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Controle das moscas

No documento Manual de Biossegurança Bayer. Manual de (páginas 35-41)

3. BIOLOGIA E CONTROLE

5.2. Controle das moscas

5.2.1 Importância do controle da mosca As moscas podem provocar:

Danos à saúde humana

Danos à saúde animal

Transtornos ao homem e aos animais

Prejuízos econômicos

Aumento dos problemas ambientais

na comunidade

Atuam como vetores mecânicos de diversos agentes patogênicos: bactérias, vírus, protozoários e vermes. A mosca-doméstica transporta esses agentes de doenças em todo o seu corpo, principalmente nas pernas e peças bucais.

Em estudos realizados com a mosca-doméstica, verificou-se que ela raramente age como

hospedeiro intermediário, atuando quase sempre como vetor mecânico. Assim, as moscas fazem

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com auxílio das pernas e labela. Outra forma de disseminação de doenças através das moscas é por meio da ingestão de agentes patogênicos pela mosca e sua eliminação através das fezes.

As moscas também podem regurgitar os agentes patogênicos após o armazenamento temporário no proventrículo e fazer a deposição de micro--organismos na forma de gotas regurgitadas, enquanto se alimenta.

Figura 8 – Desenvolvimento bacteriano nos pontos de contato entre as patas das moscas em placas de cultivo

É muito difícil fazer uma estimativa prática do impacto econômico causado pela infestação de moscas, devido à ampla margem de flutuação dos parâmetros econômicos no setor da produção animal. Além de transmitir doenças, as moscas podem ser um problema quando os ovos ficam manchados com seus excrementos e vômitos.

Muitos deles podem ser foco de salmoneloses.

Há também a presença de gastos com medicamentos e perdas de perfomance dos animais quando estes são acometidos por doenças transmitidas pelas moscas, além do baixo desempenho dos lotes e piora da conversão alimentar gerados pelo estresse da infestação do ambiente pela mosca.

Deve-se ressaltar também que, além

da contaminação dos alimentos, há elevação dos gastos com a higienização das instalações e até a suspensão do abate pelo SIF em frigoríficos infestados.

O aumento da população de moscas pode tornar-se um grande transtorno para os trabalhadores das granjas de aves e suínos, pois a presença de moscas incomoda, é muito desagradável.

Quando a urbanização se expande em direção às zonas rurais, podem ocorrer reclamações da população contra os produtores, o que pode se tornar uma ameaça ao funcionamento destas granjas. Normalmente esses insetos se desenvolvem no ambiente de produção e invadem as áreas residenciais vizinhas.

5.2.2 Controle químico

O controle eficiente da mosca é obtido a partir da adoção do Controle Integrado de Pragas (CIP), adaptado para atender às particularidades de cada granja ou ambiente invadido pelas moscas.

As moscas adultas representam apenas uma pequena porcentagem da população presente na propriedade. O adulto é somente a etapa final de uma série de estágios (ovo, larva e pupa).

Se as medidas de controle forem dirigidas somente às moscas adultas, dificilmente o problema será contornado e o ambiente levado aos parâmetros esperados.

Com o objetivo de auxiliar o produtor rural na eliminação das moscas de suas unidades de produção, a Bayer disponibiliza ao mercado uma linha de produtos muito eficazes: QuickBayt®, isca mosquicida; os inseticidas piretroides

Responsar® SC 1,25 SP e Solfac® CE 5%;

e o regulador de crescimento Starycide® SC 480.

Para a otimização do uso e utilização correta desses produtos, visando a um controle bem-sucedido deste inseto, a Bayer oferece aos seus clientes o Programa Bayer de Controle de Moscas, que conta com técnicos treinados para que o programa seja implementado de forma eficaz nas granjas. Conheça o Programa Bayer de Controle de Moscas através da equipe Bayer de representantes técnicos, ou através de nossos distribuidores, ou ainda no site

www.bayeravesesuinos.com.br.

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Os técnicos da Bayer responsáveis pela

implantação do Programa Bayer de Controle de Moscas irão fazer análise cuidadosa do local e do grau de infestação e, com isto, darão as orientações adequadas para o controle bem-sucedido.

5.2.2.1 Controle das larvas Starycide® SC 480

Inseticida inibidor de crescimento de insetos, formulado à base de triflumuron, apresenta elevado poder residual. Seu uso é compatível com o uso dos inseticidas Responsar® SC 1,25 SP e Solfac® CE 5%, os quais são destinados

ao controle do inseto adulto.

O Starycide® SC 480 é um larvicida muito potente, não deixa odor nem manchas, é extremamente seguro para animais não alvos e ao homem.

Figura 9 – Embalagem do Starycide® SC 480

Sua ação eficaz e seletiva inibe o crescimento dos insetos, impedindo a formação da quitina, elemento essencial do exoesqueleto e que protege os insetos contra as adversidades do meio. Também provoca esterilidade nos insetos adultos. Permite um efetivo controle de larvas e ninfas, em baixa dosagem, reduzindo desta forma os riscos de intoxicação e contaminação.

Modo de Usar

Starycide® SC 480 é solúvel em água. Deve ser aplicado em toda a instalação, fendas e aberturas, composteira, lagoa de dejetos, canaleta

de escoamento de dejetos, diretamente nas fezes acumuladas no ambiente, ou seja, em todos

os ambientes que favorecem o desenvolvimento das larvas de moscas.

Diluir 200 mL de Starycide® SC 480 em

10 litros de água e aplicar 50 mL da calda inseticida por m2. A aplicação do produto nos focos

de desenvolvimento de larvas pode ser realizada com pulverizador costal ou motorizado.

Figura 10 – Pontos de desenvolvimento de larvas de moscas em galpão de aves de postura

5.2.2.2 Controle da mosca adulta QuickBayt®

Isca mosquicida com atrativo, pronto para o uso, eficaz no controle da mosca adulta.

Especialmente indicado para o controle de moscas em instalações rurais, tais como aviários, pocilgas, estábulos etc.

Figura 11 – Apresentações do QuickBayt®

37 Mosquicida de ingestão formulado à base

de imidacloprida, princípio ativo do grupo neonicotinoide. Promove rápido knock-down, matando a mosca muito rapidamente. Produto de fácil aplicação e baixa toxicidade para animais de sangue quente.

Modo de usar

O QuickBayt® pode ser utilizado na forma de isca granulada ou na forma de isca umedecida.

Figura 12 – Formas de utilização do QuickBayt®

QuickBayt® como isca granulada

No interior e arredores das instalações, espalhar os grânulos secos em superfícies planas, placas ou bandejas, de modo uniforme. Evite áreas sujas.

O ideal é que sejam utilizadas pequenas quantidades do produto em diferentes pontos da instalação. Duzentos gramas do produto tratam 100 m2 de área infestada, ou seja, 2 gramas de QuickBayt® por m2.

Figura 13 – QuickBayt® em diferentes porta-iscas

QuickBayt® como isca umedecida

O QuickBayt® pode ser dissolvido em água e aplicado com pincel em paredes, vigas, batentes

de janelas, máquinas, equipamentos e outras áreas onde os insetos pousam.

Dissolver 100 g de QuickBayt® em 100 mL de água e deixar em repouso por 15 a 30 minutos, tempo necessário para que se forme uma pasta.

Em seguida, agitar novamente a solução e esta estará pronta para o uso.

Figura 14 – Preparo do QuickBayt® como isca umedecida

Com o auxílio de um pincel, aplicar a pasta de QuickBayt® em pequenas faixas com espaçamento entre estas. A aplicação deve ser realizada nos pontos onde as moscas costumam permanecer durante o dia e também repousar.

Figura 15 – Aplicação do QuickBayt® na forma de isca umedecida

O emprego do QuickBayt® na forma de isca umedecida pode contemplar divisórias, máquinas e equipamentos contidos nas instalações.

A Figura 16 mostra a aplicação do produto na parte externa dos comedouros de um galpão de aves de postura comercial.

Figura 16 – Aplicação do QuickBayt® na parte externa do comedouro de aves

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As partes externas das instalações também podem ser tratadas, pois devido ao aroma irresistível às moscas e à atraente cor vermelha do QuickBayt®, as moscas que circulam pelas proximidades são atraídas e rapidamente destruídas.

É importante ressaltar que para se garantirem os resultados eficientes do QuickBayt® como isca umedecida, é necessário manter a isca úmida.

Para isto, borrifar água nos pontos de aplicação sempre que estes ressecarem. A água reativará a atratividade do produto.

O QuickBayt® tem prolongado efeito residual, podendo alcançar sete semanas com resultados altamente eficientes, como mostra o Gráfico 1, onde se vê a porcentagem de redução do número de insetos por animal no período de 7 dias.

Gráfico 1 – Redução média de moscas por animal no período de 7 semanas

Responsar® SC 1,25 SP Inseticida piretroide de última geração formulado à base de beta-ciflutrina. Apresenta elevado poder residual, é indicado para uso em áreas internas e externas.

Altamente eficaz contra insetos rasteiros e voadores, não deixa manchas, resíduos visíveis nem odores.

Figura 17 – Embalagem de 1 litro do Responsar® SC 1,25 SP

Inseticida de contato que age através

da interrupção da transmissão elétrica dos impulsos nervosos. É o produto indicado para o uso nos ambientes fechados, com presença de animais e circulação constante de colaboradores por se tratar de produto sem cheiro.

Devido à alta estabilidade da formulação SC, as moléculas de Responsar® SC 1,25 SP não se evaporam e não se dispersam, permanecendo mais tempo na superfície.

Indicado para o controle de moscas, mosquitos, baratas, pulgas, cascudinhos, formigas, traças, percevejos e escorpiões.

Modo de usar

Responsar® SC 1,25 SP é solúvel em água. Dilua o produto diretamente no pulverizador e aplique a calda inseticida nos locais preferidos pelo inseto, tais como: batentes de portas e janelas, vigas, rodapés, cantos de máquinas e equipamentos, paredes, canos, caixas elétricas, de gordura, esgoto etc. Deixe secar naturalmente. Para o controle de moscas, diluir 150 mL a 350 mL de Responsar® SC 1,25 SP para cada 10 litros de água e aplique 50 mL de calda por m2.

Solfac® CE 5%

Inseticida piretroide de última geração, formulado

à base de ciflutrina. Apresenta elevado poder residual e efeito desalojante. Seu veículo é um derivado do petróleo, o que dá ao produto grande capacidade de se infiltrar nas superfícies, promovendo o desalojamento dos insetos que se encontram abaixo da superfície. de moscas por animal)

Figura 18 – Embalagem de 1 litro do Solfac® CE 5%

39 O Solfac® CE 5% é um inseticida de contato que

age através da interrupção da transmissão elétrica dos impulsos nervosos. Pode ser utilizado tanto nas áreas internas da granja como nas áreas externas para formação de barreira química, garantindo assim proteção mais duradoura. Indicado para o controle de moscas, baratas, formigas, cupins, cascudinhos, mosquitos, aranhas, pulgas e escorpião.

Modo de usar

Solfac® CE 5% é solúvel em água e miscível em solventes (óleo mineral, óleo vegetal, óleo diesel ou querosene). Para o controle de moscas, prepare diretamente no tanque do pulverizador uma calda com 60 mL a 80 mL de Solfac® CE 5% para cada 10 litros de água e aplique 50 mL de calda por m2. Aplicar a solução sobre as áreas onde os insetos se encontram.

Figura 19 - Matricial BAYER de controle de moscas

5.2.3 Controle de moscas na composteira A colocação adequada de aves, cama, maravalha e palha seca nas caixas determinarão a formação de uma boa compostagem. Não caixa primária, coloque de 15 a 30 cm de cama ou serragem ou outro material absorvente na base dela, o que minimizará o potencial de lixiviação de líquidos que poderia deixar a mistura muito úmida. A seguir, coloque 15 cm de palha solta na caixa para prover aeração. Coloque uma fileira de aves mortas sobre a palha, deixando cerca de 15 cm entre as aves mortas e a parede da caixa. Este espaço permite a circulação de ar ao redor da compostagem e matém as carcaças próximas ao centro da pilha onde as temperaturas são mais altas. É importante que as aves mortas não fiquem estaqueadas na

fileira, mas as carcaças individuais podem ficar em contato umas com as outras, em uma simples camada. A determinação do peso das aves mortas por camada deve ser feita, assim saberemos quanto de cada um dos outros ingredientes da receita precisarão ser adicionados à compostagem.

Depois de colocar a fileira de aves mortas, espalhar a quantidade apropriada de cama ou esterco sobre as aves mortas, de acordo com a receita que está sendo usada. Espalhe o esterco ou a cama da maneira mais uniforme possível. Por exemplo, 72 kg de ave morta devem receber uma camada de 108 kg de cama de aviário ou esterco. Adicionar mais uma camada de palha seca sobre a camada de cama ou esterco. A camada de palha deve conter um volume mínimo de 7 kg.

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Continue colocando as camadas conforme descrito acima, seguindo a sequência aves mortas, cama ou esterco, palha, até alcançar o preenchimento da caixa. O ideal é que a mortalidade de um dia forme uma ou mais camadas completas na caixa. Caso contrário, faça uma camada parcial e complete no próximo dia. Caixas cheias devem ser cobertas com 15 cm de serragem ou material similar, o que irá reduzir a atração de moscas, além de prover uma aparência melhor.

Se a compostagem foi bem dimensionada e a mortalidade é normal, a primeira caixa estará pronta para a retirada quando a última começar ser preenchida. Isto permite que

o processo tenha andamento contínuo. A Figura 20 demonstra a maneira correta de se trabalhar com a compostagem de aves mortas, exibindo

a sequência das camadas no interior do sistema.

A composteira é um local propício à proliferação das moscas. O manuseio correto evitará

a proliferação do inseto, reduzindo assim a necessidade do uso de produtos químicos.

Recomenda-se o uso do Starycide® SC 480 nos pontos onde há presença de larvas, e o uso de QuickBayt® nos locais de permanência do inseto adulto.

Maravalha seca Palha seca Piso concreto

Figura 20 – Sequência de camadas da composteira

5.3 AVALIAÇÃO DO GRAU DE INFESTAÇÃO DA INSTALAÇÃO

A) Avaliação do grau de infestação do ambiente pela mosca adulta

Nos locais frequentados pelas moscas adultas, demarcar uma área de um metro quadrado, a qual pode ser vertical ou horizontal. Usar preferencialmente um fundo na cor vermelha ou amarela, pois são cores que atraem as moscas.

Fazer a contagem, durante cinco minutos, do número de moscas adultas que pousam no local demarcado. Fazer contagens periódicas e registrar os resultados obtidos, para que posteriormente possam ser gerados gráficos de acompanhamento do grau de infestação do ambiente pelo inseto adulto.

B) Avaliação do grau de infestação do ambiente pela pupa

Nos locais onde há desenvolvimento de larvas, demarcar uma área de um metro quadrado, quantificar o número de pupas e registrar nas planilhas de acompanhamento. Os dados devem ser avaliados para que se faça a verificação do sucesso do controle de moscas.

Faz-se a contagem das pupas e não das larvas devido à utilização do Starycide® SC 480, produto que impede o desenvolvimento da larva da mosca.

No documento Manual de Biossegurança Bayer. Manual de (páginas 35-41)

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