3. BIOLOGIA E CONTROLE
3.5. Controle de roedores
3.5.1 Inspeção das unidades de produção A inspeção cuidadosa do local é de grande importância no programa de controle de roedores.
Durante a inspeção deve-se procurar por vestígios que indiquem a presença de roedores, tais como:
presença de tocas, ninhos, manchas de gordura nas paredes, roeduras, fezes, pegadas, entre outros.
Figura 11 – Roedura na cortina danos em cortinas
Figura 12 –Rastros de roedores: fezes e gordura manchas de gordura
fezes
11 Importância da identificação da espécie
Conhecer a biologia das principais espécies de roedores ajuda a determinar a melhor forma de controle destas pragas. Por exemplo, se soubermos que a espécie presente
é o rato-de-telhado, devemos colocar os raticidas da Bayer em locais altos, e não no esgoto.
Devem-se determinar corretamente os pontos de colocação das iscas e a quantidade adequada
Figura 13 – Principais diferenças entre as espécies de roedores
Ratazana (Rombudas)
Cerca de 13 a 19 mm de comprimento
Rato-de-telhado (Afiladas)
Cerca de 8 a 13 mm de comprimento Camundongo
(Afiladas)
Cerca de 5 a 12 mm de comprimento
Barata americana (Estrias)
Cerca de 3 mm de comprimento
Rato-de-telhado Rattus rattus Ratazana jovem
Ratazana Rattus norvegicus Camundongo-doméstico Mus musculus
mais comprido cabeça + corpo
Leve delgado
Pesado grosso
Mais curto cabeça + corpo
Grande
Grande
Compridos Afilado
Grande
Pequena
Pequenos Pequenas
Pequenos Arredondado
Figura 14 – Características das fezes das diferentes espécies de roedores
do produto, posicionando as iscas em locais estratégicos.
Ambientes que apresentam sujeira, mato, entulho, áreas abandonadas ou água parada formam um habitat propício para os roedores.
Nesses locais podemos determinar a espécie presente, por meio dos vestígios deixados pelos roedores.
Identificação da espécie através das fezes
As espécies de roedores também podem ser facilmente identificadas através das fezes, pois estas apresentam características distintas de acordo com a espécie. Uma avaliação cuidadosa pode auxiliar a determinação da espécie de roedor presente na granja.
12
3.5.2 Controle químico
Antes de efetuar o controle químico, deve-se assegurar que as iscas serão colocadas fora do alcance das crianças e dos animais domésticos.
As iscas raticidas devem ser dispostas nos pontos de circulação dos roedores, como, por exemplo, nos cantos de paredes, entrada de tocas, onde há presença de fezes e roeduras.
As iscas não devem ficar muito distantes umas da outras, evitar espaços superiores a 25 metros lineares entre pontos; o adensamento ficará em função do grau de infestação presente nas instalações. Os raticidas que possuem ação anticoagulante são produtos altamente eficazes e o uso das diferentes apresentações será realizado de acordo com as características
do local e da infestação. Como exemplo, o raticida na apresentação de pó pode ser espalhado nos pontos de circulação dos roedores, os blocos parafinados podem ser colocados em locais de alta umidade e os pellets parafinados podem ser colocados no interior das tocas. O importante é realizar o controle químico de forma que seja favorecida a ingestão do raticida pelo roedor.
A definição estratégica da distribuição das iscas, o uso de formulações que não causem desconfiança ao roedor e que sejam de alta palatabilidade, pois os roedores são muito exigentes no que se refere à escolha dos alimentos, à adoção de medidas preventivas, enfim, a implementação de
um programa adequado de controle de roedores é fundamental para o controle desta praga.
Produtos Bayer para o controle de roedores
Com o objetivo de auxiliar o produtor rural na eliminação dos roedores de suas unidades de produção, a Bayer disponibiliza ao mercado uma linha de produtos muito eficazes,
os raticidas de ação anticoagulante Racumin® Pó, Rodilon® Pellets Parafinados e Rodilon® Blocos Parafinados.
Para a otimização do uso e utilização correta destes produtos, visando a um controle bem sucedido desta praga, a Bayer oferece aos seus clientes o Programa Bayer de Controle de Roedores, que conta com técnicos treinados para que o programa seja implementado de forma eficaz nas granjas. Conheça o Programa Bayer de Controle de Roedores através da equipe Bayer de representantes técnicos, ou através
de nossos distribuidores, ou ainda no site www.bayeravesesuinos.com.br.
Os técnicos da Bayer responsáveis pela
implantação do Programa Bayer de Controle de Roedores irão fazer análise cuidadosa do local e do grau de infestação, e, com isto, darão as orientações adequadas relacionadas
à quantidade dos raticidas Bayer a ser disposta e ao intervalo entre as revisões e recolocações dos raticidas na granja.
Rodilon®
Raticida anticoagulante de dose única que tem como princípio ativo o difetialone.
Por ser formulado à base de cereais,
o produto é altamente atrativo para roedores.
Possui na sua formulação uma substância amargante, o que reduz o risco de ingestão do raticida pelo homem e por animais não alvos.
A morte dos roedores se dá em torno
de 5 a 7 dias após a ingestão do Rodilon®, desta forma, os outros roedores não associam o produto com a morte.
É indicado para o controle de camundongos, ratos e ratazanas em áreas urbanas e rurais.
Esta formulação está disponível em duas apresentações: Rodilon® Pellets Parafinados e Rodilon® Blocos Parafinados.
13 Rodilon® Blocos Parafinados
Eficiente em áreas abertas, locais úmidos (próximo à rede de esgoto) e áreas sujeitas a intempéries.
Principais indicações de uso:
Em locais úmidos, entulhos, bueiros,
•
boca de lobo etc.
Nas partes internas e externas das granjas
•
de aves e suínos
No anel sanitário junto à cerca perimetral
•
das unidades de produção
Em fábricas de ração e incubatório
•
Na parte externa de frigoríficos
•
Rodilon® Pellets Parafinados
Dispor os sachês em locais onde os roedores passam: ninhos, tocas, canos, trilhas etc. Repetir a colocação das iscas até que não se perceba mais nenhuma aceitação pelos roedores. Este será o sinal de que a eliminação dos roedores foi bem-sucedida.
Figura 16 – Embalagem do Rodilon® Pellets
Principais indicações de uso:
Em locais onde a poeira impede o uso
•
do Rodilon® Blocos Parafinados Nas tocas, associado ao
• Racumin® Pó
Na área de serviço das granjas de aves e suínos
•
Nas partes externas das unidades de produção
•
nos períodos de pouca umidade
Figura 17 – Rodilon® Pellets Parafinados na toca do roedor
Os pontos permanentes de controle devem ser mantidos no interior da propriedade e das instalações.
O porta-isca
Os raticidas devem ser acondicionados em porta-iscas. Estes podem ser confeccionados a partir de canos de PVC ou podem ser caixas comerciais específicas para este fim.
Figura 18 – Porta-isca tipo caixa Figura 15 – Embalagem do Rodilon® Blocos Parafinados
14
Figura 19 – Porta-isca tipo cano de PVC
O porta-isca tipo cano de PVC pode ser desenvolvido a partir de canos de 100 mm.
O comprimento deve ser de 50 cm e bem no centro devem ser feitos dois furos paralelos com broca n° 3, um de cada lado do porta-isca.
Figura 20 – Dimensões do porta-isca tipo cano de PVC
Estes dois furos irão dar sustentação ao suporte das iscas. Este suporte pode ser desenvolvido a partir de arame galvanizado n° 12 de 25 cm de comprimento e dobras, conforme representado na Figura 21.
Figura 21 – Formato do ferro Figura 22 – Como usar o ferro de sustentação das iscas de sustentação das iscas
É importante ressaltar que as iscas devem ficar suspensas, não devem entrar em contato com a base do porta-isca. O ferro de sustentação sempre deve permanecer na horizontal, evitando-se assim o contato do raticida com a sujeira
e os líquidos que eventualmente se depositem no interior do porta-isca.
O posicionamento da isca no centro do suporte está associado ao comportamento dos roedores, e as dimensões do cano de PVC foram determinadas com o objetivo de tornar o instrumento eficiente e prático. Canos de PVC menores que 50 cm, ou muito longos, ou com diâmetro muito grande, inibem a entrada dos roedores, além de prejudicar o manuseio durante as revisões e recolocações das iscas.
Figura 23 – Posição adequada das iscas no interior do porta-isca tipo cano PVC
As iscas devem ser distribuídas nos locais de circulação dos roedores, nas laterais internas e externas das instalações, e nos demais pontos onde a presença do roedor for identificada.
Se você for cliente Bayer e fizer uso dos raticidas de sua linha, os técnicos treinados da Bayer
15 indicarão a melhor maneira de distribuir as iscas
e darão todo o suporte necessário através do Programa Bayer de Controle de Roedores.
Figura 24 – Porta-isca tipo cano PVC na lateral do galpão
Os roedores têm o hábito de se alimentar e demarcar alimentos e território através da urina e fezes. Nos locais onde as iscas não são mantidas suspensas, há deposição de excrementos sobre elas, o que reduz a sua atratividade.
. Figura 25 – Rodilon® Blocos Parafinados parcialmente consumido e depositado no piso
Tabela 5. Eficácia do Rodilon® em condições de campo - Porcentagem de redução da população de roedores em diferentes ambientes
Ambiente
Redução (%) do
n° de ratazanas
Redução (%) do
n° de ratos de
telhado
Redução (%) do n° de camundongos
Silos 97 98,3 99,7
Granjas leiterias 100 98,9 97,0
Cocheiras 96 97,0 99,1
Granjas avícolas 100 99,2 97,5
Granjas
de suínos 100 99,0 99,2
Fonte: Centro de pesquisa e desenvolvimento da Bayer na Alemanha
Tabela 6. Segurança do Rodilon® para espécies não alvo - Quantidade de Rodilon® necessária para causar a morte das diferentes espécies
Suíno (30 kg) 3 kg
Cachorro (10 kg) 400 g
Gato (3 kg) 2 kg
frango (2 kg) 3 kg
Fonte: Centro de pesquisa e desenvolvimento da Bayer na Alemanha
Racumin® Pó
Raticida anticoagulante à base de cumatetralil. Pó de contato hidrorrepelente, se adere à pelagem do roedor, sendo ingerido pelo roedor durante o ato de se lamber. Sua ação ocorre dentro de 3 a 5 dias após a ingestão, não causando desconfiança na população de roedores.
Figura 26 – Embalagem do Racumin® Pó
O Racumin® Pó é indicado para o controle de camundongos, ratos e ratazanas em áreas urbanas e rurais.
O produto deve ser aplicado no caminho frequentado pelos roedores, evitando alterar a disposição dos objetos na área tratada, pois, se os roedores notarem qualquer alteração em seu trajeto habitual, poderão alterar as trilhas utilizadas.
Nas trilhas, aplicar uma camada de Racumin® Pó de aproximadamente 5 a 8 cm de comprimento e 2 cm de espessura. O produto não deve ser polvilhado em grandes áreas.
16
Figura 27 – Marca de pegada de roedor na trilha coberta com Racumin® Pó
O Racumin® Pó também pode ser utilizado nas tocas, buracos, esconderijos, em porta-iscas tipo caixa e no vazio sanitário entre lotes.
Adicionar em média 50 gramas de Racumin® Pó em cada porta-isca.
Figura 28 – Colocação de Racumin® Pó no porta-isca, em associação com Rodilon®
Esquema de distribuição das iscas nas instalações agrícolas
Racumin® Pó nas tocas: acoplar a saída do frasco de Racumin® Pó na toca, e aplicar o produto até que toda a toca seja tomada pelo pó de contato.
Em seguida, cobrir a abertura da toca com a terra presente ao redor, pressionar a terra para vedar os espaços vazios. Cada vez que o frasco de Racumin® Pó é pressionado, é dispensado um volume aproximado de 50 gramas de produto.
Figura 29 – Aplicação do Racumin® Pó em tocas de roedores
01
03 05 04 02
11 10 09 08 07 06
Ponto inferior com Rodilon® Blocos Parafinados Ponto superior com Rodilon® Blocos Parafinados + Racumin® Pó em porta-isca
Ponto inferior com Rodilon® Blocos Parafinados + Racumin® Pó em porta-isca
Ponto inferior. Vazio sanitário entre lotes Racumin® Pó em porta-isca Ponto superior. Vazio sanitário entre lotes Racumin® Pó em porta-isca
12 13 14 15 16 17
Figura 30 – Exemplo do esquema de distribuição das iscas nas instalações pecuárias
17
Figura 31 – Exemplo do esquema de distribuição das iscas em instalações de matrizes Ponto inferior com Rodilon® Blocos Parafinados Ponto superior com Rodilon® Blocos Parafinados + Racumin® Pó em porta-isca
Ponto inferior com Rodilon® Blocos Parafinados + Racumin® Pó em porta-isca
01 04 03
13 12 11 10 09 08 07 06
Galpão 208 x 12 m com silo na área de serviço
14 15 16 17 18 19 20 21
05
02
01 04 03
11 10 09 08 07 06
Galpão 184 x 12 m com silo na área de serviço
12 13 14 15 16 17
05
02
01 04 03
11 10 09 08 07 06
Galpão 184 x 12 m com silo na área de serviço
13 14 15 16 17 18
05
02 W
12
10 09 08 07
Galpão 100 x 12 m com silo externo automático
12 13 14 15
11 06
05
02 01
04 03
07 06 05 04 03
Galpão 140 x 12 m com silo externo e automático
09 10 11 12 13
08 02
01 01
04 03
12 11 10 08 07 06
Galpão 184 x 12 m com silo na parte externa
13 14 15 16 17 18
05
02 09
SILOBALANÇA
18
3.5.3 Monitoramento e registro
Após a adoção de um programa de controle de roedores, é fundamental que seja feito o monitoramento deste, onde se avalia o grau de consumo dos raticidas, faz-se a reposição adequada das iscas, a limpeza dos porta-iscas, a avaliação da necessidade de medidas corretivas, a verificação do preenchimento adequado das planilhas de controle, entre outras ações.
Este monitoramento tem como objetivo favorecer o sucesso do programa.
O registro adequado de todas as ações tomadas durante um programa de controle de roedores pode identificar desvios e apontar melhorias, evitando o comprometimento do programa em andamento, além de dar as diretrizes para a determinação da melhor forma de controle para a unidade em questão.
Planilha de controle do consumo de rodenticidas
Instalação: Setor: Responsável:
P Data da revisão: Nº Lote P Data da revisão: Nº Lote P Data da revisão: Nº Lote O Bloco-Data fabricação: Nº Lote O Bloco-Data fabricação: Nº Lote O Bloco-Data fabricação: Nº Lote N Pellets-Data fabricação: Nº Lote N Pellets-Data fabricação: Nº Lote N Pellets-Data fabricação: Nº Lote T Racumin-Data fabricação: Nº Lote T Racumin-Data fabricação: Nº Lote T Racumin-Data fabricação: Nº Lote
O Vestígios roedores Dados consumo O Vestígios roedores Dados consumo O Vestígios roedores Dados consumo
S Pelos Fezes Mortos Urina Bloco Pellets Pó S Pelos Fezes Mortos Urina Bloco Pellets Pó S Pelos Fezes Mortos Urina Bloco Pellets Pó
1 1 1
2 2 2
3 3 3
4 4 4
5 5 5
6 6 6
7 7 7
8 8 8
9 9 9
10 10 10
11 11 11
12 12 12
13 13 13
14 14 14
15 15 15
16 16 16
O/U Outros consumos O/U Outros consumos O/U Outros consumos
Consumo de produtos Consumo de produtos Consumo de produtos
Programa Biossegurança Bayer
DADOS DE CONSUMO PARA PREENCHIMENTO DA PLANILHA 0 - Quando não houver consumo do produto
0.5 - Quando consumir até meio bloco ou sachê 1.0 - Quando consumir mais de meio bloco ou sachê (substituir) S - Substituto (Quando estragado pelo tempo)
Figura 32 – Planilha de controle do consumo dos raticidas do Programa Bayer de Controle de Roedores
19
QUANDO COMO FAZER PRODUTOS SITUAÇÕES QUEM FAZ
7 a 10 dias
Limpar os pontos, recolocar os produtos, conforme mapeamento.
Rodilon® Pellets Rodilon® Blocos
Racumin® Pó
presença de roedores vivos, muitos sinais e consumo da
maioria dos raticidas.
Responsável pelas aplicações.
10 em 10 dias
Limpar os pontos, recolocar os raticidas, conforme mapeamento.
Rodilon® Pellets Rodilon® Blocos Racumin® Pó
Com sinais de roedores e consumo
das iscas.
Responsável pelas aplicações.
10 em 10 dias Intensificar a limpeza dos pontos de controle.
Rodilon® Pellets
Racumin® Pó Com sinais de roedores e sem recolocar raticidas, conforme mapeamento.
Rodilon® Pellets Rodilon® Blocos
Racumin® Pó
Rotina necessária para um controle efetivo. Mesmo
em infestações baixas.
Responsável pelas aplicações.
20 em 20 dias
Limpar os pontos, recolocar veneno, conforme mapeamento.
Rodilon® Pellets Racumin® Pó
Sem sinais de roedores e sem consumo recolocar os raticidas, conforme mapeamento.
Rodilon® Pellets Rodilon® Blocos
Racumin® Pó
Rotina necessária para um controle efetivo. Mesmo
em infestações baixas.
Responsável pelas aplicações.
60 em 60 dias Trocar Rodilon® Blocos e/ou Pellets Parafinados
conforme mapeamento.
Rodilon® Blocos Rodilon® Pellets
Sem sinais de roedores e sem consumo dos
Recolher toda ração.
Limpar todos os pontos, recolocar os raticidas conforme mapeamento.
Rodilon® Pellets Rodilon® Blocos
Racumin® Pó Baixa infestação. Responsável pelas aplicações.
Intervalo entre lotes, imediatamente
após a saída.
Aumentar quantidade de iscas por ponto
de iscagem.
Rodilon® Pellets Rodilon® Blocos Racumin® Pó
Alta infestação. Responsável pelas aplicações. circulação dos roedores no
interior das instalações.
Tabela 7. Limpeza dos porta-iscas e recolocação dos raticidas Bayer
20
3.5.4 Cuidados com o Programa Bayer de Controle de Roedores
Respeitar o esquema de distribuição das iscas
•
proposto pelo Programa Bayer de Controle de Roedores, quando este for definido por um técnico treinado da Bayer. Não alterar aleatoriamente o número de pontos de colocação dos raticidas (pontos internos, externos
e nas cercas). Ao longo do programa de controle, os pontos podem ser trocados de local, desde que os indícios de circulação dos roedores estejam fora da área de cobertura das iscas O intervalo entre as revisões das iscas distribuídas
•
nas instalações pode ser alterado em função do histórico da infestação da granja por roedores.
Esta medida é definida corretamente através do monitoramento e registro dos dados
No momento das revisões, observar se há sinais
•
da presença de roedores fora do raio
de cobertura das iscas. Quando identificados, adotar medidas corretivas
Após o fechamento das tocas, observar se estas
•
voltam a ter atividade
Adotar medidas preventivas que auxiliarão
•
o controle químico
3.5.5 Adoção de medidas preventivas
Para evitar a reinfestação das unidades de produção pelos roedores, é necessário que sejam adotadas as boas práticas de produção. Devem-se manter os ambientes limpos e organizados, acondicionar o lixo em recipientes fechados, manter
a caixa-d’água adequadamente tampada, evitar vazamentos de água, aparar constantemente
a vegetação da margem dos córregos, o gramado das proximidades e arredores das granjas, evitando assim que o roedor encontre água, alimento e abrigo.
Fatores que atraem e favorecem a instalação de roedores:
Instalações danificadas ou mal-construídas:
•
recomenda-se vedar os pontos onde houver roeduras, como em forros e paredes
Presença de entulhos e materiais desnecessários
•
no interior das instalações Lixo acumulado
Presença constante de ração fora dos
•
comedouros
Áreas ao redor do galpão abandonadas /
•
mal-cuidadas
Sala de armazenagem de ração sem estrados
•
Falta de defesas (placas metálicas) na parte
•
inferior das portas
Proximidade de aterros sanitários a céu aberto ou
• lixões
Paióis ou tulhas abandonadas
•
Criações informais de fundo de quintal de suínos
•
ou outros animais
Medidas preventivas devem ser adotadas a fim de tornar o ambiente impróprio à instalação dos roedores.
21
4. BIOLOGIA E CONTROLE
INTEGRADO DO CASCUDINHO
O Alphitobius diaperinus é um inseto da ordem Coleoptera, pertencente à família Tenebrionidae e popularmente conhecido como cascudinho, escaravelho-da-cama ou ainda besouro-da-cama.
Este besouro é originário do leste da África e está associado a ninhos de aves e morcegos. Com a expansão da avicultura industrial e a criação intensiva de aves de produção, este coleóptero encontrou, junto às instalações avícolas, habitat ideal para seu desenvolvimento, tornando-se um problema mundial.
Esse besouro é capaz de proliferar-se com eficiência na cama dos aviários, sendo encontradas elevadas populações em camas de frangos de corte, de matrizes, e mesmo em fezes de poedeiras de ovos comerciais confinadas em gaiolas, porém em menor grau. Adultos, ovos, larvas e pupas vivem sob a superfície da cama, em equipamentos e em frestas dos pisos e paredes; alimentam-se de ração, aves mortas, aves debilitadas, esterco e outros materiais orgânicos em decomposição encontrados no galpão.
O cascudinho é responsável por grandes prejuízos na avicultura: participa na transmissão de diversas doenças, contribui para a desuniformidade do lote e alteração da conversão alimentar, desperdício de ração e danos nas instalações.
Transmissão de doenças: o Alphitobius diaperinus pode ser responsável pela transmissão
de fungos (Aspergillus sp., Candida sp.
e Fusarium sp.), bactérias (Escherichia coli, Salmonella typhimurium, Streptococcus sp., Campylobacter jejuni, Corynebacterium sp., Bacillus subtilis, Staphylococcus aureus entre outras), vírus (Gumboro, Leucose, Doença de Marek, Newcastle, Rotavírus, Reovírus, Influenza, Varíola aviária), de parasitos e de oocistos de Eimeria spp. quando
a ave ingere o besouro que ingeriu previamente estes oocistos. A micotoxina F-2, produzida pelo fungo Fusarium roseum, pode persistir no cascudinho ao longo de suas etapas de metamorfose. A persistência desta micotoxina durante vários estágios evolutivos do besouro aponta para a possibilidade de que outros agentes patogênicos possam persistir da mesma forma.
Este fato poderia explicar por que certas doenças possuem comportamento endêmico em algumas unidades de produção, apesar dos esforços para melhorar a limpeza e a desinfecção.
Desuniformidade do lote e alteração da conversão alimentar: aves jovens preferem comer a larva do cascudinho e cascudinhos adultos, o que reduz o consumo de ração, aumenta a chance de danos no aparelho digestivo e torna a ave mais suscetível a irritações do trato respiratório. Durante
os primeiros 10 dias de vida, frangos de corte podem consumir cerca de 450 larvas / ave / dia;
os perus, por sua vez, consomem cerca de 200 larvas / ave / dia, mesmo que tenham alimento à sua disposição.
Outro dano significativo causado pelo cascudinho consiste na perfuração dos painéis de isolamento dos galpões, o que pode representar até 26%
de perda de capacidade de isolamento, além da destruição do material de isolamento térmico utilizado em países de clima frio.
de perda de capacidade de isolamento, além da destruição do material de isolamento térmico utilizado em países de clima frio.