dos  espaços  exteriores  em  contextos  de  educação de infância. O projeto funciona com um grupo de 8 crianças a tempo inteiro no Jardim da Sereia (Parque de  Santa  Cruz,  Coimbra)  e  com  visitas  diárias  ao  espaço  por  parte  dos  grupos  de  pré‐escolar  e  creche  sediados  nas  instalações da ANIP. A ocupação a tempo integral do Jardim da Sereia está a cargo de duas educadoras de infância.  Atendendo ao carácter inovador desta iniciativa, uma equipa da Universidade de Aveiro, Departamento de Educação e  Psicologia,  está  a  apoiar  e  a  monitorizar  o  processo  de  implementação  e  melhoria  das  práticas,  considerando  dimensões  relacionadas  com  os  processos  de  acompanhamento  das  crianças,  a  organização  dos  espaços  e  o  envolvimento  das  famílias.  Nesta  apresentação,  iremos  apresentar  os  resultados  iniciais  do  processo  de  implementação do projeto Serei(a) no Jardim. Ainda, procuraremos evidenciar, com base na experiência adquirida até  à  data,  de  que  forma  é  que  o  desenvolvimento  de  práticas  educativas  no  espaço  exterior  permitem  concretizar  os  princípios  e  objetivos  educativos  preconizados  nos  principais  documentos  orientadores  da  educação  de  infância  em  Portugal.    Comunicação 5 ‐ Tipo de brincadeira de crianças com PEA e dos seus pares com desenvolvimento típico, com e sem  a presença da educadora, numa situação de brincar proposta  Tatiana Grazina, Comdignitatis, Instituto Politécnico de Lisboa, Escola Superior de Educação & Tiago Almeida,  ESELXInstituto Politécnico de Lisboa, Escola Superior de Educação / CIE‐ISPA  Resumo:  

A  literatura  refere  que  o  desenvolvimento  e  a  manutenção  de  vínculos  sociais  em  crianças  com  Perturbação  do  Espetro do Autismo (PEA) é influenciado por vários aspetos do seu funcionamento relacionados com a comunicação e  o comportamento. Este estudo pretende analisar o tipo de brincadeira (Rubin, 2001) de crianças com PEA e os seus  pares  com  desenvolvimento  típico  numa  situação  de  brincar  proposta,  e  identificar  as  estratégias  utilizadas  pelas  educadoras,  na  mesma  situação,  para  mediar  a  sua  interação.  Foram  constituídos  três  grupos,  cada  um  com  três  crianças com desenvolvimento típico e PEA, na proporção de 2:1. O pré‐teste incluiu uma avaliação da linguagem, uma  avaliação global do desenvolvimento e a um rastreio audiológico. Posteriormente, foram realizadas seis filmagens de  cada um dos grupos numa situação de brincadeira na área da casinha, na ausência e posteriormente na presença da  educadora,  enquanto  elemento  mediador  das  interações.  Ulteriormente  procedeu‐se  à  análise  do  tipo  de  brincar  adotado pelas crianças na presença e ausência das educadoras, bem como as estratégias utilizadas pelo adulto para  mediar e incluir as crianças com PEA no brincar. Os resultados demostram que as crianças com PEA, na ausência da  educadora, assumem mais brincar do tipo solitário, comparativamente aos seus pares de desenvolvimento típico. Por  outro lado, na presença da educadora, estas crianças aumentam a sua participação em situações de brincar de grupo.  Quanto às estratégias utilizadas pelas educadoras é possível aferir que a estratégia mais utilizada é o questionamento,  seguido da repetição.   

MESA 3.5 

Ensinar e Aprender 

  Comunicação 1 – A Colaboração entre os Serviços de Intervenção Precoce na Infância e os Serviços de Promoção e  Proteção de Crianças e Jovens em Risco  Joana Albuquerque, Cecília Aguiar, Eunice Magalhães, ISCTE‐Instituto Universitário de Lisboa  Resumo:  

O  presente  estudo,  de  caráter  qualitativo,  pretendeu  compreender  a  perspetiva  de  19  profissionais  do  Sistema  Nacional  de  Intervenção  Precoce  na  Infância  (SNIPI),  sobre  os  processos  colaborativos  entre  o  SNIPI  e  o  Sistema de  Promoção e Proteção de Crianças e Jovens em Risco (SPPCJR). Para tal foram realizadas entrevistas, cujo guião incluía  9  questões  que  pretendiam  recolher  informação  sobre  a  perceção  dos  profissionais  quanto ao  conceito de  trabalho  colaborativo  e  das  potencialidades  da  colaboração  entre  serviços.  Os  dados  foram  analisados  com  recurso  a  uma  análise de conteúdo, através do software NVivo 11.  

Os resultados obtidos revelam que, na generalidade, a colaboração é descrita como a articulação e cooperação entre  profissionais e serviços, com vista à potencialização da intervenção junto da criança e da sua família. Os profissionais  consideram que a principal vantagem de uma relação colaborativa é a promoção da eficácia da intervenção junto da  criança  e  da  família.  No  entanto,  os  profissionais  descrevem  o  padrão  de  colaboração  atual,  maioritariamente,  de 

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forma negativa, reconhecendo que os contatos estabelecidos são maioritariamente não presenciais e que o processo  de  intervenção  decorre  isoladamente.  Por  fim,  os  profissionais  identificam  como  barreira  mais  significativa  à  colaboração a escassez de tempo e de recursos, considerando os contatos e as relações entre os profissionais como o  principal facilitador. O presente estudo tem um conjunto diversificado de implicações para a definição de práticas e  políticas que visam a colaboração entre os serviços em análise.    Comunicação 2 – O autocuidado do cuidador familiar: Intervenção psicoeducativa  para o desenvolvimento de  competências pessoais/sociais  Lisneti Castro, Centro de Investigação Didática e Tecnologia na Formação de Formadores (CIDTFF), Universidade  de  Aveiro  |  Dayse  Neri  de  Souza,  Centro  Universitário  Adventista  de  São  Paulo  –  UNASP‐EC;  Centro  de  Investigação  Didática  e  Tecnologia  na  Formação  de  Formadores  (CIDTFF),  Universidade  de  Aveiro  |  Anabela  Pereira,  Centro  de  Investigação  Didática  e  Tecnologia  na  Formação  de  Formadores  (CIDTFF),  Universidade  de  Aveiro 

Resumo:  

O  processo  de  ensino  aprendizagem  orientado  para  cuidadores  familiares,  não  contempla  na  literatura,  aspetos  relacionados  com  o  desenvolvimento  e  a  aprendizagem  na  vida  adulta.  No  entanto  construir  ações  de  formação,  levando em conta esses aspetos, poderá tornar o contexto de aprendizagem deste público‐alvo mais robusto, uma vez  que  os  conteúdos  repassados  em  contexto  de  educação  informal  poderão  ser  conjugados  com  as  experiências  adquiridas ao longo da vida por esses indivíduos, resultando na construção de novos saberes. Objetivo: Apresentar na  integralidade  uma  intervenção  psicoeducativa  com  vistas  ao  desenvolvimento  de  competências  pessoais/sociais  nos  cuidadores. Método: estudo de cariz qualitativo e paradigma interpretativo. Participaram 11 cuidadores de ambos os  sexos.  Os  utentes  foram  contatados  pela  equipe  de  enfermagem  das  Unidades  de  saúde  de  Aveiro  e  Ovar.  Toda  a  intervenção foi conduzida por meio de dinâmica de grupo, e as competências abordadas foram: Autoconhecimento,  empatia,  autoestima,  assertividade,  resiliência  e  suporte  social.  Os  dados  foram  recolhidos  no  período  de  janeiro  a  julho/2016. Foi realizada a análise de conteúdo com o apoio do webQDA. Resultados: Os cuidadores, demonstraram  possuir as competências, porém não conseguiam nomeá‐las e nem reconhece‐las em seu repertório comportamental.  Após serem intervencionados, denotaram consciencialização sobre a necessidade de terem maior atenção com o seu  autocuidado. Conclusão: A intervenção possibilitou aos cuidadores reconhecerem em si competências que poderiam  ajuda‐los no desempenho de suas atividades ao mesmo tempo que passaram a valorizar o autocuidado, ficando assim  assegurado o seu bem‐estar físico e psicológico.    Comunicação 3 ‐ Relação entre a qualidade da vinculação e o desempenho académico  Miguel Barbosa, Universidade de Lisboa, Faculdade de Medicina  Resumo:  

As  crianças  com  uma  vinculação  segura  demonstram  maior  capacidade  de  regulação  emocional  e  maior  motivação  para  explorar  o  meio  e  aprender  a  resolver  problemas,  o  que  representam  aspectos  essenciais  no  processo  de  aprendizagem. Este estudo teve como objectivo avaliar a associação entre a qualidade da vinculação e o desempenho  académico.  Um  total  de  450  alunos  do  3º  ciclo  preencheu  o  questionário  Experiences  in  Close  Relationships  ‐  Relationship Structures. O desempenho académico foi avaliado a partir dos resultados escolares dos alunos, o número  de reprovações e a percepção dos alunos sobre o seu estatuto académico. Os alunos com uma vinculação preocupada  apresentaram  uma  percentagem  de  reprovações  mais  elevadas  quando  comparados  com  os  alunos  com  uma  vinculação  segura  e  evitante.  Os  alunos  com  uma  vinculação  segura  obitveram  notas  mais  elevadas  do  que  os  estudantes  com  vinculações  preocupadas  e  evitantes.  Os  alunos  com  uma  vinculação  evitante  tenderam  a  percepcionarem‐se  como  piores  alunos  comparados  com  estudantes  com  vinculação  segura.  Estes  resultados  suportam o pressuposto de  que a qualidade de vinculação constitui um importante recurso que promove o sucesso  académico.      Comunicação 4 – A estabilidade da sensibilidade materna em diferentes condições e ao longo do tempo  Miguel Barbosa, Universidade de Lisboa, Faculdade de Medicina | João Moreira, Universidade de Lisboa,  Faculdade de Psicologia | Marina Fuertes, ESELx, Instituto Politécnico de Lisboa  Resumo:  

A  sensibilidade  materna  reflecte  a  capacidade  de  um  cuidador  interpretar  com  precisão  os  sinais  implícitos  no  comportamento  do  bebé  e  responder  de  forma  apropriada  e  rápida,  sendo  determinante  para  o  desenvolvimento  saudável de um bebé. Este estudo teve como objectivo avaliar a estabilidade da qualidade da sensibilidade materna  em diferentes contextos de interacção e ao longo de um período de seis meses. Método: 121 mães e seus bebés de  termo saudáveis foram avaliados longitudinalmente aos 3 e 9 meses. A sensibilidade materna foi avaliada durante uma 

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interacção de brincadeira livre (condição sem stress) através do CARE‐Index e durante o paradigma Face‐to‐Face Still‐ Face  (FFSF,  condição  com  stress)  através  das  escalas  Maternal  Engagement,  Maternal  Intrusiveness,  and  Maternal  Ability  to  Comfort  the  Infant.  Resultados:  Verificou‐se  uma  associação  positiva  entre  a  sensibilidade  materna  na  interacção de brincadeira livre e a capacidade de a mãe acalmar o bebé e o envolvimento positivo no paradigma FFSF.  A sensibilidade materna na brincadeira livre aos 3 meses correlacionou‐se positivamente com a sensibilidade materna  aos 6 meses. A sensibilidade maternal na condição de stress e sem stress relacionou‐se com diferentes organizações  regulatórias  do  bebé.  Conclusão:  Estes  resultados  sugerem  existir  uma  estabilidade  da  sensibilidade  materna  em  diferentes contextos de interacção e ao longo de um período de 6 meses.    Comunicação 5 ‐ À conversa com os pais sobre a sexualidade: Uma abordagem psico‐educativa na Perturbação do  Desenvolvimento Intelectual  José Alberto Ribeiro Gonçalves, ISPA‐Instituto Universitário e Centro Hospitalar Lisboa/Norte – Hospital de Santa  Maria – Centro de Neurodesenvolvimento |  Catarina Rebolo, ISPA‐Instituto Universitário e Centro Hospitalar  Lisboa/Norte – Hospital de Santa Maria – Centro de Neurodesenvolvimento |  Cláudia Bandeira de Lima, Centro  Hospitalar Lisboa/Norte – Hospital de Santa Maria – Centro de Neurodesenvolvimento  Resumo:  

A  sexualidade  é  um  construto dominado por diversos  pré‐conceitos  sócio‐culturais.  Em  jovens  com  Perturbação  do  Desenvolvimento Intelectual (PDI) este facto torna‐se ainda mais relevante e de mais difícil gestão. A dificuldade em  abordar,  perceber  e  pensar  sobre  esta  temática,  especialmente  por  parte  dos  pais,  condiciona  a  qualidade  da  educação sexual que os filhos passam a adquirir. A forma como os pais de jovens com PDI lidam com a sexualidade dos  filhos tem sido pouco explorada, associada a uma falta de investigação na área da sexualidade na deficiência. Com o  objetivo  de  contribuir  para  um  melhor  conhecimento  neste  domínio,  foi  construído  um  Programa  de  Intervenção  Psico‐Educativa  Grupal  sobre  a  Sexualidade  na  PDI,  dirigido  a  pais  de  jovens  com  PDI.  Trata‐se  de  um  programa  de  curta duração composto por 5 sessões de grupo, onde são exploradas cinco áreas: etapas do desenvolvimento sexual,  mitos  sobre  a  sexualidade  na  PDI,  influência  intergeracional  na  sexualidade  –  educação  sexual,  comportamentos  sexuais e abuso  sexual.  Foi  aplicada uma  metodologia mista,  com  uma  vertente psico‐educativa  e outra de  reflexão  exploratória grupal. O grupo é constituído por 9 pais de filhos com PDI, com idades entre 12 e 18 anos, selecionados  através  das  consultas  do  Centro  de  Neurodesenvolvimento.  Até  ao  momento,  verificam‐se  opiniões  contrastantes  relativas  ao  conhecimento  dos  pais  sobre  a  sexualidade  dos  filhos,  tal  como  crenças  e  atitudes  estereotipadas,  contudo,  de  um  modo  geral,  os  pais  reconhecem  a  necessidade  e  importância  de  falar  sobre  esta  temática  e  de 

partilhar com outros pais sobre os comportamentos atípicos dos seus filhos. 

 

No documento Comissão Organizadora (páginas 30-34)

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