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Contributions to the formation of a company’s positive image towards its

personnel

Arquimedes PESSONI

Doutor em Comunicação Social e professor do Programa de Mestrado em Comuni-cação da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS) – São Caetano do Sul (SP).

E-mail: [email protected] Elaine Pereira DA SILVA

Especialista em Comunicação Organizacional pelas Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU-SP).

E-mail: [email protected]

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RESUMO

O presente trabalho tem por objetivo promover uma reflexão de como a Comunicação Organizacional, se for trabalhada de forma estratégica, contribui para a formação de uma imagem po-sitiva da empresa mediante o público interno, considerado nesse estudo apenas como profissionais e empregados de várias especialidades, intitulados também de recursos humanos da organização.

PALAVRAS-CHAVE: Comunicação Organizacional. Imagem.Público Interno. Recursos Hu-manos.

ABSTRACT

The objective of this work is to provide reflection about how Organization Communication, if worked strategically, can contribute to the formation of a positive image of a company towards its per-sonnel. So, we only consider some special professional and employees so called human resources of the organization.

KEY WORDS: Organizational Communication. Image. Personnel. Human Resources.

Introdução

A comunicação organizacional no Brasil confunde-se com a própria história da industrialização no país. O início da atividade data de meados da década de 60, com a chegada das multinacionais no país. “O conceito come-çava a correr solto e as empresas deram início a um processo de interlocução com os seus públicos mais amplos.” (REGO, 2002, p.2).

Nesse período as empresas diziam aos seus funcionários que eles de-veriam ter orgulho do local onde trabalhavam e, nos seus discursos aos con-sumidores, cada vez mais, se ouvia claramente que eram fabricantes de bons produtos e, por isso, eram merecedoras da confiança da sociedade. Na mesma época, começaram a ser destinadas verbas para os programas de comunicação, tanto no âmbito interno como externo, das organizações.

Na época, os programas de comunicação interna estavam calcados sobre a responsabilidade da área de recursos humanos das empresas, que não tinham de capacidade técnica ou teórica suficiente para obter resultados posi-tivos para a organização e seu público.

É de suma importância ressaltar, em 1967, o nascimento da Aberje – Associação Brasileira de Comunicação Empresarial, na época intitulada de Associação Brasileira de Revistas e Jornais de Empresas, com o intuito de profissionalizar a atividade no país. De acordo com Nassar (2005, p.26):

[...] a ABERJE, desde a sua fundação em 8 de outubro de 1967, tem sido o

‘think-tank’ brasileiro que protagonizou, de forma planejada e sistemática, a educação da comunicação empresarial e institucional e acadêmica brasileira para as práticas modernas e democráticas em comunicação.

Os anos 1970 foram marcados pela comunicação, enfatizando-se va-lores aos funcionários e também com estratégias e programas que pudessem alavancar a mobilização do corpo funcional em favor da empresa. Já com o

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público externo, a comunicação era traçada em favorecimento da imagem empresarial.

A década de 1980 teve forte influência da introdução dos métodos japo-neses industriais no Brasil, que têm como uma das suas bases o compartilha-mento das tomadas de decisões dos trabalhadores das áreas operacionais das empresas, comumente intitulado de “chão de fábrica”. Neste período, nasce paulatinamente a discussão nos grupos de trabalho sobre os problemas encon-trados nas atividades diárias, podendo-se alinhar, assim, os objetivos da orga-nização com os seus próprios.

O sucesso das organizações passa pela criação e operacionalização da comunicação com os empregados, que começam a ser julgados como os prin-cipais responsáveis pelo relacionamento com os diversos grupos com que a empresa mantém relacionamento, bem como os próprios companheiros de trabalho.

Para Nassar (2004, p. 62), a Comunicação Empresarial passa a ser vista no Brasil como um processo, em 1985: “O marco desse momento foi o lança-mento do Plano de Comunicação da Rhodia Brasileira, que pregava a implan-tação de uma política de comunicação alinhada à democracia brasileira, e que integrava na empresa ações de imprensa, relações públicas e de marketing”.

Nos anos 1990, o Brasil foi marcado pela abertura de mercado e a comu-nicação empresarial passa a ser atividade fundamental para a sobrevivência das empresas em meio à competitividade. “A chamada globalização reor-denou o mundo, promoveu um reagrupamento de países, regiões e locali-dades, na qual a Comunicação Empresarial tem papel chave.” (MACEDO, 2005, p. 31).

Na mesma época em que, no Brasil, se consolida a gestão empresarial, as empresas presentes no território, muitas delas multinacionais, refizeram os seus moldes operacionais. Foi o momento da reengenharia operacional, que consistia basicamente na junção de partes ou de componentes dos produtos, que eram fabricados em diferentes locais e eram reunidos num espaço fabril para que fossem constituídos.

Por outro lado, as questões referentes a culturas empresariais e especifi-cações regionais devem ser seguidas ou respeitas pelas organizações emergem

neste período. E ainda emergem mais duas revoluções que se tornarão fatos determinantes para o modelo da gestão contemporânea da comunicação organizacional: a tecnologia da informação e o sistema de vendas e distri-buição.

A comunicação com o público externo, anteriormente pautada na fase em que a empresa era fabricante de bons produtos e, por isso, fazia-se mere-cedora de confiança, decai e entram em cena questões como as promoções, o conhecimento e, por conseqüência, a seleção para X produtos ou serviços por parte do consumidor.

É nesse cenário que emerge a comunicação organizacional no Brasil: “O sistema de comunicação organizacional está consolidado – nas estruturas, na linguagem, na forma dos veículos, nas estratégias, na definição de programas e, ainda, na profissionalização dos quadros.” (REGO, 2002, p.9).

Na atualidade, a comunicação organizacional sobrepõe-se na sociedade como fato desencadeador de relacionamentos entre empresas, grupos e asso-ciações de classe, como objeto manipulador de anseios, extrapolando bar-reiras e construindo uma sociedade com a inserção de novas culturas, moldes políticos e sociais.

Vemos claramente a comunicação tratada como uma ferramenta, um ins-trumento que pode melhorar o processo de gerenciamento de um determinado empreendimento. Entendemos que essa é, sim, uma das funções da comuni-cação, mas é preciso avançar, é preciso visualizar a comunicação como um processo, como uma perspectiva de maior desenvolvimento, como algo que gera conhecimento para as pessoas, que modifica estruturas e comportamentos.

É necessário ampliar a visão de comunicação organizacional. As empresas que passarem a entender e a praticar a comunicação nessa perspectiva, certamente, estarão evoluindo como organização (MARCHIORI, 2010, p. 148).

Conceitos da comunicação nas organizações