Comunicação 4 ‐ Adaptação da Escala S‐SRQ e SRSI à População de Psicoterapeutas Portugueses João Almeida & António Pazo Pires, ISPA‐Instituto Universitário Resumo:
O tema da supervisão tem vindo a ser estudado em psicólogos com relativa profundidade nos últimos vinte anos. Estudos com psicoterapeutas sobre as dimensões da relação de supervisão têm sido escassos. Um dos instrumentos mais promissores sobre relação de supervisão tem sido referido por Tangen e Borders (2016) como sendo a escala S‐ SRQ de Cliffe et al., (2016). Não existem estudos para além do referente à sua estruturação, conceptualização e adaptação à população Inglesa numa amostra de Psicólogos. Este tema, de emergência conceptual, teórica e prática, revela‐se imprescindivel aos Psicólogos e psicoterapeutas de qualquer área curricular. Objectivo: Pretende‐se estudar e adaptar as dimensões relacionais Base Segura, Educação Reflexiva e Suporte, Abertura, Desafio e Estrutura, inseridas na recente vertente teórica sobre relação em supervisão, entre Psicoterapeutas. Método: Utilizou‐se um questionário em internet ao qual responderam 229 psicoterapeutas portugueses. Resultados: Foi efectuada a análise descritiva, análise da validade interna confirmatória e validade convergente entre as escalas, S‐SRQ de Cliffe et al., (2016) e SRSI de Lizzio et al., (2009). Comunicação 5 ‐ WISC‐III – Análise e comparação entre crianças portuguesas e angolanas Inês Pessoa e Costa, Rita Antunes, Ana Soares & Sandra Afonso, Hospital CUF Descobertas Resumo:
Vários autores apresentam fatores que aproximam a cultura de Portugal e a cultura dos países africanos de língua portuguesa. Fatores como a história comum, o contexto social e económico, o uso da língua portuguesa, a cooperação a nível da educação e, sobretudo, da saúde (e.g. Correia, 2010). Cada vez mais famílias angolanas recorrem ao sistema de saúde em Portugal e vêm à consulta de psicologia do Hospital CUF Descobertas para realizar avaliação. Tendo em conta a influência da cultura em questões como o comportamento e a aprendizagem (Rodrigues, 2013), pretende‐se neste estudo, analisar e comparar os resultados obtidos por crianças portuguesas e por crianças angolanas na Escala de Inteligência de Wechsler para Crianças (WISC‐III), principal referência na medição da inteligência de crianças e adolescentes (Simões, 2002). Apesar da WISC‐III não estar aferida para a população angolana o número crescente de crianças avaliadas com esta prova justifica a relevância deste estudo. A recolha de dados foi realizada na Consulta de Psicologia da Unidade de Neurodesenvolvimento do Hospital CUF Descobertas, através da aplicação de 12 subescalas da Prova de Inteligência de Wechsler para Crianças (WISC‐III). Os dados obtidos encontram‐ se em análise, com recurso à comparação das médias obtidas, quer nos resultados brutos, quer nos resultados padronizados dos quocientes de inteligência global, verbal e de realização, dos três índices fatoriais (compreensão
verbal, organização percetiva e velocidade de processamento) e das subescalas avaliadas.
MESA 3.4
Contextos Educativos e Comportamentos
Comunicação 1 – Tipos de jogo no berçário: Uma análise exploratória em contexto natural Joana Conceição, Catarina Ramos & Tiago Almeida, ESELx, Instituto Politécnico de Lisboa Resumo:Desde cedo, as crianças desenvolvem competências sociais que lhes permitem relacionar‐se com o outro. Para compreender como os bebés manifestam essas competências, desenvolveu‐se um estudo exploratório de natureza mista, sustentado na observação direta e indireta de 24 bebés em contexto natural, em duas organizações educativas na área da Grande Lisboa. Os seus objetivos foram: i) caracterizar as interações entre bebés com idades cronológicas entre os 6 e os 17 meses e: ii) caracterizar o tipo de jogo dos bebés em berçário. A observação direta concretizou‐se
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com base na tradução de Soares (2013), do instrumento Assessment of Peer Relations (Guralnick, 2003). Paralelamente, a observação indireta decorreu da gravação de 13 vídeos de 60 minutos cada, ao longo de maio de 2016, nos quais cada criança foi observada durante 4 minutos e 30 segundos (por vídeo), selecionados aleatoriamente. A adaptação do Play Observation Scale (Rubin, 2001) permitiu a cotação dos vídeos quanto às categorias de participação social de Parten (1932), os tipos de jogo (Smilansky, 1968) e não jogo (Rubin, 2001). A análise dos resultados evidenciou que: i) os bebés se envolveram maioritariamente em jogo solitário (85%), ocorrendo também alguns casos de jogo paralelo (13%); ii) no que às categorias de jogo diz respeito, as ocorrências de jogo exploratório foram proeminentes (87%); iii) em situação de não jogo, os bebés assumem principalmente uma postura de espectador (51%) e de observador de proximidade (17%). Compreende‐se portanto que os bebés demonstram
intencionalidade nas interações que realizam, revelando estar despertos para as ações dos pares.
Comunicação 2 – Memória e Significado dos Brinquedos da Infância
Maria Cristina Faria, José Pereirinha Ramalho & Adelaide Espírito Santo, Instituto Politécnico de Beja
Resumo:
Os brinquedos fazem parte do mundo imaginário da criança, da concretização de sonhos e da realização de brincadeiras promotoras de desenvolvimento, aprendizagem e criatividade. Por conseguinte, contribuem para a formação pessoal e social dos humanos desde muito cedo e produzem cultura. Nesta abordagem positiva dos brinquedos da infância é compreensível que as memórias a eles associadas tenham um significado positivo e façam desencadear à posterior lembranças e emoções positivas. Cada brinquedo tem uma história pessoal repleta de significado, sentimento, afecto, ação e ludicidade. É pressuposto que o brinquedo enquanto objecto de desejo, motivação e conhecimento e a brincadeira compreendida como simples acto de brincar se encontrem ligados a pessoas, valores, crenças, atitudes, escolhas, recreações e representações sociais que podem ser determinantes para a organização e estruturação da personalidade. Até que ponto um brinquedo de eleição e o seu contexto podem influênciar a vida futura de uma criança? A presente investigação tem como principal objetivo conhecer a importância da memória e do significado do brinquedo de infância ao longo da vida. Trata‐se de um estudo exploratório, de caracter transversal e qualitativo. Apresenta 40 participantes (20 homens e 20 mulheres), professores das quatro Escolas do IPBeja, com idade igual ou superior a 45 anos. Foi aplicada uma entrevista semiestruturada que visava as seguintes dimensões: memória significativa do brinquedo de infância; história do brinquedo; brincadeiras associadas; interferência na saúde e bem estar; influência nas representações sociais e escolhas pessoais. Os resultados sugerem a influência do brinquedo nos acontecimentos pessoais ao longo da vida. Comunicação 3 ‐ O brincar de crianças com perturbação da linguagem e os seus pares com desenvolvimento típico numa situação de interação proposta Joana Guimarães, ComDignitatis / Instituto Politécnico de Lisboa, Escola Superior de Educação | Tiago Almeida, ESELx, Instituto Politécnico de Lisboa, CIE‐ISPA Resumo:
Este estudo procura analisar o tipo de brincadeira (Rubin, 2001) de crianças com PL e dos seus pares com desenvolvimento típico numa situação de interação proposta e identificar as estratégias utilizadas pelas educadoras, na mesma situação, para mediar a interação. Frequentemente, as crianças com Perturbação da Linguagem (PL) tendem a apresentar‐se, em situações de brincadeira e jogo, mais retraídas, com mais comportamentos negativos, comparativamente aos seus pares, preferem interagir mais com adultos do que com os pares e respondem com enunciados mais curtos ou com recurso a respostas não‐verbais. Tendem ainda a apresentar dificuldade em explicar as regras de um jogo, em fazer reparos ou clarificações e são parceiros de jogo menos preferidos pelos seus pares, em contextos inclusivos. Para responder às questões de investigação foram constituídos três grupos com crianças com desenvolvimento típico e PL, na proporção de 2:1. Após avaliação inicial, foram realizadas filmagens de cada um dos grupos numa situação de brincadeira livre e filmagens na mesma situação, mas com a intervenção das educadoras enquanto elemento mediador. Foi analisado o tipo de brincar adotado pelas crianças na presença e ausência das educadoras, bem como as estratégias utilizadas pelo adulto para mediar e incluir as crianças com PL no jogo. Os resultados sugerem que a presença das educadoras é facilitadora da participação de crianças com PL em situações de jogo do tipo paralelo e de grupo e que o ensino incidental individual, a modelação e a promoção da linguagem são as estratégias mais eficazes. Comunicação 4 ‐ Valorização do espaço exterior como ambiente promotor de aprendizagens e desenvolvimento: a abordagem FloresSer da Associação Nacional de Intervenção Precoce Gabriela Bento, CIDTFF, Universidade de Aveiro | Gisela Dias, Patrícia Oliveira & Leonor Carvalho | ANIP Resumo:
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Reconhecendo a importância do espaço exterior para o desenvolvimento e aprendizagem da criança, a Associação Nacional de Intervenção Precoce (ANIP) tem vindo a investir numa abordagem educativa focada no brincar ao ar livre. Esta abordagem, denominada de FloresSER, enquadra no presente ano letivo o projeto Serei(a) no Jardim, inserido na valência de Creche e Jardim de Infância. Este projeto diferencia‐se das respostas educativas mais tradicionais, propondo uma utilização sistemática e pedagogicamente sustentada dos espaços exteriores em contextos de educação de infância. O projeto funciona com um grupo de 8 crianças a tempo inteiro no Jardim da Sereia (Parque de Santa Cruz, Coimbra) e com visitas diárias ao espaço por parte dos grupos de pré‐escolar e creche sediados nas instalações da ANIP. A ocupação a tempo integral do Jardim da Sereia está a cargo de duas educadoras de infância. Atendendo ao carácter inovador desta iniciativa, uma equipa da Universidade de Aveiro, Departamento de Educação e Psicologia, está a apoiar e a monitorizar o processo de implementação e melhoria das práticas, considerando dimensões relacionadas com os processos de acompanhamento das crianças, a organização dos espaços e o envolvimento das famílias. Nesta apresentação, iremos apresentar os resultados iniciais do processo de implementação do projeto Serei(a) no Jardim. Ainda, procuraremos evidenciar, com base na experiência adquirida até à data, de que forma é que o desenvolvimento de práticas educativas no espaço exterior permitem concretizar os princípios e objetivos educativos preconizados nos principais documentos orientadores da educação de infância em Portugal. Comunicação 5 ‐ Tipo de brincadeira de crianças com PEA e dos seus pares com desenvolvimento típico, com e sem a presença da educadora, numa situação de brincar proposta Tatiana Grazina, Comdignitatis, Instituto Politécnico de Lisboa, Escola Superior de Educação & Tiago Almeida, ESELXInstituto Politécnico de Lisboa, Escola Superior de Educação / CIE‐ISPA Resumo:
A literatura refere que o desenvolvimento e a manutenção de vínculos sociais em crianças com Perturbação do Espetro do Autismo (PEA) é influenciado por vários aspetos do seu funcionamento relacionados com a comunicação e o comportamento. Este estudo pretende analisar o tipo de brincadeira (Rubin, 2001) de crianças com PEA e os seus pares com desenvolvimento típico numa situação de brincar proposta, e identificar as estratégias utilizadas pelas educadoras, na mesma situação, para mediar a sua interação. Foram constituídos três grupos, cada um com três crianças com desenvolvimento típico e PEA, na proporção de 2:1. O pré‐teste incluiu uma avaliação da linguagem, uma avaliação global do desenvolvimento e a um rastreio audiológico. Posteriormente, foram realizadas seis filmagens de cada um dos grupos numa situação de brincadeira na área da casinha, na ausência e posteriormente na presença da educadora, enquanto elemento mediador das interações. Ulteriormente procedeu‐se à análise do tipo de brincar adotado pelas crianças na presença e ausência das educadoras, bem como as estratégias utilizadas pelo adulto para mediar e incluir as crianças com PEA no brincar. Os resultados demostram que as crianças com PEA, na ausência da educadora, assumem mais brincar do tipo solitário, comparativamente aos seus pares de desenvolvimento típico. Por outro lado, na presença da educadora, estas crianças aumentam a sua participação em situações de brincar de grupo. Quanto às estratégias utilizadas pelas educadoras é possível aferir que a estratégia mais utilizada é o questionamento, seguido da repetição.
MESA 3.5
Ensinar e Aprender
Comunicação 1 – A Colaboração entre os Serviços de Intervenção Precoce na Infância e os Serviços de Promoção e Proteção de Crianças e Jovens em Risco Joana Albuquerque, Cecília Aguiar, Eunice Magalhães, ISCTE‐Instituto Universitário de Lisboa Resumo:O presente estudo, de caráter qualitativo, pretendeu compreender a perspetiva de 19 profissionais do Sistema Nacional de Intervenção Precoce na Infância (SNIPI), sobre os processos colaborativos entre o SNIPI e o Sistema de Promoção e Proteção de Crianças e Jovens em Risco (SPPCJR). Para tal foram realizadas entrevistas, cujo guião incluía 9 questões que pretendiam recolher informação sobre a perceção dos profissionais quanto ao conceito de trabalho colaborativo e das potencialidades da colaboração entre serviços. Os dados foram analisados com recurso a uma análise de conteúdo, através do software NVivo 11.
Os resultados obtidos revelam que, na generalidade, a colaboração é descrita como a articulação e cooperação entre profissionais e serviços, com vista à potencialização da intervenção junto da criança e da sua família. Os profissionais consideram que a principal vantagem de uma relação colaborativa é a promoção da eficácia da intervenção junto da criança e da família. No entanto, os profissionais descrevem o padrão de colaboração atual, maioritariamente, de
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forma negativa, reconhecendo que os contatos estabelecidos são maioritariamente não presenciais e que o processo de intervenção decorre isoladamente. Por fim, os profissionais identificam como barreira mais significativa à colaboração a escassez de tempo e de recursos, considerando os contatos e as relações entre os profissionais como o principal facilitador. O presente estudo tem um conjunto diversificado de implicações para a definição de práticas e políticas que visam a colaboração entre os serviços em análise. Comunicação 2 – O autocuidado do cuidador familiar: Intervenção psicoeducativa para o desenvolvimento de competências pessoais/sociais Lisneti Castro, Centro de Investigação Didática e Tecnologia na Formação de Formadores (CIDTFF), Universidade de Aveiro | Dayse Neri de Souza, Centro Universitário Adventista de São Paulo – UNASP‐EC; Centro de Investigação Didática e Tecnologia na Formação de Formadores (CIDTFF), Universidade de Aveiro | Anabela Pereira, Centro de Investigação Didática e Tecnologia na Formação de Formadores (CIDTFF), Universidade de Aveiro
Resumo:
O processo de ensino aprendizagem orientado para cuidadores familiares, não contempla na literatura, aspetos relacionados com o desenvolvimento e a aprendizagem na vida adulta. No entanto construir ações de formação, levando em conta esses aspetos, poderá tornar o contexto de aprendizagem deste público‐alvo mais robusto, uma vez que os conteúdos repassados em contexto de educação informal poderão ser conjugados com as experiências adquiridas ao longo da vida por esses indivíduos, resultando na construção de novos saberes. Objetivo: Apresentar na integralidade uma intervenção psicoeducativa com vistas ao desenvolvimento de competências pessoais/sociais nos cuidadores. Método: estudo de cariz qualitativo e paradigma interpretativo. Participaram 11 cuidadores de ambos os sexos. Os utentes foram contatados pela equipe de enfermagem das Unidades de saúde de Aveiro e Ovar. Toda a intervenção foi conduzida por meio de dinâmica de grupo, e as competências abordadas foram: Autoconhecimento, empatia, autoestima, assertividade, resiliência e suporte social. Os dados foram recolhidos no período de janeiro a julho/2016. Foi realizada a análise de conteúdo com o apoio do webQDA. Resultados: Os cuidadores, demonstraram possuir as competências, porém não conseguiam nomeá‐las e nem reconhece‐las em seu repertório comportamental. Após serem intervencionados, denotaram consciencialização sobre a necessidade de terem maior atenção com o seu autocuidado. Conclusão: A intervenção possibilitou aos cuidadores reconhecerem em si competências que poderiam ajuda‐los no desempenho de suas atividades ao mesmo tempo que passaram a valorizar o autocuidado, ficando assim assegurado o seu bem‐estar físico e psicológico. Comunicação 3 ‐ Relação entre a qualidade da vinculação e o desempenho académico Miguel Barbosa, Universidade de Lisboa, Faculdade de Medicina Resumo:
As crianças com uma vinculação segura demonstram maior capacidade de regulação emocional e maior motivação para explorar o meio e aprender a resolver problemas, o que representam aspectos essenciais no processo de aprendizagem. Este estudo teve como objectivo avaliar a associação entre a qualidade da vinculação e o desempenho académico. Um total de 450 alunos do 3º ciclo preencheu o questionário Experiences in Close Relationships ‐ Relationship Structures. O desempenho académico foi avaliado a partir dos resultados escolares dos alunos, o número de reprovações e a percepção dos alunos sobre o seu estatuto académico. Os alunos com uma vinculação preocupada apresentaram uma percentagem de reprovações mais elevadas quando comparados com os alunos com uma vinculação segura e evitante. Os alunos com uma vinculação segura obitveram notas mais elevadas do que os estudantes com vinculações preocupadas e evitantes. Os alunos com uma vinculação evitante tenderam a percepcionarem‐se como piores alunos comparados com estudantes com vinculação segura. Estes resultados suportam o pressuposto de que a qualidade de vinculação constitui um importante recurso que promove o sucesso académico. Comunicação 4 – A estabilidade da sensibilidade materna em diferentes condições e ao longo do tempo Miguel Barbosa, Universidade de Lisboa, Faculdade de Medicina | João Moreira, Universidade de Lisboa, Faculdade de Psicologia | Marina Fuertes, ESELx, Instituto Politécnico de Lisboa Resumo:
A sensibilidade materna reflecte a capacidade de um cuidador interpretar com precisão os sinais implícitos no comportamento do bebé e responder de forma apropriada e rápida, sendo determinante para o desenvolvimento saudável de um bebé. Este estudo teve como objectivo avaliar a estabilidade da qualidade da sensibilidade materna em diferentes contextos de interacção e ao longo de um período de seis meses. Método: 121 mães e seus bebés de termo saudáveis foram avaliados longitudinalmente aos 3 e 9 meses. A sensibilidade materna foi avaliada durante uma
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interacção de brincadeira livre (condição sem stress) através do CARE‐Index e durante o paradigma Face‐to‐Face Still‐ Face (FFSF, condição com stress) através das escalas Maternal Engagement, Maternal Intrusiveness, and Maternal Ability to Comfort the Infant. Resultados: Verificou‐se uma associação positiva entre a sensibilidade materna na interacção de brincadeira livre e a capacidade de a mãe acalmar o bebé e o envolvimento positivo no paradigma FFSF. A sensibilidade materna na brincadeira livre aos 3 meses correlacionou‐se positivamente com a sensibilidade materna aos 6 meses. A sensibilidade maternal na condição de stress e sem stress relacionou‐se com diferentes organizações regulatórias do bebé. Conclusão: Estes resultados sugerem existir uma estabilidade da sensibilidade materna em diferentes contextos de interacção e ao longo de um período de 6 meses. Comunicação 5 ‐ À conversa com os pais sobre a sexualidade: Uma abordagem psico‐educativa na Perturbação do Desenvolvimento Intelectual José Alberto Ribeiro Gonçalves, ISPA‐Instituto Universitário e Centro Hospitalar Lisboa/Norte – Hospital de Santa Maria – Centro de Neurodesenvolvimento | Catarina Rebolo, ISPA‐Instituto Universitário e Centro Hospitalar Lisboa/Norte – Hospital de Santa Maria – Centro de Neurodesenvolvimento | Cláudia Bandeira de Lima, Centro Hospitalar Lisboa/Norte – Hospital de Santa Maria – Centro de Neurodesenvolvimento Resumo:
A sexualidade é um construto dominado por diversos pré‐conceitos sócio‐culturais. Em jovens com Perturbação do Desenvolvimento Intelectual (PDI) este facto torna‐se ainda mais relevante e de mais difícil gestão. A dificuldade em abordar, perceber e pensar sobre esta temática, especialmente por parte dos pais, condiciona a qualidade da educação sexual que os filhos passam a adquirir. A forma como os pais de jovens com PDI lidam com a sexualidade dos filhos tem sido pouco explorada, associada a uma falta de investigação na área da sexualidade na deficiência. Com o objetivo de contribuir para um melhor conhecimento neste domínio, foi construído um Programa de Intervenção Psico‐Educativa Grupal sobre a Sexualidade na PDI, dirigido a pais de jovens com PDI. Trata‐se de um programa de curta duração composto por 5 sessões de grupo, onde são exploradas cinco áreas: etapas do desenvolvimento sexual, mitos sobre a sexualidade na PDI, influência intergeracional na sexualidade – educação sexual, comportamentos sexuais e abuso sexual. Foi aplicada uma metodologia mista, com uma vertente psico‐educativa e outra de reflexão exploratória grupal. O grupo é constituído por 9 pais de filhos com PDI, com idades entre 12 e 18 anos, selecionados através das consultas do Centro de Neurodesenvolvimento. Até ao momento, verificam‐se opiniões contrastantes relativas ao conhecimento dos pais sobre a sexualidade dos filhos, tal como crenças e atitudes estereotipadas, contudo, de um modo geral, os pais reconhecem a necessidade e importância de falar sobre esta temática e de
partilhar com outros pais sobre os comportamentos atípicos dos seus filhos.