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3 CONTEXTUALIZAÇÃO ACERCA DA LINGUAGEM E IDIOMAS

A TECNOLOGIA COMO INSTRUMENTO NA APRENDIZAGEM DE IDIOMAS

3 CONTEXTUALIZAÇÃO ACERCA DA LINGUAGEM E IDIOMAS

Para que seja possível compreender o cotidiano escolar no ensino de uma língua estrangeira, é importante que seja realizada uma contextualização sobre linguagem e esses idiomas.

Nesse sentido, destaca-se que a linguagem não é nenhuma criação desse século. Segundo um resumo da escrita proposto por Fevrier (1999) essa seria a cronologia e ordem histórica da linguagem: homem primitivo com inscrições rupestres, escrita articulada com a linguagem falada, signo correspondente a uma palavra e não mais a uma frase, número de sons e fonemas contidos.

Ademais, nota-se que a linguagem é uma ferramenta que auxilia e acompanha a humanidade desde o começo dos tempos, pois ela perpassa várias épocas e períodos ao longo da historicidade humana. No entanto, é visto que, a mesma não se mante na inércia, pelo contrário adequa-se ao momento em que perpassa.

Sendo assim, convém ressaltar que no início não existia uma comunicação escrita, porém não deixava de existir tal comunicação. Foi da oral (falada), para a escrita, quando os seres sentiram uma necessidade de uma comunicação de maior alcance, onde pudessem deixar seus “rastros” por onde quer que passassem, seja por uma pedra, ou uma muralha.

Ainda não saciados, e sentindo uma potencialidade por algo maior, criaram então a associação entre as palavras neologistas (neologistas, pois eram criadas. Não sabiam-se ao certo o que se passava ali, nem todas as pessoas ainda compreendiam o código), e a linguagem articulada, gestual. Onde quando a pessoa não pudesse compreender a palavra, entenderia o recado dito, através de gestos ou até mesmo desenhos. Criando-se então os primeiros grupos de palavras, que aos poucos passaram a chamar-se de frases, que é o conjunto de variadas palavras, respeitando a ordem gramatical de cada idioma.

Mas foi somente no terceiro acontecimento cronológico que conseguiram distinguir a frase da palavra, ou seja até o momento aquela palavra só existia para referir-se a uma determinada situação, por exemplo: O sol é amarelo. A palavra amarelo não estaria relacionada como uma classe gramatical, como é possível conhecer nos dias de hoje, mas sim a ideia de sol, se não estivesse interligada a figura, não seria utilizada para outras variadas situações.

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Foi então só a partir do quarto momento, que começaram a estudar então a fonética das palavras, perceberam que as palavras não eram mais somente algo escrito, mas que também apresentavam sons peculiares, cada uma a sua particularidade. Fazendo logo após dois grupos para esses sons, os das silabas e das alfabéticas, que com o passar dos anos mais uma vez foi aprimorada, chegando então até o nosso alfabeto, subdivididos entre vogais e consoantes.

Nessa nova perspectiva de vida atual, é possível se deparar com algumas diferenças quando relacionamos a linguagem mais antiga e a linguagem moderna, mas como foi visto anteriormente no capítulo passado, mesmo com essa renovação nenhuma é substituída ou trocada, apenas renovada.

Em tempos modernos, é cada vez mais frequente encontrar-se com os aplicativos de mensagens de texto e leitura compartilhada. Com a vida corrida do ser humano moderno, com a carga horária acirrada, a busca por economia de tempo tornou-se algo confortável e com isso a linguagem mais uma vez aperfeiçoou-se dessa vez através de mensagens curtas, palavras abreviadas e com emojis para demonstrar algum tipo de reação.

Nessa nova decodificação com o mundo virtual, entender as mensagens ou até mesmo os textos acaba muitas vezes acarretando uma certa complicação, quanto à sua interpretação ideal. Segundo Mercado (2002, p. 18):

Se ler consiste em selecionar, esquematizar, construir uma rede de remissões internas ao texto, em associar a outros dados, em integrar as palavras e as imagens para uma memória pessoal em reconstrução permanente, então os dispositivos hipertextuais consistem em uma espécie de reitificação, de exteriorização dos processos de leitura.

É nessa perspectiva, que para decodificar as palavras, frases e textos a fim, o leitor não precisa somente decodificar a palavra, mas compreender o sentido usando seu conhecimento e visão de mundo sob o contexto ali aplicado. Pois, uma única palavra pode ter variados significados, tudo depende do contexto onde se aplica.

O ato de ler o que antes era realizado de forma simplificada e metódica, torna- se uma ferramenta comum, e deixa um pouco o encanto do folear de lado, substituindo-o por tablets, macbooks, smartphones. Tudo agora está ao acesso em qualquer hora e lugar, todos ligados e interligados por telas e telas luminosas. Esse é o leitor digital, e a inovação nas pessoas e idiomas.

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Com todas essas ferramentas e necessidades de aprimoramento que as novas gerações buscam, produtos importados e afins. Surge uma nova necessidade, antes algo dado como escolha, ou “coisa de quem tem posses” acaba sendo algo visto e exigido como algo obrigatório no mundo moderno. As necessidades de compreender melhor a máquina e funções que tinham as mãos, fizeram com que cada vez mais as pessoas sentissem essa necessidade funcional de obter um segundo idioma. E as empresas vendo isso, acabaram por buscar esses profissionais para uma melhor inserção no mercado, e aí surge o bilinguismo e a necessidade de aprender-se uma nova língua.

O ensino de idiomas no Brasil, não é uma ideia dos tempos modernos. Em 1809, o Príncipe Regente de Portugal decretou que fossem criadas duas escolas de língua estrangeira, sendo uma delas de língua inglesa, e nomeou o padre Jean Joyce como o primeiro professor do idioma em terras brasileiras. Sendo o primeiro colégio a ter no seu currículo a língua. Porém logo após essa conquista para os brasileiros, no ano de 1889, após a Proclamação da República o ministro resolveu realizar modificações no currículo educacional, excluindo o idioma das matérias obrigatórias.

Foi só muito lentamente, a princípio com a chegada da Família Real, em 1808, posteriormente com a criação do Colégio Pedro II,em 1837, e finalmente com a reforma de 1855, que o currículo da escola secundária começou a evoluir para dar ao ensino as línguas modernas um status pelo menos semelhante ao das línguas clássicas. (LEFFA,1999, p. 35).

Foi somente após a reforma Campos, em 1931 que o inglês tomou uma proporção maior e prioritária, o ensino do idioma que anteriormente era voltado para a leitura e tradução foi substituído pelo método chamado de Método Direto, onde a língua era estudada através da própria língua, ou seja, as aulas que antes eram somente teóricas tomaram uma metódica mais prática e direta. Quanto à Reforma Campos, que:

[...] introduziu mudanças não apenas quanto ao conteúdo, mas, principalmente, quanto à metodologia de ensino. Em termos de conteúdo, foi dada mais ênfase às línguas modernas, não por um acréscimo em sua carga horária, mas pela diminuição da carga horária do latim. A grande mudança, porém, foi em termos de metodologia. Pela primeira vez introduzia- se oficialmente no Brasil o que tinha sido feito na França em 1901: instruções metodológicas para o uso do método direto, ou seja, o ensino da língua por meio da própria língua. (LEFFA, 1999, p. 36).

Após esse contexto, em 1942 a reforma Capanema, como ficou conhecida, equiparou todas as modalidades de ensino médio e as dividiu em dois ciclos, o

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primeiro chamado de ginásio, durava quatro anos e o segundo tinha duração de três anos e era dividido em clássico e cientifico, o clássico era voltado aos estudos humanísticos, como línguas, e o cientifico priorizava o estudo de ciências. Com essa nova estrutura de ginásio e científico a carga horária do ensino de línguas foi bastante reduzida, pois o estudo das ciências ganhou grande prestigio na época.

Um pouco depois, em 1961 surge mais uma inovação na educação brasileira, a chamada LDB (Lei de Diretrizes e Bases), renomeando as fases da educação e tornando obrigatório parcialmente no 1ºgrau. Após alguns anos depois e com a criação da nova LDB, o tempo de estudos, foi diminuído de 12 para 11 anos, eis a justificativa para esse fato:

Não subestimamos a importância crescente que assumem os idiomas no mundo de hoje, que se apequena, mas também não ignoramos a circunstância de que, na maioria de nossas escolas, o seu ensino é feito sem um mínimo de eficácia. Para sublinhar aquela importância, indicamos expressamente a "língua estrangeira moderna" e, para levar em conta esta realidade, fizemo-la (sic) a título de recomendação, não de obrigatoriedade, e sob as condições de autenticidade que se impõem.

Com isso entende-se, que os PCNs funcionam como um auxílio ao professor, com a listagem de conteúdos pré-estabelecidos a serem trabalhados naquela determinada série, no entanto não demonstra a metodologia a se trabalhar. Ficando assim, a critério e escolha do professor amaneira trabalhar-se as determinantes da classes, não limitando-o, mas incentivando o mesmo a buscar novas metodologias para implantar em suas aulas.

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