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Contextualizando a Zoologia de vertebrados com mapas conceituais

No documento PR Sonia C Ferrari (páginas 105-109)

5. TRAÇADOS DAS VOZES DOS PROFESSORES E A PRODUÇÃO DO

5.3. Estratégias pedagógicas com mapas conceituais para o ensino da Zoologia

5.3.4. Contextualizando a Zoologia de vertebrados com mapas conceituais

Esta estratégia foi elaborada durante as reuniões com sugestões das professoras participantes. Seu objetivo principal é aproximar os conteúdos da Zoologia de vertebrados da realidade do aluno de forma a enriquecer a compreensão dos conceitos utilizando a ferramenta mapa conceitual.

De acordo com a DCE ( PARANÁ, 2008, p. 74), “[...] contextualizar é uma forma de articular o conhecimento científico com o contexto histórico e geográfico do estudante, [...] para que o conhecimento da disciplina seja potencialmente significativo”. As relações de contexto podem ser o ponto de partida de modo a associar a realidade do estudante ao conteúdo escolar para, depois, prosseguir para os conteúdos mais específicos e abstratos. Mas também, a relação contextual pode ser o ponto de chegada quando o professor inicia o conteúdo por conceitos específicos e abstratos e encerra mostrando onde estes conteúdos estão inseridos na realidade (PARANÁ, 2008).

Quadro 13 – Contextualizando a Zoologia de vertebrados com mapas conceituais. Estratégia 04 – Aproximando a realidade dos conteúdos de Zoologia com mapas

conceituais. Objetivos:

· Produzir fotos, vídeos ou textos para enriquecer os mapas conceituais construídos com as classes de vertebrados;

· Aproximar o conteúdo escolar do cotidiano do aluno;

· Utilizar os recursos multimídia como auxiliares para elaboração de atividades, de forma a auxiliar a ocorrência da aprendizagem significativa.

Etapas:

1- Com os mapas conceituais elaborados nas atividades anteriores, salvos no formato XLS o que permite a exportação entre um computador e outro, dividir os participantes em grupos;

2- Cada grupo receberá um arquivo com um mapa conceitual produzido por outro grupo, acessando o programa Cmapp Tools com o comando Importar – arquivo no formato XLS no menu Arquivo, resgatar o mapa conceitual já construído e assim continuar sua edição;

3- Produzir com dispositivos móveis (celulares, câmera fotográfica digital, filmadora) imagens ou vídeos para contextualização dos conceitos utilizados no mapa;

95 mapa e fazer um link no respectivo conceito;

5- Exportar o mapa conceitual construído como página da web (formato HTML) que irá transportar junto os recursos adicionados, com este formato o arquivo pode ser enviado por e-mail ao professor.

Fonte: Autora (2015).

Para construir essa atividade de contextualização, em que a relação com o cotidiano encerrava o estudo das classes de vertebrados, foram coletados vídeos e fotos do acervo pessoal da pesquisadora e também de uma das professoras participantes do grupo de estudos. Esses recursos foram selecionados e organizados de acordo com a classe de vertebrados a que pertenciam e armazenados em dispositivos móveis (pendrive) para acesso das docentes. Cada grupo podia escolher estes recursos ou produzir outros para inserir nos mapas construídos na estratégia anterior. Nas figuras 10 e 11, encontram-se os mapas elaborados nessa estratégia. Dentro das relações de contexto, a atividade também abordou a pesquisa em páginas da internet, por compreender que o acesso a este recurso faz parte do cotidiano dos alunos.

Figura 10: Mapa conceitual construído com adição de recursos: imagens, fotos e vídeos.

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Nesse mapa, as professoras adicionaram fotos de aves, vídeo sobre o animal coruja e imagens de diversos tipos de bicos de aves. Já no mapa da figura 11, foi adicionado um vídeo sobre a respiração dos peixes, foto de um peixe cartilaginoso (tubarão) e uma página para aprofundar o conceito de peixes sem mandíbulas.

Como aspecto positivo relacionado à construção de mapas conceituais com os recursos produzidos, as professoras citaram a oportunidade de demonstrar aos alunos uma forma prática de utilização de recursos tecnológicos para auxiliar na aprendizagem, como relata P6: Cabe a nós professores mostrar a utilidade da tecnologia para o estudo. E aí é uma ferramenta importante porque os alunos gostam, porque eles estão sempre com o celular (P6, E05). Outro aspecto positivo foi a possibilidade de agregar vários recursos no mesmo mapa, como afirma P05: [...] quanto mais você trabalha, mais você aprende os recursos disponíveis e vai melhorando o mapa que pode estar sempre mudando [...] (P5, E05).

Figura 11: Mapa conceitual construído com adição de recursos: fotos, vídeos e páginas da web.

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Por meio da inserção de recursos diversos nos mapas conceituais, a criatividade do aluno pode ser estimulada, pois enquanto executa a tarefa, pode imaginar recursos para explicitar melhor as características dos conceitos que utiliza. Incentivar a imaginação pode auxiliar os professores a resgatarem o prazer em seus alunos em estudar Ciências Naturais, como explica Pietrocola (2004, p. 128):

Existe ainda outro aspecto importante nos processos de imaginação: o prazer proporcionado pelas criações. Sentimos prazer em exercitar nossa imaginação. Toda atividade criativa seja na ciência, na arte ou em qualquer outro campo de ação, é divertida e prazerosa. [...] A ciência na escola deveria ser um momento privilegiado de exercitar a imaginação com isso ser uma fonte de prazer permanente.

Ao finalizar a atividade de confecção dos mapas com recursos da realidade, a afirmação de Pietrocola (2004) ficou demonstrada pela seguinte fala: Foi uma atividade muito gostosa de fazer[...] (P5,E05).Quando da implementação desta estratégia em classe, um grupo de professoras no momento da socialização dos resultados, compartilhou a seguinte experiência positiva quanto à estratégia em análise: Durante a produção dos mapas houve grande empenho, o trabalho foi produtivo, verificou-se o interesse dos alunos pois houve a relação da teoria com o cotidiano (P1,P7, E05). Esse relato aponta que a contextualização do conhecimento científico escolar pode auxiliar a manter o interesse dos alunos em aprender Ciências Naturais.

Além das potencialidades para o uso dos mapas conceituais com recursos para os alunos, houve a percepção das professoras participantes de que poderiam produzir recursos para anexar aos mapas e enriquecer sua exposição do conteúdo, conforme afirma P1: Achei interessante a gente fazer os vídeos pra gente, com o celular, com a máquina fotográfica. É muito prático. A gente não acha vídeos pequenos então a gente pode fazer. Gostei muito de aprender outros recursos para os mapas conceituais (P1, E05). O uso dos mapas para exposição do conteúdo pode ser realizada através da construção de slides dentro do próprio programa Cmapp Tools.

Como deficiência para implementação dessa estratégia, foi apontada pelas professoras: a falta ou sucateamento dos recursos tecnológicos das escolas, pois algumas não têm laboratório de Informática ou computadores disponíveis para uso dos alunos. E, ainda, por tratar-se de uma atividade de pesquisa e construção, as professoras destacaram que o número de aulas da disciplina de Ciências Naturais é insuficiente para que o professor possa

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acompanhar toda a elaboração do mapa. Uma sugestão seria iniciar no horário da aula e concluir no contraturno escolar ou então solicitar aos alunos que se reunissem e concluíssem a tarefa em casa.

Outra dificuldade descrita pelas docentes, quando da implementação da estratégia em sala de aula, foi em relação à edição e salvamento dos vídeos e imagens no computador para, posteriormente, serem inseridas nos mapas, conforme explica P7: Quando salvamos, não baixamos o vídeo todo, mas só um atalho. E então quando fomos incluir no mapa não deu certo. (P7, E05). Para auxiliar o professor na execução dessas tarefas, seria necessário oferecer eventos de formação continuada para operacionalização das principais ferramentas de produção de vídeos e captura de imagens disponíveis na escola.

No documento PR Sonia C Ferrari (páginas 105-109)